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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

TEXTO - O Propósito da Geografia Escolar

repasso texto que eu fiz.
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O Propósito da Geografia Escolar


Toda Ciência trabalha com Ordenações Lógicas, possuindo seus Códigos, ou seja, toda análise científica é uma forma diferente de se compreender a realidade. Todas as pessoas constroem um discurso sobre o mundo e a Ciência Geográfica é um discurso sobre o mundo, possuindo uma tradição discursiva que tem de ser desvelada.
A realidade possui um “fundamento geográfico”, pois para que as coisas aconteçam, elas têm de ocorrer em lugares. MARTINS (2009, p.16) diz que:
a geografia ou o geográfico, enquanto fundamento, é algo que se estabelece a partir da relação sociedade/natureza. Ou seja, tanto no sujeito como no objeto, a relação sociedade natureza se traduz numa ordem espaço-temporal dos elementos que resultam da relação.

Neste sentido, parafraseando Herder, podemos afirmar que a história (seja das sociedades ou da natureza) é geografia em pensamento. Nesta toada, MARTINS (2009, p.15) diz que a geografia dos lugares além de ser um fundamento da realidade, é uma: ”(...) determinação que se mostra como fenômeno, que mediante diferentes teorias será entendido de formas distintas”. Portanto, a realidade é uma totalidade, podemos ler um fenômeno da realidade de diversas formas, cada análise científica é uma versão possível da realidade ou do geográfico". PEREIRA (2003, p.12) disse que: “quando se observa a realidade de forma disciplinar, ou seja, a partir dos diversos ramos em que o conhecimento científico se dividiu, devemos ter claro que a fragmentação é produto do nosso olhar e não da própria realidade”.

A geografia dos lugares ou o espaço é um dado da realidade e a ciência geográfica não pode querer ter o monopólio científico desta categoria da realidade. MARTINS (2009, p.24) diz que o espaço (ou a geografia dos lugares) “nos chega na forma de território, região, área, paisagem, etc”.
Fazer uma análise utilizando-se da Ciência Geográfica significa compreender a lógica de ordenação dos lugares, ou seja, entender as relações de força constitutivas de nossa sociedade capitalista partindo dos fenômenos em sua dimensão territorial.
A Ciência Geográfica permite que os indivíduos tenham uma “Consciência Geográfica” do mundo, ou seja, compreender a ordenação territorial das coisas, entendendo como elas se localizam no território (ou na Geografia dos lugares), levando à compreensão do sujeito e de outros locais. Neste sentido, MARTINS (2009, p.17) diz que: “a consciência geográfica passa por entender esta determinação geográfica da existência”.
Não necessariamente o reconhecimento da topologia é fazer geografia, pois este reconhecimento tem de ser realizado geograficamente, sob as ordens lógicas da Ciência Geográfica. Fazemos um discurso geográfico para falar das coisas, utilizando-se de categorias e conceitos próprios da Ciência Geográfica.
Além desta específica importância do espaço na realidade, devemos ressaltar que os fenômenos possuem uma dimensão territorial que contribui nas análises científicas e é a expressão do fundamento metodológico da ciência geográfica.
Os fenômenos da realidade possuem uma geograficidade, cuja importância pode ser mais bem compreendida na passagem de MOREIRA (2004, p. 193) a seguir:
(...) todo ente para ser geográfico tem que estar localizado, donde a geograficidade começar na localização no espaço. A localização espacial é essencial e a paisagem um seu pressuposto. Todavia o estar-sozinho não constitui um mundo. É preciso então que a localização se defina como uma distribuição. Isto porque mais que um sistema de localizações, a distribuição é a própria inserção do estar-no-mundo do ente. É coabitação. Só quando a coabitação se estabelece, só então a existência se faz presença. E o mundo então se forma. (...) É com a distribuição que a relação entre os entes aparece, o ente se vendo num todo e seu sentido se faz presente. Esta a-presentação/presenticidade do ente na distribuição é o que torna a localização um elo, um estar-no-alguma-coisa do ente, mundo, o espaço virando espacialidade.

O sistema capitalista de produção proporciona uma articulação e padronização de modos de vida, pessoas e também de lugares em uma rede produtiva que possui uma dimensão geográfica. Conceber a relação realizada com os lugares por onde passou, faz com que o espaço esteja subsumido à existência dos indivíduos, demonstrando que os usos (formas e funções) também definem o conteúdo.
Segundo MARTINS (2009, p.33-34), a sociedade se reproduz em uma geografia e determina o geográfico, sendo que a geografia dos lugares é determinante nas relações sociais de produção (no modo de produção das sociedades):
O contemporâneo é a história se realizando em geografias, e a geografia determinando a sociedade e, por conseguinte, a história. Sem jogo de palavras: as ações humanas, em sociedade, repercutem na apropriação objetiva e subjetiva do meio geográfico existente e, a partir daí, a sociedade se totaliza, reproduzindo-se mediante as condições impostas pelo geográfico já ali estabelecido. (...) muito mais que o espaço, é a geografia que garante a reprodução das relações sociais de produção.

A geografia escolar surgiu para fomentar a identidade pátria, mas o propósito escolar não reflete apenas neste objetivo. O ser humano necessita saber onde está para encontrar sua identidade ou saber quem ele é.
Para se compreender a importância da geografia escolar temos de inicialmente levar em conta o significado de Ciência Geográfica e de Escola. Portanto, para se entender o porquê se ensina geografia temos de refletir sobre a funcionalidade social da escola.
A Ciência Geográfica permite que os indivíduos tenham uma “Consciência Geográfica” do mundo. Esta “Consciência Geográfica” possibilita que os indivíduos tenham conhecimentos locais, sendo este imprescindível para saber quem somos e para se ter um conhecimento de locais para dominação ou reprodução social.
Conhecer locais diferentes do vivido é importante porque permite que o indivíduo construa sua identidade, pois nos reconhecemos na diferença, na alteridade. Compreender locais diferentes possibilita ao entendimento da sociedade e suas condições sociais, porque cada vez mais, nossa vida acontece de maneira desterritorializada e cosmológica.
O professor necessita ter as consciências da função social da escola e sobre a sua prática profissional, que é uma prática social e política na sua essência. A Ciência Geográfica na Escola possibilita que o aluno reconheça diferentes lugares e crie um discurso sobre si, auxiliando na reprodução social.
O aluno tem de compreender onde ele está para saber o significado de sua localização e da localização das coisas no território. Esta discussão sobre localização é importante para que o aluno tenha uma consciência de sua existência e possa transgredir de sua condição social.
Este aluno se reconhece no espaço vivido, ou seja, a partir da geografia do lugar. A Consciência Geográfica possibilita que o aluno se alfabetize geograficamente, percebendo que ele faz parte da geografia do lugar e de que o lugar constrói uma identidade nas pessoas, além da compreensão de que as pessoas constroem os lugares. Segundo PEREIRA (2003, p.12):
Alfabetizar geograficamente é, pois, dar sentido a essa espacialidade dos fenômenos. Mas, como estamos nos referindo a um processo de ensino-aprendizagem, é preciso que nos referenciemos pedagogicamente para podermos construir, passo a passo, essa noção e esse instrumento de análise com o nosso aluno.

Alfabetizar não pode ser reduzido ao processo de letramento. PEREIRA em outro artigo define a alfabetização geográfica (Pereira, 1996, p.53):
Alfabetização, para a geografia, somente pode significar que existe a possibilidade do espaço geográfico ser lido e, portanto entendido. Pode transformar-se, portanto, a partir disso, em instrumento concreto do conhecimento. Mais que isso, o espaço geográfico pode transformar-se em uma janela a mais para possibilitar o desvendamento da realidade pelo aluno.

SANTOS (2008, p.22) diz que todas as disciplinas escolares durante o processo de ensino-aprendizagem, geram um processo contínuo de alfabetização. O ensino das disciplinas de Português, Matemática, Artes, Educação Física seriam “vinculadas à reflexão das regras gerais das linguagens”, construindo “seus significados na medida em que é capaz de refletir sobre mensagens” e o ensino das disciplinas de Geografia, História, Química, Física e Biologia “se vinculam à reflexão dos fenômenos”, construindo “os seus significados na medida em que desvenda as regras que definem seus próprios discursos”.
Discutir o papel da geografia escolar é discutir a identidade do professor e o papel do professor na formação dos alunos. É fundamental que os alunos possam identificar a contribuição dos conhecimentos geográficos para a elucidação de mundo em que vivem.  O professor deve ter consciência sobre qual é o papel da geografia no processo de alfabetização do aluno e qual a contribuição da geografia para a sua aprendizagem.
O professor de geografia deve ter a preocupação de praticar a interdisciplinaridade, o diálogo entre várias disciplinas, entretanto ele deve fazer uns questionamentos, pois o Geógrafo deve ter claro sua identidade, o papel da ciência geográfica e da geografia escolar.
Concordo com PEREIRA (1999, p.43) a este respeito:
(...) se está confundindo a parte com o todo porque considero que, para praticarmos a interdisciplinaridade, cada uma das disciplinas precisa saber exatamente o seu papel, a sua função, o que vai observar, o que vai relevar e como vai fazer tudo isso. Quando não nos atemos a nenhuma desses detalhes entramos no caminho da confusão, onde, ao invés da interdisciplinaridade temos uma sucessão de trombadas e vazios.
Portanto, a necessidade da construção e fortalecimento do discurso geográfico é uma necessidade, não apenas do desempenho da Geografia de forma isolada, mas também e principalmente do que ela deve afirmar na relação com as demais disciplinas.

È necessário que o professor de geografia tenha a compreensão do que quer ensinar quando ministra suas aulas. Necessariamente este debate tem de passar sobre o significado de ciência geográfica, o significado de escola e o significado do “saber”.
Inicialmente, o professor de geografia deve ter a consciência de que os saberes da sociedade são representações da sociedade sobre si mesma, sofrendo determinações do seu Modo de Produção ou da sua espaço-temporalidade em que se constitui.  Todas as sociedades têm relações de noções espaciais, relações com o mundo, percepções do mundo em linguagens. Os lugares determinam relações sociais e as relações sociais são a materialização do lugar (se materializam no lugar).
O “fundamento do processo civilizatório” ou da construção cultural das sociedades necessariamente tem de passar sobre o reconhecimento da espacialidade das pessoas, pois o indivíduo se reconhece em um lugar. Neste contexto, a instituição escolar tem um papel imprescindível, pois trabalha com memórias, códigos, símbolos e significados dos indivíduos. A percepção da condição espacial das pessoas é o pressuposto na construção do processo civilizatório. As pessoas são símbolos carregados de códigos de conduta, ou seja, o processo de ensino-aprendizagem é um jogo simbólico para a construção do processo civilizatório que tem de levar em conta a vida material e o simbólico dos alunos. O comportamento das pessoas tem uma forte relação com o simbólico e os símbolos são necessariamente carregados de cultura, ou seja, são carregados de intenções e de valores sociais.
Afirma-se que os professores não sabem da realidade ou da subjetividade dos alunos. Só sabem se os alunos sabem os saberes necessários que os professores estão procurando ou propondo. Jamais saberão de todos os seus saberes, é impossível e não deve ser a finalidade da prática pedagógica. O aluno pode reproduzir o discurso do professor, mas estes jamais saberão o que ele aprendeu. Para a prática pedagógica, o professor deve diferenciar quais saberes os alunos possuem e o que se quer que eles tenham no fim do processo.
 O conteúdo dentro do processo de ensino-aprendizagem é essencial, mas compreende-se que historicamente a geografia escolar pecou em ser muito “conteudista” e por não ter um rigor metodológico. Concordo com ASCENÇÃO (2009, p.4) que cita Moraes (1998)[1], para criticar a geografia escolar de até meados da década de 1990 que teria abandonado os “conteúdos e conhecimentos fundamentais para a compreensão espacial, bem como a não incorporação dos elementos físicos presentes no espaço geográfico nas práticas de ensino de Geografia”. ASCENÇÃO (2009, p.5) destaca alguns expoentes do “movimento renovador da geografia escolar”[2] que farão a crítica de maneira mais sistematizada.
Concordo com MARTINS (2009, p.13) quando cita MOREIRA (1987)[3]: “Antes tínhamos uma geografia com forma mas sem conteúdo, e passamos a uma geografia com conteúdo mas sem forma”. Na ânsia de se fazer uma crítica à “geografia tradicional”, deixou-se de lado a perspectiva geográfica e uma firmeza metodológica.
A geografia escolar foi influenciada pelas discussões da geografia acadêmica. Também concordo com a crítica feita por ASCENÇÃO (2009, p.5 e p.6) à geografia escolar tradicional e à “geografia crítica”:
(...) abordagem regional que, até meados da década de 1980, marcou o Ensino de Geografia no Brasil. Essa abordagem tratava seqüencialmente o estudo de aspectos físicos (clima, relevo, vegetação, hidrografia) e aspectos humanos (demografia, urbanização, economia), sem associá-los a fim de se compreender as organizações espaciais. Além disso, adotava uma prática pedagógica pautada na memorização de fatos sobre os espaços. Tal perspectiva passou a sofrer severas e pertinentes críticas, referentes tanto aos seus aspectos metodológicos, como à naturalização das organizações espaciais, apresentadas como dadas e não como construídas em função de determinados interesses e tomadas de decisões.
(...)
A Geografia Crítica de base marxista na geografia escolar levou à uma “negligência da espacialização do fenômeno”, sendo falho em alguns aspectos.
Ainda que a abordagem crítica tenha feito divulgar e reconhecer a dimensão social na estruturação do espaço geográfico, considera-se que para a prática de ensino de Geografia ela pouco contribuiu. Pondera-se a permanência de uma abordagem fragmentada dos elementos espaciais – industrialização, urbanização, movimentos demográficos – e aponta-se para a introdução de uma depreciação de trabalhos que relevassem os elementos físicos – relevo, clima, vegetação, hidrografia –, considerados simbólicos da Geografia Regional lablachiana, com a qual se buscava romper.

Para a efetivação do processo de ensino-aprendizagem, a geografia escolar deve levar em conta conteúdos, habilidades, competências. Entretanto, isto não significa a defesa do Construtivismo, tal como faz ASCENÇÃO (2009, p.8), que citará mais geógrafas que partem deste princípio:
As “novas orientações” trazem como princípio básico que os educandos tornem-se leitores do espaço e compreendam que, ao mesmo tempo em que o homem produz organizações espaciais ao agir sobre os espaços, suas ações (individuais e coletivos) são indicativos do modo como estão organizados os espaços. Essas orientações, assentadas na perspectiva construtivista, compreendem que sujeito e objeto estabelecem, na estruturação do espaço geográfico, relações dialéticas, ou seja, “o sujeito interagindo com o objeto o constrói através do ato de conhecê-lo, ao mesmo tempo que se constrói como sujeito cognoscente” (BRAGA, 1996: 157)[4].
Cavalcanti (1998)[5], indica a necessidade da seleção de conceitos geográficos, por meio dos quais se abordarão conhecimentos geográficos diversos. A seleção dos conhecimentos e conceitos não se faz isolada da definição de abordagens metodológicas que possam favorecer o ensino/aprendizagem da espacialidade dos fenômenos. Para Cavalcanti, a abordagem socioconstrutivista seria o aporte metodológico capaz de favorecer um trabalho de alfabetização espacial, ou seja, um trabalho que permita aos educandos ler o real por meio dos conhecimentos geográficos.

Não é privilégio dos Geógrafos Construtivistas trazerem um debate mais geográfico para as aulas de geografia, interpretando a realidade na sua espacialidade, aproximando e contextualizando o conhecimento na realidade do aluno. Os Construtivistas criaram um “senso comum” a este respeito, até porque há uma hegemonia deste pensamento na geografia escolar e na pedagogia.



[1] MORAES, Antônio Carlos Robert de. Geografia e Ideologia nos Currículos de 1º Grau. In BARRETO, Elba Siqueira de Sá (org.) Os Currículos do Ensino fundamental para as Escolas Brasileiras. Campinas: Editores Associados; São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1998.
[2] BRAGA, Rosalina Batista. Construindo o amanhã: caminhos e descaminhos dos conteúdos geográficos na escola elementar. 1996. 257p. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
CALLAI, Helena. Um certo espaço, uma certa aprendizagem. 1995. 280f. Tese (Doutorado em Geografia Física) Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.
CAVALCANTI, Lana de S. A construção de conceitos geográficos no ensino. Uma análise de conhecimentos geográficos de alunos de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental. 1996. 295f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996
CASTELLAR, Sônia V. Noção de espaço e representação cartográfica: ensino de Geografia nas séries iniciais. 1996. 298p. Tese. (Doutorado em Geografia Física) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 1996.
[3] MOREIRA, Ruy. Conceitos, Categorias e Princípios lógicos para o Método e o Ensino de Geografia. São Paulo, Contexto, 2007, p.188.
[4] BRAGA, Rosalina Batista. Construindo o amanhã: caminhos e descaminhos dos conteúdos geográficos na escola elementar. 1996. 257p. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
[5] CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, Escola e Construção de Conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FERREIRA, Wladimir Jansen. Uma Leitura Geográfica da Formação da Cidade de São Paulo na Obra de Adoniran Barbosa. Trabalho de Conclusão de Curso de Geografia na PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 2005.
_________________________. Uma Análise Crítica do Conceito de Natureza no Currículo de Geografia do Estado de São Paulo. Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Ensino de Geografia na PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 2011.
 KATUTA, Ângela Massumi. A Educação Docente: (Re)Pensando as suas Práticas e Linguagens. In:Terra Livre, nº 28, Presidente Prudente: AGB, 2007.MARTINS, Elvio Rodrigues. Pensamento Geográfico é Geografia em Pensamento. In: Geografia e Mídia Impressa (organizadores: Ângela Massumi Katuta, et. ali). Londrina: Moriá, 2009.
LEFEBVRE, H.. Lógica Formal, Lógica Dialética, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
MARTINS, Elvio Rodrigues. Pensamento Geográfico é Geografia em Pensamento. In: Geografia e Mídia Impressa (organizadores: Ângela Massumi Katuta, et ali). Londrina: Moriá, 2009.
 MOREIRA, Ruy. O que é geografia?, São Paulo: Brasiliense, 1981.
_____________. O movimento operário e a questão cidade-campo no Brasil. Petrópolis/RJ: Vozes, 1985.
_____________. Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo. In: Ciência Geográfica, N° 6, Bauru: AGB-Bauru, 1997.
____________. Ser-tões: o universal no regionalismo de Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Guimarães Rosa (um ensaio sobre a geograficidade do espaço brasileiro) in “Ciência Geográfica”, AGB-Bauru, Ano X, Volume X, Número 3, Setembro/Dezembro 2004.
______________. Para onde vai o pensamento geográfico? – por uma epistemologia crítica. São Paulo: Contexto, 2006.
 PEREIRA, Diamantino. Geografia Escolar: Identidade e Interdisciplinaridade. In: Anais do 5º Congresso Brasileiro de Geógrafos – Vol. 1, Curitiba: AGB, 1994.
__________________. Geografia Escolar: uma questão de identidade. In: Cadernos CEDES n.39. Campinas: Papirus, 1996.
__________________. A Dimensão Pedagógica na Formação do Geógrafo. In: Terra Livre nº 14, São Paulo: AGB, 1999.
__________________. Paisagens, Lugares e Espaços: A Geografia no Ensino Básico. In: Boletim Paulista de Geografia da AGB-SP n° 79, São Paulo: Xamã Editora, 2003.
 SANTOS, Douglas. Referenciais Curriculares da Fundação Bradesco. São Paulo: Fundação Bradesco, s/d.
_______________. O significado de escola: apontamentos a partir das experiências vividas pelo projeto de “Reordenamento da Secretaria de Educação do Estado do Amapá” (1999-2001). São Paulo: PUC-SP e Governo do Estado do Amapá, 2008.
SANTOS, Milton. Espaço e Dominação, São Paulo: Seleção de Textos da AGB-SP, Junho de 1978.
_____________. Por Uma Geografia Nova, São Paulo: Hucitec, 1978.

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