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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Novo Mapa de Relevo da América do Sul

Novo Mapa de Relevo da América do Sul

“São dunas!”, admirou-se o geógrafo Jurandyr Ross, professor da Universidade de São Paulo, diante das elevações de solo arenoso ocupadas por raros tufos de plantas espinhosas, ovelhas e lhamas, próximas às chapadas conhecidas como mesetas do deserto da Patagônia, no sudoeste da Argentina, logo depois do Natal de 2015. 

Sob sol intenso, em uma viagem de 16 dias e 9 mil quilômetros, Ross e outros geógrafos tiravam as dúvidas finais sobre as imagens de radar e satélite usadas para preparar o mapa de relevo da América do Sul em que ele e sua equipe trabalharam ao longo do ano.

Publicado como parte de um artigo na edição de agosto de 2016 da Revista Brasileira de Geografia, o novo mapa substitui o anterior, bastante simples, da década de 1940, e destaca em 35 unidades distintas as particularidades dos três grandes blocos formadores do continente: a Cordilheira dos Andes a oeste, a grande planície central adjacente às montanhas e os planaltos de baixa altitude que formam a quase totalidade do território brasileiro. As divisões, algumas com centenas de quilômetros quadrados, oferecem uma visão integrada do continente e refletem a vinculação do relevo brasileiro com a cordilheira andina.

“Embora as estruturas que sustentam o relevo brasileiro sejam muito antigas, as formas atuais resultam de fortes influências da atividade tectônica dos Andes, que é geologicamente bem mais recente”, diz Ross. O soerguimento da cordilheira, como resultado da pressão de placas tectônicas sobre o assoalho marinho, determinou a mudança da direção – de oeste para leste – do rio Amazonas e de outros da Bacia Amazônica. Além disso, segundo o pesquisador, as serras do Mar e da Mantiqueira, ao longo do litoral, e o Vale do Paraíba, na região de Taubaté, formaram-se como resultado da pressão e do enrugamento da cordilheira sobre a estrutura rochosa a leste.

“Hoje vivemos uma época de calmaria tectônica, mas a reconfiguração do relevo já foi muito mais intensa, em decorrência dos Andes”, diz o geógrafo Silvio Rodrigues, professor da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. Segundo ele, os Andes ainda influenciam o continente porque estão sobre duas placas tectônicas ativas, a de Nazca e a Sul-americana, que geram energia, por meio de processos tectônicos, que pode chegar ao litoral do Atlântico. “Como o relevo brasileiro já é bastante conhecido, o que mais interessa neste mapa é a análise dos Andes e da depressão central, entre os Andes e o território brasileiro.”

Depois de fazer o mapa do relevo brasileiro na escala 1:5 milhões (de 1 para 5 milhões; 1 centímetro no mapa equivale a 50 quilômetros), publicado em 1996 no livro Geografia do Brasil (Edusp), e o do relevo do estado de São Paulo na escala 1:500.000, dois anos depois (ver Pesquisa Fapesp no 35), Ross resolveu fazer uma síntese do relevo da América do Sul porque não encontrava nenhum mapa atualizado para usar em suas aulas. O único que achou, já com seu trabalho avançado, era de 1942, feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ele usou principalmente as imagens de radar do satélite Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, complementadas pelas do Google Earth, pelo mapa geológico da América do Sul produzido pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa pública do Ministério de Minas e Energia, e por trabalhos acadêmicos.

Na escala de 1:8 milhões, o novo mapa pode ser útil no planejamento ambiental e econômico. “O relevo, os solos e o clima condicionam a ocupação humana e o agronegócio”, diz Ross, associando os terrenos planos de Mato Grosso ao cultivo de soja e de cana-de-açúcar, e os vales do Chile, em meio às montanhas, com a produção de frutas. As formas do relevo, ele observa, expressam tanto as forças internas da Terra, como os movimentos do magma, quanto as externas, como a erosão e as intempéries.

O mapa delimita as unidades dos três blocos fundamentais do continente com base em diferenças da constituição geológica, solos e formas de relevo.

O bloco a leste reúne planaltos de baixa altitude, com as bacias dos principais rios brasileiros, delimitadas pelas áreas em azul no mapa, as depressões em laranja, as serras litorâneas em vermelho. É a parte mais antiga do continente, com mais de 1 bilhão de anos, formada na era geológica conhecida como pré-Cambriano.

Esse bloco fazia parte, com as atuais África e Índia, do supercontinente Gondwana, que começou a se fragmentar cerca de 150 milhões de anos atrás, no período Jurássico, marcado também pela abertura do Atlântico Sul. O cráton amazônico, a norte e sul das planícies do rio Amazonas, forma as estruturas rochosas mais antigas do continente, com cerca de 2,5 bilhões de anos. Em vermelho, os morros e serras representam os resquícios já bastante erodidos de cordilheiras mais antigas que os Andes. “Quando se formaram, entre 550 milhões e 1,5 bilhão de anos, eram tão altas quanto os Andes”, diz Ross.

A oeste encontra-se a Cordilheira dos Andes, bloco geologicamente mais recente do que a porção leste. Ross destacou o trecho mais antigo e mais alto, a Cordilheira Oriental, com cerca de 100 milhões de anos de idade e altitudes de 4 mil metros, na Bolívia e na Argentina.

A Montanha Mais Jovem

A cadeia montanhosa predominante, estendendo-se de norte a sul do continente, com altitudes de 1.500 a 2.600 metros, é a Cordilheira Ocidental, formada em duas fases, uma há cerca de 85 milhões de anos e outra há 40 milhões de anos. A Cordilheira Costeira é ainda mais recente, do final do período Cenozoico, entre 1,7 milhão e 23 milhões de anos. Entre as montanhas há vales ocupados por cidades como Santiago, a 800 metros de altitude, e o deserto de Atacama, que Ross visitou em novembro, em outra viagem de checagem de campo, impressionando-se com a película branca de sal sobre o solo árido vermelho.

Entre as montanhas e os planaltos baixos do Brasil estende-se a Depressão Central Sul-americana, formada por planícies com trechos alagáveis como as dos rios Orenoco na Venezuela, do Mamoré-Beni na Bolívia e do Paraguai no Brasil, Paraguai e Argentina. A idade média da superfície dessa área (em amarelo no mapa) varia de 10 mil a 3 milhões de anos, com altitude máxima de 200 metros na região entre o Paraguai e a Bolívia. “Toda essa área muito baixa, com colinas de topo plano, vales levemente entalhados, planícies e pantanais chamadas de chaco, era um grande mar, há milhões de anos, antes de os Andes emergirem”, diz Ross.

A geógrafa Isabel Cristina Gouveia, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente, comenta que dois grandes geógrafos brasileiros do século passado, Aziz Ab’Saber e Fernando de Almeida, contribuíram bastante para o conhecimento sobre o território nacional mesmo sem imagens de satélites, hoje de fácil acesso. “Curiosamente”, diz ela, “mesmo com imagens de alta resolução e recursos de Sistemas de Informação Geográfica, ainda são poucos os estudos que valorizam o mapeamento geomorfológico como método de análise e sistematização do conhecimento sobre o relevo”.

Artigo científico
ROSS, J. L. S. Compartimentação do relevo da América do Sul. Revista Brasileira de Geografia. v. 61, n. 1, p.21-58, 2016.

Fontes: http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/08/19/sob-a-forca-dos-andes/?cat=ciencia

https://www.facebook.com/geografiaesociedade/photos/a.602878663106090.1073741828.601585606568729/1200232266704057/?type=3&theater

terça-feira, 22 de março de 2016

EXERCÍCIOS do FILME "APOCALYPTO"

1) A aldeia de Jaguar-Paw era uma sociedade caçadora-coletora. Como eles viviam?

2) Por que os Maias invadiram a aldeia de Jaguar-Paw? O que eles faziam com as pessoas da aldeia?

3) Como os Maias viviam na cidade deles?

4) O que os Maias estavam fazendo com as pessoas nas pirâmides? Com qual objetivo?

5) Por que os Maias interromperam a cerimônia nas pirâmides?

6) O que a menina na floresta previu?

7) Qual a sua leitura sobre o final do filme? O que aconteceria à todos os indígenas?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

REFLEXÕES acerca do filme APOCALYPTO


    O Império Maia foi maior que o Inca e o Asteca, mas estavam em uma enorme decadência quando os espanhóis chegaram. 

   Apesar do filme APOCALYPTO esteriotipar um pouco os Maias, este retratou bem o Império Maia, suas contradições e as desigualdades. Uma sociedade dividida em classes sociais leva àquele terror todo.

   O final é ambíguo porque os espanhóis chegando não significa que os indígenas oprimidos serão libertados pelos "heróis cristãos europeus", mas que o Império Maia iria cair gradativamente. 
     Não acho que generaliza os povos indígenas, pois é necessário que os concebemos diferenciadamente (eles eram diferentes produtivamente e socialmente). 
    Apesar dos progressos científicos dos impérios Maia/asteca/inca, eles eram escravistas e possuíam classes sociais. Toda sociedade dividida em classes sociais possui abusos como vimos no filme, e em uma sociedade teocrática as coisas são piores ainda. 
  Não acho que reproduza preconceitos contra os povos pré-colombianos de maneira direta, mas creio que seja necessário passar o filme APOCALYPTO e em logo seguida passar A MISSÃO para não passarmos a falsa mensagem que os europeus cristãos colonizadores "libertaram os indígenas", pois eles foram iguais ou piores que os Maias.



     Não tem santo nesta história, mas os Maias sofreram com os espanhóis o mesmo que faziam com os povos que escravizavam.



LISTA dos melhores FILMES que falam da história/geografia da AMÉRICA

Farei uma lista dos melhores filmes que falam da história/geografia da América:

- APOCALYPTO (contradições e conflitos dos povos pré-colombianos, declínio do Império Maia)

- 1492: A CONQUISTA DO PARAÍSO (conjuntura da viagem de Colombo para a América, as dificuldades da viagem, contato dos europeus com indígenas, as contradições e a ganância européia pelo ouro)

- A MISSÃO (conflitos dos jesuítas e escravagistas indígenas na América do Sul e as missões)

- UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA (destaco a passagem que fala da escravidão dos indígenas no Brasil e a passagem da BALAIADA)

- DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (viagem de Ernesto Guevara pela América do Sul antes dele virar CHE, conscientização social, contradições sociais e geografia)


- Também destaco os filmes "TERRA VERMELHA", "ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO", "DANÇA COM LOBOS", "ÚLTIMO DOS MOICANOS", ...

ATIVIDADE FILME "1492 - A Conquista do Paraíso"

1) Por que Colombo resolveu fazer uma rota marítima diferente? 


2) Quem  Colombo teve de enfrentar para poder navegar? Porque?


3) Como Colombo conseguiu navegar? O que ele teve de fazer?


 4) O que acontecia com as pessoas que questionavam o clero?


5)De que países asiáticos saíam as mercadorias compradas pelos europeus?


6) O que realmente interessou Colombo e os burgueses europeus na América?


7) Explique o que Colombo e os burgueses europeus queriam fazer na Ásia e também com o ouro-prata dos indígenas americanos?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

MAPAS - AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA




 Culturas Pré Colombianas na América do Sul e Império Inca



 Expansão Comercial-Marítima européia na América



 Impérios - Asteca, Maia, Inca



 Localização sítios da Cultura Maia e Asteca




Maias, Astecas e Tarrascos




Mapa Origem dos Povos Americanos




Mapa sítio urbano de Tenochtitlán elaborado por Hernán Cortés




Maquete de Tenochtitlán, a capital asteca




Expedições espanholas na América Latina no final do século XV e início do século XVI.








Indígenas no Brasil - antes século XV


Indígenas no Brasil - antes século XV

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Pinturas sobre Trabalhadores

Para lembrar o dia do trabalhador, apresento obras de artistas latino-americanos que abordaram a questão, em momentos diferentes e com diferentes estilos: Antonio Berni (Argentina), Diego Rivera (México), Eduardo Kigman (Equador) e Cândido Portinari (Brasil). 
Tudo o que amplie a perseverança e sacrifício do trabalhador deste continente.



Eduardo Kingman, Equador




 Antonio Berni, La Manifestación, 1934. Argentina




Antonio Berni, Los cosecheros, 1953, Argentina






 Cândido Portinari, Colheita de Café, 1922, Brasil




Diego Rivera, mural, México

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Resumo da Economia da América Portuguesa (Brasil Colonial)


 Resumo da Economia da América Portuguesa (Brasil Colonial)



Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Maurício (et. ali). Atlas Histórico Escolar. Rio de Janeiro: Fundação de Assistência ao Estudante (Ministério da Educação), 1986.



Sequência de AULAS sobre GEOGRAFIA da AMÉRICA

Sequência de AULAS sobre GEOGRAFIA da AMÉRICA (pode ser para OITAVO ANO do ENSINO FUNDAMENTAL)

Aulas 1 e 2Grandes Navegações e Feudalismo
- Feudalismo se estende do século V (fim do Império Romano) até o século XVIII (Revolução Francesa).
- Os BURGOS eram a “cidade dos ricos”, pois lá teria muita infra-estrutura e de rede de serviços (castelo, exercito, comércio, igreja, etc). Neste local moravam o clero (padres e religiosos da Igreja Católica), a nobreza (reis e príncipes) e alguns burgueses (comerciantes).
- Os FEUDOS eram “a cidade dos pobres”, pois lá teria carência de infra-estrutura e de rede de serviços. Moravam alguns burgueses (comerciantes), mas principalmente o povo (servos). Era um ambiente rural, baseado na agricultura e pecuária. Quem morava no feudo tinha de entregar as riquezas para os moradores dos burgos (muitas vezes o povo se revoltava e fazia assaltos, como o caso de “Robbin Wood”).
- Organização Espacial do Feudalismo:

- A divisão de Classes Sociais no Feudalismo: CLERO, NOBREZA, BURGUESIA E POVO/SERVOS.
- O clero e a nobreza tinham o poder político na sociedade feudal, ou seja, mandavam e tomavam as decisões políticas.
- A burguesia e o povo eram deixados de lado no campo político, deixando-os muito insatisfeitos.
- A burguesia percebe que deve tirar o clero e a nobreza do poder político, ou seja, acabar com a sociedade feudal. Mas para isso acontecer ela tem de ter as “condições materiais e sociais”.
- A burguesia percebe que tem de juntar dinheiro para tal. Ela começa a intensificar o comércio, surgindo o “capital mercantil”.
- O período histórico aonde ela intensifica o comércio foram nas Grandes Navegações.

Aulas 3, 4 e 5: 
Mapa sobre as Grandes Navegações.
- Os alunos terão cerca de 2 aulas pra fazer individualmente o seguinte mapa:

1) Título: “Mapa das Grandes Navegações (séculos XII à XVII)”
2) Escala: 1: 30.000.000
3) Nome dos 5 Oceanos (pintar de azul depois)
4) Nome dos 5 Principais Paralelos
5) Legenda:
[] Índia e China
[] Espanha e Portugal
[] América
à Rota do Mar Mediterrâneo
à Rota do Marco Polo
à Rota do Colombo
àRota da Seda
0 Império Bizantino (séculos V à XVI)
0 Império Turco Otomano (séculos XVII à XX)

Aulas 6, 7 e 8: - Passagem de trechos do filme: “1492: a conquista do paraíso”.


Aula 9: Debate e Exercícios do Filme.
- Debate:
Contexto da “descoberta” da América = Império Bizantino toma a cidade de Constantinopla em 1453 e impede europeus de navegarem pelo mar Mediterrâneo e pelo mar Vermelho. A burguesia européia queria ir para Ásia (Índia e China) para comercializar (especiarias e ouro) e acumular capital mercantil (podendo mudar de sociedade).
- A Burguesia precisava ter dinheiro para ter as condições materiais de tirar o clero e a nobreza do poder político do feudalismo, começa a intensificar o comércio nas Grandes Navegações (Expansão Comercial-Marítimo).
- A burguesia começa a fazer comércio localmente, mas com as navegações ela expande territorialmente sua atuação, variando a quantidade de produtos a serem comercializados.
- Marco Pólo cria uma rota marítima que vai para a Ásia (especialmente para a Índia e à China). Esta rota marítima foi criada porque a “rota do mar Mediterrâneo e mar Vermelho” estava proibido pelos Mouros (Império Bizantino).
- Cristóvão Colombo assim como Marco Pólo (ou Bartolomeu Guimarães ou Vasco da Gama) eram comerciantes burgueses e queriam chegar à Ásia para fazer comércio.
- Cristóvão Colombo cria uma rota marítima diferente, pois achava que dava para alcançar a Ásia navegando para  o Ocidente (pelo Oceano Atlântico). Ele comprou uma briga com o Clero (que controlava o conhecimento na época) e quase foi pra fogueira (assim como Giordano Bruno, Galileu Galilei e Nicolau Copérnico).
- Depois de conseguir o apoio de banqueiros, burgueses e da rainha da Espanha, Colombo consegue navegar, descobrindo o continente América.
- Algumas pessoas dizem que Colombo não foi o primeiro não-americano à chegar à América, pois existem mapas chineses do século XVIII que mostram a costa brasileira (http://profwladimir.blogspot.com.br/2013/04/mapa-chines-de-1418-que-mostra-america.html), assim como mapas vickings da América do Norte. Os chineses tinham a frota marítima mais desenvolvida da época, tendo uma burguesia-navegadores-comerciantes que estavam prestes a tirar o clero-nobreza do poder. Entretanto isso não ocorre, pois o imperador da “Dinastia Ming” destrói todos os navios, constrói a Muralha da China e se fecha pro mundo até o século XIX (com a Guerra do Ópio, entre China e Inglaterra).
- Tivemos expedições espanholas no Brasil entre 1499 e 1500. Vejamos os mapas a seguir
- Os alunos se dividirão em grupos (de 2 à 4) e responderão à estas perguntas:
https://profwladimir.blogspot.com/2016/01/atividade-filme-1492-conquista-do.html
1) Por que Colombo resolveu fazer uma rota marítima diferente? 
2) Quem  Colombo teve de enfrentar para poder navegar? Porque?
3) Como Colombo conseguiu navegar? O que ele teve de fazer?
4) O que acontecia com as pessoas que questionavam o clero?
5)De que países asiáticos saíam as mercadorias compradas pelos europeus?
6) O que realmente interessou Colombo e os burgueses europeus na América?
7) Explique o que Colombo e os burgueses europeus queriam fazer na Ásia e também com o ouro-prata dos indígenas americanos?

Aulas 10 e 11: Origem dos Povos Americanos (com mapa).
- A América foi o último continente à ser povoado por seres humanos, há cerca de 50 mil anos e os povos nativos deste território são provenientes de 2 lugares:
- Ásia = quando houve uma intensificação de uma glaciação (entre 50mil-40 mil anos atrás e entre 28mil-10mil anos atrás), os asiáticos (de origem mongolóide, esquimó e amurianos do Cáucaso) atravessaram o “Estreito de Bering” à pé para o continente americano e aos poucos foram se espalhando pelo continente.
- Oceania = são de origem tasmanóide, australóide, melanesóide, proto-indonésio e indonésio. Vieram de navios e se instalaram principalmente na região da Patagônia na América do Sul.
- Estes primeiros povos nativos eram nômades, caçadores-coletores, não praticavam agricultura e nem domesticavam animais, possuíam ferramentas e armas de pedras e ossos.
- Realização do Mapa das Origens dos Povos Americanos (https://profwladimir.blogspot.com/2014/04/atividade-com-mapa-origem-dos-povos.html)

Aulas 12 e 13:Povos Pré-Colombianos na América (com mapa).
- Podemos impactar passando estas frases e textos impactantes sobre a Colonização na América: http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/frases-impactantes-sobre-colonizacao-na.html

- Antes dos europeus chegarem ao continente americano em 1492, viviam cerca de 14 milhões de pessoas ou 70-80 milhões de pessoas (existem 2 teorias):
TEORIA 1: (ROSENBLAR, Angel. La Población indígena y El mestizage em América, v. I., La Población indígena, 1492-1950, Buenos Aires, Ed Nova, 1954).
América do Norte (ao Norte do Rio Grande)
1.000.000
México, América Central e Antilhas
5.600.000
México
4.500.000

Haiti e São Domingos
100.000

Cuba
80.000

Porto Rico
50.000

Jamaica
40.000

Pequenas Antilhas e Bahamas
30.000

América Central
800.000

América do Sul
6.785.000
Colômbia
850.000

Venezuela
350.000

Guianas
100.000

Equador
500.000

Peru
2.000.000

Bolívia
800.000

Paraguai
280.000

Argentina
300.000

Uruguai
5.000

Brasil
1.000.000

Chile
600.000

População total
13.385.000

TEORIA 2: (RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização, 3ª Ed., Petrópolis, Vozes, 1979, p.108).
Áreas
População (em milhões)
México Central
25 a 37
América Central
10 a 13
Área Andina
30 a 37

- Após 150 anos de colonização européia a população da América foi reduzida para 3,5 milhões de habitantes.
- Foi um extermínio brutal e violento, com assassinatos, guerras, epidemias e pestes (varíola, tifo, caxumba, lepra, febre amarela, malária, enfermidades pulmonares, afecções intestinais, etc) e escravidão.
- Após a escravidão indígena, os europeus escravizarão os negros africanos, atendendo aos interesses da metrópole, Igreja Católica, traficantes e comerciantes.
- Restam poucos indígenas no continente americano, sendo que já estão mestiçados e aculturados, onde os poucos estão isolados em reservas (sendo mortos por grileiros, mineradores, grandes pecuaristas e agricultores).
- É necessário que se distinga 3 tipos de sociedades viventes no continente americano antes dos europeus aportarem:
1) Sociedades de Caçadores e Coletores = das etnias (jês, botocudos, patagões, comanches, cheyenes, atabascos, esquimós, etc); viviam de caça de animais e coleta de frutas-legumes-verduras nas florestas; possuíam organização social simples; sem classes sociais.
2) Sociedades de Agricultura de Subsistência = das etnias (tupis-guaranis, aruaques, caribes, chibchas, araucanos, mapuches, iroquenses, algonquianos, huronianos, tainos, seminoles, cheroquis, pueblos, etc); praticavam agricultura de subsistência (mandioca, milho, feijão, amendoim, tabaco, batata-doce, cará, abóbora, pimenta, guaraná, mate, cabaças, etc) e ainda praticavam caça-pesca-coleta; pequena utilização de técicas agrícolas (irrigação, enxadas de pau, etc); possuíam organização social simples; sem classes sociais; coletivistas.
3) Sociedades Avançadas com Produção Agrícola Excedente = das etnias (astecas, maias e incas); complexidade na organização política-social-administrativa-cultural; teocráticos (autoridade emana dos deuses, onde deus é exercido por representantes na Terra); agricultura desenvolvida (com muitas técnicas como irrigação, plantio em terraços nas vertentes de montanhas, ferramentas e grande produção com excedente); excedente agrícola permitiu o surgimento de outras profissões (oleiros, tecelões, engenheiros, astrônomos, sacerdotes, administradores, artesãos, escultores, mineradores, mercadores, educadores, classe dirigente, etc).


Aulas 14, 15, 16 e 17: Filme "Apocalypto"

Aulas 18 e 19Debate e EXERCÍCIOS do FILME "APOCALYPTO"

https://profwladimir.blogspot.com/2016/03/exercicios-do-filme-apocalypto.html?showComment=1524327356018
1) A aldeia de Jaguar-Paw era uma sociedade caçadora-coletora. Como eles viviam?
2) Por que os Maias invadiram a aldeia de Jaguar-Paw? O que eles faziam com as pessoas da aldeia?
3) Como os Maias viviam na cidade deles?
4) O que os Maias estavam fazendo com as pessoas nas pirâmides? Com qual objetivo?
5) Por que os Maias interromperam a cerimônia nas pirâmides?
6) O que a menina na floresta previu?
7) Qual a sua leitura sobre o final do filme? O que aconteceria à todos os indígenas?

https://profwladimir.blogspot.com/2016/01/reflexoes-acerca-do-filme-apocalypto.html
O Império Maia foi maior que o Inca e o Asteca, mas estavam em uma enorme decadência quando os espanhóis chegaram. 
Apesar do filme APOCALYPTO esteriotipar um pouco os Maias, este retratou bem o Império Maia, suas contradições e as desigualdades. Uma sociedade dividida em classes sociais leva àquele terror todo.
O final é ambíguo porque os espanhóis chegando não significa que os indígenas oprimidos serão libertados pelos "heróis cristãos europeus", mas que o Império Maia iria cair gradativamente. 
Não acho que generaliza os povos indígenas, pois é necessário que os concebemos diferenciadamente (eles eram diferentes produtivamente e socialmente). 
 Apesar dos progressos científicos dos impérios Maia/asteca/inca, eles eram escravistas e possuíam classes sociais. Toda sociedade dividida em classes sociais possui abusos como vimos no filme, e em uma sociedade teocrática as coisas são piores ainda. 
Não acho que reproduza preconceitos contra os povos pré-colombianos de maneira direta, mas creio que seja necessário passar o filme APOCALYPTO e em logo seguida passar A MISSÃO para não passarmos a falsa mensagem que os europeus cristãos colonizadores "libertaram os indígenas", pois eles foram iguais ou piores que os Maias.

Não tem santo nesta história, mas os Maias sofreram com os espanhóis o mesmo que faziam com os povos que escravizavam.


Aula 20Mapa dos Povos Indígenas no Brasil antes do século XVI.

Aulas 21 e 22: Mapa das Colônias Européias na América
http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/mapa-das-colonias-europeias-na-america.html

Aulas 23 e 24 : Colonização da América
- Colonização foi uma dominação política-econômica-cultural-religiosa e suas conseqüências foram: dilapidação de recursos naturais  das colônias, exploração  de mão-de-obra nativa, massacre de povos pré-colombianos, introdução do negro como mão-de-obra escrava, opressão política e religiosa, imposição do modo de vida europeu.
- Relação METRÓPOLE e COLÔNIA = metrópole explorava e retirava todas as riquezas de suas colônias, dentro das regras do “pacto colonial”.
- Os países europeus que colonizaram a América foram: Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França.

- PACTO COLONIAL = foi o conjunto de regras que regem o relacionamento entre as Metrópoles e suas colônias, também chamado “exclusivo comercial metropolitano”, que foi um sistema pelo qual os países da Europa que possuíam colônias na América, mantinham o monopólio da importação das matérias-primas mais lucrativas dessas possessões, bem como da exportação de bens de consumo para as respectivas colônias. O pacto colonial inclui obediência política, ou seja, as leis a serem obedecidas deviam ser as mesmas leis (ou adaptadas) da metrópole correspondente à colônia. O objetivo das autoridades reais era garantir que as atividades econômicas da colônia gerassem lucros para a metrópole. O pacto colonial limitava as atividades econômicas da elite colonial. Por um lado, os colonos só podiam vender sua produção a comerciantes legalizados pelas metrópoles, o que não garantia bons preços a eles. Por outro lado, a proibição de instalação de manufaturas nas colônias na América impedia a elite colonial de investir em outro setor de produção que não fosse o agrário, impedindo o desenvolvimento das colônias.

- Podemos dividir as colônias na América em dois tipos:
1- Colônias de exploração = que seguiram as linhas gerais do pacto colonial. São exemplos as colônias de portugueses e espanhóis na América, além de muitas colônias holandesas/francesas/inglesas na América. Elas apresentavam as seguintes características:
  • Produção agrícola baseada na grande propriedade (latifúndios ou enormes extensões de terra);
  • Ênfase na produção monocultora destinada ao mercado externo (produtos agrícolas e metais preciosos);
  • Economia dependente da metrópole, impedindo a formação de um mercado interno;
  • Grande utilização do trabalho escravo de indígenas e negros africanos.
2- Colônias de povoamento = as colonizações relativamente fora dos quadros do sistema colonial mercantilista. Foi o caso de algumas colônias inglesas (colonização desenvolvida no norte e no centro dos Estados Unidos pelos ingleses) e francesas (região do Canadá). Elas apresentavam as seguintes características:
  • Policultura com a produção agrícola baseada na pequena propriedade (minifúndios);
  • Desenvolvimento de produção manufatureira voltada para o mercado interno;
  • Grande autonomia política (self-government ou auto-governo) e econômica (com liberdade de comércio);
  • Utilização do trabalho livre.

> É importante ressaltar que mesmo em algumas “colônias de povoamento” havia características da “colônia de exploração” (tal como o trabalho escravo). 

           > Agricultura e Mineração na América Colonizada
Aula 25Povos Indígenas Atualmente na América.

http://profwladimir.blogspot.com/2018/05/porcentagem-da-populacao-indigena-nos.html


Aulas 26 e 27Povos Indígenas Atualmente no Brasil.

- A população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores europeus, caindo de uma população de cerca de 4 milhões na era pré-colombiana (em mais de 2 mil tribos ou nações) para cerca de 315.000 atualmente, agrupados em cerca de 206 tribos diferentes e em 562 terras indígenas.
- Este número pode ser muito maior se as populações urbanas indígenas forem consideradas em todas as cidades brasileiras atuais e se somar as 67 diferentes tribos isoladas no Brasil.
- No último censo do IBGE (2010), 817.000 brasileiros se classificaram como indígenas, embora milhões de brasileiros tenham ascendência ameríndia.
- A FUNAI divulgou as tribos com o maior número de integrantes, são elas:
ETNIAS INDÍGENAS
NÚMERO DE INTEGRANTES
Ticuna
35.000
Guarani
30.000
Caingangue
25.000
Macuxi
20.000
Terrena
16.000
Guajajara
14.000
Xavante
12.000
Ianomâmi
12.000
Paxató
9.700
Potiguara
7.700
- Os indígenas estão concentrados, em sua maioria (70% do total) numa parcela da Amazônia Legal que engloba seis Estados: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Temos a seguinte distribuição da população indígena por estado:
ESTADOS
POVOS/NAÇÕES INDÍGENAS
Amazônia
48
Mato Grosso
32
Pará
27
Rondônia
22
Acre
11
Roraima
9
Bahia e Maranhão
8
Pernambuco
7
Alagoas, Ceará e Mato Grosso do Sul
6
Amapá
5
Minas Gerais e Tocantins
4
São Paulo
3
Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo
2
Sergipe e Paraíba
1

- As Contribuições Culturais dos Indígenas no Brasil são muitas: a domesticação de várias plantas nativas (como o milho, a mandioca, o palmito de pupunha, o tabaco, o guaraná, o açaí, a jabuticaba, a pitanga, a erva-mate, a batata-doce, a pimenta, o amendoim, o mamão, o algodão, o caju, a abóbora, o feijão, o abacaxi, o maracujá, a goiaba, o cacau, o cará, o pinhão, a mangaba, o cajá, o umbu, o urucum, o jenipapo, o pequi, o jambu, o jatobá, o buriti, a carnaúba, a juçara, a, o araçá, o jerivá, a copaíba, a andiroba, o tucum, o tucumã, o cambuci, o tucum e o guaratá bravo, a peipeçaba (piaçava ou piaçaba, abajeru, amaitim, apé, araticum, azamboa, bacaba, bacupari, bacuri, caiuia, camboim, cambucá, camichã, curuanha, curuiri, guti, gravatá, grumixama, guajirí, guapuronga, embaúba, jataí, mocurí, mucujé, mundururu, murici, pajurá, penão, ubaia, ubucaba e umari), forte herança na culinária brasileira (pratos à base de mandioca/milho/guaraná/palmito: tais como pamonha e biju, outros à base de tartarugas e seus ovos: o arabu, o abunã, o mujanguê, o paxicá e outros à base de peixes (como a paçoca, o moquém, o piracuí, a moqueca indígena, o pirão e a mixira), objetos (uso de redes e jangadas, canoa, armadilhas de caça e pesca, casas de “pau-a-pique ou de taipa”, cestas de vime, a prática da peteca), costumes (como o banho diário e frequente, uso do tabaco, etc) e no vocabulário (em topônimos como Curitiba, Piauí, Arariba, Anhangabaú, Morumbi, Pacaembu, Embu, caju, jacaré, abacaxi, tatu, Janaína, Tainá, etc).


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Esta sequência de aulas continua com as diferentes colonizações no continente americano e aspectos físicos da América.

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LISTA dos melhores FILMES que falam da história/geografia da AMÉRICA

Lista dos melhores filmes que falam da história/geografia da América:
- APOCALYPTO (contradições e conflitos dos povos pré-colombianos, declínio do Império Maia)
- 1492: A CONQUISTA DO PARAÍSO (conjuntura da viagem de Colombo para a América, as dificuldades da viagem, contato dos europeus com indígenas, as contradições e a ganância européia pelo ouro) Atividade: http://profwladimir.blogspot.com.br/2016/01/atividade-filme-1492-conquista-do.html
- A MISSÃO (conflitos dos jesuítas e escravagistas indígenas na América do Sul e as missões). Atividade: http://profwladimir.blogspot.com.br/2013/05/atividades-do-filme-missao.html
- UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA (destaco a passagem que fala da escravidão dos indígenas no Brasil e a passagem da BALAIADA).
- DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (viagem de Ernesto Guevara pela América do Sul antes dele virar CHE, conscientização social, contradições sociais e geografia). Atividade: http://profwladimir.blogspot.com.br/2015/10/atividade-filme-diarios-de-motocicleta.html
- Também destaco os filmes "TERRA VERMELHA", "ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO", "DANÇA COM LOBOS", "ÚLTIMO DOS MOICANOS", ...