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domingo, 5 de abril de 2015

O cidadão norte-americano (Ralph Linton) - com exercícios

repasso outro texto sobre globalização

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O cidadão norte-americano - Ralph Linton

O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
     Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
     De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
     Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser "cem por cento americano".


LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. 3ed., São Paulo, Livraria Martins Editora, 1959. Citado em LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 16ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003, p.106-108

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Exercícios:


1) Quais são os lugares citados no texto? Cite pelo menos 10 lugares (países, continentes, regiões, etc).

2) Explique o significado de "globalização cultural".

3) Por que este cidadão norte-americano não pode afirmar que é "100% americano"?

4) Faça um mapa com os lugares citados no texto.

“Por uma globalização mais humana” (MILTON SANTOS) - com exercícios

texto sobre globalização com exercícios:

“Por uma globalização mais humana” - MILTON SANTOS


A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19 e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de trocas: técnicas, comerciais, financeiras, culturais.
Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.
Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente em todo o planeta e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.
A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro à escala mundial, buscado pelas firmas globais constituindo o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos - a competitividade.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontecer em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.
A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.
O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e aplicados à medicina reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.

Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização. 


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Sugestão de atividades:

1) Explique o que o autor quis dizer com a afirmação: "O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira e cultural".

2) Cite alguns problemas que o texto apresenta em relação à globalização.

3) Explique qual o significado de "globalização perversa"?

4) O autor afirma que: "Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados e as grandes organizações internacionais". Cite alguma organização internacional importante para o processo atual de globalização.

5) Explique como é possível "uma globalização mais humana"?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ARTIGO - Eric Hobsbawm e o futebol

http://blogdojuca.uol.com.br/2012/10/eric-hobsbawm-e-o-futebol/

Eric Hobsbawm e o futebol

Por RAUL MILLIET FILHO*
Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do século XX, falecido em 1º de outubro último, trilhou caminhos pouco frequentados pelo mundo acadêmico. Dentre tantos outros temas, conhecia jazz, artes plásticas e futebol, jogo que está, por exemplo, no seu A Era dos Extremos:



“O esporte que o mundo tornou seu foi o futebol de clubes, filho da presença global britânica… Esse jogo simples e elegante, não perturbado por regras e/ou equipamentos complexos, e que podia ser praticado em qualquer espaço aberto mais ou menos plano do tamanho exigido… tornou-se genuinamente universal.”
Tomei contato e conhecimento do interesse de Hobsbawm pelo futebol em 1976. Para minha alegria de botafoguense apaixonado e historiador recém-formado, soube do seu gosto pelo futebol. Torcedor do Arsenal, ele não só gostava como entendia do jogo. E isto era raro.
Afinal, como disse certa vez Edgar Morin: “o estudo dos fenômenos desacreditados é igualmente desacreditado”. E, naquela época, nos meios universitários do Brasil e de todo o mundo, nada mais desacreditado que o futebol. Os professores doutores, salvo raras exceções, eram típicos intelectuais de laranja, cunhados por Nelson Rodrigues, que não sabiam bater nem um reles escanteio. Olhavam o futebol com o nariz em pé.
Assim que soube da novidade, recorri ao amigo e sociólogo Luciano Costa Neto, que começara a traduzir A Era do Capital para o português.
Encaminhei, por Luciano, algumas perguntas por escrito a Hobsbawm em um dos encontros que tiveram para ajustar pontos da tradução.
Na resposta, devidamente anotada por Luciano, Hobsbawm falava que não só o futebol era um assunto de relevo para os historiadores, mas contava da sua admiração pela seleção brasileira e por dois jogadores em particular: Gerson e Tostão. E ia além, relembrando dois jogos da Copa de 70: Brasil x Itália e Brasil x Inglaterra. Deste último jogo retinha na memória a trama do gol brasileiro feito por Jair.
E não foram citados apenas Tostão e Gerson. Hobsbawm disse a Luciano da sua decepção em nunca ter visto Garrincha atuar em campo.
Quase 20 anos mais tarde deixaria registrado: “…e quem, tendo visto a seleção brasileira em seus dias de glória, negará sua pretensão à condição de arte?…” ( A Era dos Extremos)
Para Hobsbawm, o futebol bem praticado não era apenas um esporte. Era arte e paixão popular, ou culto proletário de massa.
Autor de livros que inovaram a compreensão do mundo contemporâneo: A Era das Revoluções (1789–1848); A Era do Capital (1848–1875); A Era dos Impérios (1875–1914) e A Era dos Extremos (1914– 1991), encantou leitores e críticos de várias correntes do pensamento, independente de filiação ideológica ou político-partidária.
Marxista, avesso a análises reducionistas e dogmáticas, Hobsbawm foi um estilista erudito e original, senhor de uma narrativa leve e sofisticada, respeitado até mesmo por críticos contundentes, como Tony Judt.
Em um dos seus textos afirmou que um historiador social não podia negligenciar nem a economia nem Shakespeare. Deveria analisar não somente os aspectos econômicos da vida em sociedade como as idéias, a linguagem e o imaginário coletivo.
Foi exatamente isto que ele fez em seus escritos. O contraponto entre as relações econômicas e culturais está presente em sua vasta obra, inclusive quando aborda o futebol, como nesta passagem de Mundos do Trabalho, recuando ao período de profissionalização/popularização do futebol inglês.
“O futebol como esporte proletário de massa – quase uma religião leiga – foi produto da década de 1880, embora os jornais do norte já ao final da década de 1870 houvessem começado a observar que os resultados de jogos de futebol, que eles publicavam somente para preencher espaço, estavam na verdade atraindo leitores. O jogo foi profissionalizado em meados da década de 1880…”
O surgimento dos Esportes Modernos (dentre os quais o futebol) na segunda metade do século XIX foi analisado por Hobsbawm em sintonia à consolidação do Estado-Nação da era moderna.
Em A Invenção das Tradições (escrito com Terence Ranger), o futebol é identificado como uma entre muitas formas de expressão e símbolo da nacionalidade, como mais um modo de coesão necessário à nação moderna.
Discorrendo sobre as décadas de 1880 e 1890 na Inglaterra, Hobsbawm reafirma a importância do tema:
“Pela história das finais do campeonato britânico de futebol podem-se obter dados sobre o desenvolvimento de uma cultura urbana operária que não se conseguiram através de fontes mais convencionais.” (A Invenção das Tradições).
Ainda em A Invenção das Tradições, Eric Hobsbawm volta seu olhar para o vestuário operário, associando a utilização do boné como meio de identificação e expressão de classe fora do trabalho. E mais uma vez, o futebol é mencionado:
“Na Grã-Bretanha, ao menos, segundo indícios iconográficos, os proletários não eram universalmente relacionados ao boné antes da década de 1890, mas no fim do período eduardino – como provam fotos de multidões saindo de jogos de futebol ou de assembléias – tal identificação era quase completa. A ascensão do boné proletário ainda está à espera de um cronista. Ele ou ela, supostamente, descobrirá que sua história tem relação com a do desenvolvimento dos esportes de massa, uma vez que este tipo específico de chapéu surge a princípio como acessório esportivo entre as classes alta e média.” (A Invenção das Tradições)
O vínculo entre o boné, o futebol e o vestuário dos trabalhadores ingleses é ainda mais forte e estreito do que Hobsbawm supunha. Pelo regramento do futebol inglês, a presença do juiz data de 1863. Mas por 21 anos o poder do juiz ficaria subordinado aos capitães das equipes.
E os capitães ou “reclamadores” utilizavam um bonezinho para se diferenciarem dos demais. Boné que em inglês é cap. De cap para capitão foi um pulo. O fato é que o reclamador ficou conhecido como o capitão do time, produto deste antigo costume britânico.
Assim, é possível depreender que a utilização do boné (cap) pelo capitão (ou reclamador) no futebol foi um dos fatores que contribuiu para a disseminação do boné entre as classes populares inglesas e, posteriormente, em quase toda a Europa Ocidental.
Para Hobsbawm, não apenas a história do vestuário proletário não foi escrita mas também a da cultura do futebol na transição do século XIX para o século XX, na Inglaterra:
“A natureza da cultura do futebol neste período – antes de haver penetrado muito nas culturas urbanas e industriais de outros países – ainda não foi bem compreendida. Sua estrutura socioeconômica, porém, é mais compreensível. A princípio desenvolvido como esporte amador e modelador do caráter pelas classes médias da escola secundária particular, foi rapidamente (1885) proletarizado e portanto, profissionalizado; o momento decisivo simbólico – reconhecido como um confronto de classes – foi a derrota dos Old Etonians pelo Bolton Olympic na final do campeonato de 1883.” (A Invenção das Tradições).
Entre 1890 e 1914, a popularização do futebol inglês registrou um crescimento avassalador. Os jogadores de futebol eram oriundos das fábricas, escolhidos entre os operários mais habilidosos, ao contrário do que acontecia no boxe, onde o critério de escolha levava mais em conta a força e o tamanho dos futuros atletas.
Em A Era dos Impérios, Hobsbawm identifica a existência de cerca de 1 milhão de jogadores de futebol na Inglaterra antes de 1914 frente a uma população geral de cerca de 31 milhões de habitantes.
Abordando o período entre guerras (1918-1939), destaca o papel do esporte e do futebol em particular, representando cada vez com mais força uma expressão de luta nacional e identificação dos indivíduos com a nação, tendo como símbolos mais próximos os atletas:
“A imaginária comunidade de milhões parece mais real na forma de um time de onze pessoas com nome. O indivíduo, mesmo aquele que apenas torce, torna-se o próprio símbolo de sua nação.” (Nações e Nacionalismo desde 1870, p. 171).
Uma lembrança do então menino Eric Hobsbawm, é descrita:
“O autor se lembra quando ouvia, nervoso, à transmissão radiofônica da primeira partida internacional de futebol entre a Inglaterra e a Áustria, jogada em Viena em 1929, na casa de amigos que prometeram descontar nele se a Inglaterra ganhasse da Áustria, o que, pelos registros, parecia bastante provável. Como o único menino inglês presente, eu era Inglaterra, enquanto eles eram Áustria. (Por sorte a partida terminou empatada). Dessa maneira crianças de 12 anos ampliavam o conceito de lealdade ao time para a nação.” (Nações e Nacionalismo desde 1870).
Mas, para quem, como Hobsbawm, toda História é História contemporânea disfarçada, o futebol globalizado, controlado por empresas transnacionais não poderia ficar de fora do alcance de sua pena.
O intrincado jogo de interesses entre a FIFA e os grandes clubes internacionais, com seus conflitos de grandes proporções, à primeira vista inconciliáveis, foi abordado em Globalização, Democracia e Terrorismo:
“… a lógica transnacional da empresa de negócios entrou em conflito com o futebol como expressão de identidade nacional…
… Do ponto de vista dos clubes, provocaram um considerável enfraquecimento da posição de todos aqueles que não estão no circuito das superligas internacionais e dos supertorneios e em especial nos clubes dos países exportadores de jogadores, notadamente nas Américas e na África. A crise dos outrora altivos clubes de futebol do Brasil e da Argentina o comprova…” (Globalização, Democracia e Terrorismo).
Apesar da importância e da prevalência dos superjogadores e dos superclubes sobre os interesses nacionais, o historiador assinala que os objetivos de poder da FIFA têm tido força para manter, impor e ampliar a realização das Copas do Mundo como evento mais importante do futebol mundial.
Assinalaríamos apenas, ampliando e aprofundando as conclusões de Hobsbawm, que a lógica econômico-financeira das Copas do Mundo acabou por entrelaçar-se com os objetivos do grande capital internacional. Isto foi possível graças à aliança da FIFA com os mesmos interesses que dirigem os superclubes, para a realização das Copas do Mundo. Até mesmo a escolha de países como a África do Sul , Brasil e Qatar, mais maleáveis a negócios extra-campo, demonstra isso.
Não se sabe até quando este equilíbrio instável e contraditório de forças no futebol mundial poderá ser mantido, tendo em vista que não está em jogo apenas a sobrevivência dos interesses nacionais e dos clubes, mas do próprio futebol como cultura popular.
Em a “História Social do Jazz”, talvez o seu melhor livro sobre cultura popular, Hobsbawm questiona a pasteurização da cultura pré-industrial pelo rolo compressor da sociedade contemporânea, citando o jazz como exemplo de resistência e manutenção de suas origens:
“O jazz é o mais importante desses exemplos. Se eu tivesse de fazer um resumo da sua evolução em uma só sentença eu diria: é o que acontece quando a música popular não sucumbe, mas se mantém no ambiente da civilização urbana e industrial”. (A História Social do Jazz).
Aqui cabem duas indagações: será que o futebol atual, em particular o brasileiro, tal como o jazz, também não sucumbiu diante das pressões da civilização urbana e industrial?
Ainda é possível falarmos do futebol como arte e cultura popular?


*Raul Milliet Filho é doutor em História pela USP, professor, pesquisador e especialista em políticas sociais na área pública.




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SUGESTÃO de AULA - BLOCOS ECONÔMICOS

SUGESTÃO DE AULA/ATIVIDADE SOBRE BLOCOS ECONÔMICOS

Dividir os alunos em 6 Grupos, disponibilizar papel sulfite/cartolina/lápis de cor/papel vegetal/atlas geográfico e pedir que os grupos representem em um mapa os Blocos Econômicoscom outras informações (como histórico do Bloco Econômico, bandeiras, área/território, PIB, IDH, moeda, população, etc).

GRUPO 1:

ASEAN = Mianmar, Tailândia, Vietnã, Laos, Camboja, Cingapura, Indonésia, Malásia, Filipinas, Timor Leste.
 CEI = Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Ucrânia e Uzbequistão.


GRUPO 2:
MERCOSUL = Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai.
PACTO ANDINO = Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela.


GRUPO 3:
NAFTA = EUA, México, Canadá.
 MCCA = Guatemala, Honduras, Costa Rica e Nicarágua.
CARICOM: Antigüa e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Montserrat, Santa Lúcia, São Cristóvão e Neves, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago, Suriname.


GRUPO 4:
UNIÃO EUROPÉIA (UE) = Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia.

GRUPO 5:
SADC = África do Sul, Angola, Botsuana/Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi/Malauí, Ilhas Maurício, Ilhas Seychelles, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.
UEMOA = Benim, Burquina-Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal, Togo e Guiné-Bissau.
UMA = Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Mauritânia e Saara Ocidental.


GRUPO 6:
CEMAC = Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Gabão e Guiné Equatorial
CEDEAO/ECOWAS = Benim, Burquina-Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
COMESA = Burundi, Comores, República Democrática do Congo, Djibuti, Egito, Eritréia, Etiópia, Quênia, Líbia, Madagáscar, Malawi/Malauí, Ilhas Maurício, Ruanda, Seicheles, Sudão, Suazilândia, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

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Blocos Econômicos Mundiais - 1






Blocos Econômicos Mundiais - 2

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mapa da Antiga Ordem Mundial

Mapa da Antiga Ordem Mundial (Guerra Fria), dividindo os países do mundo em "Primeiro Mundo" (capitalistas ricos), "Segundo Mundo" (socialistas) e "Terceiro Mundo" (capitalistas pobres):


quinta-feira, 31 de maio de 2012

EXÉRCÍCIOS - Globalização, Tecnologia, Meios de Transporte

1- explique a imagem/sequencia de mapas.
2- dê exemplos de objetos tecnológicos em sua vida?
3- identifique a variação de tempo em cada um dos estágios?
4- relacione globalização, tecnologia e capitalismo?
5- porque o "mundo está encolhendo"?
6- para que os meios de transporte servem? porque eles estão ficando cada vez mais rápidos?


CHARGES - Globalização, perda das identidades culturais locais









Globalização, mundialização, perda das identidades culturais locais

domingo, 20 de maio de 2012

MAPA Objetivos de Desenvolvimento do Milênio



Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - ONU

MAPA produção capitalista no Sudeste Asiático




Especialização e troca entre filiais de uma corporação automobilística no Sudeste Asiático

MAPAS TOYOTA - produção, distribuição, consumo


Rede geográfica de produção e de distribuição da Toyota - Atlas de la mondialisation - 2007



Mapa locais produção e mercados Toyota - DURAND_MF_Atlas da mundialização_compreender o espaço mundial contemporâneo

MAPA das CIDADES GLOBAIS


 Mapa das Cidades Globais

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O "Choque de Civilizações" de S. Huntington

A teoria de “Choque de civilizações” de Samuel P. Huntington fala de questões religiosas e conflitos étnico-culturais, regionalizando o mundo em 9 civilizações e influenciará o período da Guerra Fria.
Esta teoria de Huntington será questionada por vários autores, tais como Edward Said, criticando por vários aspectos, como homogeneizar e considerar as culturas como imutáveis, a não consideração do reconhecimento da geografia dos “recursos vitais”, os reducionismo e determinismos analíticos, etc.


Civilizações de Huntington



Legenda do Mapa de Huntington

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mapas de Blocos Econômicos


Blocos Econômicos Mundiais - 1






Blocos Econômicos Mundiais - 2




 
Mapa da União Europeia em 2009





Mapa América - Blocos Econômicos de Integrações Regionais




BLOCOS ECONÔMICOS na ÁFRICA - Organizações de orientação econômica envolvidas na gestão de conflitos


 Ampliações Sucessivas da União Européia

ASEAN


Os 4 TIGRES ASIÁTICOS


BENELUX - ECONOMIA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AS REDES GEOGRÁFICAS - TEXTO E MAPAS

repasso texto que fiz sobre redes com mapas no final.


O capitalismo necessita se globalizar ou se mundializar para que extraia mais-valia nos mais diferentes locais do mundo, ou seja, é uma globalização do processo de produção. As grandes empresas não precisam de um território como um todo, pois elas trabalham com pontos particulares que são alavancas da realização da sua riqueza. SANTOS (1985) diz que:  
O mais pequeno lugar, na mais distante fração do território tem, hoje, relações diretas ou indiretas com outros lugares de onde lhe vêm matérias-prima, capital, mão de obra, recursos diversos e ordens (...) em nossos dias, o espaço é apropriado, ou ao menos, comandado, segundo leis mundiais.

Estudar e compreender o lugar significa entender o que acontece no espaço onde se vive, pois muitas vezes as explicações podem estar fora,  sendo necessário, muitas vezes, buscarmos motivos tanto internos como externos para se compreender o que acontece em cada lugar. O "meio técnico-científico-informacional" é uma criação da sociedade capitalista, sendo decisivo para a otimização da realização do capital. O capitalismo tem uma dimensão social (na cultura, relações trabalhistas, etc) e tem uma dimensão espacial-territorial. A sociedade capitalista está globalizando a sua produção e criou o "meio técnico-científico-informacional" para a sua própria existência.
Nas últimas décadas do século XX, com o esgotamento do fordismo e a emergência da revolução tecnocientífica, os novos padrões locacionais apontam no sentido da desconcentração espacial das indústrias. As antigas concentrações industriais dos países desenvolvidos vêm perdendo terreno para novas regiões produtivas marcadas pelo uso de tecnologias modernas e pela forte integração com os centros de produção de pesquisa e desenvolvimento das universidades.
A estrutura em rede das corporações transnacionais se dissemina a partir da década de 1970, com a emergência do ciclo de inovações conhecido como revolução tecnocientífica. A revolução tecnocientífica tem seu núcleo na informática, ou seja, no entrelaçamento da indústria de computadores e softwares com as de telecomunicações. Os avanços nas técnicas de armazenamento e processamento de informações foram potencializados pelas redes digitais, cabos de fibra ótica e satélites de comunicações. Essas novas tecnologias permitem a gestão informatizada dos fluxos de informação e de produtos e inauguram o regime de acumulação flexível. HARVEY (2001, p140) fala a respeito disso:
A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Ela se apóia na flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrão de consumo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento, de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças dos padrões de desenvolvimento desigual, tanto entre setores como entre regiões geográficas, criando, por exemplo, um vasto movimento no emprego, no chamado “setor de serviços”, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas (...). [grifo do autor]

Portanto, o espaço geográfico, na vigência deste "meio técnico-científico-informacional", está organizado de uma maneira onde os fluxos se aceleram, sendo esta a ordem das redes geográficas. A idéia de "rede" é importante para poder explicar a realidade, pois as relações culturais-produtivas-sociais estão cada vez mais horizontalizadas. Estas redes são a forma principal dos espaços da globalização, sendo essenciais para que este fenômeno se materialize ou se concretize. As redes geográficas levam em conta “espaços descontínuos”, com uma abrangência horizontal, mas intensamente articulados.
Para a melhor potencialização da produção são necessárias uma padronização dos lugares e uma horizontalização dos pressupostos capitalistas, fazendo fluir mais dinamicamente a produção em uma “destruição criativa”. A inclusão na Rede se dá como disputa monopolística, mas o preço a ser pago é muito caro, ou seja, afastam-se os aspectos produtivos e sociais locais ou a individualidade das pessoas, como pode ser visto em MOREIRA (1997, p.4):
A corrida pela inclusão na rede a um só tempo aproxima e afasta as componentes sociais do lugar. Acirra as disputas internas dos lugares e entre as forças dos distintos lugares. E assim um caráter novo de luta política aparece dentro e em decorrência do que é o novo caráter do espaço, exigindo que se reinvente as formas de ação e que se deixe em posição subalterna as formas clássicas mais antigas.

As redes geográficas são a expressão do “espaço pós-fordista” (ou toyotista), sendo essenciais para que o processo de globalização ocorrer, para a sociedade capitalista sobreviver e para que o "meio técnico-científico-informacional" se realize.
SANTOS (2002, p. 262) citará CURIEN[1] (1988, p.212) para fazer uma definição formal de rede:
(...) toda infra-estrutura, permitindo o transporte de matéria, de energia ou de informação, e que se inscreve sobre um território onde se caracteriza pela topologia dos seus pontos de acesso ou pontos terminais, seus arcos de transmissão, seus nós de bifurcação ou de comunicação.

Entretanto, Milton Santos ressalva que as redes são também “social e política, pelas pessoas, mensagens, valores que a freqüentam”. Segundo SENA (s/d):
As redes são realidades concretas, formadas por pontos interligados, que tendem a se espalhar por toda a superfície terrestre, ainda que de maneira descontínua. Essas redes se constituem na base da modernidade atual e na condição necessária para a plena realização da economia global. Elas formam ou constituem o veículo que permite o fluxo das informações, que são hoje o motor principal da globalização[2].

No Brasil, o “espaço fordista” só se consolidará totalmente durante o segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2006-2010), pela consolidação do consumo (destacando programas de aumento de renda familiar, tal como a “Bolsa Família”). Atualmente temos em nosso território o “espaço pós-fordista ou toyotista”, levando a globalização produtiva da sociedade capitalista às últimas conseqüências, integrando horizontalmente vários locais distantes localmente. A exclusão e a desigualdade social e territorial estão ainda maiores e cada vez mais planejadas.
O “espaço pós-fordista ou toyotista” cria territórios de exclusão, levando o processo de globalização às ultimas conseqüências. A globalização, as “redes geográficas” e o "meio técnico-científico-informacional" estão mais desenvolvidos na sociedade capitalista, até para que a produção capitalista ocorra de maneira mais lucrativa para a burguesia, fazendo com que o capital se reproduza de maneira mais potencializada. Com o advindo do espaço toyotista, teremos um “embaralhamento de territorialidades” em uma “rede produtiva”, cujo sentido pode ser visualizado na passagem de MOREIRA (1997, p.3) a seguir:
 (...) Extinguem-se, assim, os espaços do mundo organizados em regiões singulares e de compartimentos fechados, a intensidade e a globalidade das interligações ainda mais aumentam, a mobilidade territorial mais se agiliza, a distância entre os lugares e suas coisas mais se encurta, a espessura do tecido espacial mais se adensa, e o espaço do planeta se comprime.

Para que esta rede produtiva seja instalada, o Estado deve exercer importante função, como pode ser visto nesta passagem de MOREIRA, (1985, p.107):
É embaixo da pesada repressão policial-militar que sobrevém aos confrontos de 1934-1935 que o bloco industrial agrário impõe ao movimento operário esta ampla tutela: a jurídico política (tutela sindical-trabalhista) e a ideológico-cultural (tutela escolar). Desarticulado organicamente pelos aparatos repressivos do Estado, o operariado e igualmente desarticulado em seus parâmetros de existência. Progressivamente, completa-se a desagregação da sua condição de classe, sob um modo de vida imposto pelas articulações do capital, via Estado corporativo: no espaço-fabril-bairro se dissolve no espaço-mercado, e a consciência de classe se dissolve na cultura formal-escolar.

Principalmente através destes aparatos, temos uma verdadeira “globalização” produtiva e de territórios, com unificação de lugares e de espaços regionais dantes isolados. Esta globalização em rede também se dá na padronização dos modos de vida dos moradores das cidades e dos campos, possibilitando a perda da individualidade e muito da identidade local destas pessoas. Podemos refletir sobre como se constrói e dinamiza o tecido de relações da rede produtiva capitalista nesta passagem de SANTOS (1978, p.16):
 (...) Em todo o lugar a tendência é a concentração do capital, mesmo que, excepcionalmente, haja possibilidade de descentralizar um pouco a produção. Ora, o excedente é antes de tudo um fluxo. No regime capitalista, onde a lei fundamental é a da acumulação de capital o mais rápido possível, os fluxos de excedentes só podem convergir para o lugar onde se encontram os mecanismos mais eficazes para sua multiplicação.

Nestas duas passagens de SANTOS (2002, p.244 e p.336), ele ressaltará que as fronteiras dos territórios nacionais estão sendo ultrapassadas e transcendidas, além de mostrar o poder das transnacionais na sociedade moderna:
(...) os territórios nacionais se transformam num espaço nacional da economia internacional e os sistemas de engenharia mais modernos, criados em cada país, são mais bem utilizados por firmas transnacionais que pela própria sociedade nacional.
(...)
(...) O interesse das grandes empresas é economizar tempo, aumentando a velocidade da circulação. (...) corporação do território, com a destinação prioritária de recursos para atender as necessidades geográficas das grandes empresas, acaba por afetar toda a sociedade.

            Compreender a rede geográfica é determinante para compreender o fenômeno de globalização, a sociedade e o espaço contemporâneo. As exclusões e desigualdades espaciais e sociais são a raiz do Modo de Produção Capitalista e é uma contradição do capital compreendida na “lei do desenvolvimento desigual e combinado”. Só há uma igualdade aparente no mercado, que desaparecerá na esfera da circulação, com a desigual distribuição de renda ou das riquezas (ao patrão cabe a riqueza e ao empregado a pobreza). Há também uma desigualdade nas taxas de mais-valia entre os capitalistas nas diferentes empresas. Esta desigualdade combinada só tende a ampliar na reprodução da acumulação do capital.


[1] CURIEN, Nicolas. D’une problématique générale dês réseaux du transport dês informations. In: DUPUY, Gabriel. Réseaux territoriaux. Caen, Paradigme, 1988, pp. 211-228
[2] Passagem presente em um artigo de Caio César de Sena intitulado de “Redes”, encontrado em http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAdgAAC/redes


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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_________________________. Uma Análise Crítica do Conceito de Natureza no Currículo de Geografia do Estado de São Paulo. Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Ensino de Geografia na PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 2011.
HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2001.
_____________. Espaços de Esperança, São Paulo: Edições Loyola, 2004.
_____________. O “Novo Imperialismo”: ajustes espaço-temporais e acumulação por dessapossamento. In: Lutas Sociais, n° 13/14, São Paulo: Sitta Gráfica e Editora, 2005.
MOREIRA, Ruy. O que é geografia? São Paulo: Brasiliense, 1981.
_____________. Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo. In: Ciência Geográfica, N° 6, Bauru: AGB-Bauru, 1997.
______________. O círculo e a espiral – para a critica da geografia que se ensina. Niterói: Edições AGB-Niterói, 2004-a.
______________. Para onde vai o pensamento geográfico? – por uma epistemologia crítica. São Paulo: Contexto, 2006.
SANTOS, Milton. Espaço e Dominação. In: Seleção de Textos Nº 4 da AGB-SP, Junho de 1978, São Paulo: AGB-SP, 1978.
_____________. Por Uma Geografia Nova, São Paulo: Hucitec, 1978.
_____________. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985.
_____________. A Natureza do Espaço: espaço e tempo, razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2002.
SENA, Caio César de. Redes. Edição Virtual em http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAdgAAC/redes.



Mapa - Uma visão multimodal do sistema de Transportes no Brasil


Mapa Brasil - Redes Geográficas





Rede geográfica de produção e de distribuição da Toyota - Atlas de la mondialisation - 2007



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Especialização e troca entre filiais de uma corporação automobilística no Sudeste Asiático




 Mapa Brasil - empresas instaladas antes de1996 - associadas à Anfavea






Mapa Brasil - empresas instaladas após 1996 - não associadas à Anfavea





Mapa Brasil - empresas instaladas após 1996 - associadas à Anfavea





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Mapa dos fluxos do comércio mundial de mercadorias - COMÉRCIO TRIPOLAR





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Mapa da Internet no Mundo (2012). O mapa mostra a densidade de dispositivos conectados à Internet entre Junho e Outubro/2012 (total de 460 milhões). Fonte: Internet Census.