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terça-feira, 25 de setembro de 2018

segunda-feira, 2 de maio de 2016

TEXTO e ATIVIDADE sobre TOYOTISMO e a 3ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

TEXTO e ATIVIDADE sobre TOYOTISMO e a 3ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

PS: As perguntas foram boladas por mim.
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TOYOTISMO
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena
O toyotismo é um sistema de produção industrial difundido a partir da década de 1970 e caracterizou-se por flexibilizar a fabricação de mercadorias.

O Toyotismo – também conhecido como acumulação flexível – é um modelo de produção industrial idealizado por Eiji Toyoda (1913-2013) e difundido pelo mundo a partir da década de 1970 após a sua aplicação pela fábrica da Toyota, empresa japonesa que se despontou como uma das maiores empresas do mundo na fabricação de veículos automotivos.
A característica principal desse modelo é a flexibilização da produção, ou seja, em oposição à premissa básica do sistema anterior — o fordismo, que defendia a máxima acumulação dos estoques. Já o toyotismo preconiza a adequação da estocagem dos produtos conforme a demanda. Assim, quando a procura por uma determinada mercadoria é grande, a produção aumenta, mas quando essa procura é menor, a produção diminui proporcionalmente.
Podemos dizer que o Toyotismo surgiu no Japão em virtude das condições geográficas do país e das transformações históricas relacionadas ao término da Segunda Guerra Mundial. Assim, dispondo de um espaço geográfico reduzido e de um mercado consumidor menor do que o das potências ocidentais, o Japão não conseguia se adequar ao modelo fordista de produção em massa.
Ainda na década de 1950, Eiji Toyoda visitou algumas fábricas norte-americanas a fim de melhor conhecer os seus respectivos processos produtivos. Lá se deparou com empresas gigantescas que detinham grandes espaços para a estocagem de produtos industrializados. Ao fazer as suas constatações, Toyoda não tardou em perceber que o seu país, o Japão, vivendo um complicado período pós-guerra, não conseguiria se adequar àquele modelo industrial. Esse foi o início para que, mais tarde, ele viesse a idealizar um sistema em que a produção ocorresse de forma mais flexibilizada.
Mas além das condições geo-históricas, para o sistema toyotista existir também era necessário um avançado sistema tecnológico nos meios de transporte e comunicação, algo impensável nos tempos em que o fordismo havia sido idealizado. Isso porque a rapidez no deslocamento e no fluxo de mercadorias era uma das bases para que a produção flexibilizada fosse direcionada para o consumo sem atrasos.
Assim, uma das técnicas mais utilizadas por esse modelo industrial foi o Just in time, que significa “em cima da hora”, em tradução livre. Esse modelo funciona na combinação entre os sistemas de fornecimento de matérias-primas, de produção e de venda. Assim, apenas a matéria-prima necessária para a fabricação de uma quantidade predeterminada de mercadorias é utilizada, que deve ser realizada em um prazo já estabelecido, geralmente muito curto.
Com a adoção do just in time, as fábricas passaram a economizar dinheiro e espaço na estocagem de matérias-primas e mercadorias, além de agilizar a produção e a circulação.
Outro ponto importante referente ao sistema toyotista é a diminuição da oferta de empregos, haja vista que o processo de trabalho também se flexibiliza e, ao longo do processo produtivo, um mesmo trabalhador realiza diversas funções, diferentemente do fordismo, em que o trabalho era mecânico e repetitivo. Isso serviu para ampliar o desemprego no setor secundário da economia (que é o setor das indústrias) e transferir a mão de obra para o setor terciário (o setor de serviços), onde os empregos se concentram mais na distribuição de mercadorias do que propriamente em sua produção.
O toyotismo, em linhas gerais, pode ser considerado como o sistema responsável pela terceirização da economia, algo que já ocorreu nos países desenvolvidos e que vem se acelerando também no mundo subdesenvolvido.


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QUESTÕES

1) Quem idealizou o toyotismo?

2) O que é toyotismo? Qual a característica principal do toyotismo?

3) Aonde surgiu o toyotismo? Por que surgiu lá (condições "geo-históricas")?

4) O que as fábricas ganharam com a adoção do "sistema just-in-time"?

5) Relacione toyotismo com o emprego na sociedade capitalista moderna.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Artesanato, Manufatura e Indústria

   A burguesia no feudalismo era comerciante e não detinha o poder político na sociedade. Esta precisava acumular capitais para acabar com a sociedade feudal. Ela acumulará capitais com a Grande Navegação e com o comercio de produtos.
    Neste período, estes produtos eram produzidos pela prática do artesanato.

> Artesanato (primeira forma de produção):
-          ausência de divisão do trabalho;
-          trabalho manual e individualizado;
-          instrumentos de trabalho simples que pertenciam ao próprio trabalhador;
-          Os preços dos produtos são altos, porque temos pequena produção, menos produtos em um intervalo de tempo grande. (Produção demorada);
-   Pela pouca produção, a burguesia achava ruim o artesanato, não sendo viável para seus interesses econômicos e políticos.

 

>Manufatura (Europa, século XVI):

-      máquinas simples e manuais;
-          pequena divisão de trabalho;
-          aumento da produção (Produção em menos tempo);
-   Com a Manufatura, a burguesia conseguirá ter mais produtos em menos tempo, mas ela queria ter mais produtos pra vender no seu comercio, queria acumular mais capital.









> Indústria (Manchester, Inglaterra, século XVIII):
-          grande mecanização, com trabalhador servindo como ferramenta, servindo à máquina;
-          trabalho assalariado, processo de mais-valia com lucro para o patrão;
-          grande divisão do trabalho, com especialização/organização/disciplina;
-          produção em larga escala e em série;
-     alienação do trabalho: onde o trabalhador não tinha o controle sobre o processo e as condições do trabalho;
-          Os preços dos produtos são baixos, porque temos grande produção, mais produtos em um intervalo de tempo menor. (Produção em um curtíssimo espaço de tempo).





RUY MOREIRA - “Inovações Tecnológicas e Novas Formas de Gestão do Trabalho”

repasso texto do grande Ruy Moreira.
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Texto extraído de Ruy Moreira. “Inovações Tecnológicas e Novas Formas de Gestão do Trabalho”. (Palestra promovida no Depto. de Geografia da UFF em 24/10/95 pela AGB-Niterói)



Nosso cotidiano atual está invadido de expressões indicativas de que o mundo entra neste [início] de século num novo período de estruturação da técnica e de alinhamento das relações entre capital e trabalho. Fala-se de uma nova revolução industrial.
Conhecemos até agora duas revoluções industriais. Está em curso a terceira. Veremos as duas primeiras para poder situarmos a terceira.
A primeira revolução industrial ocorre na Inglaterra no século XVIII (1780-1830). A Inglaterra é o primeiro país a passar por esta revolução paradigmática e assim a organizar-se maduramente no seu padrão.
Por volta de 1830, a primeira revolução industrial se completa na Inglaterra, e daí imigra para o continente europeu. Chega à Bélgica e França, países próximos do arquipélago britânico. por volta dos meados deste mesmo século XIX, atravessa o Atlântico e ruma para os Estados Unidos. E, no final do século, retorna ao continente europeu para retomar seu fio tardio na Alemanha e na Itália e ao mesmo tempo saltar terras e mares para chegar ao Japão.
Quando chega aos Estados Unidos e países do capitalismo tardio(Alemanha, Itália e Japão), a primeira revolução industrial já está cedendo lugar à segunda revolução industrial. De modo que o sistema industrial desses países vai combinar às características da primeira elementos característicos já da segunda revolução industrial.
A segunda revolução industrial começa pelos fins do século XIX. Por volta de 1870. Mas a transparência de um novo ciclo só se dá nas primeiras décadas do século XX. O século XIX transita para o século XX governado por essa transição de um período técnico e de trabalho para outro, o da primeira para o da segunda revolução industrial. É por isso que a segunda revolução industrial é tomada como um fenômeno muito mais dos Estados Unidos que dos países europeus.
“É a segunda grande guerra o grande impulsionador da sua expansão e mundialização. As necessidades bélicas empurram a tecnologia da segunda revolução industrial a se desenvolver tão rapidamente, que nem bem a guerra termina e as velhas indústrias da primeira revolução industrial já começam sua migração dos Estados Unidos, da França, da Alemanha, da Inglaterra e do próprio Japão para os países ainda agrários de então. É a vez de se industrializarem a América Latina, a Ásia e mesmo países da África. É assim que quando estes países se industrializam, se industrializam misturando paradigmas da primeira e da segunda revolução industrial.
“A década de 50 marca a chegada da revolução ao Brasil. A indústria fabril já aparece no Brasil nos finais do século XIX. São indústrias que vão aparecendo em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, típicas ainda da primeira revolução industrial, com incorporações de poucas das características da organização e administração da segunda revolução industrial. Mas só na década de 50 é que a revolução industrial vai realmente se instalar no Brasil(idem América Latina, Ásia e partes da África) e incorporar toda a sociedade ao seu sistema de economia.
“Acontece então que quando a segunda revolução se instala entre os países do chamado Terceiro Mundo, o mundo industrial já manifesta os sinais da terceira revolução industrial. E chega assim com características misturadas da segunda com as da terceira revolução industrial. De modo que quando a segunda revolução industrial chega trazendo para o Brasil a sua revolução industrial, nos Estados Unidos já está se começando a produzir o computador, que é o elemento característico de sinalização já de um terceiro ciclo de revolução industrial, a terceira revolução paradigmática. Hoje, quando o Brasil se torna um país altamente industrializado, seu sistema industrial combina elementos característicos da técnica e do trabalho da segunda e da terceira revolução industrial.(...)

A primeira revolução industrial e o paradigma manchesteriano
O ramo característico da primeira revolução industrial (1780-1830) é o têxtil de algodão. Ao seu lado aparece a siderurgia, dado a importância que o aço tem na instalação de um período técnico apoiado na mecanização do trabalho.
A classe trabalhadora típica desse período técnico e de trabalho é por isso o operariado das fábricas têxteis.
O sistema de técnica e de trabalho desse período é o paradigma manchesteriano, nome dado por referência a Manchester, o centro têxtil por excelência representativo desse período...
A tecnologia característica é a maquina de fiar, o tear mecânico, o descaroçador do algodão. Todas são máquinas movidas a vapor originado da combustão do carvão, forma de energia por excelência desse período técnico. ...
A base do sistema manchesteriano é o trabalho assalariado, cujo cerne é o trabalhador por ofício. Um trabalhador qualificado e geralmente pago por peça.(...)
Uma característica básica dessa organização é a porosidade. Isto é, a grande quantidade de tempos de interrupção que o trabalhador precisa fazer no seu trabalho. Uma vez que realiza o seu trabalho utilizando diversos tipos de ferramenta e executa sua função se deslocando entre diferentes pontos da fábrica, o trabalhador de ofício é obrigado a interromper seus movimentos para pegar esta ou aquela ferramenta que usa, este ou aquele material que manipula como matéria-prima, bem como para deslocar-se entre este e aquele lugar onde vai executar sua ação. Este espaço de tempo que medeia entre uma parada e outra é um poro, sendo comum um dia de trabalho ser intercalado de muitos poros. Ao final da jornada, estas interrupções somam um tempo parado expressivo que interfere no ritmo e velocidade do desempenho do trabalho, influindo determinantemente no custo e na produtividade do sistema.
É um trabalho pesado, estafante e extremamente insalubre, por realizar-se em prédios em regra sem uma luminosidade mínima e um mínimo de ventilação, numa jornada que se alonga às fezes por mais de 12 horas.(...)
O elemento articulador das relações e determinador da distribuição da riqueza social produzida é a relação de mercado. O Estado deixa a regulação da economia para as regras do mercado...
A relação de mercado regula assim desde o nível salarial dos patrões e empregados até o da formação e redistribuição dos lucros entre as empresas em sua competição nos mercados local, nacional e internacional.
Diz-se liberal esta forma de regulação, porque neste período técnico e de trabalho impera a regra do liberalismo político(o Estado só atua no plano do funcionamento geral do sistema do capitalismo) e econômico (as relações entre patrões e empregados são diretas e são livres as disputas de mercado).(...)

A segunda revolução industrial e o paradigma fordista
A segunda revolução industrial tem suas bases nos ramos metalúrgico e químico. Neste período o aço se torna um material tão básico que é nele que a siderurgia ganha sua grande expressão. Fala-se de uma era do aço... A imagem da segunda revolução industrial está associada à indústria automobilística, ramo dependente dos ramos básicos, mas que assumirá o centro de gravidade desse período técnico.
O trabalhador típico desse período é o metalúrgico, tipo de operário que encontraremos espalhado pelos ramos metalúrgico, metal-mecânico e eletromecânico.
O sistema de técnica e de trabalho desse período é o paradigma fordista. Termo que remete ao empresário Ford, criador na sua indústria de automóveis em Detroit, Estados Unidos...
A tecnologia característica desse período é o aço, a metalurgia, a eletricidade, a eletromecânica, o petróleo , o motor a explosão, a petroquímica. A eletricidade e o petróleo são as formas de energia que movimentam as máquinas e um sistema de transportes de grande rapidez e capacidade de deslocamento onde a rodovia e a navegação aérea vêm se somar a ferrovia e à navegação marítima.
A segunda revolução muda e transforma por inteiro ...a sociedade.
Encarnando a novidade da automação, Ford cria a linha de montagem. Apoiada numa esteira rolante, a linha de montagem, típica do fabrico de automóveis, é o processo técnico que ficará registrado como a forma mais característica de automação, com a qual introduz na indústria a produção padronizada, em série e em massa.
O efeito sobre a organização do trabalho é o de uma radical reestruturação. Com o fordismo um trabalhador desqualificado surge no lugar do velho trabalhador de ofício com função puramente de executar dentro da fábrica uma tarefa de trabalho específica, simples e integrada, que qualquer trabalhador pode realizar em um tempo curto e repetidas vezes com grande ritmo de velocidade. O trabalhador qualificado por ofício do paradigma manchesteriano desaparece para dar lugar assim ao trabalhador de tarefas especializadas e que desnecessita de qualquer qualificação profissional.
O exemplo é a esteira da linha de montagem do automóvel. Ao longo da rolagem da esteira o automóvel vai sendo montado peça a peça. Começa numa ponta com a primeira peça, na medida que a esteira se desloca as peças vão se juntando umas às outras, até que ao final se junta a última peça e o automóvel está pronto. Os trabalhadores ficam dispostos ao longo da esteira rolante, cada qual num posto de trabalho(daí a origem desse termo e da expressão “eliminação de postos de trabalho” usada em época de desemprego), esperando com uma peça na mão que chegue até ele o conjunto de peças já acopladas para que junte a um ritmo de velocidade acelerada e ininterrupta. Uma função mecânica, extenuante e para a qual não se precisa pensar. Pensar é função de um especialista, o engenheiro, que planeja para o conjunto dos trabalhadores dentro do sistema da fábrica.
Temos aqui a principal característica do período técnico da segunda revolução: a separação entre concepção e execução, separando quem pensa( o engenheiro) e quem executa(o trabalhador massa). É pois o taylorismo o que está na base do fordismo.(...)
Observando o sistema do trabalho existente nas indústrias dos Estados do final do século XIX, e notando sua porosidade, Taylor elabora um sistema que designa de organização científica do trabalho(OMT). Consiste esta organização em separar o trabalho de concepção e o trabalho de execução, com o intuito de, a um só tempo, retirar dos trabalhadores de ofício a autonomia própria do paradigma manchesteriano de que ainda desfrutam dentro do trabalho fabril e assim submetê-los a um forte controle patronal através dos seus engenheiros. Em passar para a classe patronal e seus engenheiros a função de pensar e deixar para a massa dos trabalhadores a função exclusiva de executar. Desqualificando e massificando o trabalho e qualificando o capital. O alvo são os movimentos gestuais do trabalhador e as ferramentas que utiliza. Para isso, o trabalho manual é reduzido ao máximo da sua simplificação. Gestos e ferramentas são decompostos e reduzidos nos seus aspectos mais simples, de modo a assim poderem ser reduzidos à especialização mais absoluta. O trabalhador fica limitado a uns poucos movimentos corporais e ao uso das poucas ferramentas a eles correspondentes. E o trabalho é transformado numa rotina de repetição ao infinito dos mesmos gestos e numa cadência de velocidade crescente.
Daí o trabalho taylorizado ser especializado, fragmentado, não-qualificado, intenso, rotineiro, insalubre e herarquizado. Sobretudo hierarquizado. Há um engenheiro em cima, projetando no escritório, para que os de baixo executem no chão da fábrica. Para que chegue aos trabalhadores de execução o projeto deve passar por toda uma rede intermediária de (técnicos) e chefias. A fábrica é dividida em vários setores, cada setor tendo um chefe. Se o número de trabalhadores do setor é ainda grande, as chefias são dividias em comando de grupos de quatro ou cinco trabalhadores de execução. (...) Uma tal hierarquia, dita engenharia gerencial, implica uma face de vigilância que é quase uma condição da organização do trabalho do período técnico do trabalho da segunda revolução industrial e uma de suas mais fortes características.
O investimento nas empresas da segunda revolução industrial é por isso muito alto. A começar pela grande soma que pede de tempo e recursos de pesquisa necessária à geração de sua tecnologia. Por isso que no centro desse período técnico estão a ação do Estado e o poder dos monopólios. Grandes empresas estatais e privadas dominam o sistema econômico no seu todo, da escala nacional à internacional, a escala local praticamente desaparecendo.
Morre então o liberalismo clássico de Adam Smith e Ricardo como ideologia de época.  É, ... substituído pelo keynesianismo, o Welfare State, o discurso macroeconômico do monopolismo empresarial e do Estado que passa a vigorar após 1930.

A terceira revolução industrial e o paradigma toyotista
O século XX termina com a crise do paradigma taylorista-fordista. No lugar do seu sistema rígido de regulação técnica e do trabalho vai surgindo o sistema flexível da terceira revolução industrial, baseado no TQC, CCQ, JIT (just-in-time/produção-a-tempo), kanban, reengenharia. Expressões do paradigma em formação.
Os ramos básicos da terceira revolução industrial são os ligados à microeletrônica. Mas, assim como no caso da segunda, é a indústria automobilística o ramo que forma o paradigma técnico e do trabalho. Denomina-se toyotismo, nome tirado da fábrica Toyota.
A tecnologia característica desse período técnico que no Japão se inicia é a microeletrônica, a informática, a máquina CNC(de controle numérico computadorizado), o robô, o sistema integrado, a telemática(telecomunicações informatizadas), a biotecnologia. Sua base mistura à Física e à Química, a Engenharia Genética e a Biologia Molecular.
Mas dessa tecnologia faz parte também um conjunto de novos materiais, em particular os semicondutores, importantes na montagem do próprio sistema tecnológico.
O computador ocupa um lugar central. O computador é uma máquina. Mas de novo tipo. Diferente. A máquina paradigmática das duas revoluções industriais anteriores é uma máquina de movimentos rígidos e incapaz de mínima reciclagem que no decurso da produção se faça necessário. O computador é uma máquina flexível. Composto de duas partes. O hardware e a do software...
A organização do trabalho sofre uma profunda reestruturação. Uma conseqüência imediata do emprego do computador é a reaproximação entre o trabalho de concepção  e o trabalho de execução. E que vai ser uma característica central do novo paradigma. Disso resulta um sistema de trabalho polivalente, flexível, integrado em equipe, menos hierárquico. computadorizada, a programação de conjunto é passada a cada setor da fábrica para discussão e adaptação em equipe(CCQ), onde se converte num sistema de rodízio de tarefas que restabelece a possibilidade de uma ação criativa dos trabalhadores ao nível de setor.
Todavia, os problemas de esgotamento e estenuação do trabalhador ainda mais ampliam em relação ao sistema fordista. Como o sistema de trabalho toyotisma se dá em rodízio dentro do setor para o fim de alternagem das tarefas, cada trabalhador passa operar com duas ou três máquinas de um só vez, daí resultando um grau ainda maior de estressamento.
Toda essa flexibilização técnica e do trabalho entretanto flexibiliza no todo o sistema econômico. Sobretudo a relação entre produção e consumo através do TIP(just-in-time) e do kanban. No sistema JIT(produção-a-tempo), a produção é regulada pela demanda do consumo. Produz-se na medida do que a demanda peça, evitando-se a superprodução e consequinte formação de estoques. O JIT se apóia no kanban, um sistema de controle da reposição de mercadorias adotado nos supermercados, que é levado para a fábrica toyotista. Cada mercadoria vendida é reposta pelo setor de estoque a partir da etiqueta destacada no ato da venda e a ele remetida. A venda orienta o movimento de compras e de restabelecimento de estoque. Adaptado, este mecanismo é introduzido na fábrica em relação à compra e estoque de peças e também à venda dos produtos fabricados. O estoque é reposto na medida da quantidade que sai para uso na linha de montagem. Do mesmo modo o do automóvel produzido. O resultado é uma radical redução do volume dos estoques, seja de peças e seja de automóveis produzidos dentro da fábrica.
É assim que a introdução do paradigma flexível retoma e leva para muito além de antes a taxa da expansão de capitalismo. E acelera a sua globalização. O monopolismo fica ainda maior. E muda de forma. A verticalização do tempo fordista cede lugar à horizontalização. Os veículos são a terceirização e a subcontratação. Com a horizontalização terceirizada e subcontratada o problema dos altíssimos investimentos que a nova tecnologia pede é contornado e o controle da economia agora transnacionalizada fica nas mãos de um punhado ainda menor de empresas. Sob a condução delas a velha divisão imperial do planeta cede lugar a uma geopolítica globalizada.
Um primeiro efeito dessa estratégia globalizada se refere aos Estados Nacionais. Sujeitos ao poder da empresa globalizada estes perdem a expressão de antes e se tornam o alvo da ação do neoliberalismo. Um conjunto de reformas baseada na privatização das empresas estatais criadas sob inspiração keynesiana.

Os períodos técnico e de trabalho e a classe trabalhadora.
Toda vez que o período técnico muda, correlatamente muda a forma correspondente de trabalho. E, então, tem início uma fase de desmonte das estruturas existentes e de montagem das estruturas novas. Foi assim na passagem do paradigma manchesteriano(seç. XVIII-XIX) para o taylorista-fordista(séc. XIX-XX). E está sendo assim nesta passagem do paradigma taylorista-fordista para o paradigma toyatista(séc.XX).
A cada um desses momentos de trânsito paradigmático corresponde uma fase de perplexidade e desarrumação no seio da classe trabalhadora. Uma nova classe trabalhadora está nascendo, sem que a velha disso tenha se dado conta. É que se mudam as bases técnicas da sociedade, as formas de trabalho e o paradigma de mundo, é de esperar que mude a classe trabalhadora, sua mentalidade e formas instituicionais de organização. As relações de trabalho estão se desfazendo. As regras de gestão de trabalho se refazendo. E os padrões industriais estão se reestruturando. Mas o entendimento da classe trabalhadora raramente é contemporâneo.
Daí a sua reação inicial de perplexidade e desarrumação instituicional. A recuperação só vem a seguir. E em cada época sob uma forma própria. A passagem da fase da manufatura para a da fábrica manchesteriana foi marcada pela formação das associações e cooperativas de ajuda mútua, de quebra das máquinas e por fim da criação dos sindicatos de ofícios. A passagem da fase do paradigma manchesteriano para a do paradigma taylorista-fordista, pela busca de manutenção do emprego e integração da ação sindical com os movimentos sociais para somar um arco mais amplo em defesa da permanência dos benefícios sociais conquistados.
Também a classe patronal segue em cada época uma estratégia igualmente própria . Na fase de introdução do paradigma manchesteriano a estratégia foi o pagamento do salário por peça, de modo a instalar a concorrência entre os trabalhadores de ofício e a explorar a sua estimulação por mais salários. Na de introdução do paradigma taylorista, foi o despojamento do saber o perário pela usurpação do trabalho intelectual de concepção e a troca do salário por peça pelo salário padrão. E agora na da introdução da estratégia toyotista, é a ação repressiva destinada a desmontagem do sindicalismo de massa(Toyota responde à greve de 1950 e a Nissan a de 1952 com prisões e desemprego generalizado) e a pulverização coercitiva do sindicato por empresas.
Na passagem atual do paradigma taylorista-fordista para o paradigma flexível do toyotismo um novo mundo do trabalho, uma nova forma de classe trabalhadora e uma nova institucionalidade de organização estão nascendo. É tarefa dos olhos atentos percebê-las. E isso de modo tão rápido quanto é preciso sair da perplexidade que hoje novamente se instala.

domingo, 20 de maio de 2012

MAPAS TOYOTA - produção, distribuição, consumo


Rede geográfica de produção e de distribuição da Toyota - Atlas de la mondialisation - 2007



Mapa locais produção e mercados Toyota - DURAND_MF_Atlas da mundialização_compreender o espaço mundial contemporâneo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mapas sobre Indústria - Brasil



 Mapa Distribuição espacial da indústria brasileira - Atlas geográfico escola, IBGE, 2007





Mapa Brasil - indústrias fundadas após 1995 - Atlas do Brasil disparidades e dinâmicas do território





Concentração industrial em 1960 - Indústria e território em SP_a estruturação do Multicomplexo




Concentração industrial em 2005- Indústria e território em SP_a estruturação do Multicomplexo





Mapa Brasil - indústrias fundadas antes de 1969 - Atlas do Brasil disparidades e dinâmicas do território





Anamorfose-Cartograma do PIB por estado em 2006





BRASIL - Localização das Unidades Fabris




 Brasil_Localização da Indústria_Automobilística







Brasil_PIB industrial





Brasil_distribuição espacial da indústria 




Expansão_Indústria_estado_SP



Mapa Brasil - indústrias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A Geografia das Revoluções Industriais, do Capitalismo e do Estado-burguês

repasso texto que eu fiz.
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Wladimir Jansen Ferreira

A Burguesia queria possuir poder político no modo de produção feudal, fato que era privilégio de outras classes sociais (nobreza e o clero). Era necessário que a burguesia acumulasse “capital mercantil” (até porque eram comerciantes) para que pudesse obter as condições materiais para as mudanças na sociedade e se tornasse, enfim, hegemônica socialmente.
A acumulação de “capital mercantil” acontecerá significativamente durante a “expansão comercial e marítima”, também conhecida como o período das Grandes Navegações (ocorrida aproximadamente entre séculos XI e XVIII). Esta acumulação de “capital mercantil” também ocorria nos comércios locais, que sofrerá uma revolução com a criação das primeiras Indústrias em meados do século XVIII.
A criação das Indústrias será decisiva para a burguesia, pois criará as condições materiais para realizar as mudanças estruturais na sociedade. Até então, as formas de produção utilizadas para a burguesia vender em seus comércios eram insuficientes. O Artesanato não atendia aos interesses da burguesia porque os preços dos produtos eram altos, pela pequena produção (menos produtos em um intervalo de tempo grande). Este tipo de produção também era caracterizado pela ausência de divisão do trabalho, pelo trabalho manual e pelos instrumentos de trabalho simples que pertenciam ao próprio trabalhador.
Pela pouca produção, a burguesia achava o Artesanato ruim, não sendo viável para seus interesses econômicos e políticos. Neste sentido, esta criará a Manufatura, que significou um aumento da produção em um intervalo menor de tempo. As características da produção na Manufatura foram a introdução de máquinas simples e manuais, uma pequena divisão de trabalho, além de um aumento da produção.
No entanto, a burguesia queria possuir mais produtos para vender no seu comércio, fato este que a faria acumular mais capital mercantil. Isto ocorrerá somente com a criação da Indústria em meados do século XVIII.
Com a criação da Indústria, em meados de 1750-80, teremos a “Primeira Revolução Industrial” e não será à toa que a “Revolução Francesa” (que significou a derrocada do feudalismo e o início do capitalismo) ocorrerá depois desta em 1789. O surgimento da primeira Indústria será na cidade de Manchester (localizada na Inglaterra) e em um primeiro momento se espalhará para Bélgica, França e EUA e em um segundo momento para a Alemanha, Itália e Japão. A primeira indústria que surgiu foi uma “têxtil”, só ocorrendo porque a Inglaterra tinha uma vasta plantação de algodão na suas colônias (principalmente nos EUA). Aliás, a Indústria só poderia surgir na Inglaterra, pois ela tinha as condições materiais, tais como matéria-prima (carvão mineral, etc), colônias, grande força de trabalho, burguesia desenvolvida, máquinas à vapor, cientistas como Isaac Newton (o “pai da física”, mecânica, maquinas), etc. 
Segundo MOREIRA (1995), o período daPrimeira Revolução Industrial” ocorreria entre 1780 à 1830, destacando-se as indústrias têxteis e siderúrgicas, o transporte através de ferrovias e navegação marítima, máquinas movidas pelo vapor do carvão mineral e provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades (criando enormes concentrações urbanas).
Segundo VITA (1989), as primeiras fases da Revolução Industrial foram marcadas por uma enorme exploração, descritas na literatura por romancistas do século XIX como Charles Dickens (e em filmes como “Daens – um grito de justiça” de 1993). Homens, mulheres e crianças eram confinados em fábricas, minas e oficinas durante jornadas de trabalho de até 12 e 14 horas, em deploráveis condições sanitárias e de trabalho. Tendo um cortiço como moradia, os operários ficavam submetidos a jornadas de trabalho enormes, que chegavam até à 80 horas por semana. O salário era medíocre (em torno de 2,5 vezes o nível de subsistência) e tanto mulheres como crianças trabalhavam recebendo um salário ainda menor.
A produção será agora em larga escala e dividida em várias etapas, fato que distanciaria cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores passava a dominar apenas uma etapa da produção, apesar de sua produtividade ficar maior. Com a Indústria teremos a chamada “alienação no trabalho” e a instituição de uma “jornada de trabalho”, sendo esta possível com a dissociação do trabalhador de seus meios de produção.
Desde a criação das primeiras Indústrias no mundo verifica-se que o Estado (agora vivente sob o modo de produção Capitalista) preocupava-se em colocar algum tipo de ordenamento espacial para a melhor realização das relações capitalistas. Para que o capitalismo ocorra na sociedade, é necessário que o espaço ou a geografia dos lugares estejam adaptados para as necessidades produtivas da sociedade capitalista. O capitalismo vai transformando os espaços públicos como uma extensão do espaço da fábrica.
Apesar do Liberalismo Clássico (depois o Neoliberalismo) se opor a autoridade do Estado essencialmente nas leis que determinam o que deva ser produzido, o Capitalismo utiliza-se do Estado nos momentos de crise econômica e no seu poder coercitivo[1]. Aparentemente a “filosofia liberal” entraria em contradição com a existência do Estado e o seu papel absoluto e organizador, mas não é bem assim como se parece. HUNT & SHERMAN (1977, p. 60) disseram que:
(...) um dos princípios do liberalismo clássico era que os homens (sobretudo os homens de negócio) deveriam dispor de liberdade para dar vazão a seus impulsos egoístas, o que implicava a supressão dos mecanismos de controle e coerção impostos pela sociedade, exceto os dispensáveis.
Portanto “existem os dispensáveis”, coisas que o Estado nunca deixará de buscar organizar. Neste sentido, os autores HUNT & SHERMAN (1977, p. 67) disseram que a coerção estatal é essencial à própria existência do capitalismo, pois:
(...) Atribuir ao governo a função de proteger as relações de propriedade significava atribuir a missão de proteger a fonte de onde emanava o poder que fazia dos capitalistas a classe política e economicamente dominante.
A função de zelar pela execução dos contratos era também essencial para o bom funcionamento do capitalismo. (...) Em vista disso a execução dos contratos, indispensáveis para o funcionamento do sistema capitalista transformou-se em dever do Estado, exercido por meio da coerção.
A burguesia do começo do século XX queria acumular mais capitais e achava que poderia otimizar ou aperfeiçoar a produção, reduzindo o desperdício de tempo, até porque “tempo era dinheiro”.   MOREIRA (1995) diz que havia uma “porosidade” durante a produção da época da “Primeira Revolução Industrial”, ou seja, uma grande quantidade de tempo de interrupção que o trabalhador fazia no trabalho, gastando tempo e diminuindo a produção.
Para que ocorra este aperfeiçoamento produtivo é criado no interior das Indústrias o chamado de Fordismo. Para que este se devolvesse foi criado o “Taylorismo”, que seria a base do Fordismo, introduzindo noções de trabalho especializado, fragmentado, não qualificado, intenso, rotineiro, insalubre e hierarquizado.
O Taylorismo foi uma ordenação da produção fabril concebida por Frederick W. Taylor (1856/1915) buscando o aumento da produção através da “organização cientifica do trabalho” (OMT), que era uma nova organização espacial do processo produtivo nas fábricas. Tivemos o início da divisão das atividades do processo produtivo nas especializações, tendo uma divisão do trabalho intelectual e do trabalho manual-braçal. O método “taylorista” simplificava ao máximo as tarefas dos operários, de modo que o seu grau de dificuldade fosse o mínimo possível. O fluxo de produção deveria ser dividido e subdividido até que cada trabalhador só realizasse uma ínfima parte do processo como um todo.
Segundo VITA (1989), o Taylorismo dizia que os operários não deveriam perder tempo pensando sobre o que faziam. Planejar, controlar e introduzir melhorias nos processos era responsabilidade de uma equipe de engenheiros e aos operários cabia somente usar as mãos, nunca os cérebros. Esse método trata o trabalhador como se fosse máquina, mas na verdade ele tem até menos status que as próprias máquinas, já que tem que adaptar o seu ritmo de trabalho ao dos equipamentos. Nesse tratamento combinava-se com a dificuldade do trabalhador em identificar-se com o produto do seu esforço. Segundo VITA (1989), um homem que simplesmente fixava para-lamas não via o automóvel pronto como obra sua, ele não era nem ao menos capaz de entender o funcionamento do carro. A única coisa que ele sabia era fixar para-lamas e como resultado o operário não sentia orgulho nem entusiasmo pelo seu trabalho.
Com o modelo taylorista-fordista teremos a “Segunda Revolução Industrial”, que MOREIRA (1995)  diz começar a partir de 1870 (com destaque para o início do século XX). Destacam-se as indústrias metalúrgica, química, siderúrgica e automobilística. As fontes de energias em ebulição eram o petróleo e a eletricidade. O transporte será o aéreo e o rodoviário.
O método de Taylor foi levado às últimas conseqüências por Henry Ford (1862-1947), que criará um método que ficou conhecido como Fordismo. O Fordismo foi concebido nas fábricas de automóveis de Henry Ford (1863/1947) e rapidamente seu método produtivo se espalharia para outras Indústrias dos mais variados tipos de produção em massa. Este revolucionaria a linha de produção com a incorporação da esteira rolante na linha de montagem. Ao longo da linha de montagem, trabalhadores realizam operações geralmente simples, o que simboliza o total desmembramento da produção, sempre objetivando cada vez mais produtividade (com grandes estoques) e maiores lucros. 
Com o Fordismo necessariamente há de ocorrer um aumento da especialização do trabalho,  padronização e produção em série, uma superprodução, um superestoque e um superconsumo.
A superespecialização do trabalho gera o aumento da alienação do trabalho e o surgimento de doenças relativas ao trabalho repetitivo. Os corpos estão ficando cada vez mais automatizados
Esta superprodução foi ruim para a burguesia, pois haveria um superestoque e a conseqüente redução do preço dos produtos. As leis do preço e da oferta-procura dizem “se tem uma produção alta os preços devem ser rebaixados e se a produção é baixa os preços devem ser elevados”.
No começo do século XX tivemos uma grande crise do capitalismo, pois os preços dos produtos estavam caindo, as empresas falindo, os trabalhadores sendo desempregados. Foi uma crise de esgotamento do padrão do liberalismo clássico na economia. Esta crise culminou na Crise de 1929 (da Quebra da Bolsa de Valores de Nova York). O mercado não estava possibilitando a circulação produtiva por ter uma saturação (oferta era maior do que a demanda).
O Fordismo também tem a sua dimensão social e espacial, até porque território é um reflexo da sociedade e a sociedade não é estática. O “espaço ou território fordista” buscará uma integração produtiva para a sociedade capitalista. A integração territorial é o objetivo almejado pela burguesia, pois isto significaria um desenvolvimento do “espaço fordista” e conseqüentemente uma melhor realização das relações produtivas capitalistas.
O “espaço fordista” subsume um território integrado horizontalmente (as chamadas economias de integração), criando uma rede urbana com pleno acesso, pleno consumo, pleno emprego e plena produção. É um território onde ocorre de fato o “meio técnico científico informacional”, ou seja, a globalização em grandes proporções. É um território da inclusão produtiva e também de exclusão social, as fragmentações espaciais entre as classes sociais ficam mais do que evidentes.
MOREIRA (2004, p.103) diz que: “nas sociedades capitalistas a ordem geométrica exprime o jogo das relações criadas para disciplinarizar a hegemonia do capital sobre o trabalho”. Portanto a forma e a ordem geométrica das geografias dos lugares são uma expressão do Modo de Produção das sociedades, além de serem essenciais para a manutenção das relações produtivas.
Voltando à crise de esgotamento do Fordismo com a Crise de 1929, a resposta para esta crise terá duas frentes: uma no interior das fábricas (com a “Terceira Revolução Industrial”) e outra no campo político. Esta segunda é expressa pelo Keynesianismo (Intervencionismo Estatal), a Segunda Guerra Mundial e a intensificação da Colonização nos países africanos e asiáticos.
O capitalismo precisou passar a partir da segunda metade do século XX, por um processo chamado de “reestruturação produtiva”. Havia uma necessidade de a burguesia acumular mais capital de forma mais “flexível”.
A “Terceira Revolução Industrial” teve uma dimensão nas fábricas chamada de Toyotismo. Esta se desenvolveu nas fábricas japonesas da Toyota baseadas nas ideias do engenheiro Taiichi Ohno (1912-1990). Caracterizava-se pelo desenvolvimento tecnológico da produção (robótica, microinformática, internet, meios de comunicação e transporte), pelo sistema just-in-time/JIT (subordinando demanda ao consumo, ou seja, a produção está subordinada à demanda do mercado consumidor, quase nunca produzindo excedentes ou superestoques) e de Kanbam (sistema de controle da reposição de mercadorias, com estoque reposto na medida da quantidade que sai para uso na linha de montagem).
Com o Toyotismo temos um aceleramento da globalização, com economia transnacionalizada e monopolizada nas mãos de poucas empresas. Se no “fordismo” tínhamos “verticalização do tempo”, no “toyotismo” teremos “horizontalização do tempo”. É posta a noção de que se pode “produzir mais com menos”, ou seja, reduzir o número de empregados para se fazer o trabalhador operar mais de uma função. Surge a concepção do “trabalho multi-função”.
Segundo MOREIRA (1995), destaca-se também neste período as indústrias automobilísticas, a microeletrônica, a informática, a máquina CNC (“controle numérico personalizado”), a robótica, o sistema integrado, a biotecnologia, a telemática (telecomunicações informatizadas), etc. O trabalho é polivalente, flexível, integrado em equipe, menos hierárquico, computadorizado, CCQC (programação de conjunto é passada a cada setor da fábrica para discussão e adaptação em equipe, com rodízio de atividades e tarefas que restabelece a possibilidade de uma ação criativa do trabalho ao nível do setor). Há uma ampliação do esgotamento e extenuação do trabalhador, com cada trabalhador operando de 2 a 3 máquinas de uma só vez, aumentando a terceirização do trabalho, a subcontratação e precarização dos direitos dos trabalhadores.
Ocorreu um processo de terceirização da economia, com os empregos passando cada vez mais a serem do tipo “informal” ou precário, ou seja, sem registro em carteira e sem direitos trabalhistas. Proliferam as terceirizações e os “bicos”. Segundo o DIEESE[2] muitos empregos foram criados no período petista na presidência brasileira (de 2002 à 2013), mas a grande maioria destes empregos é composta por empregos precarizados e de baixíssima remuneração. Entre 2000 e 2010 foram criados 20 milhões de postos de trabalho com carteira assinada de até 1,5 salários mínimos, mas foram extintos 4 milhões de empregos que pagavam 3 salários mínimos ou mais. Se entre 1970 a 2000 os empregos de até 1,5 salários mínimos caíram de 77% para 45,8%, de 2000 a 2012, estes empregos subiram para 59%. Dos trabalhadores que ganhavam até 1,5 salários mínimos na década de 2000, 31% eram do setor de serviços, sendo que 2/3 destes trabalhadores eram temporários, sendo demitidos antes de completar 1 ano de serviço. Houve uma precarização do emprego, uma desvalorização dos salários e uma redução dos diretos da classe trabalhadora.
O Neoliberalismo como modelo de economia é posta em prática pelo Estado Capitalista com privatização das empresas estatais criadas sob inspiração Keynesianista. Entretanto, antes do surgimento do Neoliberalismo, é necessário se falar do Keynesianismo.
O Keynesianismo ou Intervencionismo foi influenciado na experiência soviética e é um planejamento macro-capitalista, surgindo para salvar o capitalismo, solucionando e amenizando nas crises cíclicas do capital. Este diz que o Estado tem de ser regulador, indutor e organizador, mas não deve intervir nas empresas. O Keynesianismo é necessário para que seja instalado o “espaço fordista” no território.
MOREIRA (2004, p.56) diz que o Estado Liberal é convertido no Welfare-State (o Estado do Bem-Estar Social). O Estado geraria a sociedade “para viabilizar a acumulação do capital pelos grandes monopólios econômicos”, tendo a “tarefados investimentos em infra-estrutura (transportes, indústrias de equipamento, comunicações, etc) e em meios de consumo coletivo (escolas, hospitais, transportes urbanos de massa, etc), com recursos públicos”. Temos a socialização de recursos para a maior acumulação privada dos grandes monopólios econômicos.
O Keynesianismo se utiliza da social-democracia (e o Estado do Bem-Estar Social) para ser reformista e humanizar o capitalismo. Ele deixará alguns serviços gratuitos e contribuirá para que outros serviços sejam ofertados por empresas privadas, fato que também contribuirá no aumento do consumismo.
Os EUA na década de 1930 lançará as práticas Keynesianistas através do programa New Deal, que foi implementado pelo presidente F. Rooseevelt. O Keynesianismo esteve presente em praticamente todos os países do mundo entre as décadas de 1930 à 1980[3].
Na pós-segunda guerra mundial o Keynesianismo é mantido, mas abrandado e suavizado nos EUA e nem tanto na Europa. A Guerra Fria foi um motivo para a continuidade do Keynesianismo nos países capitalistas.
Com a “Crise do Petróleo” na década de 1970 (que vinha ocorrendo desde a criação da OPEP em 1960) temos um esgotamento do Keynesianismo e surgirá assim o Neoliberalismo. GENTILLI (s/d)[4] diz que o neoliberalismo significou “(...) estratégias políticas, econômicas e jurídicas orientadas para encontrar uma saída dominante para a crise capitalista que se inicia ao final dos anos 60 e que se manifesta claramente já nos anos 70”.
Os politicos que aplicarão integralmente a cartilha neoliberal serão a Primeira Ministra da Inglaterra Margaret Thatcher, o Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, o Presidente da Alemanha Helmut Khol e o ditador chileno Augusto Pinochet.
Um pouco antes, verificava-se que o projeto neoliberal começa a ser aplicado com o então presidente norte-americano Richard Nixon, que, em 1971 decidiu acabar com a paridade do dólar com o ouro, desligando todo o sistema monetário da contrapartida em valor real. Esta desregulamentação “neoliberal” dará corda à explosão da especulação financeira e faz com que o imperialismo norte-americano despeje o custo de sua sobrevivência sobre o mundo inteiro.
A partir deste período, as empresas que tinham se tornado muito poderosas, perceberam que o Estado virara obstáculo para o avanço delas mesmas. A derrocada da Guerra Fria também facilita neste esgotamento do Keynesianismo.
Os grandes teóricos do neoliberalismo são Friedrich A. Hayek e Milton Friedman que se preocupam com a reforma econômica e uma mudança nas mentalidades e na cultura dos povos. Segundo GENTILI (s/d), tanto Hayek (em “O caminho da servidão”) quanto Milton Friedman (em “Liberdade de Escolher”) dizem que “toda forma de intervenção estatal constitui um sério risco para a liberdade individual e o caminho mais seguro para a imposição de regimes totalitários corno o da Alemanha nazista e o da União Soviética comunista” e “só quando a sociedade reconhece o verdadeiro desafio da liberdade é possível evitar as armadilhas do coletivismo”.
O neoliberalismo surge com as retomadas dos ideais do liberalismo clássico, mas com adaptações, como nas idéias de liberalização, desregulamentação, flexibilização, precarização, privatizações, etc. Segundo GENTILI (s/d), o neoliberalismo é um sistema politico que possibilita:
(...) permitir aos indivíduos desenvolver sua inesgotável capacidade de livre escolha na única esfera que garante e potencializa a referida capacidade individual: o mercado. A crise social se deriva, fundamentalmente, de que os sistemas institucionais dependentes da esfera do Estado (da política) não atuam eles mesmos como mercados. Isto ocorre, segundo a perspectiva neoliberal, no campo da saúde, da previdência, das políticas de emprego e também, é claro, da educação.
Apesar de se buscar o “Estado Mínimo”, é errôneo afirmar que o neoliberalismo acabou com o Estado, pois este ainda define o preço da força de trabalho (salário), redistribuição da mais-valia (jurídica e fiscal-impostos), tem importância ideológica (nação, escolas e repressão), etc.
ABRAMOVAY (1992) diz que não podemos afirmar que o Keynesianismo foi deixado totalmente de lado. Só deram uma suavizada nele, pois ainda é operante na agropecuária mundial (principalmente na Europa).
Na Europa, as práticas keynesianistas sustentam a renda agropecuária dos agricultores familiares (camponeses), que tem importância estratégica. No Japão temos um Keynesianismo nas intervenções estatais na produção do arroz (deixam preço alto no arroz de outros países) e na indústria pesqueira. No Brasil temos um Keynesianismo nas práticas de incentivo ao consumo (como na redução do IPI), o financiamento dos custos de produção para a redução de tarifas de energia (sendo que para a população varia de 16-18% e para as indústrias foram de até 32%). Nos EUA, o presidente Barak Obama pratica o Keynesianistmo ao privatizar a GM e propor um pacote de ajustes fiscais.
A crise capitalista de 2008-09 foi uma crise de esgotamento do padrão neoliberal. O capitalismo já está se mobilizando para achar soluções para mais esta contradição. Percebe-se, que se busca articular ideais do neoliberalismo com ideais do Keynesianismo, sendo o primeiro voltado à economia global e o segundo voltado às economias nacionais.
Estamos agora na era “pós-fordista” ou na “sociedade do conhecimento”. No Brasil, o “espaço fordista” só se consolidará totalmente durante o segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2006-2010), pela consolidação do consumo (destacando programas de aumento de renda familiar, tal como a “Bolsa Família”). Atualmente temos em nosso território o “espaço pós-fordista ou toyotista”, levando a globalização produtiva da sociedade capitalista às últimas conseqüências, integrando horizontalmente vários locais distantes localmente. A exclusão e a desigualdade social e territorial estão ainda maiores e cada vez mais planejadas.
O super-consumo gera um consumismo e um endividamento das pessoas. O brasileiro teve um incremento de renda principalmente pela aplicação das políticas de transferências de renda, que são práticas paliativas e compensatórias, que foram iniciadas nos governos tucanos de Fernando Henrique Cardoso e possuem a aprovação do Banco Mundial. Esta política era necessária para incrementar renda para as classes menos abastadas, entretanto, esta virou uma importante fórmula de controle social. Os brasileiros com esta verba à mais está consumindo mais, obtendo mais bens materiais. É importante deixar claro que "ter não é ser", pois possuir bens materiais não significa uma emancipação social, fato que somente ocorrerá com a derrocada da sociedade capitalista. Ter bens materiais gerou uma falsa sensação de liberdade, mas aguçou o individualismo na sociedade brasileira, fato que freia mobilizações sociais e reproduz o egoísmo “ostentatório” entre as pessoas. A fetichização da mercadoria está em suas últimas consequências. Ao incentivar alienadamente os programas assistencialistas, o PT despolitiza os debates e a necessária crítica às contradições da sociedade capitalista. Segundo o DIEESE[5], o brasileiro pode estar com mais renda, mas está cada vez mais endividado, onde 118 milhões de brasileiros são endividados, sendo 37 milhões com contas atrasadas e 12 milhões que não podem pagar suas dívidas. Por estarmos entre os países com maiores taxas de juros no mundo, se uma pessoa pegasse R$ 100 emprestados no início do ano, pagaria R$ 188 no final.
O “espaço pós-fordista ou toyotista” cria territórios de exclusão, levando o processo de globalização às últimas conseqüências. Apesar do “mercado aberto”, o poder econômico está cada vez mais centralizado nas mãos de poucas empresas. Segundo VITA (1989) um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. As 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo nos mercados de ações. Estas empresas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo. Uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas. Menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira.
Nesta mesma toada, segundo dados do DIEESE[6] as transnacionais dominam a economia no Brasil, representando 100% das montadoras, 92% do setor eletroeletrônico, 75% das autopeças, 74% das telecomunicações, 68% do setor farmacêutico, 60% da indústria digital 57% do setor de Bens de Capital, 55% do setor de bens de Consumo, 50% da siderurgia e metalurgia, 47% da petroquímica, etc. No agronegócio 30 empresas dominam o complexo agroindustrial e mais de 70% destas empresas são multinacionais.
A globalização, as “redes geográficas” e o "meio técnico-científico-informacional" estão mais desenvolvidos na sociedade capitalista, até para que a produção capitalista ocorra de maneira mais lucrativa para a burguesia, fazendo com que o capital se reproduza de maneira mais potencializada. Com o advindo do espaço toyotista, teremos um “embaralhamento de territorialidades” em uma “rede produtiva”, cujo sentido pode ser visualizado na passagem de MOREIRA (1997, p.3) a seguir:
 (...) Extinguem-se, assim, os espaços do mundo organizados em regiões singulares e de compartimentos fechados, a intensidade e a globalidade das interligações ainda mais aumentam, a mobilidade territorial mais se agiliza, a distância entre os lugares e suas coisas mais se encurta, a espessura do tecido espacial mais se adensa, e o espaço do planeta se comprime.
Para que esta “rede produtiva” seja instalada, o Estado deve exercer importante função, como pode ser visto nesta passagem de MOREIRA, (1985, p.107):
É embaixo da pesada repressão policial-militar que sobrevém aos confrontos de 1934-1935 que o bloco industrial agrário impõe ao movimento operário esta ampla tutela: a jurídico política (tutela sindical-trabalhista) e a ideológico-cultural (tutela escolar). Desarticulado organicamente pelos aparatos repressivos do Estado, o operariado e igualmente desarticulado em seus parâmetros de existência. Progressivamente, completa-se a desagregação da sua condição de classe, sob um modo de vida imposto pelas articulações do capital, via Estado corporativo: no espaço-fabril-bairro se dissolve no espaço-mercado, e a consciência de classe se dissolve na cultura formal-escolar.
Principalmente através destes aparatos, temos uma verdadeira “globalização” produtiva e de territórios, com unificação de lugares e de espaços regionais dantes isolados. Esta globalização em rede também se dá na padronização dos modos de vida dos moradores das cidades e dos campos, possibilitando a perda da individualidade e muito da identidade local destas pessoas. Podemos refletir sobre como se constrói e dinamiza o tecido de relações da rede produtiva capitalista nesta passagem de SANTOS (1978-a, p.16):
 (...) Em todo o lugar a tendência é a concentração do capital, mesmo que, excepcionalmente, haja possibilidade de descentralizar um pouco a produção. Ora, o excedente é antes de tudo um fluxo. No regime capitalista, onde a lei fundamental é a da acumulação de capital o mais rápido possível, os fluxos de excedentes só podem convergir para o lugar onde se encontram os mecanismos mais eficazes para sua multiplicação.
Nestas duas passagens de SANTOS (2002, p.244 e p.336), ele ressaltará que as fronteiras dos territórios nacionais estão sendo ultrapassadas e transcendidas, além de mostrar o poder das transnacionais na sociedade moderna:
(...) os territórios nacionais se transformam num espaço nacional da economia internacional e os sistemas de engenharia mais modernos, criados em cada país, são mais bem utilizados por firmas transnacionais que pela própria sociedade nacional.
(...)
(...) O interesse das grandes empresas é economizar tempo, aumentando a velocidade da circulação. (...) corporação do território, com a destinação prioritária de recursos para atender as necessidades geográficas das grandes empresas, acaba por afetar toda a sociedade.
A organização em redes torna-se cada vez mais necessário para o capitalismo, pois o permitiu as “vantagens comparativas”, ou seja, localidades onde a redução dos custos do trabalho e da produção trazem mais vantagens para o capital. Para se reduzir os custos de produção e aumentar seus lucros, as empresas se reorganizam, mudando suas sedes, “relocalizando-se” constantemente.
Compreender a rede geográfica é determinante para compreender o fenômeno de globalização, a sociedade e o espaço contemporâneo. As exclusões e desigualdades espaciais e sociais são a raiz do Modo de Produção Capitalista e é uma contradição do capital compreendida na “lei do desenvolvimento desigual e combinado”. Só há uma igualdade aparente no mercado, que desaparecerá na esfera da circulação, com a desigual distribuição de renda ou das riquezas (ao patrão cabe a riqueza e ao empregado a pobreza). Há também uma desigualdade nas taxas de mais-valia entre os capitalistas nas diferentes empresas. Esta desigualdade combinada só tende a ampliar na reprodução da acumulação do capital.
A crise capitalista de 2008-09 foi uma crise de esgotamento do padrão neoliberal e o capitalismo está tendo dificuldades para sair desta situação. Vivenciamos uma “Crise do emprego”, pois o modelo pós-fordista passou a exigir qualificação do trabalhador, mas não a garantia do emprego. A qualificação da mão-de-obra passou a tornar-se um sistema não de seleção de mercado, mas de exclusão de milhares de pessoas, pois além de jogar sob as costas do trabalhador individual a necessidade de qualificação, milhares estão excluídos da qualificação e do mercado, abandonados pela falta de investimento do Estado em políticas públicas. Também passaríamos por uma “Crise do capital”, que faz com que diversos governos, seguindo as exigências dos organismos financeiros internacionais do capital (coo o Banco Mundial, etc), passassem a defender a redução do investimento público (“reduzir o tamanho do Estado”), às privatizações, demissões no setor público, redução de salários, aumento da idade de aposentadorias e/ou manutenção de altas taxas de juros.
A superação e a extinção do modo de produção capitalista tornou-se uma necessidade para a superação destas contradições.

REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS
ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. São Paulo/Rio de Janeiro/Campinas: HUCITEC/ANPOCS/UNICAMP, 1992.
CORRÊARoberto Lobato. Interações Espaciais. In: Explorações Geográficas – percursos no fim do século (organizadores: Iná Elias de Castro, Paulo César da Costa Gomes, Roberto Lobato Corrêa), Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
FERREIRA, Wladimir Jansen. Uma Leitura Geográfica da Formação da Cidade de São Paulo na Obra de Adoniran Barbosa. Trabalho de Conclusão de Curso de Geografia na PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 2005.
_________________________. Uma Análise Crítica do Conceito de Natureza no Currículo de Geografia do Estado de São Paulo. Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Ensino de Geografia na PUC-SP. São Paulo: PUC-SP, 2011.
GENTILI, Pablo. Neoliberalismo e educação: manual do usuário. Retirado do site http://firgoa.usc.es/drupal/node/3036. S/D.
HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 2001.
HUNT, E. K. & SHERMAN, Howard J., O Liberalismo Clássico e o Triunfo do Capitalismo industrial. In: História do Pensamento Econômico, Rio de Janeiro: 1977, Vozes.
MOREIRA, Ruy. O movimento operário e a questão cidade-campo no Brasil. Petrópolis/RJ: Vozes, 1985.
_______________. Inovações Tecnológicas e Novas Formas de Gestão do Trabalho.  Niterói: AGB-Niterói, 1995.
_____________. Da região à rede e ao lugar: a nova realidade e o novo olhar geográfico sobre o mundo. In: Ciência Geográfica, N° 6, Bauru: AGB-Bauru, 1997.
______________. O círculo e a espiral – para a critica da geografia que se ensina. Niterói: Edições AGB-Niterói, 2004
______________. Para onde vai o pensamento geográfico? – por uma epistemologia crítica. São Paulo: Contexto, 2006.
SANTOS, Milton. Espaço e Dominação. In: Seleção de Textos Nº 4 da AGB-SP, Junho de 1978, São Paulo: AGB-SP, 1978-a.
_____________. Por Uma Geografia Nova, São Paulo: Hucitec, 1978-b.
_____________. A Natureza do Espaço: espaço e tempo, razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 2002.
VITA, Álvaro. Sociologia da Sociedade Brasileira. São Paulo: Ática, 1989




[1] Adam Smith em “Riqueza das Nações, livro de referência do Liberalismo Clássico, já dizia que os governos teriam 3 funções: proteger o país contra invasores estrangeiros, proteger os cidadãos contra “injustiças” cometidas por outros cidadãos e do dever de erigir e manter as instituições e obras públicas.
[2] Extraído de A cara do emprego no governo do PT” (18 de Julho de 2013) em http://www.pstu.org.br/node/19681.
[3] Podemos citar o Keynesianismo belicista na Alemanha de Hitler, o Keynesianismo do Plano Columbu no Japão, o Keynesianismo na Coréia. O Keynesianismo brasileiro se deu com Getulio Vargas e com o nacional-desenvolvimentismo de Juscelino Kubitchek (Plano de Metas).
[4] Extraído do site http://firgoa.usc.es/drupal/node/3036. Originalmente está presente em: “GENTILI, Pablo. Neoliberalismo e Educação: manual do usuário. In: SILVA, Tomaz Tadeu da & GENTILLI, Pablo (orgs). Escola S.A.: quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília: CNTE. 1996”.
[5] Extraído em http://www.pstu.org.br/node/19672 (“Brasil mais endividado que nunca”, de 18 de Julho de 2013)
[6] Extraído de http://www.ilaese.org.br/wp-content/uploads/2013/03/APRESENTA%C3%87%C3%83O-CONGRESSO-PETROLEIROS-SERGIPE-MAIO-2013.pdf