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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Exercícios da Música "EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS"

Exercícios
1) A música fala de tempo humano ou tempo geológico/natural?
2) Descreva de 6 eventos históricos descritos na música.
3) Diga o que é mentira na música.
4) Explique a história da música.
5) Como era o Brasil à 10 mil anos atrás.


LETRA
EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS (RAUL SEIXAS)

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão

O povo parou para ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:

Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais (2x)

Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais (2x)

Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais

Não, não porque
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não

Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E para aquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais

sábado, 9 de setembro de 2017

Exercícios da Música "Cidadão"

1- Qual é a profissão do personagem da música?
2- Por que o personagem da música "Cidadão" não pode entrar nos lugares que ele ajudou a construir?
3- Por que o personagem da música "Cidadão" é um migrante? De onde ele saiu e para onde ele foi?
4- Por que ele saiu de sua terra?
5- Por que o personagem da música "Cidadão"só pode entrar na igreja?
6- O que é cidadania?
7- O que deve ser feito para que as pessoas sejam "cidadãs de fato"?
8- Quais direitos de Cidadania são negados para o personagem da música "Cidadão"?
___ 

CIDADÃO - LÚCIO BARBOSA

Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Atividade com a música "CANTO DAS TRÊS RAÇAS"


“Canto das Três Raças” - Clara Nunes
Compositores: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas

Como um soluçar de dor


EXERCÍCIOS

1) Quais são as 3 etnias (ou raças) que são a base do povo brasileiro e que estão descritas na música?

2) Qual foi a primeira etnia brasileira a sofrer as primeiras consequências da invasão territorial no Brasil? O que houve?

3) Qual foi a segunda etnia brasileira a sofrer as consequências da colonização no Brasil?

4) O que o negro fez para enfrentar a situação de opressão no Brasil?

5) Os inconfidentes eram na sua maioria de qual raça?

6) O que os inconfidentes fizeram? O que houve com eles?

7) Como é o canto do trabalhador brasileiro?

8) Qual seria a situação do trabalhador brasileiro atual?

9) Faça uma analogia do sofrimento do negro/indígena/inconfidentes com o trabalhador brasileiro no século XXI.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Atividade com a música "ZUMBI"

Atividade com a música "ZUMBI" de Jorge Ben Jor.

“Zumbi” - Jorge Ben Jor
 
Angola, Congo, Benguela,
Monjolo, Cabinda, Mina,
Quiloa, Rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Uma princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados em carros de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola, Congo, Benguela,
Monjolo, Cabinda, Mina,
Quiloa, Rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
È senhor das demandas
Quando Zumbi chega é Zumbi
É quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver

Eu quero ver

PERGUNTAS

1) Quantas e quais são as etnias africanas descritas na músicas?

2) O que aconteceu com estes povos?

3) Como estes povos vieram ao Brasil?

4) Como eles trabalhavam?

5) Aonde eles trabalhavam?

6) O que acontecerá "quando zumbi chegar"? Qual o significado desta parte?

terça-feira, 27 de maio de 2014

A INTERNACIONAL - GAROTOS PODRES


A INTERNACIONAL - GAROTOS PODRES

De pé, ó vítimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo
De pé de pé não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores

Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum

Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito

O Crime do rico a lei o cobre
O estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido

A opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Queremos que nos restituam
O povo quer só o que é seu

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores

Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasita deixa o mundo

Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol te fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Candidato Caô Caô - Bezerra da Silva

https://www.youtube.com/watch?v=f3UycTiQW4s#t=17

Candidato Caô Caô - Bezerra da Silva

Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições (3x)

Fez questão de beber água da chuva
Foi lá no terreiro pediu ajuda
E bateu cabeça no conga
Mais ele não se deu bem
Porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse:
Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater (podes crer)

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda os homem lhe prender

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede o seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater.

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Depois que ele for eleito

Dá uma banana para você.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Um fim de semana no parque", 20 anos depois

18/10/2013 4:52 pm
Um fim de semana no parque, 20 anos depois
Duas décadas depois de a música dos Racionais se tornar o hino de parte da zona sul de São Paulo, Fórum conta o que mudou (ou não) na rotina de uma das regiões mais pobres e violentas da capital 
Por Pedro Venceslau e Regiane de Oliveira
A matéria abaixo faz parte da edição 119 de Fórum, compre aqui.
Mil novecentos e noventa e três. Decididos a mostrar um país que não cabia nas estatísticas do governo, os Racionais MC’s lançam o LP Raio X do Brasil, um manifesto que tirou a periferia da margem para ser destaque nas rádios das grandes cidades. Usando e abusando da liberdade de expressão, os rappers< Mano Brown e Edy Rock entraram “no mundo da informação, autoconhecimento, denúncia e diversão” em meio às desigualdades sociais da maior capital do País. É de um dia típico de verão em São Paulo, janeiro, zona sul, que nasce a música “Fim de semana no parque”, um hino sobre a dicotomia entre os bolsões da classe média e as ruas de terra dos bairros pobres da cidade.

(Guilherme Perez)
Vinte anos depois, o cenário não é mais o mesmo. A economia não é mais a mesma. Fórum foi passar um fim de semana na região que ficou conhecida como Triângulo da Morte – Parque Santo Antônio, Jardim Ângela e Capão Redondo – e mostra que a periferia de São Paulo evoluiu pouco para tornar a música dos Racionais obsoleta. Aliás, a letra nunca foi tão atual. As estatísticas não são mais tão alarmistas a ponto de chamar a atenção internacional, como na década de 1990, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou a região como o local mais violento do mundo, com uma média de duas mortes ao dia. Mas esses bairros continuam com posição de destaque nos índices de maior número de homicídios da cidade. Em 2011, a cada 100 mil habitantes, 15,62 foram assassinados na região do M’Boi Mirim. O número absoluto é de 89 homicídios. Parelheiros, Campo Limpo, Cidade Ademar e Capela do Socorro também ajudam a engordar as estatísticas dos bairros mais violentos da cidade: 221 assassinatos no ano. Não muito longe dali, na área da “playboyzada”, as estatísticas são diferentes. Vila Mariana e Pinheiros, por exemplo, registraram, em todo o ano, seis assassinatos cada. É o menor número de mortes dentre todos os bairros de São Paulo.

(Guilherme Perez)
“Polícia, a morte. Polícia, socorro”
Enquanto isso, e a “molecada da área, como é que tá”? “Ninguém nega que a violência diminuiu. Mas recentemente voltamos a ter chacinas na zona sul”, lamenta o poeta Sérgio Vaz, idealizador da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa). As manchetes policiais do começo do ano não mentem. “Subiu para sete o número de mortos na chacina ocorrida na noite de sexta-feira (4/1) na região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo”, informa o portal G1. “DJ Lah, do Conexão do Morro, é assassinado em São Paulo (5/1). Parceiro de mixagens do rapper Mano Brown, tinha 33 anos e deixa quatro filhos, amigos e família inconformados com tamanha covardia”, completa o SPressoSP. Morto por quem? Culpa de quem? Motivo? “A vizinhança suspeita que o crime foi praticado por policiais militares ligados a grupos de extermínio”, lembra o site do Estadão. “Grávida é baleada na cabeça em tentativa de assalto em Campo Limpo”, estampa o Agora São Paulo.
Grupos de extermínios aterrorizaram São Paulo no ano passado. A cidade teve ao menos oito chacinas, em 2012, atribuídas a policiais em luta contra o crime organizado. A cidade perdeu 94 policiais, um salto em relação ao ano anterior: 56 mortes. O número levou à exoneração do secretário de Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin, Antonio Ferreira Pinto – o mesmo que insistia em dizer que a situação estava sob controle.
Muller Silva nasceu no mesmo ano em que a música “Fim de semana no parque” explodiu nas rádios e tornou-se o hino da zona sul de São Paulo. Hoje, aos 20 anos, ele diz que lembra a letra inteira, mas só se alguém começar a cantar. “Gosto de rap, mas ouço mais folk e rockalternativo.” Nascido e criado na Z/S, como os moradores costumam chamar a zona sul, ele perdeu um irmão de forma trágica em 2011. “O Alex era envolvido com o tráfico e morreu com 19 anos, depois de levar dois tiros na cabeça durante uma perseguição.”
Apesar da pouca idade e da cara de menino, Muller é bem articulado. Chegou a começar a faculdade de designgráfico, mas desistiu por falta de dinheiro, e ocupa hoje o cargo de monitor da Associação Educacional e Assistencial Casa do Zezinho, ou simplesmente Casa do Zezinho. “Talvez a nossa história seja uma sina. Eu e meu irmão tivemos as mesmas oportunidades, mas ele vivia na rua e se envolveu com más companhias, enquanto eu fui para a escola.” Para Muller, a letra de “Fim de semana no parque” continua atual e poderia ter sido feita hoje. A relação da comunidade com a PM cantada no refrão de Mano Brown em 1993 (“Tem um corpo no escadão e a tiazinha sobe o morro. Polícia, a morte. Polícia, socorro”) não melhorou nas últimas duas décadas. “Eu não confio na polícia”, diz o monitor. Ele revela que a recente onda de assassinatos de policiais que abalou as estruturas do governo paulista deixou o clima pesado. “Aqui existe um toque de recolher, que não se sabe ao certo de onde veio. Mas essa briga entre a polícia e os bandidos está causando muita morte na região. Estão todos sendo cautelosos.”
Fundada em 1994, um ano depois do lançamento da música dos Racionais, a Casa do Zezinho procura manter uma relação cordial com o tráfico. Parte das 1,5 mil crianças e adolescentes atendidos pela instituição tem pais que estão ou estiveram envolvidos com o crime. “Tinha milícia aqui antigamente. Eles eram chamados de ‘pés de pato’. Nos anos 1990, marcavam as pessoas que estavam no tráfico para matarem. A Casa do Zezinho refugiou alguns deles”, conta Muller Silva, ressaltando que a organização não identifica quem é filho de traficante. Psicóloga e diretora da Casa do Zezinho, Ana Beatriz Nogueira, a Tia Bia, chama o tráfico de “quarto setor”. “Não posso entrar em detalhes, mas a nossa relação com o tráfico é de respeito.”

(Guilherme Perez)
Entre os “zezinhos” – como são chamados os alunos da instituição – os Racionais são considerados ídolos. A banda frequenta o lugar e chegou a fazer uma música para os meninos. “O rapé um veículo direto de identificação”, conta Tia Bia. Muitas vezes, a mágoa dos moradores da periferia com a polícia vem de longe de casa e começa nos bairros nobres. “Prefiro evitar a polícia. Quando eu ia nas baladas da Vila Madalena, a abordagem era sempre agressiva. A gente não tinha grana para entrar nas baladas, então comprávamos nossas bebidas. A polícia chegava e quebrava nossas garrafas”, relata o educador Adriano de Oliveira, 27, morador de Vila das Belezas.
“Estou a uma hora da minha quebrada”
Foram necessárias duas décadas de governo do PSDB para que a “quebrada” dos Racionais ficasse mais perto do centro. Demorou, mas, em 2002, o metrô da linha Lilás, que liga Santo Amaro ao Capão Redondo, deu mobilidade aos 563 mil habitantes da região da subprefeitura do M’Boi Mirim. No Capão Redondo, a chegada do trem que cruza a zona sul, com destino a Osasco, também melhorou o acesso da população da Capela do Socorro e Parelheiros ao centro. Outras vias de acesso, como os corredores de ônibus, feitos durante o governo Marta Suplicy, diminuíram o tempo de acesso à zona sul.
Houve também algum progresso em termos de emprego e renda na região. A zona sul perdeu, em 2010, o posto de “número um em baixa renda da cidade”, com R$ 1,00 a mais em relação à parca renda média de R$ 1.063, dos distritos do extremo leste da capital, como São Miguel Paulista. Os trabalhadores da zona sul tiveram uma renda média de R$ 1.064 – mesmo assim, menos da metade de moradores de bairros ricos como Butantã, Lapa e Pinheiros, onde a renda média foi de R$ 2.773. Esses dados colocam os trabalhadores da zona sul no limiar da Classe C, que, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal, tem renda familiar entre R$ 1.540 e R$ 2.313.
As taxas de desemprego no público de maior risco, jovens de 16 a 29 anos, diminuiu, ajudando a inflar as estatísticas de renda. Em 2010, a região do M’Boi Mirim teve 16,32% de jovens nessa faixa etária desempregados, em linha com os resultados de outras subprefeituras da zona sul, como Parelheiros, Capela do Socorro e Cidade Ademar. Um pouco mais alta que a média da capital, de 15,09%, e bem acima da de bairros centrais, como Ipiranga, com 12,06%.

Adriano Oliveira, morador de Vila das Belezas (Guilherme Perez)
Mas o mesmo crescimento econômico que trouxe melhores condições de acesso teve seus efeitos colaterais. Com o dinheiro vêm mais carros… logo, mais trânsito. Um percurso em dia de semana nas horas de rush entre a região da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, e a Casa do Zezinho, no Parque Santo Antônio, a apenas 11 quilômetros da região, seja de carro ou de ônibus, pode levar até duas horas.
“O centro comunitário é um fracasso”
Tia Bia, da Casa do Zezinho, cita os Racionais para falar de um dos maiores gargalos dos bairros que compõem o extenso mosaico de “quebradas” da zona sul. “Como diz a música: ‘Chegou fim de semana, todos querem diversão’. Existem poucas referências de lazer na região. O grande programa é ir ao shopping (Campo Limpo), que vive lotado”. Muller Silva lembra que existem na área dois CEUs (Centro Educacional Integrado). “Eles têm até piscina, mas é muito burocrático para usar. Às vezes a criança não tem nem RG para fazer ficha.”

Jaime “Diko”, do Espaço Comunidade (Guilherme Perez)
Os moradores ouvidos por Fórum reclamam que os centros criados foram esvaziados e, hoje, são apenas escolas com piscinas. A concepção do CEU, construído na gestão Marta Suplicy, era de que ele pudesse integrar atividades educacionais, de lazer, esporte e cultura da periferia, envolvendo a comunidade local. As gestões seguintes foram estrangulando aos poucos os orçamentos, até que ficou inviável manter as atividades. “Não temos nenhum clube da prefeitura”, finaliza Muller. O sucateamento dos aparelhos públicos da zona sul não se resume ao caso dos CEUs. No Centro Cultural Monte Azul, no bairro de mesmo nome, frequentadores contaram que o local simplesmente dá férias coletivas para os funcionários durante o recesso escolar, justamente o momento em que a demanda mais cresce. Foi lá que a reportagem conheceu o educador Adriano Oliveira, 27, de Vila das Belezas. Ele conta que alguns moradores se cotizam para manter o lugar aberto em janeiro. “É difícil encontrar uma praça e os CEUs viraram grandes escolas com piscina”, diz.
“Eu me sinto um traficante”. A sensação de Jaime “Diko” Lopes, um dos idealizadores do Espaço Comunidade, pode parecer exagerada; afinal, ele é só mais um dos milhares de donos de bares na periferia de São Paulo. Como já se tornou comum na região, utiliza os recursos do bar para financiar os eventos que acontecem no “Espaço Comunidade”, um espaço cultural independente que organiza shows de jazz, chorinho, roda de samba. A própria Cooperifa, um dos espaços mais tradicionais de cultura do Parque Santo Antônio, também funciona dentro de um bar. Mesmo assim, Diko lamenta ter de usar esse recurso. “A bebida é a primeira droga. Em cada rua da região, há uns 15, 20, 50 bares. Infelizmente, dependemos disso para sobreviver e pagar o aluguel do centro”, admite. “Não se escuta falar que alguém bateu o carro porque fumou maconha. Foi cachaça. Bateu na mulher… cachaça, não maconha.”

Sergio Vaz, da Cooperifa (Guilherme Perez)
Com 31 anos, Diko é daqueles que cresceram ouvindo os LPs dos Racionais. “O primeiro disco que ganhei do meu pai foi do Racionais. Sei o quanto a música ‘Fim de semana no parque’ ainda é atual”, acredita. Mas ele não gosta de falar de violência. “Gosto de falar de arte, de solução para os problemas da periferia por meio da arte.” Para Diko, o acesso à internet é uma das grandes revoluções sociais que está mudando a cara da periferia. Se antes os jovens da periferia tinham de ir até ao centro para ter acesso à cultura, hoje eles sabem on-line onde está acontecendo as melhores festas. Noites de jazz? Chorinho? Lançamentos? Documentários? “Tem tudo aqui. Não preciso ir para a Vila Madalena para encontrar diversão”, conta Diko. Aliás, é a turma dos bairros centrais que está buscando as atividades culturais na periferia.

Muller Silva, da Casa de Zezinho (Guilherme Perez)
O cenário cultural explodiu em 20 anos na periferia. Nenhuma outra região da cidade tem um número tão grande de saraus, por exemplo. Sarau da Cooperifa, Sarau com Elas, Vila Fundão, Sarau do Binho. As opções são diversas. “No Sarau na Cooperifa, chegamos a atrair 500 pessoas em cada quarta-feira à noite”, conta Sergio Vaz. “Na minha época, eu tinha de ir para o Bexiga achar diversão. Agora ela está aqui”, diz.
Apesar disso, Vaz não é dos mais entusiasmados com os ventos das mudanças. “Sei que parece uma amargura, mas ainda falta tanto… Aqui não tem a presença do Estado. E isso tem consequências”, lamenta. Segundo Vaz, a população tem poucas saídas para tentar escapar da violência: o crime, as bebidas e as drogas ou as igrejas. “Com sorte, uma mãe desesperada porque seu filho usa crack consegue levá-lo a uma igreja evangélica.” Assim como os bares povoam cada esquina, as igrejas evangélicas crescem oferecendo alento. “As igrejas também são um fenômeno da falta do Estado. Eu não sou religioso, mas ainda bem que elas existem.”
Em relação à atuação do poder público na área cultural, o governo instalou uma Fábrica da Cultura no Capão Redondo. O projeto utiliza dinheiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para trazer à comunidade as mais variadas formas de expressão artística. A cidade tem seis fábricas localizadas em regiões onde o Índice de Vulnerabilidade Juvenil – composto por indicadores como frequência escolar, gravidez e violência entre jovens – é alto.
“O pessoal, desde às 10 da manhã, está no samba”
Mano Brown já deve ter percebido: o samba já não é o mesmo na periferia. Todos dizem gostar de samba, é fato. Assim como todos também dizem gostar de rap. Mas o que a juventude escuta muito é funk, e muitos de “ostentação”. É uma vertente desse tipo de música que exalta os anseios de consumo da nova classe média, um som que nasceu na periferia de São Paulo e já ganha espaço em outras capitais. “As pessoas estão cansadas de ouvir música de protesto. Eles querem é cantar suas conquistas. Seja na Sul ou Leste, é ofunk que bomba”, provoca o produtor musical Renato Barreiros. Diretor do badalado documentário Funk Ostentação, ele foi subprefeito de Cidade Tiradentes, na zona leste.
“O trabalho melhorou. Há mais empregos. E os jovens têm uma demanda reprimida de consumo. Eles querem ter TV de plasma, videogame, óculos da moda. E não é qualquer par de óculos”, pondera Sergio Vaz. O Bonde da Juliet é um exemplo. Criada pelo MC Bio G3, a canção fala sobre um modelo de óculos da marca Oackley, o Juliet, que não sai por menos de R$ 1.800.
As empresas já entenderam essa nova cara da periferia. Não é difícil encontrar grandes marcas como Magazine Luiza e Casas Bahia ainda disputando o espaço das ruas com um varejo tradicional e desconhecido. Companhias de TV a cabo como NET ou SKY são achadas facilmente na região. Na construção, a realidade também mudou. Telhanorte e uma grande variedade de pequenos comércios de construção ajudam a mudar a cara das casas, anteriormente sem reboco. No comércio, supermercados como o Dia%, dos mesmos donos da rede francesa Carrefour, e Extra, do Pão de Açúcar, já garantiram seu lugar ao Sol. E na construção, empresas como MRV, Rossi e PDG. “A periferia vive um momento de consumo. Mas espero que seja uma fase e que, passada essa carência inicial, as pessoas venham a investir em educação, em um curso técnico, uma universidade”, diz Sergio Vaz. F

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Atividade com a música “O MEU GURI"

“O meu guri” - Chico Buarque/1981

Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí
Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri

____

1) Quem é o narrador da música? Para quem se fala?
R: Mãe, para "seu moço" (pode ser nós ouvintes)
2) O que significa: "Não era o momento dele rebentar"?
R: Mãe não estava preparada para recebe-lo, gravidez não planejada.
3) Quais eram as condições socioeconômicas da família?
R: Pobre.
4) O que significa o filho guri trazer "uma penca de documentos pra finalmente a mãe se identificar"?
R: Família era pobre, não tinha documentos, antigamente era mais difícil conseguir documentos (principalmente para a famílias de baixa renda).
5) Explique a passagem: "Como fui levando/ Não sei lhe explicar/ Fui assim levando/ Ele a me levar".
R: Como a mãe foi criando ela não sabe, pois era "mãe solteira" e sem boas condições financeiras.
Filho ajudava mãe em casa, mas também a enganava (levava-a no papo/bico/lábia).
6) Qual visão a mãe têm do filho e do trabalho dele? Qual era o trabalho dele?
R: Mãe enxergava de forma inocente o trabalho do filho, achava que era honesto (toda mãe acha o filho honesto), mas ele trabalhava no crime.
7) O que aconteceu com o guri? Por que da "venda nos olhos"?
R: Morreu, era menor de idade.

domingo, 21 de julho de 2013

HISTÓRIA do FUNK - artigo

repasso um esboço de artigo que montei.
Wladimir Jansen Ferreira

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HISTÓRIA DO FUNK


     Tudo começa com a “Música Afro-Americana”, onde escravos africanos nos EUA faziam "músicas tribais" entre os séculos XVIII e XIX. Sob a influência de ritmos europeus e indígenas (apache), surgirão estilos como o “Ragtime” (século XIX) e o “Blues” (séculos XIX e XX) que eram rurais e o “Jazz” (desenvolvido no início do século XX, mas datado em meados do século XIX) que já era mais Urbano.

     O Ragtime é em formato de marchas, valsas e outras formas tradicionais de músicas, porém, a característica consistente era a sincopação.

     O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava o “blue notes”, a “chamada e resposta”, a forma sincopada, a polirritmia, improvisação e notas com o “swing do ragtime”. Suas vertentes foram:

-Swing Music” (década de 1930), usualmente arranjado para grande orquestra dançante/Big Band.

-Bebop”: seu nome provém da onomatopéia feita ao imitar o som das centenas de martelos que batiam no metal na construção das ferrovias americanas, gerando uma "melodia" cheia de pequenas notas. As melodias ágeis e velozes do seu estilo musical se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias.

-Latin Jazz” (destaque entre 1950 e 1960): influenciado por ritmos africanos e da América Latina, dos quais se destacam a salsa, merengue, songo, son, mambo, timba, bolero, charanga e o cha-cha-chá.
-Jazz fusion” (anos 1970): mistura do jazz com outros gêneros, particularmente rock 'n roll, funk, rhythm and blues, bossa-nova, etc.
    O Blues é oriundo do sul dos EUA com os escravos africanos nas fazendas de algodão, que cantavam para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. Derivará deste vários ritmos como o Country blues ou rural blues (o mais antigo gênero do blues), o Boogie Woogie, o Rhythm and Blues e a Soul Music.
-Country blues ou rural blues mais lento e mais antigo foi o “Delta Blues” e o mais rápido foi o Piedmont Blues”. Derivará daí a música country e o o rock and roll.
-Boogie Woogie é caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda ao piano. Foi muito popular entre os negros nos anos 30 e anos 40 nos Estados Unidos. Derivará daí o rock and roll (que também sofreu influências da música gospel, do rhythm and blues, do soul e da música country).
-Rhythm and Blues era uma versão negra de um predecessor do rock, foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pelo chamado jump blues assim como pelo gospel. Atualmente é utilizado para se referir a um subgênero com influencias de soul e funk na música pop. No Brasil foi também chamado de “charme” na década de 1980. Derivará daí o rock and roll e o funk.
-Soul Music (fim dos anos 1950): Importante destacar a “Soul Music” que não possui uma forma específica, pois tornou-se uma referência da música dos negros, independente de gênero. Este combina elementos de música gospel e rhythm and blues. O termo soul já era usado nos Estados Unidos como um adjetivo usado em referência ao afro-americano, destacando que o contexto social e político eram de reivindicação dos direitos sociais e civis principalmente dos negros. A apresentação da música soul é emotiva; a melodia é bem ornamental misteriosa ornamentada e com improvisações, rodopios corporais do(a) cantor(a) e efeitos sonoros dos instrumentos. Os ritmos pegam facilmente, acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia são detalhes importantes. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, no estilo responsorial, e uma interpretação dramática do vocalista principal.
    O Funk (final da década de 1960 e começo da década de 1970) se originou a partir da Soul Music, com o James Brown (os 2 primeiros funks da história foram "Papa's Got a Brand New Bag"  e "Outta Sight"). Tem uma batida mais pronunciada e algumas influências do Rhythm and Blues, Rock e da Música Psicodélica. As características desse estilo musical são: ritmo sincopado, a densa linha de baixo, uma seção de metais forte e rítmica, além de uma percussão (batida) marcante e dançante. 
    A partir do final dos anos 1980, com a disseminação dos samplers (partes de antigos sucessos de funk) começaram a ser copiados para outras músicas e começasse a se utilizar tecnologias como “caixas de ritmos e sintetizadores e efeitos sonoros eletrônicos”, que gerarão novos ritmos. Tais ritmos se tornaram combustível para o “rap”, a “house music”, o “funk-metal/funk rock” (de Red Hot Chili Peppers, Primus e Faith No More), a “discomusic”, o “eletrofunk” de Africa Bambaataa/Sugarhill Gang/Soulsonic Force (que sofreu influências do “Techno” de Kraftwerk, derivando para o “Miami bass” e o “Freestyle”, que depois levarão ao “funk carioca” e ao “rap”).

    No Brasil o funk e a “soul music” existem desde os choros de Pixinguinha na década de 1910 (que sofreu influências do jazz), passando pela bossa-nova das décadas de 1950-60 e por músicos como Wilson Simonal, Tim Maia e Jorge Bem. Sob as influências do funk, surgirão outros ritmos no Brasil, como o “samba-rock”, o “rap”, o “funk carioca”, etc.

    O derivado do funk mais presente no Brasil é o “funk carioca”, que surgiu na década de 1980 e foi influenciada Miami Bass (originário da Flórida, que dispunha de músicas erotizadas e batidas mais rápidas) e do “Freestyle”. O “funk carioca” fazia versões aportuguesadas de famosas músicas estrangeiras, chamando-as de “melôs”. Podemos destacar as versões de muitas músicas de Stevie B, Corell DJ, Milli Vanilli ("Girl You Know it´s True" n“Melô da verdade”), Pretenders (“Back on The Chain Gang" na “Melô do neném”), Tag Team  ("Whoomp! There It Is" na "Uh Tererê"), etc. Na década de 1990, o “funk carioca” se populariza nas periferias do Rio de Janeiro com bailes funk que começaram a atrair muitas pessoas. Inicialmente as letras falavam sobre drogas, armas e a vida nas favelas, posteriormente a temática principal do funk veio a ser a erótica, com letras de conotação sexual e de duplo sentido. O “funk carioca” é bastante popular em várias partes do Brasil e no mundo, sendo quem em São Paulo/Baixada Santista o cenário é muito forte com letras que pregam a ostentação, o luxo e o consumo.