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terça-feira, 17 de abril de 2018

Empresários devem 102 bilhões aos cofres de São Paulo



Empresários devem 102 bilhões aos cofres de São Paulo.
O orçamento da Prefeitura para 2018 é de 56,3bi. Se a Prefeitura cobrasse a dívida ativa, dava pra viver 2 anos sem preocupações. Imagina quanto se faria pela saúde, pelo ensino e pelo transporte público, por exemplo...

https://midianinja.org/isapenna/empresarios-devem-102-bilhoes-aos-cofres-de-sp-doria-vai-cobrar-de-seus-amigos/

lista dos 10 maiores devedores, listados a seguir:
1º lugar: BANESPA/SANTANDER SA – Dívida: R$ 2.894.900.698,26
2º lugar: ITAU – Dívida: R$ 2.864.145.875,15
3º lugar: UNIMED PAULISTANA – Dívida: R$ 1.838.955.533,64
4º lugar: ITAU UNIBANCO AS – Dívida: R$ 1.054.602.734,98
5º lugar: UNIMED SÃO PAULO – Dívida: R$ 960.579.240,05
6º lugar: BCN LEASING – Dívida: R$ 841.860.941,56
7º lugar: DIXIE TOGA LTDA – Dívida: R$ 696.449.340,66
8º lugar: BANCO DO BRASIL AS – Dívida: R$ 618.803.821,19
9º lugar: UNIBANCO / ITAU UNIBANCO – Dívida: R$ 618.729.140,09
10º lugar: AMERICAN EXPRESS DO BRASIL – Dívida: R$ 600.959.150,85

Sinais que antecedem o FASCISMO



Segundo Umberto Eco, "O Fascismo Eterno", in "Cinco Escritos Morais"....

CHARGE_Direita e serviços públicos


https://www.facebook.com/politicanoface2/photos/a.257160191118991.1073741828.257158234452520/923726651129005/?type=3&theater

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CHARGE_Agro é Pop

https://www.facebook.com/colaresmaira/photos/a.684195465055229.1073741827.684190818389027/1073822552759183/?type=3&theater



Patrulha do Exército Brasileiro nas Fronteiras

https://www.facebook.com/geografianews/photos/a.1382906095271627.1073741827.1382790848616485/2074613099434253/?type=3&theater



A última vez que uma grande cidade brasileira foi atacada foi em 1711, quando um corsário francês capturou brevemente o Rio de Janeiro. O relatório oficial de defesa do Brasil afirma que "no momento, o Brasil não tem inimigos". No entanto, o Brasil mantém o 15º maior exército permanente do mundo, e gasta mais em defesa do que Israel.

No entanto, o trabalho do exército se expandiu para a ação policial comum. Embora apenas 20% dos pedidos de soldados para assistência de emergência sejam aprovados, esse trabalho compõe uma parcela crescente da carga de trabalho do exército.

Durante o ano passado, os soldados passaram quase 100 dias a patrulhar as ruas da cidade - o dobro do número dos nove anos anteriores combinados.

Matéria da The Economist:https://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2017/07/daily-chart-2

CHARGE_Num querdito



Divisão da Europa em 1500


https://m.facebook.com/geografianews/photos/a.1382906095271627/2080958185466411/?type=3&source=48&ref=bookmarks&__tn__=EHH

Vertentes políticas do Anarquismo




http://www.anarquista.net/vertentes-do-anarquismo/

1- Anarco-comunismo
Também chamado comunismo anarquista, comunismo libertário), é uma corrente do anarquismo que advoga pela abolição do Estado, do capitalismo, do trabalho assalariado e da propriedade privada (retendo assim a propriedade particular), e advoga a propriedade comum dos meios de produção, democracia direta, e uma rede horizontal de associações voluntárias e conselhos operários com a produção e consumo baseadas na máxima: "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades"...
Entenda: http://www.anarquista.net/comunismo-libertario-ou-anarcocomunismo-vertentes-do-anarquismo

2- Anarquismo coletivista
O anarquismo coletivista ou anarco-coletivismo é uma das vertentes clássicas do anarquismo. Trata-se de uma corrente de pensamento econômica anarquista, que defende a abolição tanto do Estado como da propriedade privada dos meios de produção...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarquismo-coletivista-ou-anarcocoletivismo/

3- Anarco-sindicalismo
Também conhecido como o sindicalismo revolucionário ou anarcossindicalismo, é uma vertente anarquista que tem como forma de organização transformacional principal o sindicalismo enquanto modo de organização. Os anarco-sindicalistas, ou anarcossindicalistas, acreditam que os sindicatos podem ser utilizados como instrumentos para mudar a sociedade, substituindo o capitalismo e o Estado por uma nova sociedade democraticamente auto-gerida pelos trabalhadores...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcosindicalismo-ou-sindicalismo-revolucionario-vertentes-do-anarquismo/

4- Mutualismo

O mutualismo é uma teoria econômica e anarquista escola de pensamento que defende uma sociedade onde cada pessoa pode possuir um meio de produção , quer individual quer coletivamente, com o comércio que representa quantidades equivalentes de trabalho no mercado livre . Integral para o regime foi o criação de um banco de crédito mútuo que iria emprestar aos produtores a uma taxa de juro mínima, apenas o suficiente para a administração de cobertura...
Entenda: http://www.anarquista.net/mutualismo-anarquico-teoria-economica-e-social/

5- Anarquismo individualista
O Anarquismo individualista (ou anarcoindividualismo) é uma tradição filosófica do anarquismo com ênfase no indivíduo, e sua vontade, argumentando que cada um é seu próprio mestre, interagindo com os outros através de uma associação voluntária...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcoindividualismo-ou-anarquista-individualista-vertentes-do-anarquismo/

6- Anarco-pacifismo
Anarco-pacifismo, também conhecido como Anarquismo Pacifista apesar de classicamente não se colocar no campo do anarquismo, é assim chamado por alguns por ter algumas proximidades com o projeto libertário. Esta linha posiciona-se contra qualquer tipo de violência como meio de se concretizar a transformação social, e tem como um dos principais conceitos a desobediência civil...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcoindividualismo-ou-anarquista-individualista-vertentes-do-anarquismo/

7- Anarquismo verde
O Anarquismo Verde ou eco-anarquismo ou, ainda, ecologia libertária é uma corrente anarquista nascida nos anos 1970, no bojo do movimento antinuclear. Além de se opor à autoridade e à hierarquia, critica a tecnologia, como forma de dominação da natureza pelo homem...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarquismo-verde-ou-eco-anarquismo-vertentes-do-anarquismo/

8- Anarcoprimitivismo
Anarcoprimitivismo é uma crítica anarquista das origens e do progresso da civilização. Primitivistas afirmam que a mudança de caçadores-coletores para a subsistência agrícola deu início à estratificação social, coerção, e alienação. Eles defendem o retorno à meios não-"civilizados" de vida através da desindustrialização, abolição da divisão de trabalho ou especialização, e o abandono da tecnologia moderna...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcoprimitivismo-vertentes-do-anarquismo/

9- Anarcafeminismo
Anarcafeminismo, como o anarquismo, se opõe a todos os tipos de hierarquia. Entretanto, anarcafeministas dedicam maior atenção à desigualdade existente entre os sexos. Anarcafeministas acreditam que as mulheres são exploradas pelo capitalismo, por ele difundir o sexismo em suas instituições e desvalorizar economicamente o seu trabalho doméstico e reprodutivo. Também acreditam que não haverá a destruição do patriarcado, o qual é o principal alvo do ativismo, sem a destruição do capitalismo...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcofeminismo-vertentes-do-anarquismo/

10-Anarco-queer (LGBT)
Anarco-queer é uma vertente do anarquismo surgida na segunda metade do século XX a partir da ação e conjunção de diferentes grupos gays, lésbicas e bissexuais libertários. Tem como foco político, não a obtenção de direitos junto ao estado como os movimentos LGBT reformistas, mas a contraposição à heteronormatividade e a libertação sexual como fator necessário para outras formas de libertação...
Entenda: http://www.anarquista.net/anarcoqueer-vertentes-do-anarquismo/

Conheça TODAS
Todas as Vertentes do Anarquismo
http://www.anarquista.net/vertentes-do-anarquismo/


Temer e a Crise Planejada da Educação


FIDEL CASTRO e seu COMPROMISSO HISTÓRICO com a ÁFRICA








16557
De Al Mayadeen – [Salim Lamrani, Tradução do Diário Liberdade]

O pai da Revolução Cubana estendeu uma mão generosa aos povos necessitados e colocou a solidariedade e a integração no centro da política exterior de Cuba.

Baseando-se na máxima de José Martí, “Pátria é humanidade”, Fidel Castro fez da solidariedade internacionalista um pilar essencial da política exterior de Cuba. Assim, Havana ofereceu apoio a muitos movimentos revolucionários e independentistas na América Latina, África e Ásia. A Argélia foi a primeira que se beneficiou da ajuda cubana em dezembro de 1961. Enquanto lutava contra o colonialismo francês, Fidel Castro respondeu ao chamado da Frente de Libertação Nacional e fez chegar armas aos independentistas [1].
Do mesmo modo, Cuba desempenhou um papel chave na luta contra o Apartheid e enviou cerca de 300.000 soldados a Angola entre 1975 e 1988 para fazer frente à agressão do exército supremacista da África do Sul. O elemento decisivo que pôs fim ao regime racista apoiado pelas potências ocidentais foi a estrepitosa derrota do exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, contra as tropas cubanas em janeiro de 1988. No discurso que pronunciou em Matanzas, Cuba, em 1991, Nelson Mandela rendeu tributo a Fidel Castro:
“Desde os seus dias iniciais, a Revolução Cubana tem sido uma fonte de inspiração para todos os povos amantes da liberdade. O povo cubano ocupa um lugar especial no coração dos povos da África. Os internacionalistas cubanos fizeram uma contribuição à independência, à liberdade e à justiça na África que não tem paralelo pelos princípios e o desinteresse que a caracterizam. É muito o que podemos aprender de sua experiência. De modo particular nos comove a afirmação do vínculo histórico com o continente africano e seus povos. Seu invariável compromisso com a erradicação sistemática do racismo não tem paralelo. Somos conscientes da grande dívida que há com o povo de Cuba. Que outro país pode mostrar uma história de maior desinteresse do que a que Cuba demonstrou em suas relações com a África […]? Sem a derrota infligida em Cuito Cuanavale nossas organizações não teriam sido legalizadas! A derrota do exército racista em Cuito Cuanavale me deu a oportunidade de estar hoje aqui com vocês! Cuito Cuanavale é um marco na história da luta pela libertação da África austral! [2]“.

Thenjiwe Mtintso, embaixadora da África do Sul em Cuba, lembrou da verdade histórica a propósito do compromisso de Cuba na África: “Hoje a África do Sul tem muitos amigos novos. Ontem estes amigos se referiam a nossos líderes e a nossos combatentes como terroristas e nos perseguiam desde os seus países ao mesmo tempo em que apoiavam a África do Sul do Apartheid. Esses mesmos amigos hoje querem que nós denunciemos e isolemos Cuba. Nossa resposta é muito simples, é o sangue dos mártires cubanos e não desses amigos o que corre profundamente pela terra africana e nutre a árvore da liberdade em nossa Pátria” [3].
Henry Kissinger, secretário de Estado dos Estados Unidos de 1973 a 1977, planejou bombardear Cuba após sua intervenção na África. “Se decidirmos usar a força militar devemos conseguir a vitória. Não podemos fazer as coisas pela metade”, declarou ao general George Brow do Estado Maior em 24 de março de 1976. Durante seu encontro com o presidente Gerald Ford, Kissinger se mostrou mais preciso: “Creio que vamos ter de esmagar Castro. Mas provavelmente não poderemos atuar antes das eleições [presidenciais de 1976].”. “Estou de acordo”, replicou o presidente Ford [4]. Kissinger desejava a qualquer custo proteger o regime do Apartheid: “Se os cubanos destroem a Rodésia, a Namíbia será a próxima na lista e depois a África do Sul. Se realizam um movimento para a Namíbia ou a Rodésia, teremos que pulverizá-los”. Secretamente elaborado pelo Grupo de Ações Especiais de Washington, o plano previa bombardeios estratégicos, minar os portos e uma quarentena de Cuba. Não obstante, apesar dessa hostilidade, Kissinger não pôde conter sua admiração ao líder histórico da Revolução Cubana. Segundo ele, “era provavelmente o mais genuíno líder revolucionário então no poder” [5].

De fato, durante décadas Cuba foi o santuário dos revolucionários do mundo inteiro, os quais se formaram e se aprimoraram na ilha. Fidel Castro também acolheu os exilados políticos de todos os horizontes perseguidos pelas ditaduras militares apoiadas por Washington. A Ilha do Caribe também se converteu em refúgio dos militantes políticos perseguidos nos Estados Unidos, como alguns membros dos Panteras Negras [6].
Fidel Castro sempre fez da solidariedade humanitária internacional um pilar fundamental da política exterior de Cuba. Assim, em 1960, inclusive antes do desenvolvimento do seu serviço médico e mesmo após ter perdido 3.000 médicos (que decidiram emigrar para os Estados Unidos após o triunfo da Revolução de 1959) dos 6.000 presentes na ilha, Cuba ofereceu sua ajuda ao Chile após o terremoto que destruiu o país. Em 1963 o Governo de Havana enviou sua primeira brigada médica composta por 55 profissionais à Argélia para ajudar à jovem nação independente a enfrentar uma grave crise sanitária. Desde então, Cuba tem estendido sua solidariedade ao resto do mundo, particularmente à América Latina, África e Ásia [7].
Hoje, cerca de 51.000 profissionais da saúde cubanos, entre eles 25.500 médicos dos quais 65% são mulheres, trabalham em 66 países do mundo. Desde o triunfo da Revolução, Cuba realizou cerca de 600.000 missões em 158 países, com a participação de 326.000 profissionais da saúde. Desde 1959 os médicos realizaram mais de 1,2 milhão de consultas médicas, operaram 2,3 milhões de partos, efetuaram oito milhões de operações cirúrgicas e vacinaram mais de 12 milhões de mulheres gestantes e crianças [8].
Por outro lado, Cuba formou várias gerações de médicos de todo o mundo. No total, a Ilha formou 38.920 profissionais da saúde de 121 países da América Latina, África e Ásia, particularmente por meio da Escola Latino-americana de Medicina (ELAM) fundada em 1999. Além dos médicos que estudaram na ELAM em Cuba (cerca de 10.000 graduados a cada ano), Havana contribui para a formação de 29.580 estudantes de medicina em 10 países do mundo [9].
A “Operación Milagro” é emblemática da política solidária de Havana. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há atualmente cerca de 285 milhões de pessoas vítimas de deficiência visual no mundo, entre elas 39 milhões de cegos e 246 milhões que apresentam uma diminuição da acuidade visual. Quase 90% vivem em países do Terceiro Mundo. Cerca de 80% das deficiências visuais são curáveis, aponta a organização, e agrega que “a catarata segue sendo a principal causa da cegueira”. Essas doenças oculares afetam em primeiro lugar (65%) a pessoas com mais de 50 anos (20% da população mundial), uma porcentagem que crescerá com o envelhecimento da população, mas também a 19 milhões de crianças [10].
Diante dessa constatação, Fidel Castro decidiu lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental sob o nome de Operación Milagro com a ajuda da Venezuela. Consiste em operar gratuitamente os latino-americanos pobres que sofrem cataratas e outras doenças oculares, mas que se encontram na impossibilidade de financiar uma operação que custa em 5.000 e 10.000 dólares conforme o país. Esta missão humanitária se estendeu a outras latitudes (África e Ásia). A Operación Milagro inclui a participação de 165 instituições cubanas. Dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Latina e do Caribe (Cuba, Venezuela, Equador, Haiti, Honduras, Panamá, Guatemala, São Vicente e Granadinas, Guiana, Paraguai, Granada, Nicarágua e Uruguai) [11]. Desde 2004, cerca de três milhões de pessoas de 35 países recuperaram a vista [12].
A respeito da educação, Cuba elaborou o programa de alfabetização “Yo, sí puedo” em 2003 proposto pelo próprio Fidel Castro, com a finalidade de erradicar o analfabetismo no mundo. Segundo a Unesco, viagra women há no mundo 796 milhões de adultos analfabetos, ou seja, 17% da população mundial. Mais de 98% se encontra nos países do Terceiro Mundo. Dois terços são mulheres. A Unesco lançou então um chamado para reduzir em 50% o número de analfabetos para 2015. O organismo da ONU aponta que os progressos realizados neste campo “foram no melhor dos casos decepcionantes e no pior esporádicos”. Segundo a Unesco, “para reverter esta tendência é necessário que os governos do mundo atuem com determinação”. Não obstante, a Unesco revela uma exceção: a América Latina e o Caribe. Esta exceção se deve em parte ao programa “Yo, sí puedo”:
“O programa ‘Yo, sí puedo’, que o Governo cubano criou em 2003, teve amplos resultados […]. Aplicado em 12 dos 19 países da América Latina em 2008, faz parte de estratégias mais amplas a favor da alfabetização universal no Estado Plurinacional da Bolívia, no Equador, na Nicarágua, no Panamá e na República Bolivariana da Venezuela” [13].
Baseado na filosofia de José Martí, resumida na seguinte frase: “Todo homem tem direito a se educar e em troca contribuir para a educação dos demais”, o Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho de Cuba lançou o programa “Yo, sí puedo” em 2003, destinado a alfabetizar os adultos iletrados. A aquisição das capacidades de leitura, escrita e cálculos matemáticos é indispensável para desfrutar de uma cidadania plena. Constitui no primeiro baluarte contra a exclusão e a pobreza e leva à realização do que Martí chamou de “a plena dignidade do homem”. A Unesco ressalta que “a educação salva vidas: a taxa de mortalidade infantil diminui quanto mais se eleva o nível escolar da mãe”. Assim, se todas as mulheres concluíssem o ensino secundário 1,8 milhões de crianças seriam salvas a cada ano. Do mesmo modo a saúde das crianças estaria mais protegida: “É menos provável que as crianças cuja mãe tem escolaridade manifestem um atraso de crescimento ou tenham um peso abaixo do normal” [14].
O programa “Yo, sí puedo” foi aplicado com êxito na Venezuela, onde mais de 1,5 milhões de pessoas foram alfabetizadas, na Bolívia, no Equador e na Nicarágua, que são as únicas nações latino-americanas que se livraram do analfabetismo na última década, segundo a Unesco. Também é utilizado em outros países do continente e do mundo, como a Nova Zelândia, e aplicada em vários idiomas, entre eles o francês e os idiomas indígenas (guaraní, maori).
O programa “Yo, sí puedo” é utilizado também na Espanha. A cidade de Sevilha solicitou os serviços dos professores cubanos, sob a coordenação do Professor Carlos M. Molina Soto, para ensinar seus cidadãos a ler e a escrever [15]. Após um estudo realizado pela prefeitura se descobriu que 34.000 dos 700.000 habitantes da capital andaluza eram totalmente analfabetos. Em dois anos 1.100 adultos se alfabetizaram nos 30 centros de alfabetização que foram abertos na cidade. Outros municípios da Espanha, que conta com 2 milhões de analfabetos, estudam a possibilidade de aplicar o método cubano em seu território [16].
Na Austrália o método de alfabetização é utilizado para as populações aborígenes – 60% são analfabetos funcionais – que aprendem a ler e a escrever em três meses. Além da leitura, da escrita e da álgebra básica, Cuba lhes oferece a possibilidade de aprender a usar as novas tecnologias [17]. No entanto, a Austrália ocupa o segundo lugar mundial em termos de desenvolvimento humano, atrás apenas da Noruega [18].
O programa “Yo, sí puedo” recebeu o Prêmio de Alfabetização Rei Sejonh da Unesco em 2006 por sua contribuição à educação da humanidade. Irina Bokova, diretora-geral da organização da ONU, elogiou o método, ressaltando seu caráter exemplar de cooperação Sul-Sul [19]. De fato, desde 2003, o programa permitiu que nove milhões de pessoas de cinco continentes diferentes aprendessem a ler e a escrever [20].
Em termos de solidariedade, Fidel Castro fez de Cuba o modelo a ser seguido, demonstrando que é possível contribuir para melhorar o destino dos mais desfavorecidos do planeta. Ao colocar a generosidade para com os mais humildes no centro de sua ação internacional, o líder da Revolução Cubana se converteu no símbolo do internacionalismo desinteressado.

Salim Lamrani é doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos.

Notas:
[1] Cuba Defensa, «Misiones militares internacionalistas cumplidas por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de la República de Cuba», 2014. http://www.cubadefensa.cu/?q=misiones-militares (site consultado em 23 de fevereiro de 2015)
[2] Salim Lamrani, Cuba. Ce que les médias ne vous diront jamais, Paris, Editions Estrella, 2009, prólogo.
[3] Piero Gleijeses, «Cuito Cuanavale: batalla que terminó con el Apartheid», Cubadebate, 23 de março de 2013.
[4] The National Security Archive, « Kissinger Considered Attack on Cuba Following Angola Incursion”, 1 de outubro de 2014, George Washington University. http://www2.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB487/(site consultado em 21 de fevereiro de  2015).
[5] Henry Kissinger, Years of Renewal, New York, 1999, p.785 in Piero Gleijeses, “Carta a Obama”,Cubadebate, 3 de fevereiro de 2014.
[6] The Guardian, “New Jersey hopes Cuba-US relations thaw will help extradite former Black Panther”, 18 de dezembro de 2014.
[7] Roberto Morales, «África está urgida de la solidaridad internacional»,  Cuba Debate, 12 de setembro de 2014. http://www.cubadebate.cu/especiales/2014/09/13/africa-esta-urgida-de-la-solidaridad-internacional/ (site consultado em 14 de septiembre de 2014).
[8] Ibid.
[9] Ibid.
[10] Organisation mondiale de la santé, «Cécité et déficience visuelle», Aide-Mémoire n°282, outubro de 2011. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs282/fr/index.html (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[11] Ministerio de Relaciones Exteriores, «Celebra Operación Milagro cubana en Guatemala», República de Cuba, 15 de novembro de 2010. http://www.cubaminrex.cu/Cooperacion/2010/celebra1.html (site consultado em 15 de fevereiro de 2013); Operación Milagro, « ¿Qué es la Operación Milagro? ». http://www.operacionmilagro.org.ar/ (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[12] Cubadebate, «Más de 3 millones de beneficiados con Operación Milagro en diez años», 1 de julho de 2014. http://www.cubadebate.cu/noticias/2014/07/01/mas-de-tres-millones-de-beneficiados-con-operacion-milagro-en-diez-anos/#.VOsmsWP7uu4 (site consultado em 23 de fevereiro de 2015).
[13] Ibid., p. 37, 76.
[14] Ibid., p. 39.
[15] Correspondência con o Profesor Carlos M. Molina Soto, 17 de novembro de 2011.
[16] Antonio Rodrigo Torrijos, “Torrijos pregunta en el pleno del Ayuntamiento sobre el futuro de Yo, sí puedo”. Al pleno del Ayuntamiento de Sevilla”, 15 de setembro de 2011. Veja também Cubainformación, « Alfabetización cubana en Sevilla », 7 de fevereiro de 2008. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=3286&Itemid=86 (site consultado em 12 de abril de 2008).
[17] EFE, « Un método desarrollado en Cuba enseña a leer y a escribir a aborígenes australianos », 1 de julho de 2012.
[18] Programme des Nations-unies pour le développement, « Indice de développement humain IDH, classement 2011 », 2011. http://hdr.undp.org/fr/statistiques/ (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[19] Granma, «Reconoce la UNESCO el método cubano de alfabetización», 25 de maio de 2011. http://www.granma.cubaweb.cu/2011/05/25/cubamundo/artic02.html (site consultado em 15 de dezembro de 2011).
[20] Granma, «Nueve millones de alfabetizados con el programa cubano Yo, sí puedo», 21 de janeiro de 2015. http://www.granma.cu/cuba/2015-01-21/nueve-millones-de-alfabetizados-con-el-programa-cubano-yo-si-puedo (site consultado em 6 de março de 2015).


domingo, 8 de outubro de 2017

ALGUNS Movimentos Separatistas na Europa

ALGUNS Movimentos Separatistas na Europa!
https://www.facebook.com/geografianews/photos/a.1382906095271627.1073741827.1382790848616485/2066189186943311/?type=3&theater
 ou neste outro mapa:



https://www.facebook.com/geografianews/photos/a.1382906095271627.1073741827.1382790848616485/2070287876533442/?type=3&theater


CHARGE_A cadela do fascismo se voltando contra o criador


A cadela do fascismo se voltando contra o criador.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sobre o ajuste fiscal e cortes de verbas de Doria

Sobre o ajuste fiscal e cortes de verbas de Doria


História do colonialismo de 1492-2008

História do colonialismo

http://brilliantmaps.com/colonialism-history/



Mapa do mundo que mostra o colonialismo de 1492-2008   O mapa acima apresenta uma história muito curta de colonialismo em todo o mundo a partir de 1492-2008 em um GIF simples. Curiosamente, não se limita ao colonialismo europeu, mas também inclui os impérios coloniais dos Estados Unidos, Rússia / União Soviética e Japão. Inclui as fronteiras dos seguintes impérios coloniais: Império Britânico Império colonial francês Império Português Império espanhol Império Russo e União Soviética império Otomano Império colonial dinamarquês Império holandês Império americano Império colonial belga Império italiano Império colonial alemão Império do Japão
No total, 11 momentos são analisados. São eles: 1492: O ano em que Colombo "descobriu" as Américas. 1550: O início do debate de Valladolid 1660: Início da restauração inglesa. 1754: A véspera da Guerra dos Sete Anos, conhecida como a Guerra Francesa e Indiana nos Estados Unidos. 1822: O Brasil declara independência de Portugal. 1885: Conferência de Berlim formalizando o parcelamento da África. 1914: A véspera da Primeira Guerra Mundial. 1938: o ano anterior à Segunda Guerra Mundial que se desenrola na Europa, embora a Segunda Guerra Mundial na Ásia já tenha começado. 1959: No ano anterior a França concede independência às suas restantes colônias francesas na África. 1974: ano antes de Portugal reconhecer a independência de Moçambique e Angola. 2008: ano em que o mapa foi originalmente feito.

Impostos


Fora Temer e Congresso Corrupto

Diretas Já

CHARGE_ Demagogia com o Frio