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terça-feira, 25 de junho de 2013

Não há um “movimento” em disputa, mas uma multidão sequestrada por fascistas

repasso artigo muito bom sobre as manifestações no Brasil.

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http://www.sul21.com.br/jornal/2013/06/nao-ha-um-movimento-em-disputa-mas-uma-multidao-sequestrada-por-fascistas/

Não há um “movimento” em disputa, mas uma multidão sequestrada por fascistas

Por Marco Aurélio Weissheimer
O que começou como uma grande mobilização social contra o aumento das passagens de ônibus e em defesa de um transporte público de qualidade está descambando a olhos vistos para um experimento social incontrolável com características fascistas que não podem mais ser desprezadas. A quem interessa uma massa disforme na rua, “contra tudo o que está aí”, sem representantes, que diz não ter direção, em confronto permanente com a polícia, infiltrada por grupos interessados em promover quebradeiras, saques, ataques a prédios públicos e privados, ataques contra sedes de partidos políticos e a militantes de partidos, sindicatos e outros movimentos sociais? Certamente não interessa à ainda frágil e imperfeita democracia brasileira. Frágil e imperfeita, mas uma democracia. Neste momento, não é demasiado lembrar o que isso significa.
Uma democracia, entre outras coisas, significa existência de partidos, de representantes eleitos pelo voto popular, do debate político como espaço de articulação e mediação das demandas da sociedade, do direito de livre expressão, de livre manifestação, de ir e vir. Na noite de quinta-feira, todos esses traços constitutivos da democracia foram ameaçados e atacados, de diversas formas, em várias cidades do país. Houve violência policial? Houve. Mas aconteceram muitas outras coisas, não menos graves e potencializadoras dessa violência: ataques e expulsão de militantes de esquerda das manifestações, ataques a sedes de partidos políticos, a instituições públicas. Uma imagem marcante dessa onda de irracionalidade: os focos de incêndio na sede do Itamaraty, em Brasília. Essa imagem basta para ilustrar a gravidade da situação.
Não foram apenas militantes do PT que foram agredidos e expulsos de manifestações. O mesmo se repetiu, em várias cidades do país, com militantes do PSOL, do PSTU, do MST e pessoas que representavam apenas a si mesmas e portavam alguma bandeira ou camiseta de seu partido ou organização. Em Porto Alegre, as sedes do PT e do PMDB foram atacadas. Em Recife, cerca de 200 pessoas foram expulsas da manifestação. Militantes do MST e de partidos apanharam. O prédio da prefeitura da cidade foi atacado. Militantes do MST também apanharam em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras cidades. Em São Paulo, algumas dessas agressões foram feitas por pessoas armadas com facas. E quem promoveu todas essas agressões e ataques. Ninguém sabe ao certo, pois os agressores agiram sob o manto do anonimato propiciado pela multidão. Sabemos a identidade de quem apanhou, mas não de quem bateu.
Desde logo, cabe reconhecer que os dirigentes dos partidos, dos governos e dos meios de comunicação têm uma grande dose de responsabilidade pelo que está acontecendo. Temos aí dois fenômenos que se retroalimentam: o rebaixamento da política à esfera do pragmatismo mais rasteiro e a criminalização midiática da política que coloca tudo e todos no mesmo saco, ocultando da população benefícios diários que são resultados de políticas públicas de qualidade que ajudam a vida das pessoas. Há uma grande dose de responsabilidade a ser compartilhada por todos esses agentes. A eternamente adiada Reforma Política não pode mais esperar. Em um momento grave e difícil da história do país, o Congresso Nacional não está em funcionando. É sintomático não ter ocorrido a nenhum dos nossos representantes eleitos pelo voto convocar uma sessão extraordinária ou algo do tipo para conversar sobre o que está acontecendo.
Dito isso, é preciso ter clareza que todos esses problemas só poderão ser resolvidos com mais democracia e não com menos. O rebaixamento da política à esfera do pragmatismo rasteiro exige partidos melhores e um voto mais esclarecido. A criminalização da política, dos partidos, sindicatos e movimentos sociais exige meios de comunicação mais responsáveis e menos comprometidos com grandes interesses privados. Não são apenas “os partidos” e “os políticos” que estão sendo confrontados nas ruas. É a institucionalidade brasileira como um todo e os meios de comunicação são parte indissociável dessa institucionalidade. Não é a toa que jornalistas, equipamentos e prédios de meios de comunicação estão sendo alvos de ataques também. Mas não teremos meios de comunicação melhores agredindo jornalistas, incendiando veículos de emissoras ou atacando prédios de empresas jornalísticas.
Uma certa onda de irracionalidade atravessa esse conjunto de ameaças e agressões, afetando inclusive militantes, dirigentes políticos e ativistas sociais experimentados que demoraram para perceber o monstro informe que estava se formando. E muitos ainda não perceberam. Após as primeiras grandes manifestações que começaram a pipocar por todo o país, alimentou-se a ilusão de que havia um “movimento em disputa” nas ruas. O que aconteceu na noite de quinta-feira mostra claramente que não há “um movimento” a ser disputado. O que há é uma multidão disforme e descontrolada, arrastando-se pelas ruas e tendo alvos bem definidos: instituições públicas, prédios públicos, equipamentos públicos, sedes de partidos, jornalistas, meios de comunicação. Os militantes e ativistas de organizações que tentaram começar a fazer essa disputa na noite de quinta foram repelidos, expelidos e agredidos. Talvez isso ajude a clarear as mentes e a desarmar um pouco os espíritos para o que está acontecendo.
Não é apenas a democracia, de modo geral, que está sob ameaça. Há algo chamado luta de classes, que muita gente jura que não existe, que está em curso. Não é à toa que militantes do PT, do PSOL, do PSTU, do MST e de outras organizações de esquerda apanharam e foram expulsos de diversas manifestações ontem. Com todas as suas imperfeições, erros, limites e contradições, o ciclo de governos da última década e em outros países da América Latina provocou muitas mudanças na estrutura de poder. Não provocou todas as necessárias e esse é, aliás, um dos fatores que alimentam a explosão social atual. Mas muitos interesses de classe foram contrariados e esses interesses não desistiram de retornar ao poder plenamente. Tem diante de si uma oportunidade de ouro.
Como jornalista, militante político de esquerda e cidadão, já firmei uma convicção a respeito do que está acontecendo. Uma multidão cuja direção (rumo) passou a ser atacar instituições públicas, sem representantes, infiltrada por grupos de extrema-direita, que rejeita partidos políticos e hostiliza manifestantes de esquerda, não só não me representa como passa a ser algo a ser combatido politicamente. Ou alguém acha que setores das forças armadas e da direita brasileira estão assistindo a tudo isso de braços cruzados?

Pontos Contra e a Favor da PEC-37

Sobre a PEC 37 


Vou expor a minha opinião à respeito. Eu sou a favor da PEC-37 (que foi rejeitada pelo Congresso Nacional no dia 25/06/2013), pois é necessário que se restabeleça a imparcialidade na fase de investigação. Concordo com o presidente da OAB-SP quando este diz que "a Polícia Judiciária (Civil e Federal) investiga, o Ministério Público denuncia, a Advocacia faz a defesa e o Judiciário julga”, pois "quem acusa não pode comandar a investigação, porque isso compromete a isenção, quebra o equilíbrio entre as partes da ação penal". Entretanto, caso aprovado a PEC-37, seria necessário aumentar os investimentos para a Polícia Judiciária poder investigar.

Abaixo repasso um texto explicando para todos os prós e contras da PEC. Por Caue Costa Hueso. Informe-se antes de abraçar uma causa!

PONTOS CONTRA A PEC 37:
• A polícia se mostra ineficaz em solucionar todos os casos, seu trabalho é moroso e muitas vezes os crimes prescrevem.

• Temos muito mais casos registrados de corrupção na polícia do que no MP.

• Casos de corrupção principalmente são os que atingem maior impunidade no país e o MP é mais bem aparelhado para combater tais crimes.

• O MP não quer tirar o poder investigatório da policia, mas sim também fazer sua própria investigação do caso por meio de PIC (procedimento investigatório criminal)

• A CF de 88 não proíbe expressamente o MP de investigar. A CF de 88 em seu art. 144: “A Polícia Federal exerce com exclusividade as funções de Polícia Judiciária da União”. E lá no parágrafo 4º diz: “Às Polícias Civis, dirigidas por Delegados de Polícia de Carreira, incumbem as funções de Polícia Judiciária e apuração das infrações penais, exceto as militares”. Nao traz, assim, a palavra PRIVATIVAMENTE, assim como traz a PEC 37.

• O monopólio da investigação somente para um órgão pode ser “perigoso” , assim quanto mais investigarmos melhor.

• O MP colherá provas para o processo e não para acusação (esta seria já na fase de ação penal), buscando assim a reconstituição dos fatos (ou verdade real), nao tendo vinculo com a acusação, tanto que pode nao denunciar se nao achar o individuo culpado.

• Muitos países do mundo admitem que o MP investigue crimes.

PONTOS A FAVOR DA PEC 37
• Se a polícia é ineficaz ou corrupta o MP não trabalhou corretamente em seu dever legal de FISCALIZAR a polícia e os inquéritos, já que possui acesso a todos, pode inclusive acompanhar TODAS diligências policiais, outrossim, enquanto um promotor ganha em média 20 mil reais, o salário de um delegado não chega nem a 10mil (um trabalho é mais importante que o outro?) e o contingente da polícia só no Estado de SP tem um déficit de mais de 20mil investigadores, agentes, etc... não poderia exigir uma ótima investigação se o mesmo governo que paga e aparelha muito bem o MP trata com descaso a segurança pública.

• Quem faz a investigação de rua para o MP é a POLICIA MILITAR, ela faz escutas telefônicas, etc... ou seja, desvirtua seu trabalho que é estritamente de policia extensiva para investigar, mesmo sem treinamento para tanto.

• Ocorrem investigações paralelas de polica civil e militar (a mando do MP), e muitas não dão certo justamente por causa disso, pessoas ouvidas 2 vezes, se contradizem no IP e no PIC, houve até tiroteio já entre as duas policias que faziam as investigações paralelalmente;A CF de 88 é clara em seu art. 144: “A Polícia Federal exerce com exclusividade as funções de Polícia Judiciária da União”. E lá no parágrafo 4º diz: “Às Polícias Civis, dirigidas por Delegados de Polícia de Carreira, incumbem as funções de Polícia Judiciária e apuração das infrações penais, exceto as militares”. E para o MP assim define no 129: “Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;"ou seja, deixa claro que a infração penal será investigada pela policia, o MP somente presidirá a o inquerito civil e promoverá a ação penal• O MP tem ligação obvia com a acusação, que ele que fará. A policia ouve tanto a vitima quanto acusado e busca provas tanto para defesa como acusação, mas o órgão que faz a acusação também buscará provas para a defesa? Totalmente contraditório.

• Se o MP quer poder investigar e em muitos países do mundo assim o faz, a DEFESA deveria, por isonomia, ter tal poder, afinal em todos esses países do mundo em que o MP investiga, a defesa também pode fazê-lo.

• O MP traz o slogan como PEC da impunidade ou da corrupção. o MP quer investigar somente corrupção? Ou todos os crimes? Se ele não investiga os crimes (mais de 90% não é investigado pelo MP) então a policia investiga somente o que sobrar? Por que ao invés de querer invadir o trabalho da policia não busca fazer seu trabalho mais bem feito e fiscalizar melhor não somente a policia, mas todos os órgãos. Traz uma falsa ideia de que não haverá impunidade se o MP investigar.


>>>VÍDEO DE IVENS GANDRA MARTINS =  http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/ives-gandra-martins-comenta-a-polemica-pec-37/2599932/?fb_action_ids=10201081154225391&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%2210201081154225391%22%3A529816173748657%7D&action_type_map=%7B%2210201081154225391%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

MAPA da FICHA SUJA - PSDB é o partido mais sujo do Brasil

SOBRE A CORRUPÇÃO NO BRASIL, PARTIDOS BURGUESES LIDERANDO, AI ESTÁ:


quarta-feira, 19 de junho de 2013

ANÁLISE INICIAL sobre os ATOS do “MOVIMENTO de PASSE LIVRE”

ANÁLISE INICIAL SOBRE OS ATOS DO “MOVIMENTO DO PASSE LIVRE”

Farei uma análise inicial do "MOVIMENTO DO PASSE LIVRE", sendo que já cheguei a participar de um dos atos.
O movimento teve início em São Paulo para baixar a tarifa do transporte coletivo e aos poucos foram se ampliando as pautas. Está tendo uma popularização deste movimento que na verdade é uma “revolta popular” e está se espalhando nas periferias e em várias cidades do Brasil, tornando-se um dos maiores que o país já viu. O movimento surpreendeu porque há muito tempo havíamos classificado a juventude como alienada e ela mostrou o quanto estávamos enganado.
Inicialmente, o governador Alckimin auxiliado pela mídia burguesa chama os manifestantes de violentos e vândalos. Estranhamento, de repente, vira tudo. O colunista burguês Arnaldo Jabor na Globo pede desculpas, Folha de São Paulo, Estadão, Veja e Blogues direitistas entram no movimento e a manifestação em SP está tendo uma infiltração da extrema-direita, que desvirtua o movimento por meio da baderna e da depredação. A extrema-direita está se apropriando do movimento para “dar oportunidade de exercer, na prática, a sua fé fascista e antidemocrática”.
Importante destacar que a luta pela “redução da tarifa do ônibus” abre a perspectiva de se lutar pela "tarifa zero no transporte público” e mais uma série de coisas. Concordo com o  Jilmar Tatto quando este propõe que o "usuário de transporte individual também precisa arcar com os custos do transporte coletivo, assim como a Prefeitura e os empresários."
Esta luta pode significar valorizar o "transporte coletivo-público de qualidade" e coisas importantes, tais como “a necessidade de se taxar os ricos”; “a necessidade de se taxar o transporte individual para valorizar o coletivo-público”; “necessidade de superação da lógica de direcionamento de verbas no Brasil que privilegia o capital especulativo”. O movimento questionaria “as contradições centro-periferia em  metrópoles como a de São Paulo”. É necessário trazer mais empregos, redes de serviço, opções de lazer e infra-estrutura na periferia, pois está quase tudo concentrado na região central. Temos de levar a "periferia para o centro", mas temos que levar "infra-estrutura para a periferia" sem isto significar especulação imobiliária (com supervalorização do preço dos terrenos/IPTU e aluguéis). Precisamos superar e enterrar a lógica capitalista de especulação imobiliária. O movimento do passe-livre é importante, pois sinaliza uma superação das contradições da sociedade capitalista. Mas é preciso politizar mais para que alcancemos isso.
Depois de ir a atos, percebo algumas coisas, tais como que o movimento está sem comando e desorganizado. As pessoas "vão e vem que nem barata-tonta" e não decidem o que fazer, etc. Isto por outro lado é positivo, pois confunde a polícia. Justamente pela falta de comando e espontaneísmo, este movimento está em disputa por vários grupos, o que é perigoso. Disputam o movimento pessoas de partido de esquerda (de ultras à tradicionais como PSTU/PSOL), grupos anarquistas e burgueses (que estão na grande mídia, etc).
Percebi que existe uma grande insatisfação com os partidos políticos, principalmente com os de esquerda. Isto é culpa do PT que abandonou os movimentos sociais e virou mais um partido burocrata que reproduz o sistema capitalista.
Esta insatisfação com os partidos de esquerda é negativa, pois dá margem à manobra de alguns grupos. A burguesia tem se aproveitado para dizer que "nenhum partido de esquerda é bom" e que somente eles são bons. Também tenho medo que daí nasça um movimento fascista (que nem ocorreu na Espanha-Itália) e que se tente um golpe de Estado "fechando parlamentos com partidos que não funcionam".
Os anarquistas também estão se apropriando desta insatisfação com os partidos políticos de esquerda e estão tentando levar vantagem no movimento. Estão reprimindo os partidos de esquerda nos atos (principalmente PSTU e PSOL), mas são oportunistas, pois "escondem suas bandeiras" e tentam se aproveitar do "clamor popular" para agredir-reprimir militantes de esquerda. Estes militantes anarquistas não levam bandeiras e nem camisas de grupos. Antonio Gramci já dizia:
"Os 'partidos' podem se apresentar com os mais diversos nomes, incluindo o de antipartido ou de 'negação de partidos'. Na realidade, até os chamados 'individualistas' são homens de partido, apenas gostariam de ser 'chefe de partido' pela graça de Deus ou da imbelicidade de quem os segue."
Este movimento possui suas limitações justamente pelo caráter espontaneísta e apartidário, mas tenho esperanças que mais coisas podem ser alcançadas por este movimento, que se nasça uma "frente de esquerda" e uma perspectiva de superação de paradigma civilizatória (morte do sistema capitalista). Entretanto, vejo que coisas boas estão acontecendo: como o fim do "imobilismo apático" do brasileiro (principalmente de sua juventude), uma consciência política em seus participantes (que poderia ser melhor se houvesse mais organização no movimento) e uma pressão-choque nos políticos brasileiros que devem governar para o povo.
É necessário que os militantes dos partidos de esquerda façam uma profunda avaliação do atual movimento. O movimento poderia se aliar mais às causas populares, como as de moradia urbana, para garantir credibilidade e se popularizar ainda mais.
Quem sabe que se de agora em diante o brasileiro vai sempre para a rua expor sua opinião e pressionar os políticos. Quem sabe se conseguíssemos superar a sociedade capitalista. Quem sabe possamos conseguir que tenhamos uma participação popular em todas as decisões sociais. Quem sabe se conseguíssemos acabar com as desigualdades de classes sociais e dividirmos as riquezas entre todas as pessoas.
Sonha é bom.

Lutar é melhor ainda.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Gregos e matemática





A maneira com que os gregos antigos determinaram aproximadamente uma série de grandezas (como o raio da Terra, do sol e da lua, e a distância entre a Terra e o sol e a lua) com base em observações astronômicas, semelhança de triângulos e resultados elementares sobre paralelas e transversais. 


http://www.obmep.org.br/Curiosidades_Sobre_o_cartaz_da_OBMEP_2013.pdf

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Atividades do FILME “A MISSÃO”

Atividades do FILME: “A MISSÃO” (1986)


1) O filme se passa em 1758 na fronteira de quais países? (Brasil-Paraguai-Argentina)

2) Explique o que foram as missões jesuíticas e a ação dos bandeirantes contra os indígenas?

3) Diga os pontos positivos e negativos da ação dos Jesuítas com os indígenas. (usavam musica, os protegiam, mas os aculturavam).

4) Por que o Bandeirante Rodrigo matou o rapaz? Como ele resolve pagar penitência? No que ele se tornará? (amante da mulher, é preso e escolhe pagar uma penitência trabalhando com os jesuítas. Depois dos indígenas “aceitarem” ele, virará um padre jesuíta.)

5) Por que os indígenas tinham o costume de matar o segundo filho? (para poder fugir com mais tranqüilidade.)

6) Apesar dos espanhóis negarem, havia escravidão indígena no lado português e espanhol? (os dois países formavam um Reino Unido e espanhóis escravizavam indígenas, comprando de portugueses.)

7) Por que Portugal e Espanha queriam que jesuítas fossem expulsos das colônias? (Marquês de Pombal de Portugal era contrário a presença dos jesuítas.)

8) Por que um cardeal enviado pela Igreja Católica inspecionava as missões jesuítas (como em São Carlos e São Miguel)?

9) Faça uma crítica às missões. (não escravizavam, mas aculturava indígena e fazia-os trabalhar servilmente.)

10) Porque os indígenas conjuntamente com os jesuítas rompem com a Igreja e começam uma guerra contra os colonizadores? (os índios seriam obrigados a sair da missão, ir desprotegidos para a floresta para serem perseguidos e escravizados. Os jesuítas ficarão a favor dos indígenas)

11) O que acontecerão com os jesuítas e os indígenas? (jesuítas serão expulsos de Portugal/Espanha/França/Itália/Igreja Católica e a maioria dos indígenas serão mortos, escravizados e aculturados).


12) O que ocorreu na batalha da missão de São Carlos? (os jesuítas se juntam aos indígenas, matam espanhóis, mas foram massacrados e mortos.)

ATIVIDADE MAPA - Povos Indígenas no Brasil (até o século XV)




TÍTULO: “Povos Indígenas no Brasil até o século XV”
ESCALA: 1= 7.000.000
LEGENDA
[ ] 1- Tupi-Guarani
[ ] 2- Jê
[ ] 3- Aruaque
[ ] 4- Cariba
[ ] 5- Cariri
[ ] 6- Pano
[ ] 7- Tucano
[ ] 8- Chamua
[ ] 9- Outros Povos




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Indígenas no Brasil - antes século XV




Indígenas no Brasil - antes século XV

domingo, 26 de maio de 2013

Origem dos nomes dos estados brasileiros

Origem dos nomes dos estados

Acre: vem de áquiri, touca de penas usada pelos índios munducurus.
Ressalva: Akyra (imaturo), r (partícula de ligação), i,miri (prqueno).

Alagoas: o nome é derivado dos numerosos lagos e rios que caracterizam o litoral alagoano.

Amapá: nome de uma árvore muito abundante na região.

Amazonas: nome de mulheres guerreiras que teriam sido vistas pelo espanhol Orellana ao desbravar o rio. Para Lokotsch, vem de amasuru, que significa águias retumbantes.
Ressalva: este nome vem das obras de Platão.

Bahia: nome foi dado pelos descobridores em função de sua grande enseada.

Ceará: vem de siará, canto da jandaia, uma espécie de papagaio.
Ressalva: Sy (mãe, origem), ara(sol,dia).

Espírito Santo: denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.

Goiás: do tupi, gwa ya, nome dos índios guaiás, gente semelhante, igual.

Maranhão: Do tupi, mba´ra, mar, e nã, corrente, rio que semelha o mar, primeiro nome dado ao rio Amazonas.
Ressalva: Ma(o que é), pará(mar),anhem(rápido)

Mato Grosso: o nome designa uma região com margens cobertas de espessas florestas, segundo antigos documentos.

Minas Gerais: o nome deve-se às muitas minas de ouro espalhadas por quase todo o estado.

Pará: do tupi, pa´ra, que significa mar, designação do braço direito do Amazonas, engrossado pelas águas do Tocantins.

Paraíba: do tupi, pa´ra, rio, e a´iba, ruim, impraticável.
Ressalva: rio não navegável?

Paraná: do guarani pa´ra, mar, e nã, semelhante, rio grande, semelhante ao mar.
Ressalva: Pará (mar), rana (semelhante)

Pernambuco: do tupi, para´nã, rio caudaloso, e pu´ka, gerúndio de pug., rebentar, estourar. Relativo ao furo ou entrada formado pela junção dos rios Beberibe e Capibaribe.
Ressalva: Paranambuca (recifes de corais), paraná (mar ,rio caudaloso) buca (cova).

Piauí: do tupi, pi´au, piau, nome genérico de vários peixes nordestinos. Piauí é o rio dos piaus.

Rio de Janeiro: o nome deve-se a um equívoco: Martim Afonso de Souza descobriu a enseada a 1º de janeiro de 1532 e a confundiu com um grande rio.

Rio Grande do Norte: derivado do rio Potengi, em oposição a algum rio pequeno, próximo, ou ao estado do Sul.

Rio Grande do Sul: vem do canal que liga a lagoa dos Patos ao oceano.

Rondônia: o nome do estado é uma homenagem ao marechal Rondon.

Santa Catarina: nome dado por Francisco Dias Velho a uma igreja construída no local sob a invocação daquela santa.

São Paulo: denominação da igreja construída ali, pelos jesuítas, em 1554 e inaugurada a 25 de janeiro, dia da conversão do santo.

Sergipe: do tupi, si´ri ü pe, no rio dos siris, primitivo nome do rio junto à barra da capitania.
Ressalva: Syry ( siri), y ou gy (rio), pe (local,bandas)

Tocantins: Nome de tribo indígena que habitou as margens do rio. É palavra tupi que significa bico de tucano.
Ressalva: Tucana (tucano), ti (extremidade,ponta,bico).

Mapa da Pangeia com as atuais fronteiras internacionais



Mapa da Pangeia com as atuais fronteiras internacionais






PANGÉIA - 250 MILHÕES DE ANOS ATRÁS




DERIVA DOS CONTINENTES



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Exercícios do FILME: “Enterrem meu Coração na Beira do rio"


Exercícios do Filme “Enterrem meu coração na Beira do rio":

1) Por que os americanos queriam a terra dos indígenas?

2) Quais eram os objetivos e interesses da sociedade capitalista com os indígenas?

3) Por que os indígenas não queriam vender/perder as terras para os americanos?

4) Por que o “Chefe Touro Sentado” não aceitava que os indígenas se integrassem à cultura dos americanos?

5) Qual solução vocês dariam para o que aconteceu? Existe a possibilidade dos indígenas conviverem com os americanos em uma mesma sociedade?

FOTOS - Pessoas Petrificadas na Cidade de Pompéia, 79dC

Fotos de Pessoas e animais Petrificados na Cidade de Pompéia depois da erupção do Vulcão Vesúvio na Itália no ano de 79dC:







Mapa de Pompéia

Mapa da Internet no Mundo (2012)




Mapa da Internet no Mundo (2012).

O mapa mostra a densidade de dispositivos conectados à Internet entre Junho e Outubro/2012 (total de 460 milhões).


Fonte: Internet Census.

COMPARAÇÕES de MAPAS sobre a ONU

Missões de "Paz" da ONU, em 2012






 Quem financia a ONU

MAPA - Distribuição de Médicos no Brasil por mil hab



Distribuição de Médicos no Brasil por mil hab

IMAGEM - Embaixo do gelo na Antártida


Imagem do que tem embaixo do gelo na Antártida

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CRÍTICAS aos 10 ANOS do PT no GOVERNO FEDERAL

REPASSO TEXTO QUE FIZ:
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CRÍTICAS AOS 10 ANOS DO PT NO GOVERNO FEDERAL


Os governos do PT foram governos de colaboração de classes, beneficiando a burguesia. O PT foi e é utilizado pela burguesia para exercer um governo nos momentos de crise econômica e social mais séria, aproveitando que este exerce pressões e controle sobre muitos movimentos sociais. O socialismo foi trocado pelo “desenvolvimentismo capitalista”, como podemos verificar na cartilha petista “O decênio que mudou o Brasil”:

(...) um novo projeto de desenvolvimento mundial (...) em torno da inclusão social que se transforma na mola propulsora da inédita base para o desenvolvimento econômico ambientalmente sustentável.

Ao invés de ser a negação do neoliberalismo, o PT continuou com esta política, principalmente na política externa, continuando com as privatizações, ajustes fiscais para obter superávits, pagamentos de dívidas, abertura para importações, desregulamentação da economia, políticas sociais compensatórias, etc.
O Brasil teve um grande crescimento econômico  entre 2004 a 2008, mas este foi interrompido pela crise econômica mundial. Este crescimento econômico era pautado na manutenção do tripé da política econômica herdada do governo de Fernando Henrique Cardoso e supervisionado pelo FMI: a garantia do superávit primário acima de 3% do PIB; o câmbio flutuante em torno dos R$2 por dólar; e a meta de controle da inflação abaixo de 6,5% ao ano.
Alguns avanços ocorreram, tais como a redução do desemprego, a recuperação do salário médio, aumentando a mobilidade social e a distribuição pessoal quanto a distribuição funcional da renda, elevou-se o salário mínimo acima da inflação, etc.
Com a crise mundial que nos atingiu em 2008, os governos petistas aumentaram as concessões à burguesia dentro das teses desenvolvimentistas e diminuíram os direitos da classe trabalhadora.
A decadência ética do partido é um sintoma que o PT está submetido à lógica capitalista, pois a corrupção é parte carnal do sistema. Seus dirigentes tomaram frente dos mais altos cargos do Estado e mudaram de vida. Começaram a ter privilégios, ganhar salários altos e se relacionar com grandes empresários. Muitos dirigentes do partido prestam consultoria a grandes empresas, usando sua influência política junto ao Estado para que os grandes capitalistas possam lucrar com contratos milionários, obtidos em licitações fraudulentas. A política de alianças com partidos políticos é puramente eleitoreira para ganhar tempo de televisão e verbas na campanha política, além de querer obter maioria política no Legislativo (Senado, Deputados, Vereadores, etc).
A política eleitoralista do PT também levou o partido à corrupção, pois a lógica eleitoreira fez com que o partido jogasse as regras do jogo. Curvou-se aos apoios de empresas e bancos (como Odebrecht, CSN, Bradesco, Itaú, etc) para receber financiamentos de campanha, sendo cobrados depois na partilha de contratos de administração pública. Isto deixa de lado os interesses dos trabalhadores em favor dos ricos.
     Entretanto, é errôneo “igualar o PT com o PSDB num mesmo saco de farinha”, pois, apesar das práticas serem parecidas, os dois possuem origens diferentes. O PT é de esquerda e controla boa parte da classe trabalhadora (vide APEOESP, CUT, etc). O PT controla a classe trabalhadora, mas faz isso "aparelhando, manipulando e traindo a classe trabalhadora", para poder se perpetuar no poder e se manter nos aparelho dos sindicatos e em governos. O PT deixou de lado um "projeto de nação com emancipação da classe trabalhadora" para defender um "projeto de poder".
      Temos de ser contrário aos governos de direita e aos governos de “frente popular” (caso do governo Dilma, etc), pois estes vão de encontro aos interesses da classe trabalhadora. Entretanto, deve se fazer denunciar as contradições dos governos e os problemas enfrentados pela classe trabalhadora e deve-se exigir/reivindicar para os governos nossas demandas e necessidades.
      Para o governo Dilma atender às nossas necessidades, ele deve romper com a burguesia (e deveriam aplicar a “tática do governo operário e camponês”, ou seja, um governo só com a esquerda e sem a burguesia) e atender as demandas da classe trabalhadora.

Analisarei pontualmente alguns aspectos:

ECONOMIA – crescimento econômico, privatizações, globalização e dívida externa
As altas taxas de crescimento econômico nos primeiros anos de petismo no governo federal se deram pelo mantimento da política macroeconômica tucana, com: privatizações, abertura da economia, o câmbio flutuante em torno dos R$2 por dólar, a redução dos gastos públicos com o superávit primário acima de 3% do PIB, a meta de controle da inflação abaixo de 6,5% ao ano e as altas taxas de juros.
Com a crise mundial do capitalismo de 2008, os governos petistas mudaram levemente sua política econômica, aumentando as concessões à burguesia dentro das teses desenvolvimentistas. Desde então tivemos uma pequena redução da taxa de juros (deixando de ser a primeira para ser a sexta maior do mundo), além de isenções fiscais à empresas, privatizações generosas, ampliação das PPP’s (parcerias público-privadas), favorecimento e garantia aos investimentos estrangeiros e novas reformas trabalhistas e previdenciárias.
Os governos do PT privatizaram rodovias, hidroelétricas, bancos estaduais, jazidas petrolíferas, previdência dos servidores públicos, aeroportos, hospitais universitários, rodovias federais e possivelmente os portos. A privatização se ampliou com a criação da Parceria Público-Privada (PPP’s).
Os leilões do petróleo brasileiros estão bem avançados. Dilma Roussef publicou o edital da 11ª Rodada de Licitação do Petróleo, aonde teremos a 1ª rodada do pré-sal, que será dividido em 289 blocos de 11 bacias sedimentares. O governo federal estará leiloando mais de 70 bilhões de barris de petróleo, iniciando a “maior entrega de riquezas da história do país”.
A disputa dos estados por royalties do petróleo é uma luta por muito pouco, pois os estados dividirão somente 10% da produção total, sendo que 90% o governo petista vai entregar para a iniciativa privada.
A entrega deste petróleo também significará a perda da soberania  brasileira e é necessário que de estatize 100% de toda cadeia produtiva (exploração, produção, transporte, refino, importação e exportação, distribuição e petroquímica).
Com as privatizações, os 10 anos de PT no governo federal significaram um aprofundamento à subordinação e a dependência do Brasil ao imperialismo. A entrada de capital estrangeiro quase que triplicou. Apesar do déficit (na relação de entrada e saída de Capital do país) de US$ 54 bilhões, este foi coberto pelos US$ 65 bilhões em investimentos internacionais. O Brasil está dependente de capitais internacionais, sendo boa parte destes especulativos. A atração destes capitais especulativos ocorre pelas altas taxas de juros do país.
O Brasil na DIT (divisão internacional do trabalho) está inserido como grande produtor de alimentos e matérias-primas. Produzimos minério de ferro, mas importamos o ferro fundido. Temos o maior rebanho de gado do mundo, mas o preço da carne é muito caro. Exportamos óleo cru barato e importamos derivados de petróleo caros. Em  2008 tínhamos um superávit comercial de US$ 12 bilhões, que em 2012 virou déficit comercial de US$ 15 bilhões.
As transnacionais dominam a economia no Brasil, representando 100% das montadoras, 92% do setor eletroeletrônico, 75% das autopeças, 74% das telecomunicações, 68% do setor farmacêutico, 60% da indústria digital 57% do setor de Bens de Capital, 55% do setor de bens de Consumo, 50% da siderurgia e metalurgia, 47% da petroquímica, etc. No agronegócio 30 empresas dominam o complexo agroindustrial e mais de 70% destas empresas são multinacionais.
Em 2012 a dívida externa alcançou a cifra de US$ 441,7 bilhões (R$ 902 bilhões) e a dívida interna chegou a R$ 2,823 trilhões, dando uma somatória de R$ 3,7 trilhões. De 2000 a 2012 a dívida publica total saiu de 60% para 84% do PIB.
O governo federal está utilizando 47,19% do orçamento nacional para pagar os juros e amortizações da dívida, dando aos banqueiros quase metade de tudo o que se arrecada de impostos e taxas no país.
A dívida já foi paga, pois entre 1994 e 2012 já foi pago R$ 13,5 trilhões e a dívida não para de crescer. Isto ocorre por termos o 6º índice de juros mais altos do mundo, fato que atrai o capital internacional especulativo, fazendo o governo  retirar investimentos produtivos e enviando para a especulação. Entre 1995 e 2002 o lucro do sistema financeiro brasileiro foi de R$ 95 bilhões e aumentou para R$ 428 bilhões entre 2003 e 2010. Isto refletiu nas doações de R$ 38 milhões de bancos à campanha de Dilma Roussef (somados a um total de R$ 262 milhões doados por empresários).

ECONOMIA – previdência e direitos dos trabalhadores
Neste contexto de crise do capital mundial, para ajudar as empresas em detrimento da classe trabalhadora, o governo federal criou o PAC que prevê privatizações por meio de concessões de parcerias público-privadas, fez pacotes bilionários à empresas, fez a Reforma da Previdência em 2003 (que reduziu direito dos trabalhadores, aumentando tempo necessário para aposentadoria e pôs fim ao benefício integral), sinaliza uma nova Reforma da Previdência com o “Fator 85/95” (garantindo a aposentadoria integral apenas aos  trabalhadores que se aposentarem com a soma de idade e anos trabalhados superior a 95 – caso dos homens – e 85 – mulheres) desonerações aos empresários (como a redução de IPI, que significa uma transferência de bilhões de reais para as empresas), redução de tarifas de energia (para a população varia de 16-18% e para as indústrias foram de até 32%), os Acordos Coletivo Especial (ACE, que flexibiliza os direitos e estabelece que os acordos coletivos tenham força maior do que a legislação trabalhista), etc.
Estes benefícios ao capital fez com que as 500 maiores empresas entre 2003-2011 faturassem R$ 15,3 trilhões. As desonerações e renúncias fiscais geraram uma perda de R$ 46,4 bilhões aos cofres públicos em 2012. A média de salário pago por hora na indústria é de US$ 5,41 dólares (bem abaixo da Alemanha com US$ 25,80 e dos EUA com US$ 23,30).

ECONOMIA – índices sociais e desemprego
O Brasil teve um alto crescimento econômico sem isto significar uma distribuição de renda. Apesar de ser o 7º o PIB, é o 85º no IDH. O governo federal diz que retirou 22 milhões de brasileiros da miséria, sobrando somente 2 milhões de brasileiros. Entretanto, isso é uma manobra estatística, pois para o IBGE a categoria “pobreza extrema” inclui famílias que recebem até R$ 70 a R$ 140 por mês. (com uma renda entre US$ 1,25 à US$ 2,50). Nas contas do governo temos 6,3% de pessoas na pobreza extrema e 15,7 na pobreza. Mas se formos utilizar os critérios do DIEESE, a pobreza extrema  (quem receberia até um salário mínimo) e o pobre (que receberia entre 1 e 2 salários mínimos), a situação seria diferente, pois teríamos 15,7% da população na pobreza extrema e cerca de 36,8% de pessoas na pobreza. Para o IBGE temos 30 milhões de pobres e para o DIEESE temos 70 milhões.
Para o IBGE temos 50% da população na classe média, que é um critério de quem dispusesse de renda per capita entre R$ 291 a R$ 1.019 por mês. Isto mostra mais uma manipulação estatística, iludindo a população que está com um maior rendimento salarial, mas isto não significando uma emancipação social.
O brasileiro teve um incremento de renda principalmente pela aplicação das políticas de transferências de renda, que são práticas paliativas e compensatórias, que foram iniciadas nos governos tucanos de Fernando Henrique Cardoso e possuem a aprovação do Banco Mundial. Esta política era necessária para incrementar renda para as classes menos abastadas, entretanto, esta virou uma importante fórmula de controle social.
Os brasileiros com esta verba à mais está consumindo mais, obtendo mais bens materiais. É importante deixar claro que "ter não é ser", pois possuir bens materiais não significa uma emancipação social, fato que somente ocorrerá com a derrocada da sociedade capitalista. Ter bens materiais gerou uma falsa sensação de liberdade, mas aguçou o individualismo na sociedade brasileira, fato que freia mobilizações sociais e reproduz o egoísmo ostentatório entre as pessoas. A fetichização da mercadoria está em suas últimas consequências. Ao incentivar alienadamente os programas assistencialistas, o PT despolitiza os debates e a necessária crítica às contradições da sociedade capitalista.
O brasileiro pode estar com mais renda, mas está cada vez mais endividado, onde 118 milhões de brasileiros são endividados, sendo 37 milhões com contas atrasadas e 12 milhões que não podem pagar suas dívidas. Por estarmos entre os países com maiores taxas de juros no mundo, se uma pessoa pegasse R$ 100 emprestados no início do ano, pagaria R$ 188 no final.
Os dados discrepantes entre IBGE e DIEESE também estão presentes nos índices de desemprego. Para o IBGE teríamos em fevereiro de 2013 uma taxa de desemprego de 5,6%, já o DIEESE diz que este índice chegaria à 10,4% (cerca de 10 milhões de pessoas). O segundo índice é maior porque levaria em conta o “desemprego oculto”, sendo um índice mais rígido. Se fossem incluídos, por exemplo, os jovens entre 18 e 25 anos que não estudam e não trabalham, o índice de desempregados jovens subiria de 2,1% para 7,2%, mas o governo só leva em conta no "desemprego jovem" aqueles que “buscam trabalho”.
Muitos empregos foram criados no período petista no governo federal, mas a grande maioria destes empregos é composta por empregos precarizados e de baixíssima remuneração. Entre 2000 e 2010 foram criados 20 milhões de postos de trabalho com carteira assinada de até 1,5 salários mínimos, mas foram extintos 4 milhões de empregos que pagavam 3 salários mínimos ou mais. Se entre 1970 a 2000 os empregos de até 1,5 salários mínimos caíram de 77% para 45,8%, de 2000 a 2012, estes empregos subiram para 59%. Dos trabalhadores que ganhavam até 1,5 salários mínimos na década de 2000, 31% eram do setor de serviços, sendo que 2/3 destes trabalhadores eram temporários, sendo demitidos antes de completar 1 ano de serviço. Houve uma precarização do emprego, uma desvalorização dos salários e uma redução dos diretos da classe trabalhadora.

SAÚDE
O governo federal direciona 8,4% do PIB para a Saúde (próximo da média mundial de 8,5% anuais), mas a parcela de investimento público é de 3,7% do PIB (30% inferior à média mundial que é de 5,5%). Isto significa que o Brasil gasta mais nos gastos privados de saúde do que nos gastos públicos, chegando a 44% no público e 56% no particular (bem abaixo da participação estatal na saúde de países como Reino Unido que é de 84% e na Argentina que é quase de 70%)
O setor privado em saúde abarca cerca de 48 milhões de brasileiros, sendo quase 4 vezes menor da quantidade de pessoas que são atendidas pelo SUS (quase 150 milhões de brasileiros). Se o SUS está sucateado, com longas filas, ausência de leitos e o atendimento precário, o sistema de saúde privado também possui grande falhas, com longas filas para atendimentos emergenciais, demora na marcação de consultas e altas mensalidades (que sobem constantemente).
Nos 10 anos de petismo no governo federal, estes não deixaram de incentivar o setor privado de saúde (dando isenções fiscais, etc) e agravaram o sucateamento do sistema público de saúde.
EDUCAÇÃO
O Brasil possui um investimento federal em educação muito baixo, estando em cerca de 5% do PIB. Este baixo investimento se reflete nos péssimos índices educacionais brasileiros e em muitos problemas sociais enfrentados. A UNESCO declarou que o Brasil está em 88º lugar entre 126 países em relação ao acesso e qualidade da educação pública. Em 2010 76,4% das crianças de 0 a 3 anos estavam fora das creches. A taxa de analfabetismo é de 9,6% (quase 14 milhões de analfabetos).
A “Lei do Piso” infelizmente é apenas uma referencia, pois o mecanismo de reajuste não prevê formas de punir os prefeitos e governadores que descumprirem a lei. Esta lei é positiva, mas infelizmente o “piso” virou “teto”, pois a reivindicação histórica do pagamento do salário mínimo calculado pelo DIEESE foi abandonada (cerca de R$ 2.329,35).
Nos últimos 10 anos, percebemos um avanço na precarização das relações de trabalho, com contratações temporárias e eventuais, nas quais o professor não tem estabilidade nem direitos. A terceirização está cada vez mais presente nas escolas, principalmente nos serviços de limpeza, secretaria e cozinha, se entendendo em alguns lugares aos educadores.
Assim como no setor da saúde, a área da educação também sofre pelo crescimento e a transferência de verbas para o setor privado. Foram criados diversos benefícios, créditos e transferência pelos governos para o setor privado como nos programas PROUNI e FIES e diversos mecanismos de isenção fiscal.
Estes benefícios criados para o setor privado da educação fez com que os lucros deste setor saltassem de R$ 10 bilhões em 2001 para R$ 90 bilhões em 2008, alcançando 3% do PIB. Cada vez mais grupos e fundos de investimentos compram escolas, cursinhos e faculdades. As 20 maiores empresas educacionais já comandam 35% do mercado de educação superior. As matrículas nas escolas da rede privada aumentaram 5,2% de 2002 à 2012, já as da rede pública caíram 12,5%.
Houve um significativo aumento dos brasileiros nas universidades, saltando de 8,9% em 2001 para 14,4% em 2010. Entretanto, 80,4% destes universitários estudam em faculdades privadas, muitas de baixa qualidade e com currículos e cursos mercadológicos. Estão cada vez mais comuns nas universidades públicas as “parcerias público-privadas” com empresas, legitimadas pela “Lei de Inovação Tecnológica” de 2005 (tornando a produção do conhecimento voltado aos interesses do mercado). Com a precarização do REUNI, os currículos são enxutos para a “fábrica de diploma” conseguir produtividade.
Há uma ausência de política para a construção de creches, fazendo com que 8 em 10 crianças não tenham acesso à Educação Infantil. A meta do governo Lula era de entregar 12 mil creches, mas não foram entregues nem mil unidades.
Existe muita coisa para a educação pública, em todos os níveis de ensino, estar melhorando e democratizando.
REFORMA AGRÁRIA
No primeiro mandato de Lula foi elaborado o 2º Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), que propunha um assentamento de um total de 520 mil famílias, mas foram assentadas somente 220 mil famílias no primeiro mandato, mas o governo disse que foram mais de 500 mil. Entretanto, o governo somou como assentamentos novas áreas de regularização fundiária, como áreas de reconhecimento de assentamentos antigos e reassentamentos de atingidos por barragens. Já no segundo mandato de Lula e no mandato de Dilma nem foi feito um 3º Plano Nacional de Reforma Agrária, mostrando o abandono aos interesses da classe trabalhadora.
O governo beneficiou grileiros e latifundiários com as MP 422 e MP 458, chamadas de “MP da grilagem”, legalizando propriedades públicas de até 1.500 hectares ocupadas ilegalmente pelo latifúndio. Em 2010, 34 trabalhadores rurais foram assassinados  no país e ninguém foi punido.Os governos petistas deram incentivos fiscais, desonerações e perdoaram as dívidas antigas dos latifundiários, repassando muitas verbas. Entre 2003-2010 foi repassado R$ 136 bilhões para o agronegócio..
Atualmente, cerca de 70% das terras dedicadas à lavoura estão ocupadas pela soja, cana-de-açúcar e milho. Esta monocultura para exportação expulsa os pequenos agricultores do campo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Bairros com os m² mais caros e mais baratos em SP


Veja os bairros com os metros quadrados mais caros e mais baratos em SP


SÃO PAULO - Com preço 312,83% maior que o do bairro mais barato de São Paulo, a região de Vila Nova Conceição, localizada na zona Sul da cidade de São Paulo, possui o metro quadrado mais valorizado do município em abril, segundo revela o índice Fipe/Zap, elaborado pela Fipe(Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis.

Conforme apontou o estudo, o preço do metro quadrado de um apartamento na Vila Nova Conceição chegou a R$ 12.546, enquanto que no bairro mais em conta, Guaianazes, o valor é de R$ 3.039 o metro quadrado. Comparando com a média das regiões, um apartamento em Vila Nova Conceição é 76,26% mais caro do que o preço médio do metro quadrado encontrado na cidade, de R$ 7.118 no período analisado.
A região do Jardim Paulistano foi a segunda mais valorizada da capital paulista, com o preço de R$ 11.343 o metro quadrado, conforme podemos observar na tabela a seguir:
Maiores e menores valores de metro quadrado em São Paulo
BairrosMaiores preçosBairrosMenores preços
Fonte: Fipe/Zap Imóveis
Vila Nova ConceiçãoR$ 12.546ItaqueraR$ 3.494
Jardim PaulistanoR$ 11.343Vila CarmosinaR$ 3.440
Jardim EuropaR$ 10.737Artur AlvimR$ 3.227
ItaimR$ 10.111GrajaúR$ 3.150
Vila OlímpiaR$ 9.998GuaianazesR$ 3.039
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, o destaque de bairro com metro quadrado mais caro ficou com o Leblon, R$ 21.410. Por outro lado, o bairro Pavuna foi o com metro quadrado mais barato (R$ 1.958). A média da cidade foi de R$ 9.052, em abril.

Mapa do desemprego na Europa - Março 2013


Mapa do desemprego na Europa - Março 2013