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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Atividade sobre a Pobreza nos Estados Brasileiros

A tabela abaixo será utilizada nas atividades 1, 2, 3 e 4.
Brasil – Porcentagem dos domicílios particulares permanentes com renda média inferior a 1 salário mínimo (2008).
Unidades da Federação
Domicílios Particulares (%)

Rondônia
12,84

Acre
15,25

Amazonas
10,82

Roraima
14,18

Pará
14,82

Amapá
10,27

Tocantins
16,87

Maranhão
21,83

Piauí
26,46

Ceará
22,49

Rio Grande do Norte
18,68

Paraíba
23,72

Pernambuco
24,58

Alagoas
30,82

Sergipe
23,03

Bahia
24,10

Minas Gerais
11,10

Espírito Santo
9,41

Rio de Janeiro
7,65

São Paulo
5,21

Paraná
8,06

Santa Catarina
4,34

Rio Grande do Sul
7,75

Mato Grosso do Sul
9,39

Mato Grosso
9,50

Goiás
11,05

Distrito Federal
5,64

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2008.

1) Separe as Unidades da Federação no quadro abaixo, de acordo com os intervalos de dados indicados nas colunas:
4,00 a 8,00
8,01 a 12,00
12,01 a 16,00
16,01 a 20,00
Mais de 20





















2) Crie uma legenda a partir das informações da tabela. Pinte o mapa abaixo conforme a sua legenda.




3) Em qual direção do mapa (considerando os pontos cardeais ou colaterais) encontramos os Estados com piores índices de rendimento?

4) Em qual direção do mapa encontramos os Estados com melhores índices de rendimento?


quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Produção de Alimentos Visto do Espaço

Em uma coluna recente este blog mostrou, usando imagens de satélite dos últimos 30 anos, o crescimento urbano de algumas cidades brasileiras. Como haviamos mencionado, a população mundial ultrapassou a casa dos 7 bilhões em 2011, e de acordo com as últimas projeções devemos chegar aos 9 bilhões daqui a 37 anos.

E como poderemos alimentar essas 2 bilhões de bocas a mais? Um vídeo feito pelo Museu de Ciências de Minnesota tenta responder esta pergunta. Como aponta o vídeo "2 bilhões a mais vem para jantar" (em inglês), produzindo em um formato chamado "Ciência em uma Esfera", nem toda terra cultivável ​​é utilizada para a produção de alimentos para seres humanos. Grande parte das terras cultiváveis é usada para produzir ração para animais.



Mas a conversão de ração em carne não é particularmente eficiente. No caso do gado, por exemplo, cerca de 13 quilos de ração são necessários para produzir meio quilo de carne. Desta forma, quanto mais a procura mundial por carne aumenta, mais terras serão dedicadas ao cultivo de ração para animais.

O mapa abaixo mostra em verde as regiões que produzem alimentos consumidos mais diretamente por seres humanos, em laranja as regiões que produzem a mesma quantidade de alimentação humana e animal, e em vermelho as terras que são usadas principalmente para produzir ração animal. Você pode clicar para ampliar o mapa. 

 

 
(Fonte dos dados: University of Minnesota/Institute on the Environment/Global Landscapes Initiative)

Veja também neste mapa do InfoAmazonia, o projeto de ((o))eco que agrega dados e notícias sobre a Amazônia, a concentração de gado em cada um dos 771 municípios da Amazônia Legal, o número de fazendas confiscadas pelo IBAMA e os matadouros que existem nesta região.


domingo, 21 de julho de 2013

HISTÓRIA do FUNK - artigo

repasso um esboço de artigo que montei.
Wladimir Jansen Ferreira

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HISTÓRIA DO FUNK


     Tudo começa com a “Música Afro-Americana”, onde escravos africanos nos EUA faziam "músicas tribais" entre os séculos XVIII e XIX. Sob a influência de ritmos europeus e indígenas (apache), surgirão estilos como o “Ragtime” (século XIX) e o “Blues” (séculos XIX e XX) que eram rurais e o “Jazz” (desenvolvido no início do século XX, mas datado em meados do século XIX) que já era mais Urbano.

     O Ragtime é em formato de marchas, valsas e outras formas tradicionais de músicas, porém, a característica consistente era a sincopação.

     O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava o “blue notes”, a “chamada e resposta”, a forma sincopada, a polirritmia, improvisação e notas com o “swing do ragtime”. Suas vertentes foram:

-Swing Music” (década de 1930), usualmente arranjado para grande orquestra dançante/Big Band.

-Bebop”: seu nome provém da onomatopéia feita ao imitar o som das centenas de martelos que batiam no metal na construção das ferrovias americanas, gerando uma "melodia" cheia de pequenas notas. As melodias ágeis e velozes do seu estilo musical se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias.

-Latin Jazz” (destaque entre 1950 e 1960): influenciado por ritmos africanos e da América Latina, dos quais se destacam a salsa, merengue, songo, son, mambo, timba, bolero, charanga e o cha-cha-chá.
-Jazz fusion” (anos 1970): mistura do jazz com outros gêneros, particularmente rock 'n roll, funk, rhythm and blues, bossa-nova, etc.
    O Blues é oriundo do sul dos EUA com os escravos africanos nas fazendas de algodão, que cantavam para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. Derivará deste vários ritmos como o Country blues ou rural blues (o mais antigo gênero do blues), o Boogie Woogie, o Rhythm and Blues e a Soul Music.
-Country blues ou rural blues mais lento e mais antigo foi o “Delta Blues” e o mais rápido foi o Piedmont Blues”. Derivará daí a música country e o o rock and roll.
-Boogie Woogie é caracterizado pelo uso sincopado da mão esquerda ao piano. Foi muito popular entre os negros nos anos 30 e anos 40 nos Estados Unidos. Derivará daí o rock and roll (que também sofreu influências da música gospel, do rhythm and blues, do soul e da música country).
-Rhythm and Blues era uma versão negra de um predecessor do rock, foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pelo chamado jump blues assim como pelo gospel. Atualmente é utilizado para se referir a um subgênero com influencias de soul e funk na música pop. No Brasil foi também chamado de “charme” na década de 1980. Derivará daí o rock and roll e o funk.
-Soul Music (fim dos anos 1950): Importante destacar a “Soul Music” que não possui uma forma específica, pois tornou-se uma referência da música dos negros, independente de gênero. Este combina elementos de música gospel e rhythm and blues. O termo soul já era usado nos Estados Unidos como um adjetivo usado em referência ao afro-americano, destacando que o contexto social e político eram de reivindicação dos direitos sociais e civis principalmente dos negros. A apresentação da música soul é emotiva; a melodia é bem ornamental misteriosa ornamentada e com improvisações, rodopios corporais do(a) cantor(a) e efeitos sonoros dos instrumentos. Os ritmos pegam facilmente, acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia são detalhes importantes. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, no estilo responsorial, e uma interpretação dramática do vocalista principal.
    O Funk (final da década de 1960 e começo da década de 1970) se originou a partir da Soul Music, com o James Brown (os 2 primeiros funks da história foram "Papa's Got a Brand New Bag"  e "Outta Sight"). Tem uma batida mais pronunciada e algumas influências do Rhythm and Blues, Rock e da Música Psicodélica. As características desse estilo musical são: ritmo sincopado, a densa linha de baixo, uma seção de metais forte e rítmica, além de uma percussão (batida) marcante e dançante. 
    A partir do final dos anos 1980, com a disseminação dos samplers (partes de antigos sucessos de funk) começaram a ser copiados para outras músicas e começasse a se utilizar tecnologias como “caixas de ritmos e sintetizadores e efeitos sonoros eletrônicos”, que gerarão novos ritmos. Tais ritmos se tornaram combustível para o “rap”, a “house music”, o “funk-metal/funk rock” (de Red Hot Chili Peppers, Primus e Faith No More), a “discomusic”, o “eletrofunk” de Africa Bambaataa/Sugarhill Gang/Soulsonic Force (que sofreu influências do “Techno” de Kraftwerk, derivando para o “Miami bass” e o “Freestyle”, que depois levarão ao “funk carioca” e ao “rap”).

    No Brasil o funk e a “soul music” existem desde os choros de Pixinguinha na década de 1910 (que sofreu influências do jazz), passando pela bossa-nova das décadas de 1950-60 e por músicos como Wilson Simonal, Tim Maia e Jorge Bem. Sob as influências do funk, surgirão outros ritmos no Brasil, como o “samba-rock”, o “rap”, o “funk carioca”, etc.

    O derivado do funk mais presente no Brasil é o “funk carioca”, que surgiu na década de 1980 e foi influenciada Miami Bass (originário da Flórida, que dispunha de músicas erotizadas e batidas mais rápidas) e do “Freestyle”. O “funk carioca” fazia versões aportuguesadas de famosas músicas estrangeiras, chamando-as de “melôs”. Podemos destacar as versões de muitas músicas de Stevie B, Corell DJ, Milli Vanilli ("Girl You Know it´s True" n“Melô da verdade”), Pretenders (“Back on The Chain Gang" na “Melô do neném”), Tag Team  ("Whoomp! There It Is" na "Uh Tererê"), etc. Na década de 1990, o “funk carioca” se populariza nas periferias do Rio de Janeiro com bailes funk que começaram a atrair muitas pessoas. Inicialmente as letras falavam sobre drogas, armas e a vida nas favelas, posteriormente a temática principal do funk veio a ser a erótica, com letras de conotação sexual e de duplo sentido. O “funk carioca” é bastante popular em várias partes do Brasil e no mundo, sendo quem em São Paulo/Baixada Santista o cenário é muito forte com letras que pregam a ostentação, o luxo e o consumo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Mapas e Estatísticas da ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA em SP

Fonte: Folha de S. Paulo, 23/05/2013 (fonte Geoimóvel)




MAPAS - Remanescentes de Quilombos no Brasil

Remanescentes de Quilombos no Brasil




COMUNIDADES QUILOMBOLAS REGISTRADAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
MUNICÍPIO - COMUNIDADES QUILOMBOLAS 
Angra dos Reis - Santa Rita Bracui
Araruama - Sobara
Areal - Boa Esperança
Armação dos Búzios - Rasa*
Armação dos Búzios Bahia - Formosa
Cabo Frio - Preto Forro
Cabo Frio - Botafogo*
Cabo Frio - Maria Joaquina
Cabo Frio - Maria Romana
Campos dos Goytacazes - Aleluia
Campos dos Goytacazes - Batatal
Campos dos Goytacazes - Cambucá
Campos dos Goytacazes - Conceição de Imbé
Magé - Maria Conga
Mangaratiba - Ilha de Marambaia*
Natividade - Cruzeirinho
Parati - Cabral
Parati - Campinho da Independência
Petropólis - Tapera
Quatis - Santana
Quissamã - Machadinha
Rio Claro - Alto da Serra
Rio de Janeiro - Família Pinto (Sacopã)
Rio de Janeiro - Pedra do Sal*
São Fidélis - São Benedito
São Francisco de Itabapoana - Deserto Feliz
São Francisco de Itabapoana - Barrinha
São Pedro da Aldeia - Caveiras / Botafogo
Valença - São José da Serra








117 COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO ESTADO DE SÃO PAULO
ATUALIZAÇÃO PARCIAL ATRAVÉS DE CRUZAMENTO DE INFORMAÇÕES: (16/09/2013) 

Nº. - MUNICÍPIOS - COMUNIDADES QUILOMBOLAS PAULISTAS
1. AGUDOS - ESPÍRITO SANTO DA FORTALEZA DE PORCINOS E OUTROS
2. BARRA DO CHAPEU - ANTA MAGRA
3. BARRA DO CHAPEU - TOCOS
4. BARRA DO TURVO - CERCO
5. BARRA DO TURVO - PARAÍSO
6. BARRA DO TURVO - PEDRA PRETA
7. BARRA DO TURVO - REGINALDO
8. BARRA DO TURVO - RIBEIRÃO GRANDE
9. BARRA DO TURVO - TERRA SECA
10. BARRA DO TURVO - NEGRA RURAL CERCO
11. CAJATI - ABÓBORA
12. CAJATI - CAPITÃO BRAZ
13. CAJATI - MANDIRA
14. CAJATI - VILA ANDREIA
15. CANANEIA - PORTO DO CUBATÃO (VALE DO RIBEIRA)
16. CANANEIA - TAQUARI
17. CANANÉIA - ARIRI
18. CANANÉIA - MANDIRA
19. CANANÉIA - SANTA MARIA
20. CANANÉIA - SÃO PAULO BAGRE
21. CANANÉIA - TAQUARI*
22. CANANÉIA - VARADOURO
23. CANANEIA - BAIRRO RETIRO - EX COLONIA VELHA
24. CANANEIA - RIO DAS MINAS
25. CAPIVARI - CAPIVARI
26. ELDORADO ABROBAL (ABOBRAL MARGEM ESQUERDA)
27. ELDORADO - ANDRÉ LOPES
28. ELDORADO - BANANAL PEQUENO
29. ELDORADO - BANANAL VALE DO RIBEIRA
30. ELDORADO - BARRA DE SÃO PEDRO
31. ELDORADO - BATATAL (VALE DO RIBEIRA)
32. ELDORADO - BOA ESPERANÇA
33. ELDORADO - CAFUNDÓ
34. ELDORADO - ENGENHO
35. ELDORADO - GALVÃO (VALE DO RIBEIRA)
36. ELDORADO - IVAPORANDUVA
37. ELDORADO - IVAPORANDUVINHA
38. ELDORADO - MANDIRA
39. ELDORADO - NHUNGUARÁ
40. ELDORADO - PEDRO CUBAS
41. ELDORADO - PEDRO CUBAS DE CIMA
42. ELDORADO - PEQUENO (VALE DO RIBEIRA)
43. ELDORADO - POÇA (VALE DO RIBEIRA)
44. ELDORADO - PRAIA GRANDE (VALE DO RIBEIRA)
45. ELDORADO - SÃO LOURENÇO
46. ELDORADO - SÃO PEDRO
47. ELDORADO - SAPATU (VALE DO RIBEIRA)
48. ELDORADO - ILHA ROSA
49. FRANCO DA ROCHA - GOMEIA TOLUA
50. GUARATINGUETA - TAMANDARE
51. IGUAPE - ALDEIA
52. IGUAPE - COUVEIRO
53. IGUAPE - ITATINS
54. IGUAPE - MAMONA
55. IGUAPE - MORRO SECO
56. IGUAPE - PATRIMÔNIO
57. IGUAPE - PAVOA
58. IPORANGA - ANTA GORDA
59. IPORANGA - APIAÍ
60. IPORANGA - APIAL
61. IPORANGA - BETARI
62. IPORANGA - BOMBAS
63. IPORANGA - CAFUNDÓ
64. IPORANGA - CASTELHANOS
65. IPORANGA - CLAUDIA
66. IPORANGA - ENSEADA
67. IPORANGA - GALVÃO
68. IPORANGA - IPORANGA
69. IPORANGA - JOÃO SURRÁ
70. IPORANGA - JURUMIRIM
71. IPORANGA - MARIA CLAUDIA
72. IPORANGA - MARIA ROSA
73. IPORANGA - MORRO SECO
74. IPORANGA - NHUNGARÁ
75. IPORANGA - PILÕES
76. IPORANGA - PIRIRICA
77. IPORANGA - POÇO GRANDE
78. IPORANGA - PORTO DOS PILÕES
79. IPORANGA - PORTO VELHO
80. IPORANGA - PRAIA GRANDE
81. IPORANGA - RIBEIRÃO
82. IPORANGA - SÃO PEDRO
83. IPORANGA - SERRA
84. ITAÓCA - CANGUME*
85. ITAPEVA - ALDEIA DE JAÓ
86. ITAPEVA - ITAPEVA
87. ITATIBA - BROTAS
88. JAU - JAU
89. MIRACATU - BIGUÁ PRETO
90. MIRACATU - BIGUAZINHO
91. PILAR DO SUL - FAZENDA PILAR
92. PILAR DO SUL - FAZENDINHA PILAR
93. REGISTRO - CAIACANGA
94. REGISTRO - PEROAVA
95. REGISTRO - BAIRRO PEROAVA
96. REGISTRO - CORREGO DAS MOCAS
97. RIO CLARO - CHACARA DOS PRETOS
98. SALTO DE PIRAPORA - CAFUNDÓ
99. SALTO DE PIRAPORA - JOSÉ JOAQUIM DE CAMARGO
100. SALTO DE PIRAPORA - FAZENDINHA DOS PRETOS
101. SALTO DE PIRAPORA - ITINGA
102. SALTO DE PIRAPORA - JUCURUPAVA
103. SALTO DE PIRAPORA - PIRAPORINHA
104. SÃO ROQUE - CARMO*
105. SARAPUÍ - TERRAS DE CAXAMBU
106. SARAPUI - CAXAMBU
107. UBATUBA - CAÇANDOCA
108. UBATUBA - CAÇANDOQUINHA
109. UBATUBA - CAMBURY OU CAMBURI
110. UBATUBA - CASSANGA
111. UBATUBA - FAZENDA DA CAIXA
112. UBATUBA - FRADE
113. UBATUBA - RAPOSA
114. UBATUBA - SERTÃO DO ITAMAMBUCA
115. UBATUBA - CAZANGA
116. UBATUBA - SACO DAS BANANAS
117. VOTORANTIM - OS CARMAGOS 

117 COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO ESTADO DE SÃO PAULO






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MAPEAMENTO DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE TODO O BRASIL: https://www.facebook.com/espaco.joaocandido/media_set?set=a.387841287939634.87136.100001412995895&type=1

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mapa biogeográfico mundial é atualizado após 136 anos

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=732872
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Mapa biogeográfico mundial é atualizado após 136 anos

11/01/2013   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Criado pelo naturalista Alfred Russel Wallace há mais de 100 anos, o estudo que dividia o planeta em seis regiões de biodiversidade ganhou mais cinco áreas graças aos avanços em pesquisas genéticas; cerca de 20 mil espécies estão catalogadas


Você com certeza já ouviu falar em Charles Darwin, naturalista inglês responsável por desenvolver a teoria até hoje mais defendida no que se refere à evolução das espécies. Mas é provável que desconheça o nome de Alfred Russel Wallace, cujo principal trabalho – um mapa que divide o planeta em seis regiões biogeográficas – teve importantes contribuições para essa teoria.
O mapa de Wallace, criado em 1876, foi uma tentativa de dividir e definir o mundo de acordo com suas espécies, e é usado até hoje em diversos tipos de pesquisa. Só no final do último ano, no entanto, o trabalho ganhou uma versão atualizadadesenvolvida por cientistas da Universidade de Copenhague e da Universidade McGill (Canadá), que redividiram as seis regiões biogeográficas de Wallace em 11 e agregaram mais dados sobre as espécies.
Agora, o mapa contém informações de cerca de 20 mil espécies, onde elas vivem, como mudaram através do tempo e espaço e como se relacionam umas com as outras. O trabalho usa diferentes gradientes de cor para transmitir essas relações. Áreas de cores similares têm espécies que se assemelham mais entre si do que as das áreas de cores mais diferentes.
As 11 novas regiões, por sua vez, foram subdivididas em 20 áreas menores, também de acordo com as características das espécies que as habitam. Todo esse detalhamento permite mostrar, por exemplo, como o Hemisfério Sul tende a ter uma abundância maior de comunidades animais únicas.
Neste aspecto, a América do Sul, a Austrália e a ilha de Madagascar se destacam, enquanto a variedade de vida acima da linha do Equador é menor. Acredita-se que isso ocorre por causa do relativo isolamento das áreas ao sul do equador, assim como devido aos seus habitats únicos e à abundância de chuvas e temperaturas quentes, que são fatores que estimulam uma diversidade de vida mais ampla.
“Nosso estudo é uma atualização de um dos mapas mais fundamentais das ciências naturais. Pela primeira vez desde a tentativa de Wallace somos finalmente capazes de fornecer uma descrição ampla do mundo natural baseados em informações incrivelmente detalhadas para milhares de espécies vertebradas”, declarou Ben Holt, principal autor da pesquisa, em um comunicado à imprensa.
As espécies catalogadas no trabalho são sobretudo de mamíferos, aves e anfíbios. O mapa ainda não inclui dados sobre repteis, plantas ou insetos porque essa informação é menos completa, mas poderá ser incorporada facilmente assim que se tornar disponível, afirmaram os cientistas.
DNA
O acúmulo dos novos dados só foi possível, entretanto, por causa dos avanços da tecnologia científica, principalmente em relação a estudos genéticos baseados em pesquisas com o DNA das espécies, algo que não era possível na época de Wallace.
“O mapa é o resultado de 20 anos de compilação de dados sobre a distribuição geográfica de espécies e informações baseadas em DNA que permitem reconstruir relações ancestrais entre as espécies”, comentou Jean-Philippe Lessard, coautor do estudo, em entrevista ao Portal Instituto CarbonoBrasil.
“A extração de DNA tornou-se mais acessível na última década, o que permitiu o ganho de novos conhecimentos na evolução de relações entre espécies. É esse conhecimento baseado no DNA que permite criar uma nova geração do mapa das regiões biogeográficas dos vertebrados do mundo”, explicou Lessard.
Conservação
Além de ser extremamente importante para o desenvolvimento de pesquisas no ramo das ciências naturais, permitindo conhecer cada vez mais sobre as espécies, seus habitats e suas relações, o mapa também tem um papel chave no que diz respeito a tentativas de conservação.
“Já que esses mapas são usados não apenas nas ciências naturais, mas também para estabelecer prioridades para a conservação, é importante que tenhamos um mapa atualizado como ferramenta de trabalho”, observou Lessard.
“Além disso, nosso mapa baseado em DNA fornece novas informações sobre relações entre regiões, o que permite quantificar o grau de singularidade evolutiva de cada uma. Isso talvez mude a forma que vemos as prioridades de conservação, o que é mais relevante devido à atual crise de biodiversidade”, acrescentou o coautor canadense.
Mas apesar de todos os novos dados, os pesquisadores ressaltaram que ainda é necessário muito estudo para entender completamente a evolução das espécies em todos os seus aspectos.
“O mapa original de Wallace claramente teve uma influência grande e inquantificável no estudo de biodiversidade global. O novo mapa mostra o incrível progresso que fizemos desde o tempo de Wallace e também serve como um lembrete de que ainda sabemos muito pouco sobre como esses padrões [de distribuição da vida] foram formados”, concluiu Holt.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Estruturas esquecidas mostram antigos projetos do Metrô de SP


Estruturas esquecidas mostram antigos projetos do Metrô de São Paulo

Postado em 1 de julho de 2013 por Renato Lobo
Quem passa pela estações Pedro II ou Paraíso pode perceber uma estrutura diferenciada presente na arquitetura do local. Na piso térreo da Pedro II é possível ver uma plataforma subterrânea. Já no Paraíso, na plataforma sentido Tucuruvi é possível perceber uma estrutura de embarque, inclusive com as faixas amarelas.
Tratam-se de estruturas oriundas de uma rede antiga de Metrô, com ramais diferentes do que a cidade ganhou hoje, com seus 74 km.
Mas para entender, temos que voltar para década de 1920, quando a Tramway, Light and Power, que administrava a rede de bondes da capital e arredores apresenta seu primeiro projeto para uma “ligação de alta velocidade sobre trilhos”. A proposta era basicamente uma evolução da rede de bondes, com troncos de “alta velocidade” nas direções Sudeste, Oeste, Sudoeste e Norte.
Já em meados de 1950, as administrações municipais de Armando Arruda Pereira e Vladmir Toledo Piza, foi criada a Comissão do Metropolitano, coordenada pelo ex-prefeito Prestes Maia. Foi então elaborado um projeto de três linhas radiais: N-S (Norte Sul), E-O (Este-Oeste) e São Caetano – Itapecerica.
Linha 1 – Norte-Sul
Começando no Mandaqui, próximo à antiga Estação invernada do Tramway da Cantareira, a linha seguiria pelas atuais Av. Santa Inês e Rua Voluntários da Pátria, daí, seguiria a Av. Cruzeiro do Sul até a Av. do Estado, depois desviaria para a Av. Tiradentes (basicamente por onde segue a atual Linha 1).
Depois disso seguiria por baixo do Vale do Anhangabaú e depois pela Av. 23 de Maio, aflorando para superfície e utilizando o canteiro central desta como leito. Os viadutos sobre a avenida abrigariam as estruturas das estações.
Viaduto Pedroso com a estrutura de uma estação:
pedroso-atual
Novamente em subterrâneo, a linha seguiria a Av. Ibirapuera e Av. Ver. José Diniz até o Largo Treze de Maio, terminal da linha.
Linha 1A – Ramal de Guarulhos
O ramal sairia da linha principal na Av. Cruzeiro do Sul, na altura do cruzamento com a atual Av. Gal. Ataliba Leonal, seguiria por esta e pela Av. Luis Dumont Villares, com traçado semelhante à atual Linha 1 neste trecho.
Após isso, seguiria a Av. Antônio Maria Laet, depois a Rua Benjamin Pereira e Abílio Pedro Ramos, atingindo a Vila Galvão.
Depois seguiria a Av. Emílio Ribas até o centro de Guarulhos.
Linha 2 – Este-Oeste
Começando próximo à Vila dos Remédios (provavelmente vinda de Osasco, o mapa que tenho está cortado), na margem norte do Tietê, a linha seguiria pela Av. Marginal até a Ponte da Anhanguera, onde atravessaria o rio e seguiria o eixo da Rua Monte Pascal, depois Rua Brig. Gavião Peixoto, Rua Barão de Jundiaí, depois Rua Clélia, até o Parque Antarctica.
De lá, seguiria pela Av. Francisco Matarazzo até a Praça Marechal Deodoro. Então seguiria pela Rua das Palmeiras até o Largo Santa Cecília, depois seguindo pela Rua do Arouche até a Praça da República.
Da Praça da República, a linha seguiria por baixo da Av. São Luís, depois Viaduto Nove de Julho, Rua Maria Paula, Viaduto Dona Paulina e Rua Tabatinguera, finalmente cruzando o Tamanduateí, seguindo pela atual Av. Alcântara Machado até a EFCB, passando a compartilhar a faixa da ferrovia até a Vila Matilde.
Viaduto Nove de Julho:
novedejulho-atual
Viaduto Dona Paulina:
donapaulina-atual
Linha 2A – Noroeste
Partindo da Estação Pirituba da EFSJ, a linha seguiria paralela à ferrovia, depois seguiria a calha do Tietê até a altura do atual TJSP, atravessando a ferrovia junto com o Viaduto Pacaembu, depois seguindo a Rua Mário de Andrade. Encontraria a linha principal na Praça Antônio Cândido Camargo
Linha 3 – São Caetano-Itapecerica
Saindo de São Caetano, esta linha seguiria pela atual Av. do Estado até a Rua João Teodoro, onde dobraria para oeste, seguindo até perto do Parque da Luz, de onde seguiria para sul.
Depois disso, seguiria a Av. Casper Líbero, Av. Ipiranga, Rua da Consolação e Av. Rebouças, pelo traçado da atual Linha 4. Passaria logo a norte do Jóquei Clube e de lá alcançaria a Av. Francisco Morato, seguindo então até Itapecerica da Serra (parte que hoje é Taboão da Serra).
mapa1
O projeto mais atual, em que efetivamente saiu do papel sendo aproveitado parte dos estudos, é do ano de 1968, onde o prefeito Faria Lima deu o ponta pé inicial para a rede de metrô, onde ainda era previsto, o ramal Moema, a linha 3-Vermelha saindo da casa Verde rumo a Vila Maria, a Linha 2-Verde (ramal paulista) e o ramal sudoeste-sudeste, que hoje é conhecido com a Linha 4-Amarela, também com alterações em seu projeto inicial.
hmd_metro-1

Ramal Moema:
Ramal_Moema_1
Entretanto ele sofreu alterações, e as conexões entres as linhas sudoeste-sudeste e a leste-oeste deixaram de existir, assim como o ramal Moema. Podemos constatar que os estudos das redes metroviárias sofrem constantes modificações, com a evolução dos estudos.
Pesquisa de Eduardo Ganança (Entusiasta de transportes e infraestrutura urbana e estudante de arquitetura e urbanismo)



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Trecho de Livro sobre TEMPO GEOLÓGICO

Repasso trecho muito interessante que extraí de um livro.

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Neste caso – se conseguíssemos espremer todos os 5 bilhões de anos em apenas um - , os primeiros seres  vivos só surgiriam pela metade deste ano hipotético, mais precisamente em junho, e os mamíferos não apareceriam antes de se iniciar a segunda quinzena de dezembro. Os antropóides, precursores da nossa espécie, só apareceriam no último dia desse ano, e do Homo Sapiens só teríamos notícia quando faltassem pouco menos de 10 minutos para a meia-noite do dia 31 de dezembro.
Nesses minutos finais, aconteceria tudo aquilo que diz respeito à história dos homens. As primeiras cidades, por exemplo, só se constituiriam no último minuto, o Império Romano não teria durado mais de que 6 segundos e, quando faltassem apenas 3 segundos para terminar o ano, Colombo teria chegado à América. Menos de 2 segundos antes do final do dia 31, a geologia, ciência que estuda a Terra, teria sido fundada por James Hutton, e a descoberta da radioatividade, graças à qual foi possível estabelecer a própria escala geológica de tempo, só aconteceria no último segundo desse ano tumultuado, que no tempo normal corresponderia ao início do século XX.
Como se vê, a história dos homens, comparada à história da natureza, tem um significado equivalente ao que alguns segundos têm para um ano inteiro.
(CARVALHO, Marcos Bernardino de. O que é Natureza?. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 18-19).



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mapa mostrando 56 anos de faixas de tornado nos EUA

Mapa mostrando 56 anos de faixas de tornado nos EUA.

Mapas da Unificação das Ilhas Britânicas - 800 à 1922


Mapas mostrando a Unificação das Ilhas Britânicas (800 à 1922)

Mapa do Trabalho infantil pelo mundo - 2012


Trabalho infantil pelo mundo - 2012

Mapa de Reservas Indígenas nos EUA



Reservas Indígenas nos Estados Unidos

Mapas ÉTNICOS do IRÃ


Grupos Étnicos do Irã



Como as fronteiras do Irã mudou no início de 1900 
O Irã é o único país Oriente Médio nunca foi conquistada por uma potência europeia, mas chegou bem perto em 1900. Ele perdeu muito território para a Rússia (a parte stripey vermelho). Depois disso, o Império Russo eo Império Britânico (British indiano Raj foi ao lado) dividido norte do Irã e do sul em "zonas de influência". Eles não estavam sob o controle direto, mas o governo iraniano foi intimidado e sua economia e os recursos explorados. Este continua a ser um ponto de grande ressentimento nacional no Irã hoje.
Fonte: http://www.vox.com/a/maps-explain-the-middle-east


Diversidade religiosa e étnica do Irã 
Irã está mais associado com os persas - o maior grupo étnico e os progenitores dos antigos impérios persas - mas é muito mais diversificada do que isso. Este mapa mostra as minorias maior, que inclui árabes no sul, curdos, no oeste, e os azeris do norte (Iran usado para controlar todo o território azeri, mas muito do agora pertence ao país de maioria Azeri Azerbaijão). O Baloch, no sudeste, são também um grande grupo minoritário no Paquistão. Há inquietação significativa e opressão do governo no "Baluchistão" região dos dois países.
Fonte: http://www.vox.com/a/maps-explain-the-middle-east

Mapa Mundi de Aerosóis


Global Aerosols

MAPAS - Mil anos de evolução da linguagem na Península Ibérica


 1000 anos de evolução da linguagem na Península Ibérica
Fonte: http://imgur.com/r/MapPorn