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domingo, 23 de março de 2014

Racismo no Brasil



ESTAÇÕES do ANO - texto e exercícios

ESTAÇÕES DO ANO

Em nosso planeta existem quatro diferentes períodos no decorrer do ano, a estes, chamamos de estações do ano. As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol e pelo movimento de Translação realizado pelo Planeta Terra. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano. A este movimento dá-se o nome de movimento de Translação e a sua principal consequência é a mudança das estações do ano.São elas: Primavera, Verão, Inverno e Outono. 
A primavera ocorre após o inverno e antes do verão. No hemisfério sul, onde está localizado o Brasil, a primavera tem início em 23 de setembro e termina no dia 21 de dezembro.
É uma época em que ocorre o florescimento de várias espécies de plantas. Portanto, é um período em que a natureza fica bela, presenteando o ser humano com flores coloridas e perfumadas. A função deste florescimento é o início da época de reprodução de muitas espécies de árvores e plantas.
No hemisfério sul, o verão tem início em 21 de dezembro e termina em 21 de março. Suas principais características são dias longos e quentes (temperatura elevada), mas também possui dias geralmente chuvosos.
O outono é a estação que marca a transição entre o verão e o inverno, no hemisfério sul ele se inicia em 20 de março e termina em 20 de junho. Por ser uma fase de transição entre o verão e o inverno, o outono apresenta características de ambas as estações: redução de chuvas, mudanças bruscas no tempo, nevoeiros em algumas regiões, entre outras. Entre outras características do outono, podemos citar a diminuição da umidade do ar, além do fato dos dias e das noites terem a mesma duração. É no outono que ocorrem as grandes colheitas, visto que as frutas já estão bastante maduras e começam a cair no chão.
O Inverno é mais fria estação do ano e se inicia no hemisfério sul em 21 de junho e termina em 23 de setembro.
O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
Fonte: www.suapesquisa.com.br

1) Responda de acordo com o texto:
a) Por que acontecem as estações do ano?
b) O que é translação?
c) Em que hemisfério está localizado o Brasil?
d) O que acontece no inverno com algumas espécies de animais?

2) Cite uma característica de cada estação do ano:
a) Verão –
b) Outono –
c) Inverno –
d) Primavera –

3) Coloque ( V ) se for verdadeiro ou ( F ) se for falso:
( ) O verão é uma época em que ocorre o florescimento de várias espécies de plantas.
( ) No outono ocorrem as grandes colheitas, visto que as frutas já estão bastante maduras e começam a cair no chão.
( ) Em nosso planeta existem três diferentes períodos no decorrer do ano, a estes, chamamos de estações do ano.
( ) O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas.

4) Correlacione de acordo com o início e o término de cada estação do ano no hemisfério sul:
( 1 ) Primavera
( 2 )Outono
( 3 ) Inverno
( 4 )Verão

( )Início em 23 de setembro e termina no dia 21 de dezembro
( )Início em 21 de junho e termina em 23 de setembro
( )Início em 21 de dezembro e termina em 21 de março
( )Início em 20 de março e termina em 20 de junho

5) Complete as frases com o auxílio do banco de dados:

VERÃO – OUTONO – CHUVOSOS – INVERNO – PRIMAVERA

a) O verão possui dias geralmente ____________________.
b) O ________________ é a estação que marca a transição entre o verão e o inverno.
c) A _________________________ é um período em que a natureza fica bela, presenteando o ser humano com flores coloridas e perfumadas.
d) No ___________________ em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Exercícios com MAPAS TEOLÓGICOS

1) Qual a classe social do Feudalismo que produzia estes mapas?

2) Porque Jerusalém está sempre destacado nestes "mapas teológicos"?

3) Quais continentes estão presentes no "mapa medieval (ou do século IV)"?

4) Quais continentes não estão presentes no "mapa medieval (ou do século IV)"?

5) Explique se estes mapas revelam uma visão religiosa de mundo.



Conceito Cosmográfico do Geógrafo Cristão - séc XI





 Mapa de Sallustio - séc IV





terça-feira, 11 de março de 2014

INVASÕES dos EUA em todo mundo (de 1846 ao século XXI)

Isso sem falar da "Operação Condor" que levou à muitas ditaduras na América Latina.

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INVASÕES dos EUA em todo mundo, de 1846 ao século XXI

E vários de seus presidentes já receberam o prêmio Nobel da Paz!!!
INVASÕES DOS EUA NO MUNDO
Entre as várias INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:
1846 – 1848 – MÉXICO – Anexação, pelos EUA, da República do Texas. (Ao longo dos séculos XIX e XX, os EUA usurparam quase 50% do território mexicano – Ver Nota do Contraponto!).

1890 – ARGENTINA – Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.
1891 – CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.
1891 – HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.
1893 – HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA. (Hoje o Hawaí é um Estado dos EUA).
1894 – NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.
1894 – 1895 – CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.
1894 – 1896 – CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.
1895 – PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.
1898 – 1900 – CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.
1898 – 1910 – FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas – 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas 11/15/1913) – 600.000 filipinos mortos.
1898 – 1902 – CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.
1898 até hoje- PORTO RICO – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos. (Na prática, Porto Rico é mais um ‘Estado’ dos EUA).
1898 – ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.
1898 – ESPANHA - Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.
1898 – NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
1899 – ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.
1899 – NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).
1901 – 1914 – PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.
1903 – HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.
1903 – 1904 – REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.
1904 – 1905 – CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.
1906 – 1909 – CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.
1907 – NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.
1907 – HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
1908 – PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.
1910 – NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.
1911 – HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses mericanos durante a guerra civil, invadem Honduras.
1911 – 1941 – CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.
1912 – CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.
1912 – PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.
1912 – HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.
1912 – 1933 – NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.
1913 – MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.
1913 – MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.
1914 – 1918 – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.
1914 – REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.
1914 – 1918 – MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.
1915 – 1934 – HAITI - Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.
1916 – 1924 – REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.
1917 – 1933 – CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos. (A partir deste período cassinos foram liberados e Cuba se tornou um verdadeiro bordel dos EUA).
1918 – 1922 – RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.
1919 – HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.
1918 – IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.
1920 – GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.
1922 – TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.
1922 – 1927 – CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.
1924 – 1925 – HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.
1925 – PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.
1927 – 1934 – CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.
1932 – EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN – comandadas por Marti.
1939 – 1945 – SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Hiroshima e Nagasaki (causando aproximadamente 200 mil mortes e um número ainda maior de sobreviventes contaminados pela radiação nuclear).
1946 – IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.
1946 – IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.
1947 – 1949 – GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.
1947 – VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.
1948 – 1949 – CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.
1950 – PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.
1951 – 1953 – CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.
1954 – GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.
1956 – EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense- britânica, a retirar-se do canal.
1958 – LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
1958 – PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.
1961 – 1975 – VIETNÃ - Aliado aos sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas. (Os EUA deixaram no Vietnã um rastro de mais de um milhão de mortos).
1962 – LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.
1964 – PANAMÁ – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.
1965 – 1966 – REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.
1966 – 1967 – GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.
1969 – 1975 – CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.
1971 – 1975 – LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.
1975 – CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.
1980 – IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.
1982 – 1984 – LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.
1983 – 1984 – ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.
1983 – 1989 – HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras.
1986 – BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.
1989 – ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.
1989 – PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 – LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.
1990 – 1991 – IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.
1990 – 1991 – ARÁBIA SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.
1992 – 1994 – SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.
1993 – IRAQUE - No início do governo Clinton é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.
1994 – 1999 - HAITI – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.
1996 – 1997 – ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.
1997 – LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.
1997 – ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.
2000 – COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").
2001 – AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.
2003 – IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.
Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles).
(Organizado por Alberto da Silva Jones, professor da UFSC)

NOTA DO IZB: Embora a lista contenha alguns ‘furos’, como a falta de mais detalhes sobre a usurpação de mais da metade do território do México pelos EUA e necessidade mais detalhes da ‘compra’ do Alaska e da ‘ocupação’ de Porto Rico, por exemplo, a lista do professor Alberto Jones nos dá uma excelente visão do que é a versão moderna do ‘Império Romano’, ou do mais recente Imperialismo Inglês (que levou a Rainha Vitória a proclamar que no Reino Unido o sol nunca se punha). No ‘Reino USA’ as armas nunca deixam de disparar, em todas as partes do planeta, ‘engordando’ um punhado de empresas e corporações estadunidenses, que vivem às custas da guerra permanente (a propósito, veja a matéria abaixo). Um exercício interessante seria a tentativa de contagem das vítimas dos EUA em todas estas intervenções militares.

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Fonte: internet

terça-feira, 4 de março de 2014

MAPA - Relevo do Estado de São Paulo





Relevo do Estado de São Paulo

O território do Estado de São Paulo é formado, basicamente, de uma planície litorânea estreita, limitada pela serra do Mar, e de planaltos e depressões no resto do território.
O relevo do estado de São Paulo é subdividido nas seguintes unidades geomorfológicas:
PROVÍNCIA COSTEIRA - Inclui as baixadas litorâneas, as serras da costa (Serra do Mar, de Paranapiacaba e de Itatins) e os morros da costa e do Vale do Ribeira;
PLANALTO ATLÂNTICO - Abrange a faixa de rochas cristalinas que vai da região sul do Estado (Guapiara) até a região nordeste, na divisa com o Estado de Minas Gerais (Campos do Jordão);
DEPRESSÃO PERIFÉRICA - Compreende a região que se estende desde o Planalto Atlântico para o oeste paulista, pelos vales do Médio Tietê, Paranapanema e Mogi-Guaçu;
CUESTAS BASÁLTICAS - Formadas pelos remanescentes erosivos das camadas de rochas vulcânicas basálticas da Bacia do Paraná, na faixa que vai desde Ituverava e Franca a nordeste, até Botucatu e Avaré a sudoeste;
PLANALTO OCIDENTAL - Inclui os planaltos das regiões de Marília, Catanduva e Monte Alto.



Fonte: bibliotecavirtual.sp.gov.br e https://www.facebook.com/470757176305577/photos/a.470768346304460.98791.470757176305577/549439085104052/?type=3&src=https%3A%2F%2Ffbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net%2Fhphotos-ak-ash3%2Ft1%2F1234342_549439085104052_962084175_n.jpg&size=540%2C328&fbid=549439085104052






Iugoslávia - composição étnica

Iugoslávia - composição étnica


Bósnia - divisão étnica



A Guerra na Iugoslávia
Depois da morte de Tito, que durante décadas governara a Iugoslávia e dela tentara fazer um estado unido na diversidade das suas componentes étnicas, as diversas etnias do país, organizadas politicamente à sombra de partidos radicais, entraram em conflito armado. Manifestaram-se irredentismos e ódios étnicos e o país mergulhou numa guerra sangrenta, em que reeditou algumas das mais ferozes tendências da Segunda Guerra Mundial: o uso de civis como reféns, a limpeza étnica (de que os muçulmanos foram as maiores vítimas), o bombardeamento deliberado de alvos civis e o assassinato de civis e de prisioneiros de guerra.

A comunidade internacional, através da ação de organizações como a NATO, a#ONU e a União Europeia, procurou intervir no sentido de evitar o alastramento do conflito e de levar a uma solução negociada de paz, mas sem êxito assinalável durante muitos meses. A proclamação de independências (Croácia, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina, em 1991-1992) levou à destruição da federação e os combates tiveram início em março de 1992. A 5 de abril de 1992 começava o cerco da cidade de Sarajevo, que seria martirizada por bombardeamentos indiscriminados, ação de atiradores especiais que tomavam como alvo deliberado civis indefesos com o objetivo de espalhar o pânico, destruições de grande vulto e dificuldades de abastecimento em bens de primeira necessidade.

O ano de 1993 viu o aparecimento de dois planos de paz da autoria de diplomatas ocidentais, que não surtiram qualquer efeito, dado o boicote dos beligerantes. No mesmo ano, e tendo em vista a impossibilidade de arbitrar o #conflito, diversas instâncias internacionais começaram a tomar uma postura mais interventiva; a NATO, particularmente preocupada com o perigo para a paz europeia que a guerra na Iugoslávia representava, criou zonas de segurança, que os contendores desrespeitaram impunemente, acabando a organização internacional por lançar ataques aéreos para os obrigar a manter-se dentro de limites geográficos predeterminados, ao mesmo tempo que a diplomacia continuava a trabalhar para conseguir um acordo que pusesse termo aos combates. Tal só foi possível com os acordos assinados em Dayton, nos EUA, em novembro de 1995, os quais criaram condições para o acantonamento dos combatentes e para o desarmamento das forças em confronto, o encerramento dos campos de prisioneiros e a libertação e troca dos mesmos. Previa o acordo, enfim, a realização de eleições, sujeitas a fiscalização internacional, com a interposição de forças militares e policiais internacionais como garantia da segurança dos eleitores.

O conflito provocou a maior catástrofe na Europa depois da Segunda Guerra Mundial: pensa-se que o número de mortos ascenda a mais de 250 000, calculando a Amnistia Internacional que haja cerca de 27 000 desaparecidos (civis e militares presumivelmente assassinados e sepultados secretamente em valas comuns, das quais se localizaram umas 300), a violação de mais de 20 000 mulheres muçulmanas (componente particularmente sórdida da “limpeza étnica”, pela primeira vez usada sistematicamente num conflito), enquanto o número de refugiados, obrigados a abandonar as suas terras natais e o país, deve andar pelos 2 milhões e meio e os serviços médicos assinalam a existência de traumatizados necessitados de assistência psiquiátrica em número próximo do milhão.

A comunidade internacional procurou levar a julgamento os responsáveis pelos crimes de guerra, instalando em Haia um tribunal internacional semelhante ao de Nuremberg, mas sem o dotar dos meios necessários e suficientes para a detenção dos responsáveis, que se sabia serem grandes figuras de Estado, como generais e chefes de governo; os resultados obtidos por este tribunal até ao momento das eleições foram bem irrisórios, pois só conseguiu iniciar procedimentos judiciais contra elementos da base da cadeia de comando, cuja responsabilidade é diminuta. Por esse motivo, prevaleceu na opinião pública um grande ceticismo quanto à eficácia dos mecanismos de punição dos criminosos de #guerra.

Fonte: Wordpress e https://www.facebook.com/470757176305577/photos/a.470768346304460.98791.470757176305577/615192695195357/?type=3&src=https%3A%2F%2Ffbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net%2Fhphotos-ak-ash3%2Ft1%2F1900151_615192695195357_1158966131_n.jpg&size=531%2C480&fbid=615192695195357

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O funk ostentação, a “nova classe média” e a luta de classes no Brasil

Fonte:

http://capitalismoemdesencanto.wordpress.com/2014/02/20/o-funk-ostentacao-a-nova-classe-media-e-a-luta-de-classes-no-brasil/

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O funk ostentação, a “nova classe média” e a luta de classes no Brasil

Já faz algum tempo que o funk não é mais uma “grande descoberta” ou uma “grande novidade” a ser apreciada pela classe média e pela rede Globo com um sabor de exotismo. Ainda assim, não custa lembrar que desde o seu surgimento (em fins dos anos 1980) o funk era encarado pelos setores dominantes da sociedade de forma preconceituosa que contribuía para a criminalização de seus apreciadores, os funkeiros. A preocupação em coibir o consumo de drogas nos bailes e a prática do “corredor” (Lado A X Lado B), levou, em 1998, à formação da CPI do funk na ALERJ, com o objetivo de apurar a incitação à violência e o suposto envolvimento entre os donos das equipes de som e traficantes de drogas. Estudava-se a possibilidade de proibir a realização dos bailes. No entanto, essas e outras tentativas de disciplinar o funk e os funkeiros não impediram que o ritmo fosse aceito e reproduzido em massa para outros segmentos sociais.
Desde quando o ritmo se consolidou como uma manifestação cultural criada pela/para juventude da classe trabalhadora carioca (que habitava as periferias e as favelas do Grande Rio), o mercado, que envolvia apenas algumas equipes de som (e seus técnicos), alguns DJ`s e poucos Mc’s, cresceu imensamente e, hoje, envolve produtoras de videoclipes e emissoras de rádio e de televisão, por exemplo. Essa expansão mercadológica contribuiu para que o funk se nacionalizasse, ultrapassando os limites do Rio de Janeiro, entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000. Até aí, o estado do Rio era praticamente o único centro criador e difusor de novas tendências estéticas. No entanto, a partir da segunda metade dos anos 2000, o funk também passou a ser produzido com fôlego nas periferias de São Paulo, de onde surgiu a última inovação estética, conhecida como ostentação.
Mc's do funk ostentação. Fonte: Google.
Mc’s do funk ostentação
Essa nova vertente chegou ao Rio em 2012 e, desde então, vem conquistando um espaço importante no cenário carioca, influenciando tanto a temática de suas letras, quanto o visual e o comportamento dos Mc’s. Partindo do princípio de que qualquer tipo de manifestação cultural seja fundamental para entender os valores, as contradições e os conflitos de qualquer sociedade, este texto tem como objetivo analisar essa nova estética do funk e tentar compreender de que forma as relações aí representadas se associam às questões que permeiam a sociedade brasileira.
Na primeira metade dos anos 1990, as letras do funk carioca abordavam temas como a desigualdade social, o racismo, a violência e a criminalização da pobreza. A batida (produzida em baterias eletrônicas) era diferente daquela que se ouvia em São Paulo com os Racionais, e o flow (o “encaixe” das rimas na batida) dos Mc’s cariocas era mais rápido e menos carregado, mas, apesar disso, o som que se produzia no Rio também era chamado de rap. Dessa época, datam o “Rap da Felicidade”, o “Rap do Silva” e o “Rap das Armas”, por exemplo. Nesse período, o Brasil vivia a consolidação do Neoliberalismo, momento em que a inflação elevada, os juros altos e o arrocho salarial aprofundaram as desigualdades sociais e contribuíram para a explosão da violência urbana – reforçada pela falida política de guerra às drogas, que criminaliza a pobreza. Num momento em que a classe trabalhadora tinha um poder de consumo muito baixo (limitando-se, praticamente, aos bens mais necessários) e poucas opções de lazer, os bailes funk realizados nos subúrbios e nas favelas cariocas eram um tipo de divertimento barato e interessante, pois as músicas eram dançantes e, ao mesmo tempo, falavam sobre uma realidade bastante próxima daquela vivida por esses jovens.
Com o sucesso dos bailes entre os jovens da classe trabalhadora, o funk começou a tocar nas emissoras de rádio, que passaram a reservar um horário exclusivo para o ritmo. Na segunda metade da década de 1990, com a influência do freestyle americano, o funk assumiu um caráter mais melódico e as letras passaram a falar, principalmente, de amor. O funk melody – como ficou conhecido – teve grande aceitação do público carioca e viabilizou a inserção do ritmo no mercado das grandes gravadoras, com o lançamento do álbum“Claudinho e Buchecha”, em 1996, pela Universal Music. A dupla de Mc’s participou de programas de TV de grande audiência, o que deu projeção nacional para suas músicas. A partir daí, abriu-se o caminho para que o funk passasse a ocupar um lugar cada vez mais importante na grande mídia e na indústria da cultura.
CD Claudinho e Buchecha. Fonte: Google.
Capa do CD Claudinho e Buchecha
No entanto, a partir de 1995, o mercado musical brasileiro passou a ser fortemente dominado pelo axé music, proveniente da Bahia. Com letras e coreografias extremamente sensualizadas, o axé batia recordes de vendas e tinha um espaço considerável na mídia. Por conta disso, o funk, que começava a se nacionalizar, acabou sendo deixado de lado pelas grandes gravadoras. O funk retornou para os limites das favelas cariocas e voltou a cantar os temas que faziam parte da realidade vivida por seus moradores. Os limites impostos à circulação do funk no circuito mainstream contribuíram para que um grande volume de produções circulasse quase que exclusivamente dentro das favelas – excetuando-se aquelas músicas que chegavam a tocar nas rádios. Isso acabou favorecendo o crescimento do estilo proibidão – que não tocava nas rádios oficiais porque exaltava as facções criminosas locais, porque radicalizava a sensualidade trazida pelo axé ou, simplesmente, por ser considerado muito violento.
Após a febre do axé, o funk foi redescoberto pela indústria cultural no início dos anos 2000 – dessa vez, com o Bonde do Tigrão. O ritmo retornava à grande mídia esbanjando sensualidade e duplo sentido em suas letras, o que soava ainda mais intenso com a introdução do som do tamborzão (um sample de som de atabaque ou de sua reprodução em beat box). O Bonde do Tigrão levou o funk de volta à TV, junto com outros artistas que seguiram pela mesma vertente. O funk passou a ser tocado em boates de todo o Brasil e a procura pelos shows dos Mc’s aumentou consideravelmente. Assim, o funk passou a ter uma distribuição mais regular e mais capilarizada para o resto do país, atingindo a uma parcela mais ampla da classe média.
Capa do CD do Bonde do Tigrão
Capa do CD do Bonde do Tigrão
Enquanto o funk se desenvolvia no Rio de Janeiro, em São Paulo o sucesso entre os jovens da periferia ficava por conta do rap. Durante os anos 2000, o rap americano – que era uma das principais referências para o rap paulista – adotou uma estética de ostentação da riqueza, com a exibição de carros e motocicletas de luxo, mulheres, bebidas caras e roupas de grife alcançados pelos rappers. Com a chegada do funk na capital paulista, os jovens que cresceram ouvindo Racionais Mc’s e que viam, agora, o novo comportamento P.I.M.P dos rappers americanos, acabaram criando uma nova tendência para o ritmo, combinando a sonoridade do funk carioca (tamborzão e flow, que já estavam presentes no funk da Baixada Santista) à estética da ostentação. A inspiração, segundo o Mc Boy do Charmes – um dos pioneiros do estilo –, também vinha dos Racionais, principalmente da música “Vida Loka (parte 2)”, na qual Mano Brown fala sobre como a vida deve ser mais confortável dentro de um carro importado.
Na segunda metade dos anos 2000, o funk partiu da Baixada Santista para a Zona Leste da cidade de São Paulo, de onde saíram muitos Mc’s importantes, tais como Mc LonBonde da JujuMc Daleste e Mc Guimê (que, atualmente, é o principal nome do funk paulista). Essa vertente já circulava pelas periferias de São Paulo e de outras grandes capitais – como Porto Alegre e Belo Horizonte –, quando despertou o interesse da grande mídia, após oassassinato do Mc Daleste e a onda dos rolezinhos. Vale lembrar que, antes disso, esses Mc’s já tinham um grande público e alguns já faziam mais de 50 shows por mês. Isso porque eles apostaram no lançamento de clipes no YouTube, gravados pela produtora KondZilla. Nos vídeos – que têm mais de um milhão de acessos –, os Mc’s aparecem ostentando os carros, as motos, as joias, as bebidas caras, o dinheiro, as roupas e os acessórios de grife e as mulheres que já conquistaram ou que ainda sonham em conquistar. No Rio, a estética da ostentação chegou em 2012 e já conta com a adesão de alguns Mc’s, como o Menor do Chapa, o Nego do Borel e a Pocahontas, que falam diretamente das marcas e grifes de sua preferência. Mesmo que a maioria dos Mc’s cariocas não tenha aderido a essa temática, ainda assim, a estética da ostentação está cada vez mais presente nos videoclipes gravados pela produtora Tom Produções. Paralelamente a isso, o funk de caráter reivindicatório continuou existindo, mas sem receber, no entanto, a mesma atenção da mídia e da indústria cultural.
Mc Guimê
Mc Guimê
O sucesso dessas músicas entre os jovens da classe trabalhadora e a reação de alguns setores da sociedade brasileira a essa nova estética envolvem questões de extrema importância para entendermos a dinâmica da luta de classes no Brasil, principalmente nessa última década. Em primeiro lugar, deve-se destacar que, desde 2002 (com a ascensão do PT ao governo federal), a classe trabalhadora teve seu poder de compra ampliado, decorrente do esforço do governo em fomentar a expansão do mercado interno, adotando políticas de valorização do salário mínimo, de caráter compensatório (Bolsa Família), de estímulo ao crédito, de controle da inflação e da relativa redução dos juros. Isso permitiu que uma parcela significativa da classe trabalhadora tivesse acesso a inúmeros bens e serviços, que antes sequer poderiam ser cobiçados como sonhos de consumo. O aumento da renda dos trabalhadores logo despertou o interesse das grandes corporações que atuam no mercado brasileiro. Muitas empresas encomendaram estudos sobre os hábitos de consumo daqueles que foram classificados como “nova classe média” – que, na verdade, nada mais é do que a antiga classe trabalhadora com o poder de compra ampliado, mas com a mesma dificuldade de acesso a outros elementos definidores de sua inserção social, como educação e assistência médica de qualidade. O efeito das propagandas agressivas (direcionadas especialmente para esse segmento social), a possibilidade de realizar os sonhos de consumo (há muito tempo reprimidos) e de ter acesso aos mesmos bens materiais que a classe média tradicional já ostentava – cuja falta lhes designava uma posição inferior na hierarquia social – também fizeram com que as famílias da classe trabalhadora tivessem acesso a tecnologias importantes como computadores, celulares e uma boa conexão à internet.
A partir desse cenário, passou a ser comum ouvir pessoas da classe média tradicional fazendo comentários recalcados a respeito dos hábitos de consumo daqueles que costumavam ser chamados de “baixa renda”. Muitas madames e muitos “cidadãos de bem” passaram a se incomodar com a perda da exclusividade no consumo de certos bens e serviços. Muitos se indignaram com a suposta falta de visão e de planejamento daqueles que, ao invés de investirem em seus estudos e na sua formação profissional, preferiam comprar um telefone celular de última geração, um carro ou uma roupa de marca. Essa mentalidade preconceituosa veio à tona com muita força no ano de 2013, quando os mesmos jovens das periferias de São Paulo que já curtiam o funk ostentação resolveram sair em grupo para dar um rolé nos shoppings mais próximos de suas comunidades. Mas a tentativa de levar seus modos de vida e seu comportamento para lugares tradicionalmente ocupados pela classe média, levou a grande imprensa a tratar do caso como uma questão policial, afirmando que se tratava de um arrastão (ainda que não tenha sido registrada nenhuma ocorrência de roubo ou de furto). Com a onda dos rolezinhos, o funk ostentação virou assunto midiático, mas foi abordado sob uma ótica preconceituosa, que corroborava a mentalidade elitista manifestada por muitas pessoas da classe média tradicional.
As músicas do Mc Gumiê como “Tá Patrão”“Plaquês de 100” e “Na Pista Eu Arraso” dão uma boa dimensão de como essa nova vertente do funk retrata os efeitos da fetichização da mercadoria associada ao aumento do poder de consumo da classe trabalhadora. Mas, o clipe do Mc Nego do Borel feito para a música “Diamante da Lama” é aquele que reúne, de forma mais complexa, as contradições sociais debatidas até aqui. Leno Maycon – o Nego – é um jovem morador da favela do Borel, localizada na Zona Norte do Rio, que começou a carreira dançando com o Mc Menor do Chapa, mas que logo resolveu se aventurar na vida de Mc, cantando músicas que, na versão proibida, faziam referência aos traficantes do Comando Vermelho, como “Cheguei no Pistão” e “O Brinquedo Não”. As versões lights dessas músicas tocaram nas rádios e fizeram muito sucesso, principalmente depois da parceria de Nego com o Bonde das Maravilhas. Daí para frente, suas músicas alcançaram um público mais amplo e ele acabou se enveredando pela estética da ostentação, como pode ser percebido nos clipes das músicas “Bonde dos Brabos” e “Os Caras do Momento”, de 2013. O interessante é que, mesmo com toda a ostentação, o discurso de suas músicas não deixa de afirmar o caráter efêmero e artificial do prazer proporcionado pela fruição desses bens, quando ele diz, por exemplo, que “no palco tem um moleque feio/Com o bolso cheio de dinheiro/Chamado de Leno Maycon/Conhecido como MC Nego” ou que “as mulheres que eu pego/São mulher do meu bolso/Faz amor comigo/Pede pra tirar foto com o meu ouro”. Em “Quero Usufruir”, ele afirma diretamente que seu sucesso e seus fãs são passageiros.
Mc Nego do Borel
Mc Nego do Borel
O clipe de “Diamante da Lama” foi lançado em janeiro desse ano – mais uma vez em parceria com a Tom Produções. Nesse clipe, Nego conta sua trajetória de vida, com o objetivo exaltar sua atual condição financeira. O título faz referência à letra de “Negro Drama”, música em que os Racionais Mc’s expressaram com visceralidade a opressão cotidiana sofrida pelos jovens negros moradores das periferias brasileiras – discriminados por sua cor e por sua condição social, mas que são, ao mesmo tempo, seduzidos pelas propagandas de um estilo de vida idolatrado e pelo exemplo relativamente exitoso daqueles que optaram pela vida no crime. O vídeo procura mostrar com humor e leveza essas mesmas contradições apontadas por Edy Rock e Mano Brown, mas, ao fazer isso partindo da lógica da ostentação, provoca uma sensação angustiante. No clipe, Nego assume sua origem humilde e as dificuldades que passou durante sua infância, quando não tinha nem a chuteira para tentar a sorte jogando futebol. Em seguida, ele aparece de branco, agradecendo a Deus por ter sido escolhido, entre muitos outros, para fazer sucesso – o que também pode ser entendido como uma forma de tentar se redimir pelos proibidões que cantou. Além de narrar as privações materiais por que passou, Nego também fala sobre ter sido rejeitado pelas meninas que cobiçava e que não lhe davam atenção, pelo fato de ser negro e pobre – e que, hoje, dançam ao som de suas músicas e se insinuam para ele. Depois, ele mostra como está bem de vida e cercado por tudo aquilo com que sempre sonhou, inclusive mulheres com “cabelo que voa”.
Como já foi dito, o funk ostentação revela a ânsia da classe trabalhadora de se sentir próxima, ainda que simbolicamente, do estilo de vida que sempre lhe foi vendido como ideal, mas que sempre lhe foi negado. Não restam dúvidas de que essa exaltação do consumo contribui para a fetichização da mercadoria e, como consequência disso, para a reprodução da lógica de funcionamento do sistema em que vivemos hoje. Mas não podemos ignorar que a exaltação do aumento do poder de consumo de quem, até pouco tempo, mal conseguia garantir o mínimo necessário a sua sobrevivência, também é uma forma encontrada pela classe trabalhadora de produzir juízos sobre seu lugar na sociedade. É claro que eu gostaria de ouvir letras de funk que falassem sobre a exploração de classe e que denunciassem as condições precárias em que vivem a maioria dos trabalhadores brasileiros, mas creio que seja contraditório exigir desses artistas um grau de conscientização social pré-determinado, sem que lhes seja oferecida a possibilidade dessa conscientização. Os preconceitos, as contradições sociais e as várias formas de opressão que aparecem no funk – de todas as tendências – refletem, apenas, aquilo que já está presente em todas as relações sociais do nosso cotidiano. Ignorar o funk não vai resolver. Não quero dizer, com isso, que devemos aceitar como natural a reprodução da ideologia dominante em suas letras. Mas acredito que a luta contra a hegemonia dominante não deve desprezar nenhuma via que ainda esteja em disputa e nem deve reproduzir a mesma opressão que está sendo combatida.