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terça-feira, 7 de março de 2017

Contra a REFORMA do ENSINO MÉDIO (MP 746/2016)

REFORMA DO ENSINO MÉDIO  
(MP 746/2016)

REAL SIGNIFICADO DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO
  1. Representa uma medida vertical, reducionista e autoritária, que não possibilita o debate com os diferentes segmentos da sociedade civil.
  2.  Política que fere a autonomia pedagógica da escola e dos educadores em sala de aula.
  3. Cria uma suposta “autonomia” dos estudantes, que poderão escolher o que irão estudar (os chamados itinerários formativos de Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas ou Formação Profissional). Entretanto, as escolas não possuem estrutura para ofertar isso e o estudante irá ficar com o que a rede disponibilizar.
  4. Apesar de aumentar de 2.400 horas para 3.000 horas, haverá uma redução de 2.400 horas para 1.800 horas do tempo de trabalho dos conteúdos do Ensino Médio.
  5. ENEM e os vestibulares continuarão cobrando todos os conteúdos de todas as disciplinas.
  6. As escolas  particulares continuarão oferecendo todas as disciplinas aos seus alunos.
  7.  Obrigatoriedade de  somente Matemática, Inglês e Português, sendo que todas as outras disciplinas virarão “componentes curriculares” e poderão ser ensinados por professores da área que não são formados na disciplina, reduzindo a qualidade educacional.
  8.  Tem como pano de fundo a atuação de grupos empresariais e organismos internacionais que buscam definir a educação pública brasileira a partir de seus próprios interesses.
  9.  Quer destruir a escola pública e aumentar a distância entre ricos e pobres.
  10.  Quer impedir a entrada de estudantes no ensino superior.







REFORMA DO ENSINO MÉDIO E O BANCO MUNDIAL
Documento “Achieving World Class Education in Brazil: the next agenda” (2010):
  1. A flexibilização curricular com a não obrigatoriedade de disciplinas, como Educação Física, Artes, Sociologia, Espanhol , Geografia, História e Filosofia;
  2. A imposição da modalidade integral no Ensino Médio: sem garantir os recursos necessários para a efetivação da mesma e não reconhecendo a condição de trabalhador de uma importante parcela dos educandos do ensino médio no Brasil;
  3. A não obrigatoriedade da formação específica do professor, com a permissão para a contratação de profissionais denominados de “notório saber”.
 RETROCESSO DO NOTÓRIO SABER
Afeta a formação e a profissionalização docente em nosso país, reafirmando uma imagem de senso comum de que “qualquer um pode ser professor”.

OUTRAS POLÍTICAS DEFENDIDAS PELO BANCO MUNDIAL
  1. Programas de bonificação docente;
  2. Precarização e flexibilização da carreira e da formação dos educadores;
  3. Políticas de avaliação pautadas em testes padronizados;
  4. Imposição de currículos únicos e construídos de forma centralizada.
5 DÚVIDAS:
1. Uma reforma que não prevê ampliação de recursos de forma suficiente para garantir oportunidades a todos os estudantes não pode resultar em aumento da precarização do Ensino Médio e das desigualdades educacionais?

2. Neste quadro de limitação do gasto público, com a aprovação da PEC 241/55, a reforma do ensino médio não cria as condições para as parcerias com o setor privado, que passaria a fazer a gestão das escolas de Ensino Médio?  Este não seria um dos motivos principais do apoio de grupos empresariais à reforma? As parceiras público-privada são defendidas pelo Banco Mundial no documento de 2010.
3. Como ficam o ENEM e o SISU diante desta flexibilização curricular? Não seria a reforma do ensino médio uma tentativa de diminuir a pressão dos alunos e alunas da escola pública em relação ao acesso ao ensino superior? Não correríamos o risco da volta dos vestibulares e o aumento da elitização do Ensino Superior no Brasil?
4. Qual o lugar das Ciências Humanas nesta reforma? Não estaríamos produzindo uma lógica curricular semelhante aos Estudos Sociais apresentados pelos militares na década de 1970?
5. A ênfase no ensino técnico e profissionalizante não criaria uma ilusão de que o mesmo seria a “salvação do ensino brasileiro”, dando ao Ensino Médio um caráter de terminalidade, principalmente aos alunos e alunas da classe trabalhadora?
Isso não poderia resultar no aprofundamento da desigualdade de condições entre os educandos da escola pública em relação àqueles provenientes da escola privada, principalmente no que se refere ao acesso ao Ensino Superior?
Esta ênfase no ensino técnico e profissionalizante não teria como principal objetivo produzir uma “inflação de diplomados”, contribuindo para a redução do custo de trabalho no Brasil, outro elemento apontado no documento do Banco Mundial como um dos entraves para o desenvolvimento do país?
Esta grande oferta de alunos com “diploma técnico de baixa qualidade” no mercado de trabalho, aumentará o “Exército Industrial de Reserva” (desempregados) e diminuirá o salário dos trabalhadores.







8 de MARÇO: DIA INTERNACIONAL das MULHERES

8 de MARÇO: DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES




DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES SERVE PARA:
  1. Relembrar o massacre de 1857 nos EUA;
  2. Criticar o feminicídio e a violência contra mulher na sociedade;
  3. Lutar por igualdade salarial entre homem e mulher;
  4. Lutar contra o machismo da sociedade;
  5. Lutar pelos direitos da mulher na sociedade.
SOBRE O 8 DE MARÇO
“MULHERES EM LUTA” - Nando Poeta

As cento e vinte e nove
 Mulheres da tecelagem
Lutando por seus direitos
Mostrando muita coragem
Morreram carbonizadas
Numa ação muito selvagem.
Foi no século dezenove
O ano cinqüenta e sete
Na famosa Nova York
A qual por dever compete,
Pra todas essas mulheres
Com força jogar confete.
Mulheres em passeata
Queriam melhor salário
 A greve fortalecida
Contra patrão salafrário
Reduzir sua jornada,
Aumenta o tempo diário.
Reunidas lá na fábrica,
Mulheres surpreendidas
Com a tranca dos portões
E de sair, proibidas,
A correria foi grande
Queimadas foram com vidas.
Operárias heroínas
São têxteis na produção,
Sua luta continua
Pra ter direito ao pão,
O seu exemplo de fibra
Faz crescer a união.
Mil novecentos e dez
No país da Dinamarca
Clara Zetkin propõe
Dia oito ter a marca:
Da luta dessas mulheres
Pra não afundar a barca.
É de muita denúncia e luta
Contra  opressão  e machismo
Emancipar quem labuta
Mulheres em movimento
O seu espaço disputa.
Com muita ação e coragem
A mulher sai para a rua
Denunciar,protestar.
É bandeira minha e tua
Lutar por nossos direitos
E não ficar só na sua. (...)


A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO MUNDO
Na América Latina, uma pesquisa da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe) mostra que 40% das mulheres que vivem na região sofrem violência física ou psicológica. A pesquisa ressalta que países como a Colômbia (65,7%) e o Peru (68,2%) superam o índice de 60% de violência psicológica contra as mulheres. A Bolívia (39,7%) e o México (37,7%) também apresentam taxas altas, próximas a 40%.
 
A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO BRASIL
1.       A cada 2 minutos cinco mulheres são agredidas;
2.       A cada 4 minutos uma mulher entra no SUS por violência;
3.       Entre os anos de 2001 e 2011, mais de 50 mil mulheres foram assassinadas de forma violenta no Brasil. Isto quer dizer que a cada 1h30, uma mulher foi morta (13 mulheres assassinadas por dia);
4.       Em 2013, foram registrados cerca de 52 mil estupros no país, totalizando mais de cem casos por dia. A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil;
5.       Meninas, garotas e mulheres são também vítimas de violências mais silenciosas como a psicológica, patrimonial ou moral. Além disso, a desigualdade de gênero faz com que as mulheres tenham outros direitos violados como à educação, ao lazer e ao próprio corpo.




DESIGUALDADES SALARIAIS ENTRE HOMENS E MULHERES – Mundo
Segundo dados da ONU, 48% das mulheres de todo o mundo têm um emprego, enquanto entre os homens o índice é de 73%. A região do planeta com a maior desigualdade é o norte da África, onde apenas 18% da população feminina está trabalhando, contra 68% da masculina. A OIT assinala que 53,7% das mulheres estão no mercado de trabalho na América Latina e no Caribe. 
Na Europa, as mulheres ganham por hora 16% a menos em média que os homens e cerca de 31% menos por ano. A proporção de mulheres que trabalham em meio período é quatro vezes superior à dos homens. O motivo é a responsabilidade pelos cuidados dos filhos, dos doentes e a impossibilidade de encontrar ofertas de trabalho em jornada integral.

DESIGUALDADES SALARIAIS ENTRE HOMENS E MULHERES – Brasil
No Brasil, em 1996, o rendimento médio das brasileiras de 585 reais correspondia a 60% do obtido pelos homens que era de 995 reais. Se for considerado o rendimento por hora trabalhado, esse diferencial também persiste. Em 1996, as mulheres recebiam, em média, 3,50 reais por hora e os homens 5 reais.
Num ranking mundial atual que analisou a desigualdade de salários em 142 países: o Brasil ficou entre os últimos colocados: na posição 124.
Os últimos dados do IBGE mostram que as brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens. E um estudo mundial alerta que essa igualdade tão desejada por nós vai demorar a chegar: só em 2095.
No Brasil, os homens ganham aproximadamente 30% a mais que as mulheres de mesma idade e nível de instrução, quase o dobro da média da região (17,2%), enquanto na Bolívia a diferença é muito pequena. O resultado é o mesmo no que diz respeito à disparidade por raça e etnia, que chega também a 30%.
E quanto maior a escolaridade da mulher, maior é essa diferença. Trabalhadoras com curso superior completo recebem em média 60% da renda dos homens com o mesmo nível.

Legislação Brasileira e Conquistas dos Direitos da Mulher

Teste para saber se você é feminista
1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?
6. Você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
8. Você concorda que uma mulher não pode sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. Você concorda que mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?
Respondeu sim pra tudo?
Então, você é feminista.

Releitura de Frases Marxistas

Mano Marx e Mano Trotsky




Piada geográfica_ Depressão Periférica

Piada geográfica. 

Mar Morto é uma: Depressão absoluta: abaixo do nível do mar


*VÍDEO DOCUMENTÁRIOS – Lutas Revolucionárias que mudaram a História

*VÍDEO DOCUMENTÁRIOS – Lutas Revolucionárias que mudaram a História*
- 1 História das Mulheres - - https://www.youtube.com/watch?v=_PJ0zyTF414, - 18 min
- 2 – A Mulher na História- https://www.youtube.com/watch?v=_yK4da_x4tA, - 11 min
- 3 – Dia Internacional da Mulher - https://www.youtube.com/watch?v=JKLgEgj4Leo, 08 m
- 4 – Movimento Feminista - https://www.youtube.com/watch?v=a05aUYjgKgs, 05 min
- 5 – História Feminismo 03 Ondas - https://www.youtube.com/watch?v=pFWgBKz55Rs, 04
- 6 – História Mov. Feminista - https://www.youtube.com/watch?v=MANoOIKSgBY, 04 min
- 7 – Movimentos Sociais Feminista - https://www.youtube.com/watch?v=-T5szXzT6x0, 06
- 8 – Mulheres do Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=AnGkok3UF4M, 13 min
- 9 –O voto feminino no Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=pO_IMruV-hU, 10 m
- 10 – Mulheres militantes na ditadura - https://www.youtube.com/watch?v=C6n3B5Q0l-g, 06
-11 – Repressão a Mulher na ditadura - https://www.youtube.com/watch?v=tE13jKPpYa0, 05 m
 12 – Mulheres Curdas em Luta - https://www.youtube.com/watch?v=n8UWp7JP91w, 05 min
13 – Guerrilheiras das FARCs - https://www.youtube.com/watch?v=WGLPsXmOOcs, 05 min
14 – Mulheres Zapatistas - https://www.youtube.com/watch?v=-mu6Fk02IM0, 09 min
15 – Mulheres Palestinas em Luta - fhedayens -http://www.bing.com/videos/search…, 04 min

Reação à Piada Machista




 Dá para colar isso em várias salas de professores de várias escolas, universidades, repartições públicas e privadas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Mapa da Origem dos Alimentos

Mapa da Origem dos Alimentos



Barragens na Amazônia


A construção de barragens nos grandes ecossistemas fluviais do mundo precisa ser feita com extrema cautela. Estudo publicado na revista “Science”, com participação do Museu Goeldi, mostra como ignorar isso custa caro à biodiversidade e à vida de populações. Leia a matéria completa: http://goo.gl/07NcOJ

Países que possuem a cor Vermelha em sua bandeira


Países que possuem a cor vermelha em sua bandeira.
Tá faltando no Brasil, mas se pararmos para pensar, o nome de nosso país vem de Pau-Brasil, árvore de onde os indígenas e os colonizadores portugueses tiravam uma tinta vermelha.
Fonte: https://68.media.tumblr.com/5b8fed5e807417216c831d0c857f2816/tumblr_ol5v0gic6O1vxhmslo1_1280.jpg

Atividade sobre Paisagem do entorno, Atividades Produtivas e Problemas Ambientais


Atividade para o 6EF sobre paisagem do entorno e suas atividades produtivas e problemas ambientais.

Saia dos alunos da sala de aula e peça para eles observarem a paisagem do entorno e responder as seguintes questões:

1) Quais são os elementos naturais da paisagem do entorno da escola?

2) Quais são os elementos humanos/culturais da paisagem do entorno da escola?

3) Observe o entorno e assinale com um X nos parênteses o que estiver presente:
(  ) Igreja
(  ) Escola
(  ) Pecuária
(  ) Agricultura
(  ) Mercado
(  ) Posto de Saúde
(  ) Hospital
(  ) Extrativismo Mineral
(  ) Extrativismo Vegetal
(  ) Shopping Center
(  ) Biblioteca
(  ) Indústria
(  ) Padaria
(  ) Moradias
(  ) Rio
(  ) Vegetação
(  ) Supermercado
(  ) Museu
(  ) Posto de Gasolina
(  ) Oficina Mecânica

4) Observe a imagem abaixo e diga quais desse problemas ambientais existem no lugar aonde você mora? Identifique-os e proponha soluções a eles.


5) Desenhe a imagem acima.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Diferentes posições do Sol no céu durante o ano

Esse tipo de fotografia é chamado analema: a imagem mostra uma foto do Sol por semana, do mesmo local e no mesmo horário durante um ano. Ou seja, as diferentes posições do Sol no céu, durante o ano. O ponto mais alto mostra o Solstício de Verão e o mais baixo, o Solstício de Inverno. 

A imagem são as fotografias tiradas por Jesus Pelaez, na cidade de Burgos, na Espanha. 

Uma curiosidade: se a sequência de fotos fosse obtida a partir da linha do Equador, o símbolo formado seria simétrico.

Fonte: https://www.facebook.com/Historiaimagens/photos/a.353081771479955.1073741828.353079448146854/1129840290470762/?type=3&theater

Perfil das pessoas presas no Brasil

Presídio é pra preto.
Depois pros pobres de todas as cores.

Sobre a Hipocrisia do Bandido bom-Morto

Sobre a Hipocrisia


GIF: Domínio territorial e número de mortos na Síria nos últimos 5 anos

Domínio territorial e número de mortos na Síria nos últimos 5 anos

Fonte: http://giphy.com/gifs/26FL6PqPZWTa2eW3K

Previsão do tempo com Renato Russo



Previsão do tempo com Renato Russo.

Índices Expectativa de Vida e Tempo Médio de Vida em SP


Você sabia que a diferença na expectativa de vida dos bairros ricos e pobres de São Paulo pode chegar à 25 anos? Enquanto no Alto de Pinheiros se vive quase 80 anos, na Cidade Tiradentes a média não chega no 55. 
Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155772042133858&set=a.10150339452293858.434344.797358857&type=3&theater

Tempo Médio de Vida:




Fonte: https://medium.com/@sandrovaleriano/reforma-da-previd%C3%AAncia-trabalhar-at%C3%A9-morrer-65fc52971ec2

Mapa EUA de Concentração populacional

50% da população dos EUA estão nas áreas em vermelho.


Fonte: https://www.facebook.com/geographynews/photos/a.1382906095271627.1073741827.1382790848616485/1939551729607058/?type=3&theater

2 Imagens do Rio Pinheiros

Imagem de 1930 do Rio Pinheiros "original" e de 1933 com o rio já retificado.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

117 COMUNIDADES QUILOMBOLAS no ESTADO de SÃO PAULO


117 COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO ESTADO DE SÃO PAULO
ATUALIZAÇÃO PARCIAL ATRAVÉS DE CRUZAMENTO DE INFORMAÇÕES: (16/09/2013)
Nº. - MUNICÍPIOS - COMUNIDADES QUILOMBOLAS PAULISTAS
1. AGUDOS - ESPÍRITO SANTO DA FORTALEZA DE PORCINOS E OUTROS
2. BARRA DO CHAPEU - ANTA MAGRA
3. BARRA DO CHAPEU - TOCOS
4. BARRA DO TURVO - CERCO
5. BARRA DO TURVO - PARAÍSO
6. BARRA DO TURVO - PEDRA PRETA
7. BARRA DO TURVO - REGINALDO
8. BARRA DO TURVO - RIBEIRÃO GRANDE
9. BARRA DO TURVO - TERRA SECA
10. BARRA DO TURVO - NEGRA RURAL CERCO
11. CAJATI - ABÓBORA
12. CAJATI - CAPITÃO BRAZ
13. CAJATI - MANDIRA
14. CAJATI - VILA ANDREIA
15. CANANEIA - PORTO DO CUBATÃO (VALE DO RIBEIRA)
16. CANANEIA - TAQUARI
17. CANANÉIA - ARIRI
18. CANANÉIA - MANDIRA
19. CANANÉIA - SANTA MARIA
20. CANANÉIA - SÃO PAULO BAGRE
21. CANANÉIA - TAQUARI*
22. CANANÉIA - VARADOURO
23. CANANEIA - BAIRRO RETIRO - EX COLONIA VELHA
24. CANANEIA - RIO DAS MINAS
25. CAPIVARI - CAPIVARI
26. ELDORADO ABROBAL (ABOBRAL MARGEM ESQUERDA)
27. ELDORADO - ANDRÉ LOPES
28. ELDORADO - BANANAL PEQUENO
29. ELDORADO - BANANAL VALE DO RIBEIRA
30. ELDORADO - BARRA DE SÃO PEDRO
31. ELDORADO - BATATAL (VALE DO RIBEIRA)
32. ELDORADO - BOA ESPERANÇA
33. ELDORADO - CAFUNDÓ
34. ELDORADO - ENGENHO
35. ELDORADO - GALVÃO (VALE DO RIBEIRA)
36. ELDORADO - IVAPORANDUVA
37. ELDORADO - IVAPORANDUVINHA
38. ELDORADO - MANDIRA
39. ELDORADO - NHUNGUARÁ
40. ELDORADO - PEDRO CUBAS
41. ELDORADO - PEDRO CUBAS DE CIMA
42. ELDORADO - PEQUENO (VALE DO RIBEIRA)
43. ELDORADO - POÇA (VALE DO RIBEIRA)
44. ELDORADO - PRAIA GRANDE (VALE DO RIBEIRA)
45. ELDORADO - SÃO LOURENÇO
46. ELDORADO - SÃO PEDRO
47. ELDORADO - SAPATU (VALE DO RIBEIRA)
48. ELDORADO - ILHA ROSA
49. FRANCO DA ROCHA - GOMEIA TOLUA
50. GUARATINGUETA - TAMANDARE
51. IGUAPE - ALDEIA
52. IGUAPE - COUVEIRO
53. IGUAPE - ITATINS
54. IGUAPE - MAMONA
55. IGUAPE - MORRO SECO
56. IGUAPE - PATRIMÔNIO
57. IGUAPE - PAVOA
58. IPORANGA - ANTA GORDA
59. IPORANGA - APIAÍ
60. IPORANGA - APIAL
61. IPORANGA - BETARI
62. IPORANGA - BOMBAS
63. IPORANGA - CAFUNDÓ
64. IPORANGA - CASTELHANOS
65. IPORANGA - CLAUDIA
66. IPORANGA - ENSEADA
67. IPORANGA - GALVÃO
68. IPORANGA - IPORANGA
69. IPORANGA - JOÃO SURRÁ
70. IPORANGA - JURUMIRIM
71. IPORANGA - MARIA CLAUDIA
72. IPORANGA - MARIA ROSA
73. IPORANGA - MORRO SECO
74. IPORANGA - NHUNGARÁ
75. IPORANGA - PILÕES
76. IPORANGA - PIRIRICA
77. IPORANGA - POÇO GRANDE
78. IPORANGA - PORTO DOS PILÕES
79. IPORANGA - PORTO VELHO
80. IPORANGA - PRAIA GRANDE
81. IPORANGA - RIBEIRÃO
82. IPORANGA - SÃO PEDRO
83. IPORANGA - SERRA
84. ITAÓCA - CANGUME*
85. ITAPEVA - ALDEIA DE JAÓ
86. ITAPEVA - ITAPEVA
87. ITATIBA - BROTAS
88. JAU - JAU
89. MIRACATU - BIGUÁ PRETO
90. MIRACATU - BIGUAZINHO
91. PILAR DO SUL - FAZENDA PILAR
92. PILAR DO SUL - FAZENDINHA PILAR
93. REGISTRO - CAIACANGA
94. REGISTRO - PEROAVA
95. REGISTRO - BAIRRO PEROAVA
96. REGISTRO - CORREGO DAS MOCAS
97. RIO CLARO - CHACARA DOS PRETOS
98. SALTO DE PIRAPORA - CAFUNDÓ
99. SALTO DE PIRAPORA - JOSÉ JOAQUIM DE CAMARGO
100. SALTO DE PIRAPORA - FAZENDINHA DOS PRETOS
101. SALTO DE PIRAPORA - ITINGA
102. SALTO DE PIRAPORA - JUCURUPAVA
103. SALTO DE PIRAPORA - PIRAPORINHA
104. SÃO ROQUE - CARMO*
105. SARAPUÍ - TERRAS DE CAXAMBU
106. SARAPUI - CAXAMBU
107. UBATUBA - CAÇANDOCA
108. UBATUBA - CAÇANDOQUINHA
109. UBATUBA - CAMBURY OU CAMBURI
110. UBATUBA - CASSANGA
111. UBATUBA - FAZENDA DA CAIXA
112. UBATUBA - FRADE
113. UBATUBA - RAPOSA
114. UBATUBA - SERTÃO DO ITAMAMBUCA
115. UBATUBA - CAZANGA
116. UBATUBA - SACO DAS BANANAS
117. VOTORANTIM - OS CARMAGOS
CURTA A PÁGINA DO ESPAÇO CULTURAL ALMIRANTE JOÃO CÂNDIDO: https://www.facebook.com/EspacoCulturalAlmiranteJoaoCandido
ASSINE O PERFIL ESPAÇO JOÃO CÂNDIDO PARA RECEBER NOSSAS POSTAGENS.
CONHEÇA TODO O ÁLBUM MAPEAMENTO DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE TODO O BRASIL http://www.facebook.com/media/set/…
MATERIAL PARA PESQUISA;
1. BAIXE MAPA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PDF):ftp://geoftp.ibge.gov.br/…/fisico/unidades_fe…/sp_fisico.pdf
2. BAIXE MAPA DO ESPADO DE SÃO PAULO (JPG):http://www.ibge.gov.br/vamoscontar20…/mapas/nm_sao_paulo.jpg
3. ANALISE ESTE MAPA VOLTADO ÀS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE SÃO PAULO: http://www.cpisp.org.br/comunidades/img/mapas/mapa.html

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Novo Mapa de Relevo da América do Sul

Novo Mapa de Relevo da América do Sul

“São dunas!”, admirou-se o geógrafo Jurandyr Ross, professor da Universidade de São Paulo, diante das elevações de solo arenoso ocupadas por raros tufos de plantas espinhosas, ovelhas e lhamas, próximas às chapadas conhecidas como mesetas do deserto da Patagônia, no sudoeste da Argentina, logo depois do Natal de 2015. 

Sob sol intenso, em uma viagem de 16 dias e 9 mil quilômetros, Ross e outros geógrafos tiravam as dúvidas finais sobre as imagens de radar e satélite usadas para preparar o mapa de relevo da América do Sul em que ele e sua equipe trabalharam ao longo do ano.

Publicado como parte de um artigo na edição de agosto de 2016 da Revista Brasileira de Geografia, o novo mapa substitui o anterior, bastante simples, da década de 1940, e destaca em 35 unidades distintas as particularidades dos três grandes blocos formadores do continente: a Cordilheira dos Andes a oeste, a grande planície central adjacente às montanhas e os planaltos de baixa altitude que formam a quase totalidade do território brasileiro. As divisões, algumas com centenas de quilômetros quadrados, oferecem uma visão integrada do continente e refletem a vinculação do relevo brasileiro com a cordilheira andina.

“Embora as estruturas que sustentam o relevo brasileiro sejam muito antigas, as formas atuais resultam de fortes influências da atividade tectônica dos Andes, que é geologicamente bem mais recente”, diz Ross. O soerguimento da cordilheira, como resultado da pressão de placas tectônicas sobre o assoalho marinho, determinou a mudança da direção – de oeste para leste – do rio Amazonas e de outros da Bacia Amazônica. Além disso, segundo o pesquisador, as serras do Mar e da Mantiqueira, ao longo do litoral, e o Vale do Paraíba, na região de Taubaté, formaram-se como resultado da pressão e do enrugamento da cordilheira sobre a estrutura rochosa a leste.

“Hoje vivemos uma época de calmaria tectônica, mas a reconfiguração do relevo já foi muito mais intensa, em decorrência dos Andes”, diz o geógrafo Silvio Rodrigues, professor da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. Segundo ele, os Andes ainda influenciam o continente porque estão sobre duas placas tectônicas ativas, a de Nazca e a Sul-americana, que geram energia, por meio de processos tectônicos, que pode chegar ao litoral do Atlântico. “Como o relevo brasileiro já é bastante conhecido, o que mais interessa neste mapa é a análise dos Andes e da depressão central, entre os Andes e o território brasileiro.”

Depois de fazer o mapa do relevo brasileiro na escala 1:5 milhões (de 1 para 5 milhões; 1 centímetro no mapa equivale a 50 quilômetros), publicado em 1996 no livro Geografia do Brasil (Edusp), e o do relevo do estado de São Paulo na escala 1:500.000, dois anos depois (ver Pesquisa Fapesp no 35), Ross resolveu fazer uma síntese do relevo da América do Sul porque não encontrava nenhum mapa atualizado para usar em suas aulas. O único que achou, já com seu trabalho avançado, era de 1942, feito pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ele usou principalmente as imagens de radar do satélite Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, complementadas pelas do Google Earth, pelo mapa geológico da América do Sul produzido pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa pública do Ministério de Minas e Energia, e por trabalhos acadêmicos.

Na escala de 1:8 milhões, o novo mapa pode ser útil no planejamento ambiental e econômico. “O relevo, os solos e o clima condicionam a ocupação humana e o agronegócio”, diz Ross, associando os terrenos planos de Mato Grosso ao cultivo de soja e de cana-de-açúcar, e os vales do Chile, em meio às montanhas, com a produção de frutas. As formas do relevo, ele observa, expressam tanto as forças internas da Terra, como os movimentos do magma, quanto as externas, como a erosão e as intempéries.

O mapa delimita as unidades dos três blocos fundamentais do continente com base em diferenças da constituição geológica, solos e formas de relevo.

O bloco a leste reúne planaltos de baixa altitude, com as bacias dos principais rios brasileiros, delimitadas pelas áreas em azul no mapa, as depressões em laranja, as serras litorâneas em vermelho. É a parte mais antiga do continente, com mais de 1 bilhão de anos, formada na era geológica conhecida como pré-Cambriano.

Esse bloco fazia parte, com as atuais África e Índia, do supercontinente Gondwana, que começou a se fragmentar cerca de 150 milhões de anos atrás, no período Jurássico, marcado também pela abertura do Atlântico Sul. O cráton amazônico, a norte e sul das planícies do rio Amazonas, forma as estruturas rochosas mais antigas do continente, com cerca de 2,5 bilhões de anos. Em vermelho, os morros e serras representam os resquícios já bastante erodidos de cordilheiras mais antigas que os Andes. “Quando se formaram, entre 550 milhões e 1,5 bilhão de anos, eram tão altas quanto os Andes”, diz Ross.

A oeste encontra-se a Cordilheira dos Andes, bloco geologicamente mais recente do que a porção leste. Ross destacou o trecho mais antigo e mais alto, a Cordilheira Oriental, com cerca de 100 milhões de anos de idade e altitudes de 4 mil metros, na Bolívia e na Argentina.

A Montanha Mais Jovem

A cadeia montanhosa predominante, estendendo-se de norte a sul do continente, com altitudes de 1.500 a 2.600 metros, é a Cordilheira Ocidental, formada em duas fases, uma há cerca de 85 milhões de anos e outra há 40 milhões de anos. A Cordilheira Costeira é ainda mais recente, do final do período Cenozoico, entre 1,7 milhão e 23 milhões de anos. Entre as montanhas há vales ocupados por cidades como Santiago, a 800 metros de altitude, e o deserto de Atacama, que Ross visitou em novembro, em outra viagem de checagem de campo, impressionando-se com a película branca de sal sobre o solo árido vermelho.

Entre as montanhas e os planaltos baixos do Brasil estende-se a Depressão Central Sul-americana, formada por planícies com trechos alagáveis como as dos rios Orenoco na Venezuela, do Mamoré-Beni na Bolívia e do Paraguai no Brasil, Paraguai e Argentina. A idade média da superfície dessa área (em amarelo no mapa) varia de 10 mil a 3 milhões de anos, com altitude máxima de 200 metros na região entre o Paraguai e a Bolívia. “Toda essa área muito baixa, com colinas de topo plano, vales levemente entalhados, planícies e pantanais chamadas de chaco, era um grande mar, há milhões de anos, antes de os Andes emergirem”, diz Ross.

A geógrafa Isabel Cristina Gouveia, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente, comenta que dois grandes geógrafos brasileiros do século passado, Aziz Ab’Saber e Fernando de Almeida, contribuíram bastante para o conhecimento sobre o território nacional mesmo sem imagens de satélites, hoje de fácil acesso. “Curiosamente”, diz ela, “mesmo com imagens de alta resolução e recursos de Sistemas de Informação Geográfica, ainda são poucos os estudos que valorizam o mapeamento geomorfológico como método de análise e sistematização do conhecimento sobre o relevo”.

Artigo científico
ROSS, J. L. S. Compartimentação do relevo da América do Sul. Revista Brasileira de Geografia. v. 61, n. 1, p.21-58, 2016.

Fontes: http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/08/19/sob-a-forca-dos-andes/?cat=ciencia

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