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sábado, 1 de outubro de 2022

Escravos Negros Africanos desembarcados na América Latina entre 1500 e 1866

 Fonte do texto e mapa:  https://www.facebook.com/100063885137610/posts/pfbid0hfxo4kUDxzhU78BZPwPgKCgnc9b4dXiQoogv4qcAAMiEUzBXpNkFbFU9C9tV8XNFl/



UM BRASIL DE NEGREIRAS GEOGRAFIAS 


Entre os séculos XVI e XIX, o Brasil foi o país americano que mais recebeu negros, trazidos forçosamente da África para trabalharem como escravos na colônia portuguesa de então.


Foram aproximadamente 5.000.000 de escravos trazidos para o Brasil durante os períodos colonial (1500 - 1822) e imperial (1822 - 1866).


Lembrando que o Brasil foi o país do continente americano que mais tardiamente aboliu a escravidão dos negros africanos e seus descendentes, já no final do século XIX, em 1888.


Hodiernamente, o Brasil possui a maior população negra fora do continente africano.


Com quase 100.000.000 de negros, nosso país só é superado pela Nigéria, país mais populoso da África.


Marcio Luis Fernandes (professor de geografia)


Geografias Memoráveis 


#umlugardoRio


#umaIlhadesímbolos


#geografiasMemoráveis


#GeografiasGuaratibanas

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Percentual da população dos países das Américas do Norte e Central que é afro-descendente

 


Percentual da população dos países das Américas do Norte e Central que é afro-descendent, em inglês (https://64.media.tumblr.com/5e6c1f0498d949a2ad0b5954806d3df9/17872da992e6f620-32/s640x960/cadcf4de02d7a91ff0e5410018aa1a225c388013.jpg)

Fonte: https://www.facebook.com/343924839049712/posts/4778623305579821/

terça-feira, 11 de agosto de 2020

ATIVIDADE_ Localização histórica de negros no Brasil e Racismo Estrutural


- A população brasileira é uma mistura de três etnias: negro africano, indígena e branco europeu.

- Os indígenas foram massacrados pelos portugueses durante o período de colonização.
- Os negros africanos foram absurdamente explorados durante o período de escravidão e atualmente estão muito miscigenados e vivem, na sua maior parte, marginalizado e excluído dos direitos sociais nas periferias das grandes cidades das regiões sudeste e nordeste. Segundo o Censo do IBGE de 2010, 43,1% da população brasileira declararam pardos e o maior percentual desse contingente estava na Região Norte (66,9%), sendo que todas as regiões revelaram percentuais acima dos 35%, exceto o Sul, com 16,5%. Ainda segundo o censo, 7,6% dos entrevistados se declararam pretos, e seu maior percentual estava no Nordeste (9,5%), com o Sudeste (7,9%) a seguir, enquanto a Região Sul mostrou o menor percentual (4,1%).

Mapa da População de pele preta no Brasil


- A Eugenia é um dos pilares da construção do povo brasileiro, ou seja, este país foi construído em cima da ilusão que o “embranquecimento” da raça seria a solução para os males da nação. Desde os primórdios da colonização brasileira, o modelo europeu foi imposto como o correto, valorizando a cultura europeia e colocando o padrão de beleza europeu como o padrão de beleza nacional.

- Com o final da escravidão no Brasil foi construído o mito da igualdade racial, querendo enganar a população de que não há desigualdades sociais e raciais no território nacional.

- Os brasileiros não possuem uma compreensão de sua etnia, negando-se quando não é branco por medo de sofrer racismo e pela necessidade de serem aceitas socialmente. Este pensamento faz parte do racismo estrutural que temos no Brasil.


- Revoltas populares à escravidão: Balaiada, Farroupilha, Cabanagem, Sabinada, Malês, Quilombos, etc.


Quilombos (significado): eram aldeias que refugiavam os escravos que fugiam das fazendas e casas de família, e é um termo de origem angola. Havia uma forte divisão e organização interna Os escravos iam para os quilombos para não serem encontrados, pois onde eles viviam eram sempre explorados e sofriam maus tratos,  também se acoitavam índios e eventualmente brancos socialmente desprivilegiados.



EXERCÍCIOS

 

1) Analise o mapa que localiza a concentração de negros e pardos na cidade de São Paulo e responda:


a) aonde mais se concentram os negros e pardos na cidade de São Paulo:

b ) aonde menos se concentram os negros e pardos na cidade de São Paulo:

c) porque há esta desigualdade racial no território da cidade São Paulo? Porque negros e pardos se concentram mais nestas áreas?

 

2) O mapa abaixo mostra a atual localização de Comunidades Quilombolas no Brasil. Aonde elas se concentram atualmente, qual sua importância histórica e e o que são estas Comunidades Quilombolas?



3) Veja abaixo o mapa e diga aonde se concentram os negros do Brasil? Por que isso ocorre? O que explica isso?


4) Verifique o quadro a seguir, que sintetiza as chamadas Desigualdades Raciais no Brasil e diga porque isto ocorre.

NEGROS

NÃO-NEGROS

Média salarial (2010)

R$ 834,00

R$ 1.538,00

Média salarial (2013)

R$ 1.374,79

R$ 2.396,74

Rendimento por Hora de trabalhadores com Ensino Superior (São Paulo)

R$ 17,39

R$ 29,03

Cargos de Direção e Planejamento (São Paulo)

3,7%

18,1%

Desemprego

22,7%

16,1%

Analfabetismo

13,4%

5,9%

IDH

104º

40º

Expectativa de Vida

71,77 anos

72,79 anos

Homicídios (710 mil)

62,3%

37,7%

Homicídios (100 mil)

36,5%

15,5%

Presença no Ensino Superior

37,4%

66,6%


5) Veja o mapa e o texto a seguir e diga porque negros tem morrido mais  de COVID-19 na cidade de São Paulo.

Os dois distritos da cidade de São Paulo com maior proporção de população negra entre os habitantes, Jardim Ângela (60%) e Grajaú (57%), ambos na zona sul da capital, apresentam alto número de óbitos por covid-19: 507 mortes, sendo 240 óbitos e 267, respectivamente. Em contrapartida, o Alto de Pinheiros, na zona oeste, tem 8% de negros e 44 mortes, e Moema, na zona sul, com 6% dos moradores negros, registra 66 óbitos. Os dois distritos com menor proporção   de negros entre os moradores somam 110 mortes por covid-19. O número é cinco vezes menor do que no Jardim Ângela e Grajaú.

Segundo a Rede Nossa São Paulo, é possível compreender que os óbitos por covid-19 afetam mais a população negra, já que "os distritos que representam os   maiores números de mortes também são os que concentram a maioria dos negros. Enquanto os distritos com menos óbitos são também os que têm números reduzidos de residentes pretos e pardos".


6) Leia a letra da música “Canto das Três Raças” e a ouça no link (https://www.youtube.com/watch?v=dcVKb2ht6BE) e responda as perguntas a seguir:

“CANTO DAS TRÊS RAÇAS”

Compositores: Mauro Duarte E Paulo César Pinheiro


Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor



a) Quais são as 3 etnias (ou raças) que são a base do povo brasileiro e que estão descritas na música?

b) Qual foi a primeira etnia brasileira a sofrer as primeiras consequências da invasão territorial no Brasil? O que houve?

c) Qual foi a segunda etnia brasileira a sofrer as consequências da colonização no Brasil?

d) O que o negro fez para enfrentar a situação de opressão no Brasil?

e) Os inconfidentes eram na sua maioria de qual raça?

f) O que os inconfidentes fizeram? O que houve com eles?

g) Como é o canto do trabalhador brasileiro?

h) Qual seria a situação do trabalhador brasileiro atual?

i) Faça uma analogia do sofrimento do negro/indígena/inconfidentes com o trabalhador brasileiro no século XXI.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Atividade sobre evolução étnica da população brasileira analisando tabela




Responda às questões:
1)      Qual grupo étnico no Brasil tem a maior quantidade?
2)      Qual grupo étnico no Brasil mais cresceu e qual mais diminuiu nos últimos anos?
3)      O Brasil é um país racista? Justifique sua resposta.
4)      Haviam mais de 8 milhões de grupos indígenas no Brasil antes dos portugueses virem a este país  em 1500.  Atualmente são menos de 1 milhão de pessoas. O que houve?

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Imagem triste da escravidão no Congo

Isto é em 1908. Belgas lendo um livro (possivelmente a Bíblia ou algum livro de Leis Local) antes de enforcar uma criança negra de 7 anos no Congo sob o Rei Leopoldo I. 

O rapaz teria sido enforcado pelo o seu pai não ter produzido trigo suficiente para os colonialistas.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1396406443792257&set=a.381780775254834.1073741827.100002687431519&type=3&theater



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CHARGE_Brasil Negro!




CHARGE_REFLEXÃO_Dia Consciência Negra



Consciência humana ou Negra?



Gente, me ajuda a responder isso aqui. é pro meu TCC.
Complete com “humana(s)” ou “negra(s)” as lacunas abaixo:
Segundo a ONU, a população ________ é a mais afetada pela desigualdade social no Brasil.
Hoje, de 100 pessoas assassinadas, 71 são _________.
Os mais de 300 anos de escravidão ainda refletem no cotidiano da população _________.
O índice de violência contra mulheres _______ aumentou em 35%.
61,6% da população encarcerada no país é ________.
A mão-de-obra ______ no Brasil ocupa 48,3% no mercado de trabalho informal.
A população _______ ganha 59% do salário dos brancos.
54% da população brasileira é _________. apenas 12% dela está na universidade.
Era só isso mesmo. brigada! bom feriado!

FIDEL CASTRO e seu COMPROMISSO HISTÓRICO com a ÁFRICA








16557
De Al Mayadeen – [Salim Lamrani, Tradução do Diário Liberdade]

O pai da Revolução Cubana estendeu uma mão generosa aos povos necessitados e colocou a solidariedade e a integração no centro da política exterior de Cuba.

Baseando-se na máxima de José Martí, “Pátria é humanidade”, Fidel Castro fez da solidariedade internacionalista um pilar essencial da política exterior de Cuba. Assim, Havana ofereceu apoio a muitos movimentos revolucionários e independentistas na América Latina, África e Ásia. A Argélia foi a primeira que se beneficiou da ajuda cubana em dezembro de 1961. Enquanto lutava contra o colonialismo francês, Fidel Castro respondeu ao chamado da Frente de Libertação Nacional e fez chegar armas aos independentistas [1].
Do mesmo modo, Cuba desempenhou um papel chave na luta contra o Apartheid e enviou cerca de 300.000 soldados a Angola entre 1975 e 1988 para fazer frente à agressão do exército supremacista da África do Sul. O elemento decisivo que pôs fim ao regime racista apoiado pelas potências ocidentais foi a estrepitosa derrota do exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, contra as tropas cubanas em janeiro de 1988. No discurso que pronunciou em Matanzas, Cuba, em 1991, Nelson Mandela rendeu tributo a Fidel Castro:
“Desde os seus dias iniciais, a Revolução Cubana tem sido uma fonte de inspiração para todos os povos amantes da liberdade. O povo cubano ocupa um lugar especial no coração dos povos da África. Os internacionalistas cubanos fizeram uma contribuição à independência, à liberdade e à justiça na África que não tem paralelo pelos princípios e o desinteresse que a caracterizam. É muito o que podemos aprender de sua experiência. De modo particular nos comove a afirmação do vínculo histórico com o continente africano e seus povos. Seu invariável compromisso com a erradicação sistemática do racismo não tem paralelo. Somos conscientes da grande dívida que há com o povo de Cuba. Que outro país pode mostrar uma história de maior desinteresse do que a que Cuba demonstrou em suas relações com a África […]? Sem a derrota infligida em Cuito Cuanavale nossas organizações não teriam sido legalizadas! A derrota do exército racista em Cuito Cuanavale me deu a oportunidade de estar hoje aqui com vocês! Cuito Cuanavale é um marco na história da luta pela libertação da África austral! [2]“.

Thenjiwe Mtintso, embaixadora da África do Sul em Cuba, lembrou da verdade histórica a propósito do compromisso de Cuba na África: “Hoje a África do Sul tem muitos amigos novos. Ontem estes amigos se referiam a nossos líderes e a nossos combatentes como terroristas e nos perseguiam desde os seus países ao mesmo tempo em que apoiavam a África do Sul do Apartheid. Esses mesmos amigos hoje querem que nós denunciemos e isolemos Cuba. Nossa resposta é muito simples, é o sangue dos mártires cubanos e não desses amigos o que corre profundamente pela terra africana e nutre a árvore da liberdade em nossa Pátria” [3].
Henry Kissinger, secretário de Estado dos Estados Unidos de 1973 a 1977, planejou bombardear Cuba após sua intervenção na África. “Se decidirmos usar a força militar devemos conseguir a vitória. Não podemos fazer as coisas pela metade”, declarou ao general George Brow do Estado Maior em 24 de março de 1976. Durante seu encontro com o presidente Gerald Ford, Kissinger se mostrou mais preciso: “Creio que vamos ter de esmagar Castro. Mas provavelmente não poderemos atuar antes das eleições [presidenciais de 1976].”. “Estou de acordo”, replicou o presidente Ford [4]. Kissinger desejava a qualquer custo proteger o regime do Apartheid: “Se os cubanos destroem a Rodésia, a Namíbia será a próxima na lista e depois a África do Sul. Se realizam um movimento para a Namíbia ou a Rodésia, teremos que pulverizá-los”. Secretamente elaborado pelo Grupo de Ações Especiais de Washington, o plano previa bombardeios estratégicos, minar os portos e uma quarentena de Cuba. Não obstante, apesar dessa hostilidade, Kissinger não pôde conter sua admiração ao líder histórico da Revolução Cubana. Segundo ele, “era provavelmente o mais genuíno líder revolucionário então no poder” [5].

De fato, durante décadas Cuba foi o santuário dos revolucionários do mundo inteiro, os quais se formaram e se aprimoraram na ilha. Fidel Castro também acolheu os exilados políticos de todos os horizontes perseguidos pelas ditaduras militares apoiadas por Washington. A Ilha do Caribe também se converteu em refúgio dos militantes políticos perseguidos nos Estados Unidos, como alguns membros dos Panteras Negras [6].
Fidel Castro sempre fez da solidariedade humanitária internacional um pilar fundamental da política exterior de Cuba. Assim, em 1960, inclusive antes do desenvolvimento do seu serviço médico e mesmo após ter perdido 3.000 médicos (que decidiram emigrar para os Estados Unidos após o triunfo da Revolução de 1959) dos 6.000 presentes na ilha, Cuba ofereceu sua ajuda ao Chile após o terremoto que destruiu o país. Em 1963 o Governo de Havana enviou sua primeira brigada médica composta por 55 profissionais à Argélia para ajudar à jovem nação independente a enfrentar uma grave crise sanitária. Desde então, Cuba tem estendido sua solidariedade ao resto do mundo, particularmente à América Latina, África e Ásia [7].
Hoje, cerca de 51.000 profissionais da saúde cubanos, entre eles 25.500 médicos dos quais 65% são mulheres, trabalham em 66 países do mundo. Desde o triunfo da Revolução, Cuba realizou cerca de 600.000 missões em 158 países, com a participação de 326.000 profissionais da saúde. Desde 1959 os médicos realizaram mais de 1,2 milhão de consultas médicas, operaram 2,3 milhões de partos, efetuaram oito milhões de operações cirúrgicas e vacinaram mais de 12 milhões de mulheres gestantes e crianças [8].
Por outro lado, Cuba formou várias gerações de médicos de todo o mundo. No total, a Ilha formou 38.920 profissionais da saúde de 121 países da América Latina, África e Ásia, particularmente por meio da Escola Latino-americana de Medicina (ELAM) fundada em 1999. Além dos médicos que estudaram na ELAM em Cuba (cerca de 10.000 graduados a cada ano), Havana contribui para a formação de 29.580 estudantes de medicina em 10 países do mundo [9].
A “Operación Milagro” é emblemática da política solidária de Havana. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há atualmente cerca de 285 milhões de pessoas vítimas de deficiência visual no mundo, entre elas 39 milhões de cegos e 246 milhões que apresentam uma diminuição da acuidade visual. Quase 90% vivem em países do Terceiro Mundo. Cerca de 80% das deficiências visuais são curáveis, aponta a organização, e agrega que “a catarata segue sendo a principal causa da cegueira”. Essas doenças oculares afetam em primeiro lugar (65%) a pessoas com mais de 50 anos (20% da população mundial), uma porcentagem que crescerá com o envelhecimento da população, mas também a 19 milhões de crianças [10].
Diante dessa constatação, Fidel Castro decidiu lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental sob o nome de Operación Milagro com a ajuda da Venezuela. Consiste em operar gratuitamente os latino-americanos pobres que sofrem cataratas e outras doenças oculares, mas que se encontram na impossibilidade de financiar uma operação que custa em 5.000 e 10.000 dólares conforme o país. Esta missão humanitária se estendeu a outras latitudes (África e Ásia). A Operación Milagro inclui a participação de 165 instituições cubanas. Dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Latina e do Caribe (Cuba, Venezuela, Equador, Haiti, Honduras, Panamá, Guatemala, São Vicente e Granadinas, Guiana, Paraguai, Granada, Nicarágua e Uruguai) [11]. Desde 2004, cerca de três milhões de pessoas de 35 países recuperaram a vista [12].
A respeito da educação, Cuba elaborou o programa de alfabetização “Yo, sí puedo” em 2003 proposto pelo próprio Fidel Castro, com a finalidade de erradicar o analfabetismo no mundo. Segundo a Unesco, viagra women há no mundo 796 milhões de adultos analfabetos, ou seja, 17% da população mundial. Mais de 98% se encontra nos países do Terceiro Mundo. Dois terços são mulheres. A Unesco lançou então um chamado para reduzir em 50% o número de analfabetos para 2015. O organismo da ONU aponta que os progressos realizados neste campo “foram no melhor dos casos decepcionantes e no pior esporádicos”. Segundo a Unesco, “para reverter esta tendência é necessário que os governos do mundo atuem com determinação”. Não obstante, a Unesco revela uma exceção: a América Latina e o Caribe. Esta exceção se deve em parte ao programa “Yo, sí puedo”:
“O programa ‘Yo, sí puedo’, que o Governo cubano criou em 2003, teve amplos resultados […]. Aplicado em 12 dos 19 países da América Latina em 2008, faz parte de estratégias mais amplas a favor da alfabetização universal no Estado Plurinacional da Bolívia, no Equador, na Nicarágua, no Panamá e na República Bolivariana da Venezuela” [13].
Baseado na filosofia de José Martí, resumida na seguinte frase: “Todo homem tem direito a se educar e em troca contribuir para a educação dos demais”, o Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho de Cuba lançou o programa “Yo, sí puedo” em 2003, destinado a alfabetizar os adultos iletrados. A aquisição das capacidades de leitura, escrita e cálculos matemáticos é indispensável para desfrutar de uma cidadania plena. Constitui no primeiro baluarte contra a exclusão e a pobreza e leva à realização do que Martí chamou de “a plena dignidade do homem”. A Unesco ressalta que “a educação salva vidas: a taxa de mortalidade infantil diminui quanto mais se eleva o nível escolar da mãe”. Assim, se todas as mulheres concluíssem o ensino secundário 1,8 milhões de crianças seriam salvas a cada ano. Do mesmo modo a saúde das crianças estaria mais protegida: “É menos provável que as crianças cuja mãe tem escolaridade manifestem um atraso de crescimento ou tenham um peso abaixo do normal” [14].
O programa “Yo, sí puedo” foi aplicado com êxito na Venezuela, onde mais de 1,5 milhões de pessoas foram alfabetizadas, na Bolívia, no Equador e na Nicarágua, que são as únicas nações latino-americanas que se livraram do analfabetismo na última década, segundo a Unesco. Também é utilizado em outros países do continente e do mundo, como a Nova Zelândia, e aplicada em vários idiomas, entre eles o francês e os idiomas indígenas (guaraní, maori).
O programa “Yo, sí puedo” é utilizado também na Espanha. A cidade de Sevilha solicitou os serviços dos professores cubanos, sob a coordenação do Professor Carlos M. Molina Soto, para ensinar seus cidadãos a ler e a escrever [15]. Após um estudo realizado pela prefeitura se descobriu que 34.000 dos 700.000 habitantes da capital andaluza eram totalmente analfabetos. Em dois anos 1.100 adultos se alfabetizaram nos 30 centros de alfabetização que foram abertos na cidade. Outros municípios da Espanha, que conta com 2 milhões de analfabetos, estudam a possibilidade de aplicar o método cubano em seu território [16].
Na Austrália o método de alfabetização é utilizado para as populações aborígenes – 60% são analfabetos funcionais – que aprendem a ler e a escrever em três meses. Além da leitura, da escrita e da álgebra básica, Cuba lhes oferece a possibilidade de aprender a usar as novas tecnologias [17]. No entanto, a Austrália ocupa o segundo lugar mundial em termos de desenvolvimento humano, atrás apenas da Noruega [18].
O programa “Yo, sí puedo” recebeu o Prêmio de Alfabetização Rei Sejonh da Unesco em 2006 por sua contribuição à educação da humanidade. Irina Bokova, diretora-geral da organização da ONU, elogiou o método, ressaltando seu caráter exemplar de cooperação Sul-Sul [19]. De fato, desde 2003, o programa permitiu que nove milhões de pessoas de cinco continentes diferentes aprendessem a ler e a escrever [20].
Em termos de solidariedade, Fidel Castro fez de Cuba o modelo a ser seguido, demonstrando que é possível contribuir para melhorar o destino dos mais desfavorecidos do planeta. Ao colocar a generosidade para com os mais humildes no centro de sua ação internacional, o líder da Revolução Cubana se converteu no símbolo do internacionalismo desinteressado.

Salim Lamrani é doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos.

Notas:
[1] Cuba Defensa, «Misiones militares internacionalistas cumplidas por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de la República de Cuba», 2014. http://www.cubadefensa.cu/?q=misiones-militares (site consultado em 23 de fevereiro de 2015)
[2] Salim Lamrani, Cuba. Ce que les médias ne vous diront jamais, Paris, Editions Estrella, 2009, prólogo.
[3] Piero Gleijeses, «Cuito Cuanavale: batalla que terminó con el Apartheid», Cubadebate, 23 de março de 2013.
[4] The National Security Archive, « Kissinger Considered Attack on Cuba Following Angola Incursion”, 1 de outubro de 2014, George Washington University. http://www2.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB487/(site consultado em 21 de fevereiro de  2015).
[5] Henry Kissinger, Years of Renewal, New York, 1999, p.785 in Piero Gleijeses, “Carta a Obama”,Cubadebate, 3 de fevereiro de 2014.
[6] The Guardian, “New Jersey hopes Cuba-US relations thaw will help extradite former Black Panther”, 18 de dezembro de 2014.
[7] Roberto Morales, «África está urgida de la solidaridad internacional»,  Cuba Debate, 12 de setembro de 2014. http://www.cubadebate.cu/especiales/2014/09/13/africa-esta-urgida-de-la-solidaridad-internacional/ (site consultado em 14 de septiembre de 2014).
[8] Ibid.
[9] Ibid.
[10] Organisation mondiale de la santé, «Cécité et déficience visuelle», Aide-Mémoire n°282, outubro de 2011. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs282/fr/index.html (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[11] Ministerio de Relaciones Exteriores, «Celebra Operación Milagro cubana en Guatemala», República de Cuba, 15 de novembro de 2010. http://www.cubaminrex.cu/Cooperacion/2010/celebra1.html (site consultado em 15 de fevereiro de 2013); Operación Milagro, « ¿Qué es la Operación Milagro? ». http://www.operacionmilagro.org.ar/ (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[12] Cubadebate, «Más de 3 millones de beneficiados con Operación Milagro en diez años», 1 de julho de 2014. http://www.cubadebate.cu/noticias/2014/07/01/mas-de-tres-millones-de-beneficiados-con-operacion-milagro-en-diez-anos/#.VOsmsWP7uu4 (site consultado em 23 de fevereiro de 2015).
[13] Ibid., p. 37, 76.
[14] Ibid., p. 39.
[15] Correspondência con o Profesor Carlos M. Molina Soto, 17 de novembro de 2011.
[16] Antonio Rodrigo Torrijos, “Torrijos pregunta en el pleno del Ayuntamiento sobre el futuro de Yo, sí puedo”. Al pleno del Ayuntamiento de Sevilla”, 15 de setembro de 2011. Veja também Cubainformación, « Alfabetización cubana en Sevilla », 7 de fevereiro de 2008. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=3286&Itemid=86 (site consultado em 12 de abril de 2008).
[17] EFE, « Un método desarrollado en Cuba enseña a leer y a escribir a aborígenes australianos », 1 de julho de 2012.
[18] Programme des Nations-unies pour le développement, « Indice de développement humain IDH, classement 2011 », 2011. http://hdr.undp.org/fr/statistiques/ (site consultado em 15 de fevereiro de 2013).
[19] Granma, «Reconoce la UNESCO el método cubano de alfabetización», 25 de maio de 2011. http://www.granma.cubaweb.cu/2011/05/25/cubamundo/artic02.html (site consultado em 15 de dezembro de 2011).
[20] Granma, «Nueve millones de alfabetizados con el programa cubano Yo, sí puedo», 21 de janeiro de 2015. http://www.granma.cu/cuba/2015-01-21/nueve-millones-de-alfabetizados-con-el-programa-cubano-yo-si-puedo (site consultado em 6 de março de 2015).


Brasil em preto e branco

Brasil em preto e branco

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Desigualdade racial ainda reina no país::


Brasília – O Brasil, se dividido pela cor da pele, seria dois países distintos. Um formado por uma população branca, que ocuparia a 65ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

Outro, de negros e pardos, estaria relegado ao fim dessa fila, no 102º lugar.Os dados evidenciam o tamanho e a persistência da desigualdade racial que ainda reina no país, a despeito de todos os avanços sociais na última década.

http://bit.ly/1jCr7Z1

sábado, 14 de outubro de 2017

Foto de um navio negreiro no Brasil

Esta é a única foto feita por Marc Ferrez de um navio negreiro no Brasil. O ano é 1882. A foto foi feita clandestinamente. 




https://mobile.facebook.com/photo.php?fbid=1604297902921871&id=100000250303203&set=a.551045298247142&source=48&ref=m_notif&notif_t=onthisday

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ATIVIDADE Mapa população negra e parda na cidade de São Paulo

Mapa população negra e parda na cidade de São Paulo


OBSERVAÇÃO: Std. Dev. significa "Desvio padrão", nesse método os valores são agrupados conforme sua distância em relação a média. Como votos e população tem ordens de grandeza diferentes é preciso mensurar o que é muito o pouco para além de valores absolutos. É representado o que está acima dá média, próximo dá média e abaixo dá média.

Mapa população negra e parda no Brasil

Mapa população negra e parda no Brasil

Exercícios sobre este mapa

1) Quais são os estados com menor concentração de negros e pardos no Brasil?

2) Quais são os estados com maior concentração de negros e pardos no Brasil?

3) Qual é a concentração de negros e pardos no estado de SP?

4) A maior parte dos estados brasileiros apresenta qual índice/porcentagens de negros e pardos?

5) Por que os estados da região Sul há uma menor concentração de negros e pardos?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Atividade com a música "CANTO DAS TRÊS RAÇAS"


“Canto das Três Raças” - Clara Nunes
Compositores: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas

Como um soluçar de dor


EXERCÍCIOS

1) Quais são as 3 etnias (ou raças) que são a base do povo brasileiro e que estão descritas na música?

2) Qual foi a primeira etnia brasileira a sofrer as primeiras consequências da invasão territorial no Brasil? O que houve?

3) Qual foi a segunda etnia brasileira a sofrer as consequências da colonização no Brasil?

4) O que o negro fez para enfrentar a situação de opressão no Brasil?

5) Os inconfidentes eram na sua maioria de qual raça?

6) O que os inconfidentes fizeram? O que houve com eles?

7) Como é o canto do trabalhador brasileiro?

8) Qual seria a situação do trabalhador brasileiro atual?

9) Faça uma analogia do sofrimento do negro/indígena/inconfidentes com o trabalhador brasileiro no século XXI.