Blog com textos, mapas, vídeos, imagens e sugestões de exercícios sobre geografia, além de ter alguns artigos escritos por mim. O Blog está em construção, sendo atualizado constantemente, onde muitas postagens antigas são acrescentadas de mapas e textos novos. Fiquem à vontade! Boa pesquisa!
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
CHARGE_ Imagens do Capitalismo.
Imagens do Capitalismo.
Está cada dia mais difícil falar em liberdade em um mundo que aprisiona tudo pelo dinheiro.
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário.
E agora, não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."
Bertolt Brecht
Está cada dia mais difícil falar em liberdade em um mundo que aprisiona tudo pelo dinheiro.
"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário.
E agora, não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."
Bertolt Brecht
sexta-feira, 15 de julho de 2016
“Os Sete Saberes Necessários para uma Educação do Futuro” de Edgar Morin
Apontamentos do livro “Os Sete Saberes
Necessários para uma Educação do Futuro” de Edgar Morin
Wladimir
Jansen Ferreira
Deve-se buscar uma educação que pense nas
futuras gerações.
Necessidade de complexificar o conhecimento,
tendo várias perspectivas, complexo como “aquilo que está sendo tecido junto”.
Critica da organização em disciplinas com seu
olhar simplificado e compartimentalizado, não múltiplo e reducionista.
O educador deve ter um olhar amplo, com uma
missão de transmitir conhecimentos com reflexão, enfrentando incertezas,
instrumentalizado por novos métodos e saberes.
1) Evitar
as Cegueiras do Conhecimento:
Os erros, ilusões e
cegueiras são frutos dos medos e desejos, mas impendem a compreensão da
realidade, virando uma aujustificativa dos erros cometidos.
Para avançar, a educação do
futuro deve ter consciência da possibilidade do erro, estando aberto, ser
auto-reflexivo, buscar a lucidez, enfrentar as cegueiras e incertezas do
conhecimentos.
Todos são passíveis ao erro
(conhecimento, pessoas e a ciência) e por isso a ciência não pode tratar
sozinha dos problemas epistemológicos/filosóficos/éticos.
Inteligência e afetividade
são inseparáveis, devendo agir racionalmente com emoção.
Racionalização: império
absoluto da razão porque constitui um sistema lógico aparentemente
"perfeito", mas é falso, pois se nega a
contestação/argumentação/verificação empírica.
Racionalismo: conhece os
limites da lógica, do determinismo e do mecanicismo.
2) Princípios do Conhecimento Pertinente:
Não reproduzir conhecimentos
com saberes fragmentados, repensar as disciplinas e não ter uma lógica excludente
e binária.
As divisões estanques
atrapalham e enganam, gerando um mal-estar coletivo e não permitindo a produção
de um conhecimento pertinente (planetário e complexo).
Deve-se pensar em simbioses
com trocas continuas, fortalecendo a criatividade, estimulando o uso da inteligência
total, vinculando as partes com o todo, buscando métodos que contemplem a rica
diversidade humana.
Nesta era planetária deve-se
buscar o multidisciplinar, transversalidade, multidimensionalidade,
transnacionalidade, global e planetário.
3) Ensinar a Condição Humana:
Reconhecer
a humanidade com suas forças e limitações.
Valorizar
diversidade cultural, pois o que “nos une é a espécie” e o que “nos separa é a
cultura”.
Pensar
cosmologicamente, com integração dos seres humanos com o planeta Terra e o
Universo.
Pensarmos
ao mesmo tempo em indivíduo/espécie/sociedade, em razão/afeto/pulsão e em cérebro/mente/cultura,
onde unidade e diversidade humana devem ser conservadas e valorizadas.
Educação
deve estudar a complexidade humana (cultural, histórica, biológica, etc).
4)
Ensinar a Identidade Terrena:
Formação do ser
humana integrado com a formação do planeta Terra, dos seres vivos e com a do
Universo.
Defesa de uma globalização que introduza uma
visão mundial mais poderosa, que seja integradora e desenvolva as faculdades
afetivas e morais em escala terrena.
Ter sentimento de cuidado e pertencimento com
o planeta Terra, pois é a “Terra-comum” e “pátria-mãe”. Valorização da
sustentabilidade para as futuras gerações.
Educação deve valorizar o destino planetário
do gênero humano e reconhecer a identidade terrena que é imprescindível para
viver nesta nova era social.
5)
Enfrentar a Incertezas:
Incertezas surgiram com algumas ciências físicas
(termodinâmica, microfísica e cosmologia)
O caminho é feito de certezas e incertezas/desordens/acasos/involuções/caos.
É preciso navegar no “oceano das incertezas” em meio de “arquipélagos de
certezas”, saindo da zona de conforto ao buscar estas incertezas. Isto não
significa cair em determinismos.
A educação deve buscar as incertezas, se preparando
para o imprevisto e o inesperado, pensando no outro e criando estratégias para
a mudança.
6)
Evitar a Compreensão:
Risco da compreensão cair em simplificação e
fugindo da totalidade.
Diferencia incompreensão entre mal-entendido
e não-entendido.
Necessidade de se ir para a “raiz das causas
da incompreensão”, com o estudo de suas modalidades e seus efeitos. Este saber
é uma das bases mais seguras da educação para a paz, à qual estamos ligados por
essência e vocação.
7)
Ética do Ser Humano (antropoética):
Compreender dialogicamente/simultaneamente/complementariamente
indivíduo/sociedade/espécie.
O repensar do pensamento é o pensar a democracia
em sua plenitude, aonde indivíduo e sociedade se organizam conscientemente.
Desenvolver uma ética complexa do gênero humano,
que garanta a diversidade de desejos humanos.
Por uma educação que desenvolva noções de
comunidade planetária e de cidadania terrestre.
__
MAPA CONCEITUAL do LIVRO:
Resumo do livro “A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento” de Edgar Morin
Resumo do livro “A cabeça
bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento” de Edgar Morin
WLADIMIR JANSEN FERREIRA
Resumo Indicativo
Edgar Morin critica a fragmentação do conhecimento
e reflete sobre as nefastas conseqüências desta. Defenderá a necessidade de se
reformar o pensamento conjuntamente com os sistemas de ensino e as
instituições. É necessário que a humanidade forme cidadãos planetários, solidários
e éticos, aptos a enfrentar os desafios dos problemas atuais. As pessoas devem possuir
um modo de pensar aberto e livre, encorajando o autodidatismo e a autonomia do
espírito, para se viver a parte poética das vidas das pessoas. Necessidade de
se ultrapassar as fronteiras históricas das disciplinas, buscando uma visão
mais ampla e profunda. Para isso defenderá uma compreensão complexa ou holística
da realidade (compreender os fenômenos na sua totalidade/globalidade). Enquanto
as disciplinas possuem um saber
separado/fragmentado/compartimentado/hiperespecializado, a compreensão complexa
compreenderá as realidades e seus problemas de forma
polidisciplinares/transversais/multidisciplinares no seu contexto planetário. As
disciplinas geram uma visão determinista/mecanicista/quantitativa/formalista,
diluindo e ignorando tudo que é subjetivo/afetivo/livre/criador, enfraquecendo
a percepção global e diminuindo o senso de responsabilidade e de solidariedade
(humana e planetária). A noção de complexo vem de “tecido junto” (interdependente/interativo/inter-retroativo
entre as partes e o todo). Superar diferenciação entre “cultura humanista”
(leva em conta a inteligência/reflexão/integração pessoal) da “cultura científica”
(separa áreas do conhecimento, não reflete sobre o destino humano e futuro da
própria ciência). Para superar esta dualidade/bipolaridade, seria necessário
revisitar o conhecimento e o pensamento, mudando de paradigma e não somente os
reformando. O saber tem de ser “esotérico” (menos exclusivo de especialista, mais
acessível e democrático). A reforma do pensamento é uma necessidade democrática
fundamental para formar cidadãos capazes de enfrentar os problemas de sua
época, permitindo o pleno uso das aptidões mentais e sendo condição obrigatória
para sairmos da barbárie. Mais vale uma “cabeça bem-feita” (ligação entre os saberes)
do que uma “cabeça bem-cheia” (saber acumulado). A educação deveria
resgatar/despertar/estimular a curiosidade na sua prática pedagógica,
desenvolvendo o “exercício da dúvida” e a crítica para resolver os problemas
fundamentais da condição humana, evitando a acumulação estéril do conhecimento.
Teríamos de compreender a relação dialética das partes com o todo, retomar o
pensamento sistêmico. O estudo da condição humana não se daria somente pelo
estudo das ciências humanas, filosofia e arte, mas pelas “ciências naturais
renovadas e reunidas”: a Cosmologia, a Ecologia e as “Ciências da Terra”. Estas
complexas organizações disciplinares permitiriam compreender a dupla condição
humana (natural e metanatural), não separando o ser humano do Universo e do
Planeta Terra, evidenciando a relação indivíduo/espécie/sociedade e compreendendo
que somos seres simultaneamente cósmicos/físicos/biológicos/culturais/cerebrais/espirituais.
As incertezas acabam com as certezas absolutas e precisam ser preservadas, mas
enfrentadas globalmente. A educação deveria estar voltada para a autoformação
pessoal e para a cidadania, ensinando a assumir a condição humana e a ensinar a
viver. Também ajudará a pensar na organização dos “Três graus de ensino”. As cinco
finalidades educativas são: “cabeça bem-feita”, “ensino da condição humana”, “aprendizagem
a viver”, “aprendizagem da incerteza” e “educação cidadã”. É necessário que se
transponha conhecimentos e esquemas cognitivos de uma disciplina para outra, em
uma inter-poli-transdisciplinaridade que permite articular conhecimentos além
da disciplina.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO; COMPLEXIDADE; CONHECIMENTO; INSTITUIÇÕES; PENSAMENTO.
Edgar Morin no livro “A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento”, critica a fragmentação do conhecimento e reflete sobre as nefastas conseqüências desta. Defenderá a necessidade de se reformar o pensamento conjuntamente com os sistemas de ensino e as instituições. É necessário que a humanidade forme cidadãos planetários, solidários e éticos, aptos a enfrentar os desafios dos problemas atuais. Quer que as pessoas possuam um modo de pensar aberto e livre, encorajando o autodidatismo e a autonomia do espírito, para se viver a parte poética das vidas das pessoas.
Haveria uma necessidade de se ultrapassar as
fronteiras históricas das disciplinas, buscando uma visão mais ampla e
profunda. Para isso defenderá uma compreensão complexa ou holística da
realidade, ou seja, compreender os fenômenos na sua totalidade ou globalidade.
Enquanto as disciplinas possuem
um saber separado/fragmentado/compartimentado/hiperespecializado, a compreensão
complexa compreenderá as realidades e seus problemas de forma
polidisciplinares/transversais/multidisciplinares, no seu contexto planetário.
A noção de complexo vem de “tecido junto”, interdependente, interativo,
inter-retroativo entre as partes e o todo.
A organização disciplinar das ciências só
teria a vantagem na divisão do trabalho, mas esta superespecializa, gerando confinamento
e despedaçaria o saber, levando à ignorância e à uma “cegueira”. Isto pode ser
visto na passagem de MORIN (p.15) à seguir:
Assim, os desenvolvimentos disciplinares
das ciências não só
trouxeram as vantagens da divisão do trabalho, mas também os
inconvenientes da superespecialização, do confinamento e do
despedaçamento do saber. Não só produziram o conhecimento e a elucidação, mas também a ignorância e a cegueira.
trouxeram as vantagens da divisão do trabalho, mas também os
inconvenientes da superespecialização, do confinamento e do
despedaçamento do saber. Não só produziram o conhecimento e a elucidação, mas também a ignorância e a cegueira.
Esta organização disciplinar influenciaria
negativamente as escolas, que isolam o objeto do conhecimento, separam
disciplinas ao invés de reconhecer correlações, elimina tudo que causaria
desordem ou contradições nos entendimentos e dissociam problemas em vez de
reunir/integrar. As disciplinas geram uma visão
determinista/mecanicista/quantitativa/formalista, diluindo e ignorando tudo que
é subjetivo/afetivo/livre/criador, enfraquecendo a percepção global e
diminuindo o senso de responsabilidade e de solidariedade (humana e
planetária). O “reino dos especialistas” seria o “reino das idéias-ocas geniais”,
dando vários exemplos, podendo destacar a economia, que é uma ciência avançada
matematicamente, só que atrasada humanisticamente.
Portanto, há uma diferenciação entre “cultura
humanista” (leva em conta a inteligência, reflexão, integração pessoal e não
sendo somente estético) da “cultura científica” (apesar de gerar descobertas e
teorias geniais, separa áreas do conhecimento, não reflete sobre o destino
humano e o futuro da própria ciência). Para superar esta dualidade ou
bipolaridade, seria necessário revisitar o conhecimento e o pensamento, mudando
de paradigma e não somente os reformando. O saber tem de ser “esotérico”, ou
seja, menos exclusivo de especialista e mais acessível à todos, democratizando
este. A reforma do pensamento e o pleno emprego da inteligência seriam frutos
da interligação destas culturas dissociadas.
Valendo-se da máxima do pensamento clássico
de Montaigne, MORIN (p.21) afirma que vale mais uma “cabeça bem-feita” do que
uma “cabeça bem-cheia”:
A PRIMEIRA
FINALIDADE do ensino foi formulada por Montaigne: mais vale uma cabeça
bem-feita que bem cheia. O significado de “uma cabeça bem cheia” é óbvio: é uma
cabeça onde o saber é acumulado, empilhado, e não dispõe de um princípio de
seleção e organização que lhe dê sentido. “Uma cabeça bem-feita” significa que,
em vez de acumular o saber, é mais importante dispor ao mesmo tempo de:
– uma aptidão geral para colocar e
tratar os problemas;
– princípios organizadores que
permitam ligar os saberes e lhes dar sentido
Isto significa que uma “cabeça bem-cheia”
seriam um com saber acumulado, já na “cabeça bem-feita” há uma ligação entre os
saberes. A educação deveria resgatar/despertar/estimular a curiosidade na sua
prática pedagógica, desenvolvendo o “exercício da dúvida” e da crítica para
resolver os problemas fundamentais da condição humana, evitando a acumulação
estéril do conhecimento.
O ensino infelizmente separaria e não
ligaria, analisaria e não sintetiza. Para que a educação ocorra plena, é
necessário que o conhecimento una os objetos entre si, tendo uma necessidade
cognitiva de inserir um conhecimento particular em seu contexto e situá-lo em
seu conjunto.
O século XX a partir da década de 1960
estaria passando por uma “Revolução científica”, que estaria retomando o
positivo pensamento sistêmico, gerando desdobramentos que interligaria
conhecimentos, contextualizaria e globalizaria os saberes, fazendo com que as
pessoas se pensem como parte de um sistema complexo, de um sistema planetário.
O filosofo Blaise Pascal já falava que temos de compreender a relação dialética
das partes com o todo, sendo que todas as coisas são “ajudadas e ajudantes,
causadas e causadoras”, havendo uma unidade humana na diversidade das
individualidades.
O ensino pode promover a convergência das
ciências naturais, das ciências humanas, da cultura das humanidades e da
Filosofia para o estudo da condição humana. O estudo da condição humana não se
daria somente pelo estudo das ciências humanas, pela filosofia e pela arte, mas
pelas “ciências naturais renovadas e reunidas”, no conhecimento
transdisciplinar e do pensamento complexo. Estas novas ciências seriam: a
Cosmologia (pensaria o Universo), a Ecologia (pensaria a natureza e o
ecossistema) e as “Ciências da Terra” (pensaria o planeta Terra).
Estas complexas organizações disciplinares permitiriam
compreender a dupla condição humana (natural e metanatural), não separando o
ser humano do Universo e do Planeta Terra, evidenciando a relação
indivíduo/espécie/sociedade e compreendendo que somos seres simultaneamente
cósmicos/físicos/biológicos/culturais/cerebrais/espirituais.
Baseado no pensamento do filosofo Émile
Durkheim, MORIN (p.47) afirma que a educação deveria criar no aluno um estado
interior e profundo, gerando uma “polaridade de espírito” que o oriente em um
sentido definido, não apenas na infância, mas em toda a vida. A educação deve
transformar as informações em conhecimento e este em sapiência.
MORIN (p.59) diz que “Assim, quando
conservamos e descobrimos novos arquipélagos de certezas, devemos saber que
navegamos em um oceano de incertezas”. Isto significa que uma das maiores
contribuições do conhecimento do século XX foi o conhecimento dos limites do
conhecimento, estando expresso nesta outra passagem de MORIN (p.97):
É Copérnico quem retira do homem o privilégio de ser o
centro do Universo. É Darwin quem o torna descendente do antropóide, e não
criatura à imagem de seu Criador. É Freud quem dessacraliza o espírito humano,
e, finalmente, é Hubble quem nos exila nas periferias mais afastadas do cosmo.
As incertezas acabam com as certezas
absolutas e precisam ser preservadas, mas enfrentadas globalmente. É importante
diferenciá-las em “incertezas cognitivas” e “incertezas históricas”. Existiriam
também três princípios da “incerteza no conhecimento/cognitiva”: o cerebral
(sendo um reflexo do real, tradução e construção, com risco de erro), o físico
(interpretação está ligado ao conhecimento dos fatos) e o epistemológico
(decorrente da crise dos fundamentos da certeza). Quanto à “incerteza
histórica”, já estaríamos na aventura desconhecida, aguardando o inesperado e
incerto. A questão da estratégia se mostra primordial, que se daria pela
incerteza integrada à fé e à esperança, não pela falsa certeza.
A educação deveria estar voltada para a
autoformação pessoal e para a cidadania, ensinando a assumir a condição humana,
a ensinar a viver. Cidadania seria definida em uma democracia por sua
solidariedade e responsabilidade em relação à sua pátria.
Neste momento, reflete-se sobre o
Estado-nação, que é um “aparelho” com vários outros “aparelhos” (forças
armadas, justiça, polícia, igreja, etc), sendo assim complexo por possuir
diversas facetas (territorial/político/econômico/cultural/místico/religioso).
Pensa-se em nação como uma sociedade em suas
relações/interesses/competições/rivalidades/ambições/conflitos sociais e
políticos, sendo uma comunidade de identidades/atitudes/reações ante o
estrangeiro ou o inimigo. Comunidade teria um caráter cultural e histórico. Em
uma relação dialética e antagônica, Nação seria maternal/feminina/momentos
comunitários e o Estado seria paternal/masculino/autoridade absoluta.
Há uma correlação no desenvolvimento da
consciência de humanidade e a consciência de nossa pátria-terrena, sendo a
segunda necessária por ser uma concepção mais vasta de pátria, mais aberta e
geradora de consciências planetárias. A educação deve permitir às pessoas para
a autoformação da cidadania plena (quando as pessoas se sentem solidárias e
responsáveis) e do significado de nacionalidade, ampliando as identidades
nacionais para as identidades continentais e planetárias.
Edgar Morin também ajudará a pensar na
organização dos “Três graus de ensino”. Em relação ao “ensino primário”, seria
necessário fazer interrogações ao invés da destruição da curiosidade infantil,
pois assim seria possível descobrir a dupla natureza humana (biológica e
cultural). A relação de causa-efeito e entre a parte-todo seria valorizado
nesta fase, onde a indagação sobre o ser humano deveria ser interligada à
indagação sobre o mundo nas suas dimensões
histórica/psicológica/social/física/biológica. As disciplinas deverão estar
reunidas e ramificadas sem haver distinção, auxiliando no aprender a conhecer
(a separar e unir, analisar e sintetizar ao mesmo tempo). Também se destaca a
contextualização, a aprendizagem pela via externa (conhecimento das mídias) e
interna (auto-analise e auto-critica). Neste grau de ensino também se ensinaria
a língua, ortografia, historia e calculo.
No tocante ao “ensino secundário”, neste
haveria o aprendizado da “verdadeira cultura” (que unifica as culturas das
humanidades com a científica). Os programas deveriam ser substituídos por guias
de orientação que situam as disciplinas nos novos contextos (Universo, Terra,
vida e humano). Valorizaria também a matemática, a filosofia e o mundo/cultura
dos adolescentes.
Já em relação ao “ensino universitário”, a
universidade tem uma característica transecular e transnacional, devendo
manter-se conservadora (no sentido de preservar o passado para o futuro e não
no sentido dogmático/rígido), mas sendo também regeneradora e geradora de
patrimônio cultural. O dialogo das culturas das humanidades e cientificas são
primordiais, fornecendo um ensino metaprofissional e metatécnico (modernizando
a cultura e “culturalizando” a modernidade). Há de se transcender o fato de ser
uma máquina de produção e consumo para uma valorização da cultura humanista.
Para que se reforme o pensamento, é necessário que se reforme a Universidade,
com uma reorganização geral das faculdades e departamentos para ciências
multidisciplinares em torno de núcleo organizador
sistêmico/complexo/transdisciplinar (Ecologia, Ciências da Terra e Cosmologia).
Cerca de 10% de todas as graduações deveriam ser voltados para um ensino comum
(variando do matemático à ética e política, etc).
É necessário que se substitua um pensamento
que isola/separa/disjuntos/redutor para um pensamento que
distingue/une/complexo, ou seja, que liga e enfrenta a incerteza e favorece o
desenvolvimento do senso de responsabilidade e cidadania. A reforma do
pensamento tem conseqüências existenciais, éticas e cívicas, sendo uma
necessidade democrática fundamental para formar cidadãos capazes de enfrentar
os problemas de sua época, permitindo o pleno uso das aptidões mentais e sendo
condição obrigatória para sairmos da barbárie.
Por fim, os problemas da educação têm de ser
resolvidos cada vez menos de maneira quantitativa e mais de maneira orgânica
para: reformar mentes e instituições para responder aos desafios complexos que os
problemas impõem ao conhecimento; fornecer cultura para distinguir/contextualizar/globalizar
problemas multidimensionais/globais/fundamentais; proporcionar mentes que
enfrentam incertezas do Universo/vida/humanidade; apostar em um mundo melhor;
compreender o humano entre próximos e distantes; ensinar cidadania
terrena/unidade antropológica/diversidades individuais e culturais. Portanto, as
cinco finalidades educativas (que estão interligadas) são: a “cabeça bem-feita”
(aptidão para organizar o conhecimento), “ensino da condição humana”, a “aprendizagem
a viver”, a “aprendizagem da incerteza” e a “educação cidadã”.
É necessário que se transponha conhecimentos
e esquemas cognitivos de uma disciplina para outra, em uma
inter-poli-transdisciplinaridade, que permite articular conhecimentos além da
disciplina. É necessário metadisciplinar, ultrapassando fronteiras e
conservando ao mesmo tempo, ou seja, modificando, mas não acabando com tudo já
produzindo, sendo aberta e fechada.
terça-feira, 12 de julho de 2016
A profissão do geógrafo segundo o Pequeno Príncipe
"_ Que é um geógrafo?
_ perguntou o principezinho.
_ E um especialista que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos.
_ Isso é bem interessante_ disse o pequeno príncipe.
_ Eis, afinal, uma verdadeira profissão! E lançou um olhar, ao seu redor, no planeta do geógrafo."
(EXUPÉRY, Antoine Saint-, "O pequeno príncipe")
_ perguntou o principezinho.
_ E um especialista que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos.
_ Isso é bem interessante_ disse o pequeno príncipe.
_ Eis, afinal, uma verdadeira profissão! E lançou um olhar, ao seu redor, no planeta do geógrafo."
(EXUPÉRY, Antoine Saint-, "O pequeno príncipe")
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Reflexões sobre Tecnologia e Sociedade
texto que fiz.
___
Para
se trabalhar bem na profissão de educador na era digital, é necessário refletir
sobre várias coisas, iniciando pelo significado de conectivismo (rede de múltiplas
interconexões), de ciberespaço (rede de informações interconectadas ao alcance
de todos) e de cibercultura (conjunto de técnicas, práticas, culturas e valores
à partir do ciberespaço).
Estamos
em novo momento histórico da humanidade, sendo necessária uma atualização, pois
saímos de uma “sociedade industrial da informação”, passando por uma “sociedade
do conhecimento” e atingindo à uma “sociedade líquida”.
As
características da sociedade líquida é o consumismo, imediatismo, padrões
sociais de felicidade, esforço da mente, relações pessoais vulgarizadas com
falta de laços sociais, desapego de amor, solidão, segurança e isolamento,
materialismo, etc.
Esta
nova sociedade por ser muito rápida, fluída e dinâmica (líquida) e obriga todos
as pessoas (sobretudo os profissionais da educação) à ter uma postura dialética
com flexibilidade, sabendo dialogar e convergir diferentes posturas.
As
famílias dos alunos e os próprios alunos são reflexo desta sociedade moderna-líquida,
obrigando o educador à mudar sua postura educacional e pedagógica. A realidade
está cada vez mais heterogênea e multifacetada, obrigando uma flexibilidade e
trabalho diferenciado.
Já
que a aprendizagem é fim e meio, sendo mediação de todo processo, as novas
formas de comunicação e de mediação auxiliam na aquisição de conhecimentos e também
para a aprendizagem significativa dos educandos. Os educadores e educandos
possuem uma relação de aprendizagem mútua, pois ambos são receptores e
emissores.
Estamos
também em uma “sociedade do espetáculo”, onde é supervalorizado a imagem, a aparência,
a simulação e o simulacro, em contrapartida do real significado ou essência das
coisas. Isto obriga ao professor à trabalhar diferenciadamente.
A
inclusão digital não vai emancipar o ser humano socialmente, mas vai
possibilitar uma inclusão social maior. É necessário que se promova e fomente
vários espaços tecnológicos na escola, não se resumindo somente às “salas de informática”,
mas também é necessário que se repense o método de aula, pois uma aula
tradicional também pode ocorrer com o uso de tecnologias avançadas.
Os
educadores necessitam saber dialogar a mídia clássica (jornais impressos e
livros) com a mídia contemporânea digital e on-line. Além do mais, é necessário
que este realize um hibridismo de tecnologias, ou seja, saber trabalhar com o
tradicional (giz e lousa) e o digital (TEDIC’s). Os alunos também precisam se
conscientizar que o uso tecnológico da cultura digital é algo importante pedagogicamente,
fazendo estes refletir sobre o currículo e o seu aprendizado. Isto somente
reforça a característica interativa e critica de nossa sociedade líquida.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Reflexões acerca de "Educação e Diversidade".
texto que eu fiz.
____
A
educação sempre foi tratada na retórica da “igualdade alienada” em que homogeneíza
os alunos, tirando suas subjetividades e particularidades sociais e culturais.
É
correta a mudança de retórica da educação para a diversidade, sendo que os
indivíduos possuem suas particularidades que devem ser valorizadas e
respeitadas. as pessoas são iguais, mas diferentes, múltiplos e diferenciados.
Esta
nova postura que surgiu pela demanda dos movimentos sociais a partir da década
de 1990, possibilita vários avanços sociais e na aprendizagem do aluno, sendo
que obriga o professor a realizar mudanças curriculares e ao Estado realizar
mudanças nas políticas públicas.
A
luta pela educação para a diversidade deve buscar o respeito e tolerância às
diferenças (alteridade), além de uma luta contra a cultura da violência social
e na escola.
Esta
retórica nova possibilita que se pense o sujeito coletivamente na sociedade,
reforçando o aspecto positivo de que a educação é essencial para a prática
social e para a emancipação social.
Um debate sobre multiplicidades e diversidades étnico-raciais é válido na medida que se a
busca uma educação para todos, é necessário que se inclua os excluídos na discussão e fisicamente nos espaços de educação (seja na escola ou no ensino superior com cotas)
É
preciso que se conheçam os conceitos de raça e etnia, para que se saiba sobre o
significado do racismo e para que haja o devido combate à este.
O
racismo ocorre diferenciadamente em diversos pontos do globo, tendo sua
particularidade no Brasil. É necessário que se desvende aos alunos como se
construiu o “racismo à brasileira”, desde a diáspora negra, perpassando pelo
período escravagista, pela construção dos “mitos de democracia racial” e de
como as desigualdades étnico-raciais ocorrem no Brasil.
Os
movimentos sociais conquistaram algumas coisas, caso da Lei 10639, que está
permitindo uma revisão de identidades no Brasil e uma ruptura pedagógica nos
currículos escolares. Muita coisa tem de ser revista, repensada e mudada nos
currículos escolares ainda.
Por
fim, o debate sobre sexualidade possibilitou novas reflexões, sendo que este é
essencial para que se concretize a educação para a diversidade e para a
formação de pessoas/sujeitos/indivíduos para viver coletivamente.
Para
que a educação sexual se realize, é necessário que o professor saiba de alguns
conceitos-chave, tais como: sexualidade, identidades (seja corporais, sexuais
ou de gênero), sexo biológico, gênero, orientação sexual e as fases do
desenvolvimento da criança.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Despesas com Judiciário no Mundo
repasso:
Fonte: https://www.facebook.com/midiaNINJA/photos/a.164308700393950.1073741828.164188247072662/661090314049117/?type=3&theater
Fonte: https://www.facebook.com/midiaNINJA/photos/a.164308700393950.1073741828.164188247072662/661090314049117/?type=3&theater
No BOLSA FAMÍLIA, com 27 bilhões de reais, são atendidas 14 milhões de famílias brasileiras. Com o BOLSA INJUSTIÇA, menos de 5 mil famílias do judiciário serão beneficiadas com 58 bilhões de reais. É claro que o problema do Brasil são os vagabundos do Bolsa Família. Enquanto isso, o país da impunidade ostenta ao mundo o judiciário mais caro do ocidente. Gastamos 1,8% do PIB com "Justiça" enquanto países como EUA, Espanha e Argentina gastam 0,1%. Na moral, estes "juízes" deveriam ser os primeiros a ser presos!
GIF_Crescimento populacional da CHINA e da ÍNDIA - 1960 até 2060
Crescimento populacional da CHINA e da ÍNDIA - 1960 até 2060.
https://www.facebook.com/LinguagemGeografica/videos/1037794756303320/
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Superman X Muhammad Ali
Abaixo 2 cenas de um gibi da luta entre Superman X Muhammad Ali, uma foto do Ali vendo a revista e uma reflexão do Ali sobre o racismo norte-americano.
Mais a respeito em: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Superman_vs._Muhammad_Ali
Capitão América e a Guerra Fria
Esta cena do gibi não é fake.
O Capitão América foi torturado para que os EUA pagassem pelas atrocidades imperialistas no mundo. Mas o Capitão Hidra (ou América?) não entendeu a lição.
O Capitão América foi torturado para que os EUA pagassem pelas atrocidades imperialistas no mundo. Mas o Capitão Hidra (ou América?) não entendeu a lição.
Qual o partido da escola sem partido? (por Fernando Nicolazzi)
repasso ótimo artigo sobre a absurda e ideológica "lei da escola sem partido".
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No dia 24 de maio, a Câmara Municipal de Porto Alegre deu abertura ao processo referente ao PLL 124/2016, de autoria do vereador Valter Nagelstein. Segundo nos é informado no site da Câmara, tal projeto tem por objetivo instituir, “no âmbito da educação municipal, as diretrizes orientadoras ao comportamento aos estabelecimentos de ensino, funcionários, responsáveis e corpo docente, no ministério que envolve o ensino de questões sócio-políticas, preconizando a abstenção da emissão de opiniões de cunho pessoal que possam induzir ou angariar simpatia a determinada corrente político-partidária-ideológica, desviando-se da neutralidade e do equilíbrio necessários à condução do aprendizado do corpo discente”.
Qual o partido da escola sem partido? (por Fernando Nicolazzi)
O fato traz para o contexto municipal uma situação mais abrangente que envolve projetos apresentados em outros âmbitos legislativos nacionais, como é o caso, para citar apenas dois exemplos, do PL 190/2015, protocolado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo deputado estadual Marcel van Hattem, e do PL 867/2015, proposto à Câmara dos Deputados pelo deputado federal Izalci Lucas Ferreira. Em comum, todos incidem diretamente nas formas de atuação de professores e professoras em diferentes níveis de educação. Além disso, vinculam-se, em graus variados, ao programa defendido pelo movimento intitulado “Escola sem partido”, cujo mote principal é “educação sem doutrinação”, recentemente apresentado ao Ministro da Educação interino, Mendonça Filho, pelo ator Alexandre Frota e por representantes do grupo Revoltados Online.
Esta situação demanda uma reflexão sobre os sentidos e significados da educação para nossa sociedade e, de forma ainda mais relevante, sobre o papel da escola e dos profissionais da educação na construção e difusão dos princípios democráticos e dos valores de cidadania a eles atrelados. De modo geral, os textos destes projetos e suas respectivas justificativas invocam a neutralidade do Estado contra o que é definido como doutrinação ideológica, política e partidária, sem que uma definição mínima do que vem a ser tal doutrinação seja oferecida e justapondo de forma pouco precisa conceitos como ideologia política e ideologia partidária.
Um dos pontos mais controversos destes projetos reside na ideia de que os educadores e educadoras não devem discutir, nos espaços escolares, temas e conteúdos que possam contradizer as convicções morais dos pais e mães dos estudantes. Dependendo da turma, um professor estaria em uma situação de impasse ao tratar das origens da humanidade, pois não poderia discutir o evolucionismo diante de um aluno cuja crença familiar preconizasse o criacionismo. Da mesma forma, um adepto do liberalismo poderia ter sua moral familiar questionada em uma aula de história que discutisse as relações entre classes sociais e industrialização no século XIX, ou uma família socialista poderia acusar o professor do seu filho de ferir seus valores morais em uma aula sobre a ideologia liberal e a crença no livre mercado. E estes exemplos nem tocam ainda em outras questões tão ou mais sensíveis, como a educação sexual e o tema das relações de gênero.
A situação é de tal gravidade que o projeto do deputado federal Izalci Lucas Ferreira foi apensado ao PL 7.180/2014, de autoria do deputado Erivelto Santana, que pretende alterar o artigo 3º. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996) em prol do “respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas”. Moralidade, sexualidade, religiosidade confundem-se no sentido de impor limites demasiadamente restritivos ao campo da educação, incidindo tanto no ensino das humanidades, alvo principal dos projetos, como no ensino de temas ligados à saúde pública. Imaginem um ambiente escolar desprovido de discussões a respeito da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, eis o mundo vislumbrado pelos proponentes e defensores de uma tal “escola sem partido”.
Estamos diante de uma projeção do espaço familiar, ou seja, do âmbito privado, sobre o ambiente amplo da sociedade, onde a dimensão pública deve prevalecer como condição fundamental para as discussões sobre o bem comum e sobre a justiça social. Em outras palavras, o que tais projetos pretendem é realizar um esvaziamento da dimensão pública do ensino e, consequentemente, a suposta despolitização da prática educacional. O ensino e a aprendizagem demandam, mesmo em escolas privadas, a existência desta dimensão, que existe através do livre diálogo entre professor e aluno, bem como da liberdade de atuação dentro do espaço escolar. Conhecer é um ato social, não simplesmente uma faculdade biológica; ele pode e deve ser apartidário, mas jamais será “neutro”. Afinal, como seria possível definir o projeto educacional de um país a partir da noção vaga e enganosa de “neutralidade”? A própria escolha pela educação já é uma opção política.
Em uma sociedade na qual parlamentares atuam orgulhosos em nome de um modelo restritivo e excludente de família, a escola pode e deve se constituir como um lugar de mediação entre o âmbito familiar e a instância social. Nem refém da moralidade privada, nem subjugada pela lógica partidária: a escola é o lugar privilegiado para a educação pública, mas uma educação que depende das liberdades de ensino, de aprendizagem, de pesquisa e de divulgação do pensamento, como definido pela constituição. Qualquer projeto contrário a isso não diz respeito à educação, apenas revela interesses privados, eles próprios ideológicos e partidários. Resta, então, saber qual o partido da escola sem partido.
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Fernando Nicolazzi é professor do Departamento de História da UFRGS.
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Fonte: http://blogueblue.blogspot.com.br/
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quarta-feira, 18 de maio de 2016
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