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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Análise de Conjuntura Política


Análise da corrente “Revolução Brasileira” do PSOL

Concordo com parte das críticas da corrente “Revolução Brasileira” do PSOL ao Guilherme Boulos, que defende uma genérica “revolução solidária” e busca alianças questionáveis com grupos sociais.
Não concordo com a expressão “esquerda liberal” que é cunhada ao PSOL e PT. Curiosamente, este grupo se porta como uma Seita e é uma corrente interna do PSOL.
PSOL e PT são partidos de massa sem uma centralidade política, baseada no legalismo com ilusões eleitorais e no personalismo. Há nos 2 partidos um culto a personalidade de representantes, seja de Lula (a maior liderança da esquerda brasileira dos últimos 50 anos), seja no culto a personalidade de representantes legislativos. Quanto as ilusões eleitorais, se coloca muita energia nas ilusões das participações eleitorais do legislativo e executivo, valorizando o sistema presidencialista de coalizão e a democracia burguesa capitalista.
Pelo fato destes dois partidos terem muitas contradições, principalmente pela falta de clareza programática das bandeiras políticas, faz com que estes estejam degenerados. Entretanto, não acho que estes partidos sejam iguais, não acho que eles não sejam de esquerda e não acho que temos de “cancelar” estes partidos. Primeiramente, o conceito de esquerda é muito genérico e está ligado a todo setor progressista, não necessariamente socialista ou comunista. Podem ser de esquerda, pessoas que reivindicam o trabalhismo, nacional-desenvolvimentistas, skinheads (como os quase socialistas dos “redskins” e antirracistas dos “SHARP”), anarquistas, as muitas vertentes do socialismo (trotskistas lambertistas/posadistas/morenistas/mandelistas, leninistas, maoístas, stalinistas, etc), social-democratas, etc.
PSOL e PT são muito diferentes na sua origem. O PT foi formado com ampla participação popular, com núcleos de base, comissões de fábrica e participação ativa da militância de base. Já o PSOL, foi formado por militantes que foram expulsos do PT ou por militantes petistas que não concordavam com os rumos dos governos petistas nos primeiros governos de Lula como presidente. A base da militância do PSOL sempre foi majoritariamente de servidores públicos e de uma classe média vanguardistas com grande consciência de classe proletária.
O PT organizou a luta da classe trabalhadora, sendo imprescindível para as conquistas e embates que o proletariado traçou durante a década de 1980 e meados da década de 1990. Com o passar dos anos o PT se afastou dos movimentos sociais e de suas bandeiras históricas de defesa da classe trabalhadora, preocupando-se mais com a disputa pelo poder do que com as demandas do proletariado. Com os anos, o PT foi se degenerando grandemente, com muitas confusões programáticas (defendendo por muito tempo a bandeira genérica da ética, que foi abandonada depois dos escândalos de corrupção petistas) e o PSOL se fortaleceu na militância de base (incorporando muitos militantes, como os do MTST). Entretanto, o PT ainda é o maior partido de esquerda da América Latina, com uma militância muito grande quantitativamente, estando muito enraizado no imaginário dos brasileiros como um partido progressista e forte nos grotões do interior e da periferia brasileira.
Já o PSOL, tem se fortalecido muito, mas ainda muito pouco conhecido pela população brasileira, a não ser pela vanguarda de esquerda, pelos servidores públicos e por uma classe média urbana, fato que explica a origem de seus votos nas últimas eleições em bairros elitizados. Ainda há uma grande esperança do crescimento deste partido, que possui uma vanguarda bem combativa e alguma clareza programática por parte de parte de sua militância. Discordo de algumas retóricas que estão se tornando homogeneizantes, como os limitados discursos identitários que se afastam cada vez mais de uma prática classista e discursos que colocam debates despolitizados (como confusão de solidariedade com socialismo e a busca alienada por justiça social).
Apesar de ter muitas contradições no PT e no PSOL, entendo que há alguns pontos positivos neste modelo de “partido de massas”, que aglutina correntes distintas do campo de esquerda, seja revolucionário ou reformista. Há uma grande possibilidade de “entrismo” nestes partidos, possibilitando uma conscientização de amplos setores vanguardistas. Também há uma interessante possibilidade de luta organizada de frente nestes partidos.
Há uma grande confusão na definição do grupo “Revolução Brasileira” a um famigerado “sistema PTucano”. Esta expressão não tem nenhum sentido, pois PT e PSDB são partidos totalmente distintos no campo político, tendo origem totalmente distinta, programa político diferente e reproduz governos diferentes, apesar das muitas semelhanças. Os governos petistas promoveram tímidas políticas sociais e investimentos em infraestrutura, como o bolsa-família, ENEM, PROUNI, FUNDEB, PDE, construção de muitas Universidades Federais, Programa “Minha Casa Minha Vida”, apoio a agricultura familiar, aumento do crédito do brasileiro e redução pontual de alguns impostos, PAC (programa que fez algumas obras de infraestrutura, como portos, ferrovias, rodovias e aeroportos), etc. Muitos destes programas são de cunho reformistas, melhoraram por um tempo as condições de vida dos brasileiros (tirando milhões da situação de pobreza e gerando uma inclusão escolar/universitária muito significativa), mas geraram endividamento do brasileiro e uma ausência de uma reflexão politizada dos problemas estruturais brasileiros.
Muitas coisas dos governos petistas e tucanos foram semelhantes, tais como o privilégio ao capital financeiro e endividamento do Estado Brasileiro, uma quantidade insuficiente de incentivo a agricultura familiar e a Reforma Agrária, tímidas políticas de moradia e de investimento em infraestrutura, além de beneficiar a agroindústria e uma tecnocracia, que manteve exclusões e contradições históricas no Brasil.
Acho oportunista e simplista afirmar que o PT foi o responsável pela eleição de Bolsonaro. Não nego que as contradições petistas contribuíram para a eleição deste governo fascista, pois contribuíram com a retórica neoliberal na economia como sendo inevitável e o afastamento programático (das “bandeiras históricas” petistas) contribuiu para um governo limitado com pouco avanço social, parecendo mais concessões das elites com tempo de validade prescrita, ou seja, as elites acabariam com as políticas sociais petistas na primeira oportunidade (tais como aconteceu no governo Temer e agora no governo Bolsonaro). Entretanto, temos de levar em consideração o golpe midiático-jurídico-parlamentar que o governo Dilma sofreu em 2016, contribuindo com a construção de uma retórica que criminalizava a esquerda, os programas sociais e a própria política burguesa, abrindo espaço para “gestores” oportunistas como João Dória e discursos conservadores alucinados (que vão de intervenção militar, a defesa da monarquia e de um ultraneoliberalismo atrasado).
A disputa pelo poder é essencial. Lênin estava correto quando disse que “afora o poder, tudo é ilusão”, mas não se pode disputar o “poder pelo poder”, mas com vias à defender as demandas da classe trabalhadora e à superação do capitalismo. A eleição de Lula em 2002 significou uma crise de esgotamento do neoliberalismo tucano e poderia significar conquistas para a classe trabalhadora. Entretanto, os quase 14 anos de governos do PT no governo federal significaram a introdução da vergonhosa "frente popular", que significa uma derrota para a classe trabalhadora.
Os governos petistas devem ser identificados como de “frente popular”, ou seja, de conciliação de classe. Esta "frente popular" governou e governa para a burguesia e dá algumas concessões para a classe trabalhadora.
Houve uma crise de esgotamento da "frente popular" petista, significando que o capitalismo necessita crescer mais e a burguesia necessita enriquecer mais. Por este motivo, houve uma grande ruptura da burguesia brasileira com o PT para colocar um "governo burguês puro" (na figura de Aécio Neves em 2014 e Jair Bolsonaro em 2018).
Os governos de “frente popular” não representam os interesses da classe trabalhadora e deve ser questionado e negado. Falar em “sistema Ptucano” é de um oportunismo e de cegueira conceitual profunda. O mais correto que deveria ser defendido para a esquerda eleitoreira degenerada (que nem o PT e PSOL) é que eles façam governos que rompam com a burguesia e que neguem a  "frente popular". Para isso, é preciso uma política de frente única com os setores progressistas da classe trabalhadora, sem a presença de partidos burgueses e sem perdas para o proletariado. 
Não vejo como sendo errado ou capitulação o PSOL se aliar ao PT pontualmente em frentes classistas de esquerda, seja em sindicatos ou eleições, pois o PT é um partido de esquerda e há uma ampla massa e base a ser disputada.
Por fim, o grupo “Revolução Brasileira” se porta como uma seita oportunista com esta retórica confusa que beira o academicismo e está claramente fazendo entrismo no PSOL (o que não é errado). Há confusões também, quando dizem que no PSOL há um “potencial revolucionário da crítica radical ao sistema político e sua fundamentação econômica dependente e subdesenvolvida”, pois nunca houve esta clareza e engajamento programático no partido. Não entendo o que estão fazendo no PSOL e não entendo porque lançam candidatos nas eleições legislativas. Participar da eleição da democracia burguesa é uma estratégia, mas pelo grau de crítica ao sistema político, nem sei se é coerente participarem de eleições. Concordo que deve se denunciar o “sistema político/econômico” (derrubada da estrutura social e do modo de produção capitalista), mas beira o panfletário a defesa da genérica “revolução brasileira” e de um nacionalismo de ocasião.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

ATIVIDADE_Estrutura Geológica e Minérios no Brasil


1) A cidade de São Paulo está localizada em qual Estrutura Geológica?

2) Qual a importância dos minérios para a sociedade?

3) Qual Estrutura Geológica tem mais minérios no Brasil?

4) Diga o nome de 2 estados com mais minérios no Brasil?

5) Qual estado possui mais:
a) alumínio/bauxita =
b) carvão mineral =
c) chumbo =
d) cobre =
e) diamante =
f) estanho/cassiterita =
g) ferro =
h) manganês =
i) níquel =
j) ouro =
k) petróleo e gás natural =
l) urânio =

terça-feira, 14 de julho de 2020

Mortes por policiais militares em SP de 2001 a 2020 (meses jan a mai)



ATIVIDADE_sobre abordagem policial e preconceito


Analise as duas charges abaixo e os 2 textos sobre abordagem policial e preconceito. Assinale a alternativa Incorreta.





“Empresário xinga e ameaça PM em Alphaville após queixa de violência doméstica”

Um policial militar foi xingado, ofendido e ameaçado pelo empresário Ivan Storel, de 49 anos, na tarde da última sexta-feira, 29. A Polícia Militar foi acionada por sua mulher, de 46, para atender a uma ocorrência de violência doméstica na residência localizada no Condomínio Alphaville 5, bairro nobre do município de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, ao lado de Barueri.
A mulher do empresário contou à equipe policial que seu marido estava sob efeito de bebidas alcoólicas e durante todo o dia a ofendeu com diversos xingamentos na frente da filha.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, que provocou a revolta de internautas, é possível ver o momento em que Storel aparece na porta de sua residência e começa a ofender com palavras de baixo calão os policiais, em especial um PM que está posicionado a alguns metros em sua frente.
"Você é um bosta. É um merda de um PM que ganha mil reais por mês, eu ganho 300 mil reais por mês. Quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você não me conhece. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano", gritou.


“Abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia, diz novo comandante da Rota”

Em entrevista exclusiva concedida ao UOL, Mello Araújo afirmou que os PMs que atuam na região nobre e na periferia de São Paulo adotam formas diferentes de abordar e falar com moradores. "É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia], da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região nobre de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado", disse.
"Da mesma forma, se eu coloco um [policial] da periferia para lidar, falar com a mesma forma, com a mesma linguagem que uma pessoa da periferia fala aqui no Jardins, ele pode estar sendo grosseiro com uma pessoa do Jardins que está ali, andando", complementou. "O policial tem que se adaptar àquele meio que ele está naquele momento", argumentou.

a) A polícia militar tem a mesma abordagem em bairros nobres e na periferia.
b) A polícia militar possui uma orientação oficial de realizar abordagens diferenciadas em bairros nobres e na periferia, podendo caracterizar preconceito social.
c) Os policiais militares não sofreram humilhações por parte do morador rico de Alphaville.
d) A polícia militar tem que ter abordagens mais truculentas nos bairros mais periféricos, pois só há marginais na periferia.

e) A polícia militar tem se portado como um Leão em Alphaville e um Gatinho na periferia, sendo que é um dever profissional do policial ser mais agressivo na periferia.

Relação Desigualdades sociais e mortalidade de COVID-19 no Brasil


MAPA DA DESIGUALDADE: RENDA E MORTALIDADE POR COVID-19 NAS CAPITAIS BRASILEIRAS
Publicado em 26/05/2020 17:25:40 
Longe de serem homogêneas, as capitais brasileiras retratam a desigualdade expressa em diversos aspectos da realidade e atualmente são foco de grandes debates sobre o futuro da vida nas cidades, pois abrigam 22% da população do país, ou seja, mais de 47 milhões de pessoas.
Levantamento realizado para o Mapa da Desigualdade entre as Capitais indica que aquelas com maior número de pessoas abaixo da linha da pobreza também apresentam elevada taxa de mortalidade por Covid-19. Em São Luís, Recife e Manaus, onde mais de 30% da população vive com menos de US$ 5,5 por dia (faixa que define a linha da pobreza, segundo o Banco Mundial), foram registrados mais de 40 óbitos para cada 100 mil habitantes.
Já as capitais estaduais que apresentam os melhores indicadores relacionados à pobreza também registram taxas de mortalidade inferiores às demais. Em Florianópolis, onde apenas 9% da população vive com menos de US$ 5,5 por dia, a mortalidade por Covid-19 não chega a dois óbitos por 100 mil habitantes.
https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticia/detalhe/mapa-da-desigualdade-renda-e-mortalidade-por-covid-19-nas-capitais-brasileiras


ATIVIDADE_Relação COVID-19 e Desigualdades Sociais em SP


Analise os 3  Mapas abaixo e os textos sobre a relação dos casos de mortes da Covid-19 com as taxas de Expectativa de Vida ao Nascer, a concentração da população negra e a localização de moradias precárias na cidade de São Paulo. Assinale a alternativa Correta.



Mapa da Desigualdade: Endereço é fator de risco para covid-19 em SP

Os dois distritos de São Paulo onde a população tem uma maior idade média ao morrer registram um número baixo de óbitos por covid-19. Em Moema, na zona sul, a expectativa de vida é de 81 anos e no Jardim Paulista, na região central, 80 anos. Juntos, eles somam 130 mortes durante a pandemia.
Já entre os três distritos com a menor idade média ao morrer, dois têm altos índices de falecimentos pela doença. No Grajaú, na zona sul, os moradores vivem em média 59 anos e em Cidade Tiradentes, na zona leste, 57 anos, mas as regiões concentram 460 mortes, sendo 267 só no Grajaú. Segundo o levantamento, são 3,5 vezes mais óbitos nessas regiões do que nos dois distritos com maior expectativa de vida.


População negra

Os dois distritos com maior proporção de população negra entre os habitantes, Jardim Ângela (60%) e Grajaú (57%), ambos na zona sul da capital, apresentam alto número de óbitos por covid-19: 507 mortes, sendo 240 óbitos e 267, respectivamente.
Em contrapartida, o Alto de Pinheiros, na zona oeste, tem 8% de negros e 44 mortes, e Moema, na zona sul, com 6% dos moradores negros, registra 66 óbitos. Os dois distritos com menor proporção de negros entre os moradores somam 110 mortes por covid-19. O número é cinco vezes menor do que no Jardim Ângela e Grajaú.
Segundo a Rede Nossa São Paulo, é possível compreender que os óbitos por covid-19 afetam mais a população negra, já que "os distritos que representam os maiores números de mortes também são os que concentram a maioria dos negros. Enquanto os distritos com menos óbitos são também os que têm números reduzidos de residentes pretos e pardos".


Domicílios em favelas

De acordo com o estudo, os 11 distritos que não reúnem domicílios em favelas, segundo dados oficiais, têm baixo número de óbitos por covid-19, em comparação com a média da cidade. São eles: Alto de Pinheiros, Bela Vista, Brás, Cambuci, Consolação, Jardim Paulista, Moema, Perdizes, República, Santa Cecília e Sé.
No Alto de Pinheiros, foram 44 mortes, no Jardim Paulista outras 64 e em Moema, 66.
Já os dois distritos que têm mais mortes pela covid-19 têm o percentual de domicílios em favelas três vezes maior do que a média. Brasilândia, na zona norte, e Sacomã, na zona sul, têm 30% e 28% de casas em comunidades. Juntos, concentram 503 mortes.
O levantamento indica, portanto, que nos locais onde há maior concentração de favelas, a pandemia faz mais vítimas.


a) Há uma grande incidência de Covid-19 nos bairros com maior quantidade de moradia precária (favelas e cortiços), como Moema e Alto de Pinheiros.
b) Há uma pequena incidência de Covid-19 nos bairros com maior quantidade moradores negros, como Jardim Ângela e Grajaú.
c) Há uma grande  incidência de Covid-19 nos bairros com maior quantidade moradores negros, como Jardim Ângela e Grajaú.
d) Há uma pequena incidência de Covid-19 nos bairros com menores índices de expectativa de vida ao nascer, como Moema e Alto de Pinheiros.
e) Não existe uma relação entre a incidência de Covid-19 e as desigualdades sociais entre os diferentes bairros na cidade de São Paulo.

CHARGES e EXERCÍCIO sobre Greve Motoristas de Aplicativos

Analise as charges abaixo, o texto e o título da reportagem da greve que os motoristas de aplicativos de alimentação realizaram no dia 01 de junho e assinale a alternativa Incorreta.


"O motorista de aplicativo de comida é um trabalhador sem vínculo empregatício ou direito trabalhista algum indo entregar a comida de um restaurante que não é onde ele trabalha, para alguém que a pediu em um aplicativo milionário, que também não é onde ele trabalha. Ele usa uma moto ou uma bicicleta que não é sua e pela qual ele paga para usar a um banco milionário que também não é onde ele trabalha. Ele não trabalha em lugar nenhum, mas trabalha muito e recebe pouco, sendo chamado de empreendedor ainda".
(Texto de internet adaptado pelo professor Wladimir)

“Superexplorados em plena pandemia, entregadores de aplicativos marcam greve nacional”
“A alimentação é a coisa que mais dói, ter que trabalhar com fome carregando comida nas costas”, afirma motociclista

a) Os motoristas de aplicativo de alimentos fizeram greve por reivindicarem melhores condições de trabalho.
b) Os motoristas de aplicativo de alimentos não são trabalhadores, mas micro-empreendedores e não deveriam fazer greve.
c) Os motoristas de aplicativo de alimentos não possuem vínculo empregatício ou direito trabalhista.
d) Os motoristas de aplicativo de alimentos são trabalhadores precarizados e superexplorados.
e) Os motoristas de aplicativo de alimentos são trabalhadores terceirizados e não possuem direitos trabalhistas como plano de saúde, férias e licença maternidade.











terça-feira, 7 de julho de 2020

ATIVIDADE_Setores da Economia no Brasil



Força de trabalho por ocupação no Brasil é agricultura: 8%, indústria: 22% e serviços: 70% ( 2017)

Os 3 Setores da Economia são:
PRIMÁRIO = atividades ligadas a agricultura, pecuária, pesca e extrativismo (vegetal ou mineral/mineração).
SECUNDÁRIO = atividades ligadas à indústria.
TERCIÁRIO = atividades ligadas à comércio e serviços.

ATIVIDADE_Pirâmides Etárias no Brasil




Pirâmides Etárias


Pirâmides Etárias Brasil 1970 e 2000


Pirâmides Etárias no Brasil em 3 momentos - 1980, 2010 e 2050.


Pirâmides Etárias Brasil e Japão (2006)

 Pirâmides Etárias Africa e Europa (2006)



Pirâmides Etárias dos países do BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia):



Anime Hadashi no Gen (Gen pés descalços) retrata a bomba de Hiroshima e Nagasaki

https://www.facebook.com/muitomaisgeografia/videos/1427861177357985

Anime ´"Hadashi no Gen (Gen pés descalços)" retrata a bomba de Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945.

PS: não consigo gravar o vídeo

sábado, 27 de junho de 2020

ARTIGO_AZIZ_A quem serve a transposição do Rio São Francisco

         Pra refrescar a memória sobre a transposição do Rio São Francisco.  
     O mestre Aziz Ab'Saber era contra esta obra, que mais beneficiou os sertanejos ricos do agronegócio do que o sertanejo ribeirinho pobre.   
Bolsonazi quis "gozar com o pau dos outros", pois "inaugurou" o trecho da obra como se fosse dele.  
      Esta obra de transposição do Rio São Francisco foi idealizada pelo Dom Pedro II (alguns dizem que foi pelo Antônio Conselheiro, "sertão vai virar mar/Mar vai virar sertão"), mas foi mais de 90% realizada nos governos petistas (quando o Ciro Gomes era ministro de Lula).  
      Entretanto, temos que sair das ilusões a respeito da obra, pois a água não está indo pro sertanejo pobre.  Aziz Ab'Saber era contra a obra e ela também era combatida pelos movimentos sociais locais, pois a água "objetivava abastecer, sobretudo, o agronegócio e o hidronegócio" (como disse meu camarada Amarildo Vieira).   A água não está chegando para o sertanejo ribeirinho pobre. Atende mais aos "interesses dos bancos, construtoras, agronegócio,  hidronegócio e as oligarquias locais" (VIEIRA, Amarildo).
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A quem serve a transposição do São Francisco? Artigo de Aziz Ab´saber


É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas ideias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas. Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.
Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Pessoalmente, estou cansado de ouvir propostas ocasionais, mal pensadas, dirigidas a altas lideranças governamentais. Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.
O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semi-árido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.
Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio – Paulo Afonso, Itaparica, Xingó.
Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região. De forma que o novo projeto não pode, em hipótese alguma, prejudicar o mais antigo, que reconhecidamente é de uma importância areolar.
Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela ideia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas?
Os “vazanteiros” que fazem horticultura no leito dos rios que “cortam” – que perdem fluxo durante o ano-serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: “A cultura de vazante já era”.
Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados. De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm.
Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.
Trata-se, porém, do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais.
A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá conseqüências imediatas para os especuladores de todos os naipes. Existindo dinheiro – em uma época de escassez generalizada para projetos necessários e de valor certo -, todos julgam que deve ser democrática a oferta de serviços, se possível bem rentosos. Será assim, repetindo fatos do passado, que acontecerá a disputa pelos R$ 2 bilhões pretendidos para o começo das obras.
*Aziz Ab´Sáber é geógrafo, professor e escritor, é uma das figuras mais proeminentes do ambientalismo brasileiro. Professor-Doutor em Geografia Física (USP), ganhador do prêmio Ciência e Meio Ambiente da Unesco, tem mais de 300 trabalhos publicados sobre a geografia brasileira, também foi presidente da SBPC e do Condephaat e diretor do Instituto de Geografia da USP.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

ATIVIDADE_Trabalho no Brasil Colonial

Observe as imagens abaixo e diga as características do trabalho realizado nas usinas de cana-de-açúcar, fazendas de café, extração de pau-brasil, extração de borracha, extração de ouro e nas plantações de algodão.

Fale sobre quem eram os trabalhadores e sobre as condições de trabalho.

Quem lucrava com esta produção?


 Trabalho na usina de CANA-DE-AÇÚCAR


Trabalho na plantação de CAFÉ


Trabalho na extração de PAU-BRASIL


Trabalho nas MINAS DE OURO


Extração de BORRACHA


Trabalho na plantação de ALGODÃO

Bacia Hidrográfica Amazônica: rios principais navegáveis, barragens e eclusas



Bacia Hidrográfica Amazônica: rios principais navegáveis, barragens e eclusas

Atividade sobre evolução étnica da população brasileira analisando tabela




Responda às questões:
1)      Qual grupo étnico no Brasil tem a maior quantidade?
2)      Qual grupo étnico no Brasil mais cresceu e qual mais diminuiu nos últimos anos?
3)      O Brasil é um país racista? Justifique sua resposta.
4)      Haviam mais de 8 milhões de grupos indígenas no Brasil antes dos portugueses virem a este país  em 1500.  Atualmente são menos de 1 milhão de pessoas. O que houve?

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Exercícios sobre a Formação do Território Brasileiro

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

ECONOMIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL  - SÉCULOS XVI AO XIX

HISTÓRIA E MARCHA DO POVOAMENTO E URBANIZAÇÃO DO BRASIL


Responda às questões:
1)      Analise a formação do território brasileiro na sequência dos 4 primeiros mapas e diga porque o território brasileiro se expandiu para o interior?
2)      Relacione a expansão do território brasileiro com as atividades econômicas que eram realizados no Brasil Colonial.
3)      Quais eram as principais atividades econômicas realizadas no Brasil Colonial (1500 à 1822, Mapas 1, 2 e 3 da “Formação do Brasil Colonial e Imperial – séculos XVI â XIX”)?
4)      Quais eram as principais atividades econômicas realizadas no Brasil Imperial (1822 à 1889, Mapa 4 da “Formação do Brasil Colonial e Imperial – séculos XVI â XIX”)?
5)      Por que o território brasileiro começou a ser povoado na região litorânea?
6)      Explique as razões do por que o território brasileiro ainda ser bastante povoado nas regiões litorâneas.