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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Onde foram parar os negros da Argentina?


Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/onde-foram-parar-negros-argentina-434210.shtml

Onde foram parar os negros da Argentina?

Cláudia de Castro Lima | 01/06/2005 00h00
Quando, em abril, o jogador de futebol argentino Leandro Desábato, do Quilmes, chamou Grafite, do São Paulo, de "macaco", a questão do racismo voltou à tona. Na Argentina, o tema é particularmente polêmico - sobretudo porque o tráfico de negros lá teve um fim terrível: a maior parte dos africanos simplesmente sumiu.
O comércio negreiro durou entre os séculos 15 e 19 (a abolição foi em 1853). Num censo de 1778, a população negra chegava a 54% em algumas regiões argentinas. Em 1887, caiu para 1,8%. "A dizimação está ligada às guerras dos espanhóis contra ingleses, no fim do século 18. Nelas, morreram uma boa parte dos negros, engajados como soldados", afirma o historiador Álvaro de Souza Gomes Neto, especialista em escravidão. Mais tarde, no processo de independência (que aconteceu em 1816), foram formadas companhias apenas de negros, os "batalhões de libertos". Com a promessa de liberdade, eles ocuparam as posições mais perigosas. "Morreram quase todos."
Outro motivo para o sumiço foi epidemia de febre amarela, em 1871. Os negros libertos, vivendo em condições de extrema miséria em guetos, foram os mais afetados. Soldados argentinos impediam a saída deles dos bairros em que moravam, com medo de a epidemia se alastrar entre os brancos. Assim, eles morriam sem atendimento médico.

Descendentes foram "branqueados" legalmente

Cláudia de Castro Lima
Além da dizimação na prática, a Argentina organizou uma na teoria, registrando todos os descendentes de escravos como brancos. O processo ficou conhecido como "política de branqueamento" e foi praticado no início do século 19. Para o governo argentino, o desenvolvimento e o progresso do país estavam atrelados à cor da pele da população.
Muitas mulheres negras, com a ausência de homens da mesma etnia, casaram-se e tiveram filhos com brancos, inclusive com imigrantes europeus, que começaram a desembarcar no país antes da metade do século 19. Seus filhos, embora tivessem traços negros comprovados, eram registrados como brancos. "As estatísticas, assim, acabaram registrando um sumiço repentino de toda a população negra da Argentina", diz o historiador Álvaro de Souza Gomes Neto. "Todo argentino que não seja descendente de indígenas tem um traço de sangue negro, mesmo que em pequena proporção."

Trabalho e racismo

• O sistema econômico argentino começou a substituir a mão-de-obra escrava já por volta de 1840. "Em Buenos Aires, a força de trabalho foi basicamente de imigrantes russos, italianos, espanhóis e judeus novos", afirma o professor Álvaro Neto. No nordeste do país, a força de trabalho era, na maior parte, indígena.
• O na Argentina é forte desde o século 19. "Até os anos 1930, a ·moda· entre os negros era vestir-se, agir e falar como branco", diz Álvaro. "Desde o século 18, identificar alguém com traços negros colocava a pessoa numa condição social extremamente baixa. Há processos e buscas de retratações de pessoas registradas assim." Lá, chamar alguém de "macaco", por exemplo, não é crime.
• O século 20 presenciou uma nova leva de imigrantes africanos na Argentina. "Temos aqui no pais uma comunidade organizada de cabo-verdianos que chegaram principalmente entre as duas guerras mundiais em busca de melhores possibilidades de trabalho" afirma a filósofa argentina Dina Picotti. Segundo ela, a imigração africana vem crescendo novamente nos últimos dez anos.

Os 12 mapas mais incríveis da literatura

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O mapa torna o mundo fantástico mais palpável, e quando bem apresentado, só tem a acrescentar a uma história e à imaginação do leitor

Um dos elementos mais importantes de uma história em gêneros como a literatura fantástica ou a ficção científica é o mapa. Com ele, o leitor sente uma facilidade de imersão maior no mundo pelo qual está viajando sem precisar se preocupar em lembrar constantemente de sua da geografia ou até mesmo geopolítica. Via de regra, quanto mais complexo um mundo, maior a necessidade de um mapa. Há exemplos clássicos como a Terra-Média, de Tolkien, um dos maiores e mais detalhados mundos já feitos, ou até mesmo livros como Mistborn – O Império Final, de Brandon Sanderson, onde a história inteira é contada praticamente dentro de uma única cidade, mas explorada de forma tão complexa que um mapa torna-se indispensável.
Abaixo segue uma pequena lista com alguns dos mapas mais completos já feitos em obras de fantasia, e por quê ler os livros passados nesses universos.

Arda - J.R.R. Tolkien

Como não começar uma lista dessas com o que talvez seja o mais complexo mundo de fantasia já criado? O mundo de Tolkien é trabalhado minunciosamente a cada detalhe em todos os seus livros através de suas descrições e ainda mais com a legião de fãs por trás produzindo material próprio e de extrema qualidade. Bons exemplos disso são o Atlas da Terra-Média, talvez um dos mais completos compêndios da geografia do mundo de Tolkien, e projetos como o Lord of the Rings Interactive Map, um verdadeiro Google Maps da Terra-Média.

Westeros, Essos e Sothoryos – G.R.R. Martin

O mundo das Crônicas de Fogo e Gelo talvez seja um dos maiores já inventados e encontra-se em expansão, com os livros finais da série ainda a ser lançados. O engajamento dos fãs também é gigantesco, e nos traz produtos como um atlas, o Lands of Ice and Fire, um mapa interativo chamado Quartermaester e até ummapa geológico de Westeros.

Oz – L. Frank Baum

O mundo de Oz, apesar de não ser o único criado pelo autor, foi o de maior sucesso e a história do Mago de Oz é conhecida mundialmente. Nota-se também por ser um dos mais antigos, com o livro publicado em 1900 e serviu de inspiração para muitos autores depois dele.

Narnia – C.S. Lewis

Lewis foi um grande amigo de Tolkien e, por vezes, eles trocavam opiniões sobre o mundo um do outro. Narnia pode não ter a complexidade da Terra-Média, nem metade da história, mas é um dos mundos mais bem construídos na literatura fantástica e a viagem feita nos contos de Crônicas de Nárnia explora muito bem cada localidade.

O País das Maravilhas – Lewis Carrol

O mundo de Alice no País das Maravilhas é bastante complexo e estruturado, apesar da aparente simplicidade inicial da história. É uma das mais antigas, sendo lançado em 1865, e originalmente não vinha com um mapa, sendo desenvolvido posteriormente.

Terra dos Sonhos – H.P. Lovecraft

Considerado por muitos o mestre do horror, Lovecraft desenvolveu muitas de suas histórias na Terra dos Sonhos, um plano de existência alternativo que poderia ser acessado pelos sonhos, como uma viagem astral ou projeção.

Utopia – Thomas More

Utopia é um mundo criado por Thomas More onde se passa a história do livro de mesmo nome, lançado em 1595. É um trabalho de ficção, mas difere dos exemplos anteriores pois trata-se de uma ilha localizada no meio do Atlântico, na Terra, e não num mundo completamente fantasioso. É um dos trabalhos precursores da ficção científica, muito antes de Verne e Stevenson.

Terra do Nunca – J.M. Barrie

Talvez um dos mundos de fantasia mais simples já elaborados, mas muito importante devido ao peso da obra de Barrie, principalmente com Peter Pan.

Terramar – Ursula K. Le Guin

A saga de Earthsea da escritora Ursula Le Guin  tem um dos mapas mais simples em termos de arte, mas apresenta uma complexidade grande devido ao tamanho da obra, passando-se em muitas localizações diferentes.

Terras do Oeste – Robert Jordan

O mundo de Robert Jordan apresentado em sua série A Roda do Tempo é um dos mais complexos feitos na literatura fantástica, pareando-o com autores como Tolkien e Martin. Além disso, também conta com uma grande participação de fãs, fazendo bases de dados como a Wheel of Time Wiki.

Europa Alternativa – Scott Westerfeld

Um dos mapas mais bonitos já feitos pertence ao universo steampunk Leviatã, de Scott Westerfeld, com uma Europa Alternativa. A principal diferença está na geopolítica do mapa, com diferenças significativas entre os poderes e as alianças para a realidade.

Cidade de Luthadel - Brandon Sanderson

A cidade de Luthadel é o cenário principal do livro Nascidos da Bruma: O Império Final, de Brandon Sanderson. O interessante deste livro é que o autor dá uma complexidade à cidade, onde se passa a história, em detrimento do mundo que a cerca. Conforme a série avança nossa visão do mundo expande, mas inicialmente o autor nos mostra apenas a cidade dos personagens principais.


Há muito mais mundos complexos sendo feitos e explorados, e trabalhos de fãs apaixonados que não os deixam morrer. A lista feita aqui mostra apenas alguns dos mais famosos. O mapa torna o mundo fantástico mais palpável, e quando bem apresentado, só tem a acrescentar a uma história e à imaginação do leitor.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Os CONSELHOS ESCOLARES e a ESCOLA na SOCIEDADE CAPITALISTA

OS CONSELHOS ESCOLARES E A ESCOLA NA SOCIEDADE CAPITALISTA

Wladimir Jansen Ferreira

Antes de pensarmos em uma escola democrática e participativa, é necessário que reflitamos qual a função social da escola e na utilização do conhecimento para a reprodução de hegemonias e disparidades sociais.
O conhecimento (e o seu uso) deve ser compreendido como ferramenta de dominação social, tendo a escola um importante papel. A instituição Escola está estritamente integrada à idéia de sociedade. Está relacionada à manutenção e reprodução das relações sociais, ajudando na construção dos saberes da sociedade.
A escola trabalha com a relação do simbólico, ou seja, trabalha com o imaginário dos estudantes e pessoas. Os saberes da sociedade são representações da sociedade sobre si mesma. Todas as sociedades têm relações de noções espaciais, relações com o mundo, percepções do mundo em linguagens. Os lugares determinam relações sociais e as relações sociais são a materialização do lugar (se materializam no lugar).
A escola legitima uma situação pré-existente, onde o lugar de cada um na escala social é determinado pelos resultados escolares. A escola reproduz a divisão da sociedade em categorias sociais distintas, reflete, portanto, a luta de classes nas sociedades. Neste sentido, todas as instituições da sociedade existem para manter a sociedade vigente e a escola existe para este fim. 
A escola é representante do Estado (que cria o estado de marginalidade) e surge na Europa durante a Idade Média, mas era uma escola elitista voltada à poucos, com a intenção de “transmitir saberes” para as classes sociais hegemônicas e manter o status da sociedade.
Para que o Modo de Produção Capitalista exista, é necessário que haja um Estado Nacional que terá a função de organizar a produção e as relações sociais. No território do Estado-Nação chamado de país é necessário também que haja somente uma nação hegemônica vivente neste lugar, pois isto significaria uma “Unidade Nacional”, que garantiria uma “Unidade Territorial” e conseqüentemente uma “Unidade Produtiva”.
Portanto, na sociedade capitalista os saberes locais são obrigados a se adaptarem à um modelo nacional para o “garantimento” da unidade territorial e produtiva.
A escola tem como função política e social, a manutenção das relações sociais. Fazer com que as novas gerações incorporem pensamentos, regras e valores culturais da sociedade e de seu modo de produção. Esta transmissão cultural de valores ideológicos será diferente de acordo com a classe social, ou seja, a escola impõe um tipo de cultura em detrimento das outras.
O aluno se tornará cada vez mais padronizado, individualista, submisso e não-autônomo, retirando sua criatividade e sua criticidade. O professor está virando cada vez mais um executor de um sistema de normas e de controle da sociedade. Ele é uma peça fundamental na engrenagem escolar e social. As políticas de meritocracia e de bonificação no salário dos professores, além da diminuição da participação e do engajamento sindical, contribuem decisivamente para que o governo burguês tenha sucesso no seu plano de precarização do ensino e na preparação da sociedade para as demandas atuais do capital.
A escola subsume normas que “disciplinariza” o aluno, não levando em conta as diferenças culturais, a criatividade dos alunos e nem a sua participação autônoma. 
É necessário se modificar métodos e recursos didáticos ou a forma do encaminhamento do processo de ensino-aprendizagem, além de se democratizar a gestão escolar para a participação dos diferentes atores da comunidade escolar (sejam com os professores, comunidade local, pais e responsáveis, alunos, direção e demais funcionários). Entretanto, esta mudança não adiantará de nada se a escola e a estrutura do ensino não forem questionadas, além da necessidade de uma tomada de consciência por parte do professor e do aluno no processo de ensino-aprendizagem.

GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS E O CONSELHO ESCOLAR
Para que tenhamos uma "gestão democrática” de fato nas escolas, necessariamente isto passará pelo processo de democratização da sociedade, por uma melhoria da qualidade da educação e pelo fortalecimento do Conselho Escolar.
O Conselho Escolar teoricamente é "o órgão colegiado da escola, com função deliberativa, consultiva, fiscalizadora, mobilizadora e pedagógica que fortalece o Projeto Político Pedagógico da escola, como a própria expressão da sua organização educativa, garantindo a participação das comunidades escolar e local na gestão administrativa, financeira e pedagógica. Composto pelo diretor e por representantes dos professores, demais funcionários, pais ou responsáveis, estudantes e comunidade local, que existe para conhecer as necessidades da escola, participar das decisões e assumir coletivamente o compromisso por uma educação com mais qualidade".
O Conselho Escolar pode ajudar na democratização da Escola Pública se este questionar contradições existentes na educação nacional, no garantimento da autonomia escolar e se for verdadeiramente democrático. Infelizmente não se percebe isso na maioria dos Conselhos Escolares pelo Brasil, pois não há uma democracia na escolha dos seus membros (a maioria é escolhida à dedo pela equipe gestora), este tem servido mais para punição de alunos e aprovar alienadamente demandas escolares (como projetos e destinação de verbas) do que fiscalizar ou construir o Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas.
Este esvaziamento político e participativo é a reprodução de uma tradição patrimonialista e autoritária do Estado que não acabará do dia para noite com concessões e ilusões participativas. A superação das contradições elitistas nas escolas, além do esvaziamento político-participativo e a democratização de fato da escola serão atingidas com a superação do modelo de escola vigente e a extinção da sociedade de classes excludente.
O respeito às diferenças dos indivíduos na sociedade, propiciando o respeito à alteridade e o pluralismo, são essenciais para a superação de posturas preconceituosas, que desconsideram as opiniões e a individualidade dos seres.
Para a democratização da escola não é diferente. É necessário que haja a participação democrática dos diferentes atores da comunidade escolar (sejam professores, gestores, demais funcionários, alunos, pais ou responsáveis e comunidade local) no cotidiano da escola. Esta participação se daria, principalmente na composição do Conselho Escolar, assim como, na elaboração do PPP da escola e na participação em Reunião Pedagógicas, Conselhos Participativos, Planejamentos, Atividades Lúdicas abertas à Comunidade, Projetos Escolares, Grêmios Escolares, etc.
A participação democrática dos diferentes atores da comunidade escolar é necessária para que haja uma unidade dos sujeitos na escola, pois sem isso, não há uma unidade na prática educacional e os diferentes atores da comunidade escolar estarão individualizados nos seus desejos e lutas, perdendo a “dimensão de viver em sociedade” e a eficácia na aplicação dos princípios da “gestão participativa e democrática”, ou seja, não distanciando “os que planejam dos que executam” (superando a contradição taylorista presente na escola).
A democracia escolar é necessária para a superação de algumas das contradições presentes na escola e isso colabora imensamente para o aumento da identidade escolar da comunidade escolar, contribuindo, também, para o aumento da aprendizagem significativa dos alunos e da comunidade escolar. Entretanto, é necessário que haja um cuidado para não reproduzir desigualdades ao igualar todos em uma coisa só, pois somos diferentes em nossas especificidades/singularidades/individualidades, mas devemos buscar a igualdade no sentido de desenvolver as potencialidades, ao respeito às individualidades presentes em cada indivíduo e para o atendimento das necessidades específicas dos diferentes atores sociais.


Os sujeitos responsáveis pela prática educativa na escola são todos os segmentos da comunidade escolar e local, ou seja, professores, estudantes, direção escolar, funcionários, pais e responsáveis e comunidade local.
O Conselho Escolar deve ser representativo nestes segmentos e para que haja uma efetiva “gestão participativa e democrática, objetivada para a emancipação social/cultural/política dos alunos”, é necessário que todos os sujeitos da prática educativa participem criticamente e propositivamente, sendo atuantes cotidianamente.
Os diferentes segmentos da escola devem sentir uma identidade positiva em relação à escola, ou seja, se sentir participante dos processos educativos da escola.
Se não houver a participação da comunidade escolar, a qualidade da educação, a construção de uma escola democrática e a construção de um ensino emancipador socialmente estará comprometida.
A educação e a escola não são algo exclusivo de alguns, mas deve ser assumido coletivamente e conscientemente por todos da comunidade escolar.
A atuação no Conselho Escolar poderá vir a melhorar se este for realmente pautada nos princípios da gestão participativa colegiada, com a escolha de seus integrantes for decidida em uma votação colegiada, participativa e democrática, sem abuso de poder ou manipulações por alguma parte.
A atuação de um conselheiro escolar deverá ser representativa e democrática, atendendo os interesses do segmento que este representa e buscando fazer um canal de diálogo do Conselho Escolar e o seu segmento, através de relatórios, murais, informes em reuniões pedagógicas, abertura para participação em reuniões coletivas, etc.
Não podemos esquecer que o Conselheiro Escolar deve fomentar a participação e exercer uma função mobilizadora na comunidade, buscando um projeto de escola emancipadora e contribuindo no processo educativo do ensino-aprendizagem de todos os segmentos da comunidade escolar. Este deve criar estratégias de participação democrática, informando debates e discussões pedagógicas/escolares, municiando-se das demandas escolares do segmentorepresentado para serem pautas a serem levadas em futuras reuniões do Conselho Escolar.
Apesar da necessária autonomia e democracia, o Conselho Escolar não é um órgão independente da escola, pois este deve exprimir os interesses da própria escola e da comunidade escolar. Este possui um regimento interno autônomo, mas responde à comunidade escolar e a institucionalidade.
O Conselho Escolar possui várias funções que são autônomas, mas inter-dependentes, tais como a deliberativa, consultiva, fiscal, mobilizadora e pedagógica, mas todos com o objetivo maior de democratizar o sistema de ensino (e a sociedade como um todo) e trazer mais qualidade no processo de ensino-aprendizagem na escola.
O Conselho Escolar deve ser um órgão colegiado que represente os seus segmentos (professores, alunos, direção, funcionários, pais ou responsáveis e comunidade local) e as suas decisões devem ser acatadas por todas as pessoas da comunidade escolar, demonstrando, assim, a necessidade da sua função de mobilizar a comunidade escolar e fiscalizar suas ações.
A “função deliberativa” do Conselho Escolar é quando se decide coletivamente uma ação no âmbito da escola, seja na criação do PPP (Projeto Político-Pedagógico), no aprimoramento do PPP (como na criação de projetos, etc), em balanços financeiros e prestação de contas, em ações punitivas nas escolas (seja suspensão, advertência, etc), etc. É o momento de encaminhamento da vida política da escola, do “garantimento” da autonomia da escola, da auto-criação, da auto-instituição e da auto-gestão na escola, pois sem democracia não há autonomia.
A “função consultiva” é a expressão da democracia com participação de todos os segmentos da comunidade escolar e da gestão participativa na escola. É o momento do debate e da expressão dos diferentes posicionamentos dos conselheiros escolares (que devem expressar as visões, às demandas e opiniões do setor que representa, jamais sendo uma ação individual ou isolada, mas coletiva). Para que haja autonomia e um ensino que busque práticas emancipadoras, é necessário haver participação democrática e autônoma dos diferentes segmentos na escola.
A “função fiscalizadora” do Conselho Escolar remete ao acompanhar, aprimorar, supervisionar e consultar instâncias da escola e o cumprimento do Projeto Político-Pedagógico da escola, além de aprovar prestação de contas e outras demandas da escola.
É necessário que o Conselho Escolar exerça um acompanhamento efetivo das decisões da escola e delibere coerentemente de acordo com os interesses de todos os segmentos da escola.
O Conselho Escolar deve fiscalizar e avaliar as funções administrativas, financeiras e pedagógicas da escola, que estão expressas em seu Projeto Político-Pedagógico. O Conselho Escolar deve estar presente desde o primeiro instante da criação do PPP da escola, elaborando, alterando (incluindo ações e projetos, etc), fiscalizando o cumprimento de ações, etc.
Legalmente, o Calendário Escolar ele possui alguns elementos para serem decididos pelo Conselho Escolar e caberia ao Conselho Escolar propor mudanças e fiscalizar o bom cumprimento deste.
O Conselho Escolar têm de fiscalizar o cumprimento das metas das avaliações externas (seja IDEB, SAEB, “Prova Brasil”, etc) e pode propor elementos para diminuir a evasão escolar (pedindo lista de alunos faltosos e fazendo políticas para reverter evasões), além de propor políticas e debates pedagógicos para a melhoria destes índices sem que haja prejuízo na autonomia dos educadores e na aprendizagem dos alunos na escola.
O Conselho Escolar fiscaliza os recursos financeiros com a intenção de não haver abusos e para a melhoria do rendimento escolar. Este poderia destinar recursos para a formação dos docentes, melhora na estrutura física da escola, para ampliar os espaços pedagógicos e atividades complementares.
É outra função fiscalizadora do Conselho Escolar, este avaliar a gestão escolar, verificando se está ocorrendo excessos ou a efetivação da “gestão democrática e autônoma” e verificando se está ocorrendo a “qualidade social da educação” (com vistas ao crescimento intelectual, afetivo, político e social dos envolvidos, ou seja, da emancipação subjetiva do indivíduo, que seria complementada com a emancipação político-social).
Antes de se falar da “função mobilizadora” do Conselho Escolar, é importante não confundir mobilização social somente com manifestações públicas, pois vai além disto e significa agregar pessoas em um objetivo comum. Para aumentar a participação das pessoas em uma manifestação, é necessário criar a identidade das pessoas com o assunto, para fazerem estas se verem responsáveis ou capazes de provocar e construir mudanças.
É trabalhoso mobilizar pessoas para a construção do Conselho Escolar em uma nova escola, pois se parte do zero e não existe um Conselho Escolar para mobilizar a comunidade escolar.
Será necessário que os funcionários da escola (direção, professores, alunos e outros funcionários) mobilizem a comunidade escolar de “dentro para fora”, ou seja, criem estratégias de mobilização para conscientizar os significados de Conselho Escolar, de escola e de democracia participativa. Esta mobilização e conscientização devem ocorrer entre os funcionários da escola e depois ir ampliando a escala para a comunidade local, atingindo todos os segmentos da comunidade escolar.
Para mobilizar e qualificar a comunidade escolar, poderia se centrar na conscientização desta através da divulgação dos significados de Conselho Escolar, de escola e de democracia participativa. Estas estratégias seriam a construção de um “Mural de Conselho Escolar” (aonde as pessoas poderiam afixar demandas da comunidade escolar e local, além de textos esclarecedores sobre o significado de Conselho Escolar, etc), a construção de informativos em folders e jornais, a construção de blogs e sites, a utilização crítica e formativa do rádio escolar, a realização de seminários e palestras (com temas sociais, atuais e demandas da comunidade), a realização de plenárias e assembleias, além da conscientização em Reuniões (tais como as de Pais, Planejamento, etc).
Depois que se mobilize, qualifique e conscientize a comunidade escolar, criando uma identidade positiva em relação à escola, será necessário que se crie uma “Comissão Eleitoral”, que deve ser paritária (com um membro de cada segmento escolar) e deve atribuir as condições necessárias para o esclarecimento e a boa condução do processo eleitoral (criando condições para assembleias gerais e plenárias dos segmentos, possibilitando condições materiais para a realização das eleições, debates de candidatos, campanha de candidatos, etc).
Importante ressaltar que depois de tomado posse o novo Conselho Escolar, deve ter uma formação continuada sobre o significado de Conselho Escolar com todos os segmentos da comunidade escolar, com a capacitação e qualificação de novos conselheiros em cursos, seminários, grupos de estudo, etc.
Sem consciência não há participação, sem participação não há democracia e sem democracia não há Conselho Escolar, Escola ou educação compromissada com a qualidade social da educação (com vistas à emancipação social).

CONCLUSÕES

Uma educação com vista à “emancipação social de todos os indivíduos constituintes da escola” não pode ser compreendida como “instrumento de reprodução alienada de uma sociedade com vistas à reprodução das desigualdades de classes sociais e da lógica mercadológica”.
Uma “educação empresarial ou mercadológica” é construída coletivamente e conscientemente, mas por aqueles que se beneficiam com esta situação. A escola do capitalismo é essencialmente excludente e elitista, conscientemente construído desta maneira pela burguesia e é necessário que haja um empenho coletivo para a reprodução deste. Muitos professores, diretores de escola, coordenadores pedagógicos, supervisores de ensino e profissionais de educação estão consciente na missão de reprodução da “educação empresarial ou mercadológica”, mas muitos outros o fazem alienadamente de maneira corporativista, funcional ou pragmática.
É necessário que se rompa definitivamente com o padrão elitista e excludente na educação, pois esta serve para a reprodução da desigual sociedade capitalista.
A construção coletiva e consciente que queremos na educação é aquela voltada à emancipação social dos indivíduos, da negação da sociedade de classes sociais, da formação do “estudante como cidadão do mundo”, do “ser pluralista” respeitando as diversidades, do “ser humanista” focando o ser humano e não o mercado no processo educativo, além do “ser político, coletivo e consciente” que compreende a corresponsabilidade na construção social da educação.
A melhoria da qualidade da educação brasileira possibilitará um maior incentivo da “gestão democrática” nas escolas, sendo que esta somente ocorrerá com um maior incentivo à educação brasileira (aumentando-se o investimento público neste setor tão carente em recursos), aumentando a autonomia do professor, a valorização profissional do professor (maiores salários, plano de carreira digna e jornada não-estafante), possibilidade de formação continuada dos professores e membros da comunidade escolar-local, participação coletiva da comunidade escolar-local na eleição de membros da Gestão Escolar (não somente para Conselheiros e APM, mas para cargos de direção e coordenação), participação do corpo discente em "Grêmios Estudantis" e em Atividades (estimulando o protagonismo juvenil; estímulo ao hábito do diálogo e cooperação estudantil e estímulo à expressão oral, escrita, cultural e política dos alunos), etc.
Os governos devem criar políticas para incentivar de fato o Conselheiro Escolar, além de desenvolver ações para ampliar a participação das comunidades escolar na gestão administrativa, financeira e pedagógica das escolas públicas, além de promover a formação para conselheiros escolares e para técnicos e dirigentes.
O governo federal acertadamente criou o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares  (o PNFE), o que é positivo, pois este teoricamente busca fortalecer os Conselhos Escolares no Brasil ao proporcionar a existência de fóruns de discussão e cursos de formação continuada como este que estamos fazendo, destacando que este está sendo aberto para todos os setores que compõe a comunidade escolar e local, esclarecendo sobre a função e possibilitando reflexões sobre a prática de um Conselheiro Escolar, compartilhando experiências e idéias entre integrantes, etc.
Entretanto, este programa não servirá de nada se os governos não aumentarem os recursos financeiros em educação em mais de 10% do PIB e negando a política de pagamento de juros e amortização das dívidas interna e externa.
Com mais recursos, certamente o profissional será mais valorizado e surgirão mais oportunidades para o professor realizar formações continuadas e melhorias qualitativas na sua prática educativa.
Também é importante: ter menos alunos em sala de aula; a defesa de uma boa jornada de trabalho do professor (com 1/3 de hora-atividade, 1/3 em sala de aula e 1/3 em reuniões pedagógicas); ter mais atividades de “Formação Continuada” do professor incentivada pelo Estado e pelas universidades públicas; existência de Currículos que não tirem a autonomia do professor; defender a contrariedade de provas que criem Meritocracia no salário do professor, mas um aumento salarial para toda a categoria; “Planos de Carreiras” de professores nas redes de ensino que incentivem a pesquisa e a extensão; que existam “Avaliações Externas” que não criem Meritocracia (punição e premiação) e Políticas de Bonificação Salarial; a efetivação de professores em concursos e a extinção de contratos precários; e com a negação da “Aprovação Automática” e a defesa de uma “verdadeira progressão continuada”.
O Conselho Escolar pode e deve fazer um trabalho integrado para a melhoria da qualidade da educação. A escola é uma construção coletiva e todos os segmentos da comunidade escolar devem participar democraticamente e criticamente. Se não houver a participação da comunidade escolar, a qualidade da educação, a construção de uma escola democrática e a construção de um ensino emancipador socialmente estará comprometida.
O Conselho Escolar deve mobilizar e criar possibilidades para a comunidade escolar refletir sobre as práticas pedagógicas. Os diferentes segmentos da escola devem sentir uma identidade positiva em relação à escola, ou seja, se sentir participante dos processos educativos da escola. A educação e a escola não são algo exclusivo de alguns, mas deve ser assumido coletivamente e conscientemente por todos da comunidade escolar.
O Conselho Escolar pode criar estratégias e ações inovadoras na escola, mediando e re-significando problemas para a melhoria da qualidade educacional, de uma educação emancipadora. Isto poderá ocorrer inicialmente na participação democrática e consciente de todos os segmentos da escola, na proposição de cursos/fóruns/eventos/reuniões/seminários no âmbito da escola e outras instâncias (busca de formação continuada), no incentivo à construção de um Grêmio Livre Estudantil, no incentivo do protagonismo juvenil, na busca por melhorias das condições de infra-estrutura e materiais didático-pedagógico na escola, na construção e fiscalização do cumprimento do Projeto Político Pedagógico da Escola (PPP), na reflexão dos resultados e da existência de avaliações internas e externas da escola e dos estudantes, no estímulo de situações de convivência na escola, na reflexão do processo de gestão democrática da escola e no desempenho dos educadores docentes e não-docentes, etc.
Portanto, o Conselho Escolar pode e deve mobiliar e estimular toda a comunidade escolar, proporcionando uma consciência crítica desta e uma real emancipação social.



terça-feira, 24 de junho de 2014

Plantas que purificam o ar da casa:


Plantas que purificam o ar da casa:

1. Palmeira de Bambu : Elimina formaldeído e também se diz que atua como um umidificador natural.

2. Espada de São Jorge: Serve para absorver os óxidos de nitrogênio e formaldeído.

3. Palmeira: Uma das melhores plantas de purificação do ar para a limpeza do ar em geral.


4. Planta aranha: Grande planta de interior para eliminar o monóxido de carbono e outras toxinas e impurezas. Planta-aranha são uma das três plantas consideradas melhor dos casos da eliminação de formaldeído do ar.


5. Lírio de paz: este poderíamos chamar de "limpeza de todos." Frequentemente são colocados no banheiro ou lavanderia, uma vez que eles são conhecidos para a remoção de esporos de fungos. Também conhecido para eliminar formaldeído e o tricloroetileno (é um hidrocarboneto clorado comumente usado como um solvente industrial ).


6. Gérbera: No solo estas maravilhosas flores elimina o benzeno no ar, são conhecidos para melhorar o sono ao absorver dióxido de carbono e emitem mais oxigênio durante a noite.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

20 Formas de Regionalizar a Europa


20 Formas de Regionalizar a Europa

Natal (RN) querendo ser Dubai no meio das Dunas

A cidade de Natal (RN) querendo ser Dubai no meio das Dunas. Não fizeram um estudo sobre o relevo e solo do local.

A Geomorfologia, a geologia e a pedologia serviriam para alguma coisa.

Cômico se não fosse trágico.


Crítica ao Sistema Fordista de Ensino


CRÍTICA aos sistemas fordista de ensino nas escolas públicas (currículos impostos e busca de índices economicamente rentáveis) e principalmente nas particulares (com os lucrativos sistemas de ensino e a indústria do vestibular)...


terça-feira, 10 de junho de 2014

SOBRE o TRANSPORTE PÚBLICO em SÃO PAULO

repasso texto interessante.

SOBRE o TRANSPORTE PÚBLICO em SÃO PAULO


De um tempo para cá se percebe muitas rebeliões dos trabalhadores contra as direções burocráticas de sindicatos. Exemplos bem marcantes estão aos montes, como, por exemplo, na greve dos garis no Rio de Janeiro no começo de 2014. Nesta, os trabalhadores não aceitaram o acordão burocrático da direção do sindicato SEEACMRJ com o governo do Rio de Janeiro e fizeram uma greve à revelia da direção burocrática do sindicato, realizando grandes mobilizações e conquistando um aumento histórico para a categoria.
Outro exemplo representativo de rebeliões dos trabalhadores contra as direções burocráticas de sindicatos, ocorreram durante o mês de Maio de 2014, nas greves dos motoristas de ônibus de São Paulo. Os trabalhadores não aceitaram o acordão burocrático da direção do sindicato SINDMOTORISTA e fizeram uma greve com paralisações durante uma semana do mês de Maio de 2014.
O Sindicato dos Motoristas de Transportes de São Paulo é um dos sindicatos mais antigos do Brasil, sendo criado em 1933, sendo reprimido e perseguido em diversos momentos da história política brasileira e encabeçando inúmeras lutas para a categoria, principalmente durante a década de 1980 e o início da década de 1990. São para serem lembradas com carinho as famosas “Comissões de Garagem”, garantindo o debate político, o atendimento das demandas da categoria e a democracia no sindicato.
Entretanto, desde a metade da década de 1990, o SINDMOTORISTA tem sido um sindicato pelego e realizando inúmeros acordos com os governos e empresas do meio de transporte. Com o enfraquecimento político do PT e da CUT, infelizmente, abriu-se espaço para a entrada de inúmeros grupos dentro do sindicato que deixam de lado muitas das bandeiras de defesa da categoria. Segundo investigações do Ministério Público, a disputa pelo poder no sindicato causou a morte de ao menos 16 pessoas em 20 anos.
Esta burocratização do SINDMOTORISTA foi um alento para a burguesia. Os patrões necessitam de direções burocratizadas nos sindicatos para reprimir trabalhadores, frear mobilizações e aumentar a sua espoliação em cima do trabalhador.
A conjuntura das mobilizações atuais dos motoristas expressa um conflito muito grande. Os empresários do transporte querem aumentar o seu lucro e buscam isso de três maneiras: aumentando o preço da passagem, arrancando mais vernas dos governos estadual ou municipal e precarizando a situação do seu empregado.
As empresas do transporte não conseguiram aumentar o preço da passagem dos ônibus em São Paulo no ano de 2013, sendo o estopim para as mobilizações das Jornadas de Junho de 2013, que impediram o aumento da passagem e reivindicou inúmeras melhorias em serviços públicos em todo o Brasil. Com o medo das mobilizações e por termos um ano eleitoral em 2014, as empresas não cogitaram nada à respeito.
As empresas pressionam os governos estadual ou municipal para receberem mais verbas ou incentivos fiscais, mas, encontramos uma negativa nos governos, que estão “quebrados” e sem verba para repassar pela conjuntura política atual (pois gastaram muitas verbas para a Copa do Mundo de 2014, gastarão muita verba para as eleições 2014 e o LRF impede uma mudança na política de investimentos no orçamento).
Por fim, as empresas buscarão aumentar seu lucro arrochando a situação do seu empregado, demitindo funcionários, tirando direitos dos trabalhadores, aumentando a terceirização e os contratos temporários, aumentando o recebimento do trabalho por metas, etc.
Esta terceira medida é totalmente impopular entre os trabalhadores e seria algo muito sério para a direção do sindicato cobrar das empresas e dos governos. Entretanto, a direção do sindicato faz acordos com o patronato e não atende a necessidade dos trabalhadores.
O estopim disto tudo foi a greve realizada no mês de Maio de 2014, pois os trabalhadores não aceitam ser explorados pelos patrões e não aceitam ser traídos pela direção burocrática do sindicato.
A imprensa burguesa e o prefeito Haddad despolitizam a greve e tentam criar a imagem de que as mobilizações da categoria foram resultado de “disputa política interna no sindicato”. É inegável que exista esta disputa no sindicato, muitas vezes oportunista e sectária por parte da oposição (onde muitos são criminosos, tal qual a atual direção). Entretanto, não dá para negar a insatisfação das bases, o grito da categoria por melhorias nas condições de trabalho e valorização no trabalho. Não podemos aceitar a criminalização do movimento político dos motoristas em greve!
A saída para esta situação só poderá ocorrer com a saída da direção pelega e traidora do sindicato e uma ação decisiva por parte dos governos estadual e municipal. É necessário que se faça uma estatização das empresas do transporte público em São Paulo, transformando os seus funcionários em funcionários públicos. É necessário que o governo estadual de São Paulo reestatize a EMTU! É necessário que o governo municipal recrie a CMTC!
A luta dos motoristas e cobradores de São Paulo deve ser articulada com as lutas dos metroviários por melhorias nas condições de trabalho e valorização profissional e da juventude por “passe livre” e tarifa zero no transporte público.
É necessário que se crie um “Fórum de Luta pela Estatização do Transporte na Grande São Paulo”, que deve ter a presença da juventude que luta por passe livre, metroviários e motoristas e cobradores de ônibus. (municipais e intermunicipais).
Isto somente será atingida com a estatização do transporte público, o aumento do investimento no transporte público e a valorização profissional dos motoristas e cobradores de ônibus!



quarta-feira, 4 de junho de 2014