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terça-feira, 9 de abril de 2013

RUY MOREIRA - “Inovações Tecnológicas e Novas Formas de Gestão do Trabalho”

repasso texto do grande Ruy Moreira.
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Texto extraído de Ruy Moreira. “Inovações Tecnológicas e Novas Formas de Gestão do Trabalho”. (Palestra promovida no Depto. de Geografia da UFF em 24/10/95 pela AGB-Niterói)



Nosso cotidiano atual está invadido de expressões indicativas de que o mundo entra neste [início] de século num novo período de estruturação da técnica e de alinhamento das relações entre capital e trabalho. Fala-se de uma nova revolução industrial.
Conhecemos até agora duas revoluções industriais. Está em curso a terceira. Veremos as duas primeiras para poder situarmos a terceira.
A primeira revolução industrial ocorre na Inglaterra no século XVIII (1780-1830). A Inglaterra é o primeiro país a passar por esta revolução paradigmática e assim a organizar-se maduramente no seu padrão.
Por volta de 1830, a primeira revolução industrial se completa na Inglaterra, e daí imigra para o continente europeu. Chega à Bélgica e França, países próximos do arquipélago britânico. por volta dos meados deste mesmo século XIX, atravessa o Atlântico e ruma para os Estados Unidos. E, no final do século, retorna ao continente europeu para retomar seu fio tardio na Alemanha e na Itália e ao mesmo tempo saltar terras e mares para chegar ao Japão.
Quando chega aos Estados Unidos e países do capitalismo tardio(Alemanha, Itália e Japão), a primeira revolução industrial já está cedendo lugar à segunda revolução industrial. De modo que o sistema industrial desses países vai combinar às características da primeira elementos característicos já da segunda revolução industrial.
A segunda revolução industrial começa pelos fins do século XIX. Por volta de 1870. Mas a transparência de um novo ciclo só se dá nas primeiras décadas do século XX. O século XIX transita para o século XX governado por essa transição de um período técnico e de trabalho para outro, o da primeira para o da segunda revolução industrial. É por isso que a segunda revolução industrial é tomada como um fenômeno muito mais dos Estados Unidos que dos países europeus.
“É a segunda grande guerra o grande impulsionador da sua expansão e mundialização. As necessidades bélicas empurram a tecnologia da segunda revolução industrial a se desenvolver tão rapidamente, que nem bem a guerra termina e as velhas indústrias da primeira revolução industrial já começam sua migração dos Estados Unidos, da França, da Alemanha, da Inglaterra e do próprio Japão para os países ainda agrários de então. É a vez de se industrializarem a América Latina, a Ásia e mesmo países da África. É assim que quando estes países se industrializam, se industrializam misturando paradigmas da primeira e da segunda revolução industrial.
“A década de 50 marca a chegada da revolução ao Brasil. A indústria fabril já aparece no Brasil nos finais do século XIX. São indústrias que vão aparecendo em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, típicas ainda da primeira revolução industrial, com incorporações de poucas das características da organização e administração da segunda revolução industrial. Mas só na década de 50 é que a revolução industrial vai realmente se instalar no Brasil(idem América Latina, Ásia e partes da África) e incorporar toda a sociedade ao seu sistema de economia.
“Acontece então que quando a segunda revolução se instala entre os países do chamado Terceiro Mundo, o mundo industrial já manifesta os sinais da terceira revolução industrial. E chega assim com características misturadas da segunda com as da terceira revolução industrial. De modo que quando a segunda revolução industrial chega trazendo para o Brasil a sua revolução industrial, nos Estados Unidos já está se começando a produzir o computador, que é o elemento característico de sinalização já de um terceiro ciclo de revolução industrial, a terceira revolução paradigmática. Hoje, quando o Brasil se torna um país altamente industrializado, seu sistema industrial combina elementos característicos da técnica e do trabalho da segunda e da terceira revolução industrial.(...)

A primeira revolução industrial e o paradigma manchesteriano
O ramo característico da primeira revolução industrial (1780-1830) é o têxtil de algodão. Ao seu lado aparece a siderurgia, dado a importância que o aço tem na instalação de um período técnico apoiado na mecanização do trabalho.
A classe trabalhadora típica desse período técnico e de trabalho é por isso o operariado das fábricas têxteis.
O sistema de técnica e de trabalho desse período é o paradigma manchesteriano, nome dado por referência a Manchester, o centro têxtil por excelência representativo desse período...
A tecnologia característica é a maquina de fiar, o tear mecânico, o descaroçador do algodão. Todas são máquinas movidas a vapor originado da combustão do carvão, forma de energia por excelência desse período técnico. ...
A base do sistema manchesteriano é o trabalho assalariado, cujo cerne é o trabalhador por ofício. Um trabalhador qualificado e geralmente pago por peça.(...)
Uma característica básica dessa organização é a porosidade. Isto é, a grande quantidade de tempos de interrupção que o trabalhador precisa fazer no seu trabalho. Uma vez que realiza o seu trabalho utilizando diversos tipos de ferramenta e executa sua função se deslocando entre diferentes pontos da fábrica, o trabalhador de ofício é obrigado a interromper seus movimentos para pegar esta ou aquela ferramenta que usa, este ou aquele material que manipula como matéria-prima, bem como para deslocar-se entre este e aquele lugar onde vai executar sua ação. Este espaço de tempo que medeia entre uma parada e outra é um poro, sendo comum um dia de trabalho ser intercalado de muitos poros. Ao final da jornada, estas interrupções somam um tempo parado expressivo que interfere no ritmo e velocidade do desempenho do trabalho, influindo determinantemente no custo e na produtividade do sistema.
É um trabalho pesado, estafante e extremamente insalubre, por realizar-se em prédios em regra sem uma luminosidade mínima e um mínimo de ventilação, numa jornada que se alonga às fezes por mais de 12 horas.(...)
O elemento articulador das relações e determinador da distribuição da riqueza social produzida é a relação de mercado. O Estado deixa a regulação da economia para as regras do mercado...
A relação de mercado regula assim desde o nível salarial dos patrões e empregados até o da formação e redistribuição dos lucros entre as empresas em sua competição nos mercados local, nacional e internacional.
Diz-se liberal esta forma de regulação, porque neste período técnico e de trabalho impera a regra do liberalismo político(o Estado só atua no plano do funcionamento geral do sistema do capitalismo) e econômico (as relações entre patrões e empregados são diretas e são livres as disputas de mercado).(...)

A segunda revolução industrial e o paradigma fordista
A segunda revolução industrial tem suas bases nos ramos metalúrgico e químico. Neste período o aço se torna um material tão básico que é nele que a siderurgia ganha sua grande expressão. Fala-se de uma era do aço... A imagem da segunda revolução industrial está associada à indústria automobilística, ramo dependente dos ramos básicos, mas que assumirá o centro de gravidade desse período técnico.
O trabalhador típico desse período é o metalúrgico, tipo de operário que encontraremos espalhado pelos ramos metalúrgico, metal-mecânico e eletromecânico.
O sistema de técnica e de trabalho desse período é o paradigma fordista. Termo que remete ao empresário Ford, criador na sua indústria de automóveis em Detroit, Estados Unidos...
A tecnologia característica desse período é o aço, a metalurgia, a eletricidade, a eletromecânica, o petróleo , o motor a explosão, a petroquímica. A eletricidade e o petróleo são as formas de energia que movimentam as máquinas e um sistema de transportes de grande rapidez e capacidade de deslocamento onde a rodovia e a navegação aérea vêm se somar a ferrovia e à navegação marítima.
A segunda revolução muda e transforma por inteiro ...a sociedade.
Encarnando a novidade da automação, Ford cria a linha de montagem. Apoiada numa esteira rolante, a linha de montagem, típica do fabrico de automóveis, é o processo técnico que ficará registrado como a forma mais característica de automação, com a qual introduz na indústria a produção padronizada, em série e em massa.
O efeito sobre a organização do trabalho é o de uma radical reestruturação. Com o fordismo um trabalhador desqualificado surge no lugar do velho trabalhador de ofício com função puramente de executar dentro da fábrica uma tarefa de trabalho específica, simples e integrada, que qualquer trabalhador pode realizar em um tempo curto e repetidas vezes com grande ritmo de velocidade. O trabalhador qualificado por ofício do paradigma manchesteriano desaparece para dar lugar assim ao trabalhador de tarefas especializadas e que desnecessita de qualquer qualificação profissional.
O exemplo é a esteira da linha de montagem do automóvel. Ao longo da rolagem da esteira o automóvel vai sendo montado peça a peça. Começa numa ponta com a primeira peça, na medida que a esteira se desloca as peças vão se juntando umas às outras, até que ao final se junta a última peça e o automóvel está pronto. Os trabalhadores ficam dispostos ao longo da esteira rolante, cada qual num posto de trabalho(daí a origem desse termo e da expressão “eliminação de postos de trabalho” usada em época de desemprego), esperando com uma peça na mão que chegue até ele o conjunto de peças já acopladas para que junte a um ritmo de velocidade acelerada e ininterrupta. Uma função mecânica, extenuante e para a qual não se precisa pensar. Pensar é função de um especialista, o engenheiro, que planeja para o conjunto dos trabalhadores dentro do sistema da fábrica.
Temos aqui a principal característica do período técnico da segunda revolução: a separação entre concepção e execução, separando quem pensa( o engenheiro) e quem executa(o trabalhador massa). É pois o taylorismo o que está na base do fordismo.(...)
Observando o sistema do trabalho existente nas indústrias dos Estados do final do século XIX, e notando sua porosidade, Taylor elabora um sistema que designa de organização científica do trabalho(OMT). Consiste esta organização em separar o trabalho de concepção e o trabalho de execução, com o intuito de, a um só tempo, retirar dos trabalhadores de ofício a autonomia própria do paradigma manchesteriano de que ainda desfrutam dentro do trabalho fabril e assim submetê-los a um forte controle patronal através dos seus engenheiros. Em passar para a classe patronal e seus engenheiros a função de pensar e deixar para a massa dos trabalhadores a função exclusiva de executar. Desqualificando e massificando o trabalho e qualificando o capital. O alvo são os movimentos gestuais do trabalhador e as ferramentas que utiliza. Para isso, o trabalho manual é reduzido ao máximo da sua simplificação. Gestos e ferramentas são decompostos e reduzidos nos seus aspectos mais simples, de modo a assim poderem ser reduzidos à especialização mais absoluta. O trabalhador fica limitado a uns poucos movimentos corporais e ao uso das poucas ferramentas a eles correspondentes. E o trabalho é transformado numa rotina de repetição ao infinito dos mesmos gestos e numa cadência de velocidade crescente.
Daí o trabalho taylorizado ser especializado, fragmentado, não-qualificado, intenso, rotineiro, insalubre e herarquizado. Sobretudo hierarquizado. Há um engenheiro em cima, projetando no escritório, para que os de baixo executem no chão da fábrica. Para que chegue aos trabalhadores de execução o projeto deve passar por toda uma rede intermediária de (técnicos) e chefias. A fábrica é dividida em vários setores, cada setor tendo um chefe. Se o número de trabalhadores do setor é ainda grande, as chefias são dividias em comando de grupos de quatro ou cinco trabalhadores de execução. (...) Uma tal hierarquia, dita engenharia gerencial, implica uma face de vigilância que é quase uma condição da organização do trabalho do período técnico do trabalho da segunda revolução industrial e uma de suas mais fortes características.
O investimento nas empresas da segunda revolução industrial é por isso muito alto. A começar pela grande soma que pede de tempo e recursos de pesquisa necessária à geração de sua tecnologia. Por isso que no centro desse período técnico estão a ação do Estado e o poder dos monopólios. Grandes empresas estatais e privadas dominam o sistema econômico no seu todo, da escala nacional à internacional, a escala local praticamente desaparecendo.
Morre então o liberalismo clássico de Adam Smith e Ricardo como ideologia de época.  É, ... substituído pelo keynesianismo, o Welfare State, o discurso macroeconômico do monopolismo empresarial e do Estado que passa a vigorar após 1930.

A terceira revolução industrial e o paradigma toyotista
O século XX termina com a crise do paradigma taylorista-fordista. No lugar do seu sistema rígido de regulação técnica e do trabalho vai surgindo o sistema flexível da terceira revolução industrial, baseado no TQC, CCQ, JIT (just-in-time/produção-a-tempo), kanban, reengenharia. Expressões do paradigma em formação.
Os ramos básicos da terceira revolução industrial são os ligados à microeletrônica. Mas, assim como no caso da segunda, é a indústria automobilística o ramo que forma o paradigma técnico e do trabalho. Denomina-se toyotismo, nome tirado da fábrica Toyota.
A tecnologia característica desse período técnico que no Japão se inicia é a microeletrônica, a informática, a máquina CNC(de controle numérico computadorizado), o robô, o sistema integrado, a telemática(telecomunicações informatizadas), a biotecnologia. Sua base mistura à Física e à Química, a Engenharia Genética e a Biologia Molecular.
Mas dessa tecnologia faz parte também um conjunto de novos materiais, em particular os semicondutores, importantes na montagem do próprio sistema tecnológico.
O computador ocupa um lugar central. O computador é uma máquina. Mas de novo tipo. Diferente. A máquina paradigmática das duas revoluções industriais anteriores é uma máquina de movimentos rígidos e incapaz de mínima reciclagem que no decurso da produção se faça necessário. O computador é uma máquina flexível. Composto de duas partes. O hardware e a do software...
A organização do trabalho sofre uma profunda reestruturação. Uma conseqüência imediata do emprego do computador é a reaproximação entre o trabalho de concepção  e o trabalho de execução. E que vai ser uma característica central do novo paradigma. Disso resulta um sistema de trabalho polivalente, flexível, integrado em equipe, menos hierárquico. computadorizada, a programação de conjunto é passada a cada setor da fábrica para discussão e adaptação em equipe(CCQ), onde se converte num sistema de rodízio de tarefas que restabelece a possibilidade de uma ação criativa dos trabalhadores ao nível de setor.
Todavia, os problemas de esgotamento e estenuação do trabalhador ainda mais ampliam em relação ao sistema fordista. Como o sistema de trabalho toyotisma se dá em rodízio dentro do setor para o fim de alternagem das tarefas, cada trabalhador passa operar com duas ou três máquinas de um só vez, daí resultando um grau ainda maior de estressamento.
Toda essa flexibilização técnica e do trabalho entretanto flexibiliza no todo o sistema econômico. Sobretudo a relação entre produção e consumo através do TIP(just-in-time) e do kanban. No sistema JIT(produção-a-tempo), a produção é regulada pela demanda do consumo. Produz-se na medida do que a demanda peça, evitando-se a superprodução e consequinte formação de estoques. O JIT se apóia no kanban, um sistema de controle da reposição de mercadorias adotado nos supermercados, que é levado para a fábrica toyotista. Cada mercadoria vendida é reposta pelo setor de estoque a partir da etiqueta destacada no ato da venda e a ele remetida. A venda orienta o movimento de compras e de restabelecimento de estoque. Adaptado, este mecanismo é introduzido na fábrica em relação à compra e estoque de peças e também à venda dos produtos fabricados. O estoque é reposto na medida da quantidade que sai para uso na linha de montagem. Do mesmo modo o do automóvel produzido. O resultado é uma radical redução do volume dos estoques, seja de peças e seja de automóveis produzidos dentro da fábrica.
É assim que a introdução do paradigma flexível retoma e leva para muito além de antes a taxa da expansão de capitalismo. E acelera a sua globalização. O monopolismo fica ainda maior. E muda de forma. A verticalização do tempo fordista cede lugar à horizontalização. Os veículos são a terceirização e a subcontratação. Com a horizontalização terceirizada e subcontratada o problema dos altíssimos investimentos que a nova tecnologia pede é contornado e o controle da economia agora transnacionalizada fica nas mãos de um punhado ainda menor de empresas. Sob a condução delas a velha divisão imperial do planeta cede lugar a uma geopolítica globalizada.
Um primeiro efeito dessa estratégia globalizada se refere aos Estados Nacionais. Sujeitos ao poder da empresa globalizada estes perdem a expressão de antes e se tornam o alvo da ação do neoliberalismo. Um conjunto de reformas baseada na privatização das empresas estatais criadas sob inspiração keynesiana.

Os períodos técnico e de trabalho e a classe trabalhadora.
Toda vez que o período técnico muda, correlatamente muda a forma correspondente de trabalho. E, então, tem início uma fase de desmonte das estruturas existentes e de montagem das estruturas novas. Foi assim na passagem do paradigma manchesteriano(seç. XVIII-XIX) para o taylorista-fordista(séc. XIX-XX). E está sendo assim nesta passagem do paradigma taylorista-fordista para o paradigma toyatista(séc.XX).
A cada um desses momentos de trânsito paradigmático corresponde uma fase de perplexidade e desarrumação no seio da classe trabalhadora. Uma nova classe trabalhadora está nascendo, sem que a velha disso tenha se dado conta. É que se mudam as bases técnicas da sociedade, as formas de trabalho e o paradigma de mundo, é de esperar que mude a classe trabalhadora, sua mentalidade e formas instituicionais de organização. As relações de trabalho estão se desfazendo. As regras de gestão de trabalho se refazendo. E os padrões industriais estão se reestruturando. Mas o entendimento da classe trabalhadora raramente é contemporâneo.
Daí a sua reação inicial de perplexidade e desarrumação instituicional. A recuperação só vem a seguir. E em cada época sob uma forma própria. A passagem da fase da manufatura para a da fábrica manchesteriana foi marcada pela formação das associações e cooperativas de ajuda mútua, de quebra das máquinas e por fim da criação dos sindicatos de ofícios. A passagem da fase do paradigma manchesteriano para a do paradigma taylorista-fordista, pela busca de manutenção do emprego e integração da ação sindical com os movimentos sociais para somar um arco mais amplo em defesa da permanência dos benefícios sociais conquistados.
Também a classe patronal segue em cada época uma estratégia igualmente própria . Na fase de introdução do paradigma manchesteriano a estratégia foi o pagamento do salário por peça, de modo a instalar a concorrência entre os trabalhadores de ofício e a explorar a sua estimulação por mais salários. Na de introdução do paradigma taylorista, foi o despojamento do saber o perário pela usurpação do trabalho intelectual de concepção e a troca do salário por peça pelo salário padrão. E agora na da introdução da estratégia toyotista, é a ação repressiva destinada a desmontagem do sindicalismo de massa(Toyota responde à greve de 1950 e a Nissan a de 1952 com prisões e desemprego generalizado) e a pulverização coercitiva do sindicato por empresas.
Na passagem atual do paradigma taylorista-fordista para o paradigma flexível do toyotismo um novo mundo do trabalho, uma nova forma de classe trabalhadora e uma nova institucionalidade de organização estão nascendo. É tarefa dos olhos atentos percebê-las. E isso de modo tão rápido quanto é preciso sair da perplexidade que hoje novamente se instala.

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