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terça-feira, 22 de abril de 2014

Sequência de Aulas de Geografia do BRASIL

Sequência de AULAS sobre GEOGRAFIA do BRASIL (pode ser para SÉTIMO ANO do ENSINO FUNDAMENTAL ou SEGUNDO ANO do ENSINO MÉDIO)

Aulas 1 e 2: Aula sobre Limites e Fronteiras do Território Brasileiro

Falar sobre tamanho do território, limites, fronteiras com países vizinhos, localização em hemisférios, oceanos que banham, paralelos que cortam, etc.


http://profwladimir.blogspot.com/2018/05/extensao-das-fronteiras-do-brasil.html


Aulas 3 e 4: Fuso Horário do Brasil

Os 4 Fusos do Brasil, com atividades sobre Fuso Mundial e do Brasil


Mapa-Mundi de Fuso Horário

Exercícios de Fuso Horário
1) Se em São Paulo são 9h, que horas serão em:
a) Los Angeles
b) Londres
c) Tóquio
d) Sidney

2) Se em Tóquio são 19h, que horas serão em:
a) Sidney
b) Brasília
c) Londres
d) Los Angeles

3) Se em Los Angeles são 1h, que horas serão em:
a) Rio de Janeiro
b) Londres
c) Sidney
d) Osaca

4) Se Londres são 14h, que horas serão em:
a) Los Angeles
b) São Paulo
c) Sidney
d) Tóquio


O Brasil possui quatro fusos horários:
·         UTC−2: Atol das Rocas, Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Trindade e Martim Vaz.
·         UTC−3 (horário de Brasília): regiões Sul, Sudeste e Nordeste; estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá; e o Distrito Federal.
·         UTC−4: estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, e a parte do Amazonas que fica a leste da linha que interliga Tabatinga e Porto Acre.

·         UTC−5: estado do Acre e a porção do Amazonas que fica a oeste da linha mencionada no parágrafo anterior.







Aulas 5, 6 e 7Realização de Mapa "Brasil: Regiões do IBGE" com exercícios.



Atividade com Mapa do Brasil (http://profwladimir.blogspot.com/2014/04/atividade-com-mapa-do-brasil.html)




Aulas 8, 9 e 10: Estado Brasileiro e Regionalização

Início da regionalização no Brasil, vários tipos de regionalização do território brasileiro (da política-administrativa para outras)
Mais em https://profwladimir.blogspot.com/2014/09/sequencia-de-aulas-sobre-regioes.html
https://profwladimir.blogspot.com/2012/02/reflexao-sobre-ibge-estado.html


Aulas 11 e 12: "Macro-Regiões Geo-Econômicas”

Outras formas de regionalização político-administrativa, destaque para a de Pedro Pinchas Geiger, mas existem muitos outras regionalizações político-administrativa no link abaixo:
https://profwladimir.blogspot.com/2012/02/mapas-da-formacao-regional-no-brasil.html

- As Macro-Regiões Geo-Econômicas ou Complexos Regionais foram ciados por Pedro Pinchas Geiger em 2007, utilizando como critério a idéia de que o Brasil é um complexo que apresenta particularidades representados por diferentes processos de desenvolvimento sócio-econômico, ou seja, é uma regionalização que se utiliza de critérios sociais e econômicos.
COMPLEXO REGIONAL DA AMAZÔNIA
- Possui 60% do Território Nacional e 10% da População (20 milhões de habitantes).
- Ocupação próxima de rios.
- Séculos XVII e XVIII: drogas do sertão (guaraná, castanha, cacau, baunilha,, pimenta-do-reino, canela, cravo, ervas aromáticas, etc).
- Século XIX: borracha (auge entre 1860-1912)
- Séculos XX e XXI: pecuária, agricultura (soja), mineração (bauxita, hematita, manganês, ouro, estanho, petróleo e gás natural) e indústria (principalmente na Zona Franca de Manaus, que gerou uma periferização, urbanização e migração na cidade).
- Rodovias: Transamazônica, Belém-Brasília e Cuiabá-Santarém.
- Hidroelétricas: Xingu, Rio Madeira, etc.
- Projetos: Calha Norte (ocupação e proteção das fronteiras), SUDAM, BASA (Banco da Amazônia) e de mineração (Jari e Carajás).
- Cultura: alimentação próxima dos indígenas, festas religiosas (Círio de Nazaré, etc), ritmos (tambor de crioula, carimbo, calipso, lambada, reggae, etc), artesanato, festas populares (Parintins, etc), lendas, etc.
COMPLEXO REGIONAL DO NORDESTE
- 18% do Território Nacional e 25% da População (50 milhões de habitantes).
Mesorregiões: Zona da Mata (litoral, explorada economicamente desde a colonização portuguesa, solos férteis, cana-de-açúcar e cacau para o mercado externo, turismo, pesca, indústria e portos), Agreste (com pólos de educação e saúde, policultura e comércio em feiras dos produtos produzidos na Zona da Mata e outros produtos, tais como calçados, tecidos, roupas, DVD’s, CD’s, alimentos, etc), Sertão (pecuária, algodão, soja, policultura com frutas e flores, Rio São Francisco, centro têxtil e turístico, polo de cinema, pobreza), Meio-Norte (Mata dos Cocais, pobreza, pecuária, pesca, agricultura com soja, portos) e Cariri Cearense (turismo, agricultura e pecuária).
- Cultura: alimentação, festas religiosas, ritmos e danças populares (forró, mangue beat, frevo, maracatu, samba-de-roda, maculelê, reggae, côco, etc), artesanato (xilogravura, etc), festas populares (bumba-meuboi, juninas, colheitas, etc), manifestações culturais (repentistas, penitentes, violeiros, rabequeiros, tocadores de pife, capoeiristas, etc), lendas, etc.
COMPLEXO REGIONAL DO CENTRO SUL
- 22% do Território Nacional e 65% da População (130 milhões de habitantes).
- Área mais desenvolvida economicamente e socialmente.
- Diversidade na produção: pecuária, agricultura (sobretudo a mais modernizada), indústria, serviços, comércio, mineração, etc.
- Muitos portos, Hidroelétricas, rodovias e aeroportos.
Mesorregiões: Sul do País, Nordeste do Centro-Sul, Noroeste do Centro-Sul e Megalópole (ou Centro Econômico do Brasil).
- Cultura: alimentação, festas religiosas, ritmos e danças populares (samba, jongo, sertanejo, funk, caruru, catira, folia de reis, calango, vaneirão, candango, etc), artesanato, festas populares, manifestações culturais, lendas, cinema, teatro, televisão, literatura, artes plásticas, museus, salas de espetáculo, centros culturais, etc.



Aulas 14 e 15: Regionalização do Brasil: Clima

Início da regionalização do Brasil pela geografia física.
Conceitualização de climas do Brasil e atividades (com mapa, etc).


Na verdade são 6 climas do Brasil, como na foto anterior descreve.
Atividades de climas do Brasil:
https://profwladimir.blogspot.com/2013/09/atividade-com-mapa-dos-climas-do-brasil.html


https://profwladimir.blogspot.com/2018/07/mapa-dos-climas-do-brasil-com-graficos.html


Aulas 14 e 15: Massas de Ar do Brasil

https://www.infoescola.com/meteorologia/massas-de-ar/

Mostrar as Massas de Ar Brasileiras e relacionar com ciclo hidrológico e tipos de chuva.
Exercícios sobre o tema.

- A Temperatura no planeta Terra é determinada principalmente pelos raios solares. É mais quente na Zona Tropical (principalmente na linha do Equador). Existem outros determinantes para a temperatura do planeta: hidrografia, vegetação, impermeabilidade do solo, etc. 
 - As áreas mais quentes no Brasil estão próximas à linha do Equador e em áreas aonde não chegam as frentes frias. As áreas mais frias no Brasil estão na Zona Temperada, principalmente na região Sul.
- As Massas de Ar influenciam muito o clima Global, sendo que elas são porções ou volumes da atmosfera que possuem praticamente as mesmas características de pressão, temperatura e umidade por causa de sua localização e são bastante espessas e homogêneas. As massas de ar se formam sobre grandes áreas de terra ou água uniformes, onde não há muito vento.
As massas de ar se formam sobre grandes áreas de terra ou água uniformes, onde não há muito vento. Assim, o ar vai adquirindo características de acordo com a superfície sobre a qual se encontra. Uma massa de ar localizada sobre um oceano, por exemplo, costuma ser bastante úmida, ao contrário de uma massa de ar formada sobre um continente que, geralmente, é seca.

Tipos de chuva e Ciclo Hidrológico: https://profwladimir.blogspot.com/2012/02/texto-sobre-agua-ciclo-hidrologico.html
Atividade:____



Aulas 16 e 17"Biomas, Ecossistemas e Biodiversidade do Brasil"
- Biodiversidade está relacionada com a diversidade de vida (seja do Reino Animal/Vegetal/Monera/Fungi/Protista/Vírus)
- A Biodiversidade está presente em qualquer lugar do Planeta Terra, mas os locais com muita biodiversidade são chamados de Mananciais de Megadiversidade Biológica.
·         estão concentrados na área Inter-Trópicos (ou Zona Tropical do globo) e um pouco na zona Temperada.
Biomas = uma região de biodiversidade com grupos similares.
Ecossistemas = designa o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região e pelos fatores abióticos que atuam sobre essas comunidades, ou seja, leva em conta a biodiversidade e elementos como temperatura, pressão, salinidade, umidade, luz, chuva, vento, etc. Dentro de um bioma podemos ter ecossistemas diferentes, caso da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica (presentes no bioma das Florestas Tropicais).
-  Os Biomas já estão muito degradados pelo ser humano.
- Os Biomas do Brasil são:
·         ·   Amazônia
·         ·   Cerrado
·        ·   Mata Atlântica
·         ·   Pantanal
·         ·   Caatinga
·         ·   Zona Costeira
·        ·   Campos Sulinos

- Os Ecossistemas do Brasil são:
  • ·         Amazônia
  • ·         Cerrados
  • ·         Costas e Floresta Atlântica
  • ·         Pantanal
  • ·         Caatinga
  • ·         Meio-Norte
  • ·         Campos Sulinos
  • ·         Florestas Semicaducifólica
  • ·         Pinheiros
  • ·         Extremo Sul

Ø  Exercício com Mapa sobre Biomas e Ecossistemas do Brasil (https://profwladimir.blogspot.com/2013/09/atividade-com-mapa-de-biomas-e.html)


Aulas 18 e 19:"Importância dos Biomas"
- Os Biomas e Ecossistemas do Planeta Terra estão cada vez mais degradados.
- As florestas estão perdendo boa parte de sua vegetação original.
- Todas as sociedades desmatam, mas a sociedade Capitalista é a que mais desmata, pois as florestas significam lucro e custo de produção.
- As florestas são transformadas em matéria-prima de produtos industrializados (para as indústrias madeireiras, de celulose, etc), sendo que em seus locais são construídos cidades, plantações agrícolas, pastos para a pecuária, etc.


- Importância de se preservar as florestas: preservam a biodiversidade local (mantém a cadeia alimentar, etc), mantém a permeabilidade do solo e diminui riscos de enchentes, impede a erosão (que pode até assorear um rio) e o desmoronamento de terras de encostas, deixa o ar com mais Oxigênio, mantém a umidade relativa do ar alta,  reduz danos de desastres ambientais (ex: a força de um tsunami é menor em um local com floresta original preservada, servindo de “para-choque natural”), etc.
> Atividade sobre desmatamento da Mata Atlântica em SP (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/09/atividade-sobre-mata-atlantica.html)




Aulas 22 e 23:"Relevos do Brasil"

Conceitualização, tipos de relevo do Brasil e atividade.

https://profwladimir.blogspot.com/2014/11/sequencia-de-aulas-sobre-relevo.html


- RELEVOS são as formas com que as camadas rochosas assumem na paisagem, retratando a diversidade de formas da superfície terrestre. Caracteriza-se, basicamente, por formas salientes e formas deprimidas, tanto das formas do relevo emerso quanto submerso.
- Os movimentos de Placas Tectônicas podem formar dois dos 4 tipos de relevo: montanhas e depressões.
- Os tipos de relevo são:
  • PLANÍCIE (originado no processo de sedimentação, localizando-se nas áreas de baixas altitudes, áreas litorâneas e bacias fluviais);
  • PLANALTO (áreas de altitudes intermediárias de 300m à 2500m, originadas do processo de desgastamento erosivo, geralmente com superfícies de aplainamento);
  • MONTANHAS (áreas mais elevadas com acima de 2500 metros de altura, originadas dos desdobramentos tectônicos),
  • DEPRESSÕES (originadas dos desdobramentos tectônicos ou ação erosiva, podendo chegar até 11mil metros de profundidade).

- Estas 4 formas de relevo abrangem grandes áreas e demoram milhares de anos para se formar e para desaparecerem.
- Existem outras formas de relevo, só que mais transitórias: serra, morro, colina, etc.
- O Brasil possui três relevos: Depressões, Planaltos e Planícies.
- Existem algumas subdivisões do relevo brasileiro: Planaltos Norte-Amazônicos, Depressão Norte-Amazônica, Planície do Rio Amazonas, Depressão da Amazônia Ocidental, Depressão Marginal Sul-Amazônica, Planaltos e Chapadas dos Parecis, Planície do Pantaneira, Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Paraná, Planaltos e Serras do Atlântico, Planalto da Borborema, Planície Costeira e Planaltos da Bacia do Rio Parnaíba.
Ø  Atividade sobre Relevos Brasileiros



Ø  Sugestão de se fazer uma maquete das formas de relevo (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/11/maquete-das-formas-de-relevo.html)

Aulas 20 e 21:"Bacias Hidrográficas do Brasil"

Conceitualização e exercícios.
Observação: Desconsiderar as 6 questões de minérios e estrutura geológica do início da imagem.

São 12 as Bacias Hidrográficas Brasileiras:

  •  Amazônica
  •   Parnaíba      
  •  Tocantins/Araguaia
  •     Atlântico Nordeste Ocidental
  •    Atlântico Nordeste Oriental
  •     São Francisco
  •      Atlântico Leste
  •    Atlântico Sudeste
  •     Atlântico Sul
  •      Paraguai
  •      Paraná
  •     Uruguai
 Mapa das Bacias Hidrográficas do Brasil


Ø  Atividade Bacias Hidrográficas Brasileiras.
"Mapa das Bacias Hidrográficas do Brasil".

Ø Localização dos principais rios brasileiros.
 Principais rios da Bacia do São Francisco.


  Principais rios da Bacia do Leste.


  Principais rios da Bacia do Paraná.


 Principais rios da Bacia do Amazonas.

Aula 22: “População brasileira”.
População Brasileira

- As divisões étnico-racial da população brasileira, tanto regionalmente, quanto nacionalmente, são:




Aula 23Mapa dos Povos Indígenas no Brasil antes do século XVI.
Aula 24: Exercícios da música "Povos do Brasil"

Aulas 25 e 26: Passagem do filme "Xingu"

Aula 27Exercícios do filme "Xingu"
https://profwladimir.blogspot.com/2018/08/exercicios-do-filme-xingu.html
1) O que os irmãos Villas-Boas foram fazer nas aldeias indígenas na década de 1940?
2) Como foi o primeiro contato dos irmão com os indígenas?
3)  Por que o governo da época chamava as "terras indígenas" de "terras desocupadas"?
4) Como foi a reação dos indígenas com as coisas que os irmãos carregavam?
5) Como os indígenas viviam na aldeia?
6) Por que os indígenas morreram? O que os irmão fizeram depois?
7) O que algumas pessoas ruins fizeram na aldeia indígena quando os irmãos saíram?
8) Qual foi o acordo que os irmãos fizeram com o governo para ter a Reserva Indígena de Xingu? 
9) Aonde ficava a Reserva de Xingu? Quando a Reserva será inaugurada?
10) Como os irmão levaram os indígenas para a Reserva de Xingu?
11) Por que a reserva indígena de Xingu era importante?
12) Quem eram aquelas pessoas que estavam invadindo a reserva de maneira ilegal? O que eles estavam fazendo? O que ocorreu?

Aulas 28 e 29Povos Indígenas no Brasil.
- A população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores europeus, caindo de uma população de cerca de 4 milhões na era pré-colombiana (em mais de 2 mil tribos ou nações) para cerca de 315.000 atualmente, agrupados em cerca de 206 tribos diferentes e em 562 terras indígenas.
- Este número pode ser muito maior se as populações urbanas indígenas forem consideradas em todas as cidades brasileiras atuais e se somar as 67 diferentes tribos isoladas no Brasil.
- No último censo do IBGE (2010), 817.000 brasileiros se classificaram como indígenas, embora milhões de brasileiros tenham ascendência ameríndia.
A FUNAI divulgou as tribos com o maior número de integrantes, são elas:
ETNIAS INDÍGENAS
NÚMERO DE INTEGRANTES
Ticuna
35.000
Guarani
30.000
Caingangue
25.000
Macuxi
20.000
Terrena
16.000
Guajajara
14.000
Xavante
12.000
Ianomâmi
12.000
Paxató
9.700
Potiguara
7.700
- Os indígenas estão concentrados, em sua maioria (70% do total) numa parcela da Amazônia Legal que engloba seis Estados: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Temos a seguinte distribuição da população indígena por estado:
ESTADOS
POVOS/NAÇÕES INDÍGENAS
Amazônia
48
Mato Grosso
32
Pará
27
Rondônia
22
Acre
11
Roraima
9
Bahia e Maranhão
8
Pernambuco
7
Alagoas, Ceará e Mato Grosso do Sul
6
Amapá
5
Minas Gerais e Tocantins
4
São Paulo
3
Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo
2
Sergipe e Paraíba
1

- As Contribuições Culturais dos Indígenas no Brasil são muitas: a domesticação de várias plantas nativas (como o milho, a mandioca, o palmito de pupunha, o tabaco, o guaraná, o açaí, a jabuticaba, a pitanga, a erva-mate, a batata-doce, a pimenta, o amendoim, o mamão, o algodão, o caju, a abóbora, o feijão, o abacaxi, o maracujá, a goiaba, o cacau, o cará, o pinhão, a mangaba, o cajá, o umbu, o urucum, o jenipapo, o pequi, o jambu, o jatobá, o buriti, a carnaúba, a juçara, a, o araçá, o jerivá, a copaíba, a andiroba, o tucum, o tucumã, o cambuci, o tucum e o guaratá bravo, a peipeçaba (piaçava ou piaçaba, abajeru, amaitim, apé, araticum, azamboa, bacaba, bacupari, bacuri, caiuia, camboim, cambucá, camichã, curuanha, curuiri, guti, gravatá, grumixama, guajirí, guapuronga, embaúba, jataí, mocurí, mucujé, mundururu, murici, pajurá, penão, ubaia, ubucaba e umari), forte herança na culinária brasileira (pratos à base de mandioca/milho/guaraná/palmito: tais como pamonha e biju, outros à base de tartarugas e seus ovos: o arabu, o abunã, o mujanguê, o paxicá e outros à base de peixes (como a paçoca, o moquém, o piracuí, a moqueca indígena, o pirão e a mixira), objetos (uso de redes e jangadas, canoa, armadilhas de caça e pesca, casas de “pau-a-pique ou de taipa”, cestas de vime, a prática da peteca), costumes (como o banho diário e frequente, uso do tabaco, etc) e no vocabulário (em topônimos como Curitiba, Piauí, Arariba, Anhangabaú, Morumbi, Pacaembu, Embu, caju, jacaré, abacaxi, tatu, Janaína, Tainá, etc).

Aula 30: Formação Econômica e Territorial do Brasil

Reflexões da formação do território brasileiro.


A História, o indígena e o negro africano (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina, p. 126)
A marcha do povoamento ou a conquista do território brasileiro foi realizada através de surtos de povoamento e comandada, em alguns períodos, pelas necessidades do mercado externo. Entretanto, a ocupação do território e a exploração de seus recursos implicou o combate sistemático aos primitivos habitantes da terra – os indígenas – através da sua expulsão, massacre e destribalização.

Além dele, o escravo negro africano serviu de forma forçada aos interesses do colonizador, no processo de ocupação e de exploração da terra. Foi brutalmente arrancado de seu continente para servir, como um verdadeiro animal ou até pior, aos “nobres” propósitos do colonizador. Foi torturado, submetido à trabalhos forçados e desumanos, como, por exemplo, o da mineração, onde eram comuns os desabamentos que matavam ou feriam centenas deles. No entanto, quando se aborda a história do indígena e do negro na história do Brasil, busca-se muito mais apontar seu folclore, suas contribuições culturais e não a história da opressão a que foram submetidos. Procura-se mostrar a aparência e não o que ela esconde. Esse procedimento talvez seja fruto da falta de informações ou análises ou porque nossa história é mostrada sempre como a história do vencedor e nunca a história do vencido ou do oprimido.

 Formação Econômica e Territorial do Brasil - 1
  Formação Econômica e Territorial do Brasil - 2


- Antes dos europeus chegarem ao Brasil com os portugueses em 1500, este território não se chamava Brasil e era povoado por povos indígenas. Na realidade, os chineses foram os primeiros “não-americanos” a chegarem ao Brasil (http://profwladimir.blogspot.com.br/2013/04/mapa-chines-de-1418-que-mostra-america.html e tivemos expedições espanholas no Brasil entre 1499 e 1500. Vejamos os mapas a seguir:
O controverso mapa chinês de 1418, produzido pelo famoso almirante chinês Zheng He. O almirante cruzou os oceanos entre 1405 e 1418 e suas aventuras ficaram bem documentadas em um livro publicado na China por volta de 1418 sob o título de "As Maravilhosas Visões da Frota Estelar". O mapa ainda traz passagens sobre os habitantes do litoral ocidental da América: "A pele da raça nesta região é de uma cor vermelho escuro, e usam penas nas cabeças e quadris", enquanto que sobre os australianos escreve que "a pele de um aborígine é negra. Todos andam nus e carregam artigos de osso à cintura".
Mapa acima mostra as incursões espanholas no Brasil em 1499.


- O território Brasileiro foi delimitado inicialmente (e não intencionalmente) pela área do Tratado de Tordesilhas (1494), que dividia as terras descobertas entre Portugal e Espanha.
- Este território somente se chamará BRASIL com a colonização portuguesa, sendo uma referência ao primeiro produto explorado economicamente pelos portugueses.

- É necessário fazer uma distinção na história do Brasil em 3 períodos e alguns subperíodos:
1) Brasil Colônia (1500 à 1822): período Pré-Colonizador (1500-1530) e período de Colonização Efetiva (1530 à 1822, dividir em século XVI, XVII, XVIII e XIX)
2) Brasil Império (1822 à 1889).
3) Brasil República (1889 à hoje): República Velha (1889-1930) e República Nova (1930-hoje)
“Se vamos à essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde, ouro e diamantes; depois, algodão e, em seguida, café para o comércio europeu. Nada mais que isto. É com tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do país (...) que se organizarão a sociedade e a economia brasileiras”. (PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo, p. 25).
Período Pré-Colonizador: Entre 1500 à 1530, os portugueses não tinham iniciado a colonização do Brasil, dando preferência pela Índia e África. Até então faziam expedições de reconhecimento e guarda-costas (expulsar franceses que exploravam e que buscavam a posse das terras no princípio do “uti possidetis”), explorando somente o pau-brasil.
Período de Colonização Efetiva:(Colonização foi uma dominação política-econômica-cultural-religiosa e suas conseqüências foram: dilapidação de recursos naturais  das colônias, exploração  de mão-de-obra nativa, massacre de povos pré-colombianos, introdução do negro como mão-de-obra escrava, opressão política e religiosa, imposição do modo de vida europeu).
- Bases iniciais da colonização portuguesa na América: grande empresa agrícola no latifúndio monocultor, trabalho escravo negro e indígena produção para o mercado externo.
- Brasil-Portugal se caracterizaram-se como fornecedores de matéria-prima, dependência em relação à Inglaterra (depois EUA), facilitando a acumulação capitalista em vários outros países europeus.

Aulas 31, 32 e 34: “Formação Territorial Brasileira”

Reflexão sobre a formação do Território Brasileiro e Trabalho com produção de mapas da formação do território.



- O Brasil não existia como nação até 1500 e durante 1500-1822 o Brasil foi um “território português na América”.
- Até meados do século XVII o território brasileiro se resumia àquele que foi definido no Tratado de Tordesilhas (1494).
- Para a Expansão do Território Brasileiro destacam-se:
a) a atuação dos bandeirantes;
b) o papel dos jesuítas;
c) exploração econômica do território;
d) princípio de Utti-Possidetis;
e) União Ibérica entre Portugal e Espanha;
f) tratados territoriais e disputas.
- A partir de 1532 a Coroa Portuguesa organizará o território em estados, nas chamadas Capitanias Hereditárias, que eram lotes de terras doadas pelo rei. Quem governava estes era o Governador Geral (pessoas ricas ligadas à Coroa Portuguesa e funcionários de confiança do rei), que distribuía as “sesmarias” (territórios, fazendas) para os donatários (pessoas ricas ligadas à Coroa Portuguesa). As Capitanias Hereditárias e as Sesmarias eram hereditárias porque o donatário só poderia passar a seus herdeiros o controle sobre suas terras.
- Podemos verificar também as mudanças na conformação dos estados brasileiros.
- Atualmente ainda existem projetos de criação de novos estados: (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/historia-da-formacao-dos-estados.html):


> Atividade: dividir a sala em grupos e pedir pra cada grupo confeccionar o Mapa do Território Brasileiro em diferentes momentos da história.

Marcha do Povoamento e Urbanização do século XVI


Marcha do Povoamento e Urbanização do século XVII



Marcha do Povoamento e Urbanização do século XVIII



Marcha do Povoamento e Urbanização - 1801 a 1822


Aulas 35, 36, 37 e 38: Filme “A MISSÃO”, DEBATE e EXERCÍCIOS
> Passar o FILME: “A MISSÃO” (1986)

Aula 39: Expansão do território Brasileiro

Bandeirantes: fundaram muitas vilas pelo interior do Brasil ajudando na expansão territorial. Eles formavam grupos que saíam de São Paulo em direção ao interior do território com o objetivo de capturar índios para o trabalho escravo nas lavouras de cana-de-açúcar do litoral. Entre 1628 e 1641 capturaram 300 mil indígenas. Eram mercenário e faziam o Sertanismo (extermínio de indígenas e de quilombos no Nordeste). A partir do final do século XVII, os bandeirantes começam a explorar ouro e pedras preciosas em áreas dos atuais Minas Gerais e Mato Grosso.
 Bandeiras no século XVI e XVII
 Brasil - bandeirismo e sertanismo

Jesuítas: Ajudaram na expansão territorial brasileira com a fundação de aldeamentos e Missões que se transformaram em povoados pelo interior do Brasil. Eles queriam “proteger” o indígena, mas isto significou destribalização e aculturação com a incorporação de valores católicos e uma preparação para servir como reserva de mão-de-obra (trabalho servil).

Tratados Territoriais e Acordos: aumentaram os limites do território brasileiro. Destacam-se: “Tratado de Madrid” (1750 entre Portugal e Espanha, que delimitou fronteiras e levou em conta o princípio da posse de terras, aumentando área de colonização portuguesa para o interior do Brasil), “Tratado de Utrecht” (1723, entre Portugal e França, definindo a cidade de Oiapoque no AP como fronteira), “Tratado de Ildefonso” (1777, entre Portugal e Espanha, definindo fronteira do sul do país, entregava Bacia Platina/Sacramento/Filipinas à Espanha), “Tratado de Badajós” (1801, com a Espanha, conquista o oeste do RS) e Acordos do Barão de Rio Branco (em negociação com Bolivianos, Franceses, Paraguaios e Argentinos, garantirá os territórios do AC, AP e aumento do território do estado do PR e SC).


União Ibérica: Importante destacar que entre 1580-1640, Portugal e Espanha formaram um Reino Unido (tendo Portugal incorporado à Espanha), facilitando ampliação territorial brasileira. 

Utti-Possidetis: princípio criado pela Igreja Católica, que dizia que uma pessoa seria dona de um território ocioso a partir do momento que produzisse economicamente nela. Portugal se utilizará muito disso no território brasileiro, dizendo que a Espanha se preocupava mais com os territórios do Pacífico (Impérios Inca, Maia  e Asteca) do que com o interior da América do Sul (que viraria Brasil posteriormente).

Expansão Territorial por Exploração econômica = atividades econômicas consolidaram a ocupação do território brasileiro. Destaco as principais atividades econômicas nos séculos:
Século XVI: pau-brasil (em uma vasta área do território) e cana-de-açúcar (principalmente no Nordeste). Ocupação se concentrava no litoral.
Século XVII: expansão acompanhou a produção de cana-de-açúcar em áreas do Sudeste. Pecuária interiorizou ocupação e a busca de “drogas do sertão” (guaraná, urucum, cravo, canela, salsa, etc) expandiu o território para a região da Amazônia.
Século XVIII: a pecuária e a exploração de ouro/diamantes possibilitaram a interiorização à Oeste.
Século XIX: a produção de café, borracha, cacau e algodão fortaleceram o povoamento de terras (na Amazônia, Nordeste e Sudeste)..



 Expansão territorial brasileira no período colonial (1500 a 1822)

Aula 40: Ciclos Econômicos Brasileiros 

- Dividirei em 6 ciclos econômicos, mas os que mais se destacaram foram os da Cana/Mineração/Café.
1- CICLO DO PAU-BRASIL (séculos XVI e XVII) = começa em 1534, boa parte do território brasileiro, utilização econômica (madeira como móveis e seiva como tinta para tingir tecidos).
2- CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR (séculos XVI à XIX) = Portugueses já a exploravam nas ilhas da Madeira e de Cabo Verde. No Brasil inicia-se em São Vicente, mas prosperará em Pernambuco.
Auge do comércio do açúcar foi entre 1530-1650. Até 1650 o Brasil era o principal produtor de cana no mundo, mas a concorrência de França/Holanda/Inglaterra nas Antilhas abalará liderança.
Percebiam-se as “Bases iniciais da colonização portuguesa na América”: latifúndio monocultor, trabalho escravo (negro e indígena) e produção para o mercado externo.
Holandeses faziam a produção e a comercialização do açúcar do nordeste na Europa, além do transporte marítimo (Brasil para Portugal), refinação do produto e tráfico de escravos para o Brasil. Eles invadirão e ocuparão o Nordeste brasileiro por 24 anos (1630-1654).
Influiu na instalação da primeira capital brasileira ou do centro político-administrativo da colônia em Salvador, próximo das áreas açucareiras.
Início da dependência de Portugal-Brasil com a Inglaterra e o atraso econômico com os acordos de Portugal com a Inglaterra (1642/1654/1661). A Inglaterra (liberdade de comércio com colônias portuguesas, controle de taxas de mercadorias importadas, recebeu Bombaim na Índia permanentemente, além de poder manter comerciantes residentes nas colônias portuguesas). Portugal (proteção militar inglesa, sendo ao mesmo tempo “uma metrópole e uma colônia”). Brasil (fornecedor à Inglaterra de produtos tropicais e matérias-primas vegetais/minerais, além de consumidor de produtos manufaturados ingleses).
3- CICLO DA MINERAÇÃO: Portugal estava endividado e inicia uma “corrida por ouro no Brasil”, achando em Minas Gerais (final do século XVIII) e depois em Goiás e Mato Grosso.
Isto significou: para o Brasil (interiorização da colonização, aumento demográfico com a vinda de 300 mil imigrantes portugueses e cerca de 980 toneladas de ouro produzidos no Brasil no século XVIII, sendo maior do que em toda a América espanhola), para Portugal (pequena diminuição do endividamento, mas que foi freado pelo Tratado de Methuen), para Inglaterra (mais reserva de ouro para enfrentar guerras napoleônicas, estímulo à manufaturas e preparação à Revolução Industrial).
“Tratado de Methuen” (1703): Portugal vira mercado consumidor inglês e é impossibilitado de tentativa de produção manufatureira em Brasil-Portugal. Inglaterra comprava vinhos portugueses (até 1786, quando então comprará vinhos franceses).
O ano de 1780 foi marcado pela decadência do ouro no Brasil, onde 85% do ouro eram de “aluvião“ (depositado em vales fluviais acumulando nas vertentes e misturado a detritos).
Mesmo com a independência do Brasil, havia um grandíssima dependência brasileira com a Inglaterra. Entre 1825-1913, 50% dos investimentos no Brasil eram ingleses (ferrovias, energia elétrica, bondes, bancos, empresas de seguro, exploração mineral, financiamento e empréstimos).
4- CICLO DO ALGODÃO: no Nordeste a partir do século XVIII, utilizado nas manufaturas e indústrias têxteis inglesas.
5- CICLO DA BORRACHA: Na Amazônia, no século XIX, consolida ocupação do território da região, borracha utilizada nas indústrias inglesas.
- CICLO DO CAFÉ: começou na região do Vale do Paraíba no RJ e se espalhará pelo RJ/MG/SP/PR. Brasil foi o principal produtor do mundo.
Começa repetindo a produção da cana-de-açúcar (com latifúndio monocultor para o mercado externo e trabalho escravo).Marcará a transição de um Brasil agrário colonial para um Brasil agrário modernizado e Capitalista. Trazendo:
-Trabalho assalariado começará a ser viável com a Lei Eusébio de Queiróz de 1850 (fim do tráfico negreiro) e a Lei Áurea de 1888 (fim do trabalho escravo).
-Propriedade Privada surge com a Lei de Terras de 1850 (posse da terra por compra, elevação do preço das terras e com o lucro da venda de terras servindo para a importação de colonos/imigrantes europeus).O Complexo Cafeeiro gera:
-pequena industrialização nas cidades brasileiras entre 1888-1930 com fábricas de chapéu-louças-fiação-tecelagem.
-consolidação de centros urbanos nas cidades.
-pequena modernização da agricultura (como ensacadoras de café, secadora de café, torrador de café).
- instalação de ferrovias. 



Aula 41: Formação Econômica Brasileira 
http://profwladimir.blogspot.com/2018/07/atividadeformacao-do-territorio.html




Aula 42Resumo da Economia da América Portuguesa (Brasil Colonial e Imperial) 

Farão Mapa sobre o tema, inspirado neste:
 Resumo da Economia da América Portuguesa (Brasil Colonial) (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/resumo-da-economia-da-america.html)

http://profwladimir.blogspot.com/2018/07/atividaderesumo-da-economia-colonial-e.html



Aulas 42 e 43Economia Brasil Século XXI

Produção de Mapa do Setor Primário do Brasil no Século XXI
http://profwladimir.blogspot.com/2018/07/atividadesetor-primario-no-seculo-xxi.html


 Economia do Brasil no Século XXI

 Economia do Brasil em 2019
 Economia brasileira no final do século XIX e início do século XX

Aulas 44 e 45Os Setores da Economia
Conceitualizar setores primário, secundário e terciário.
Pedir para alunos fazerem atividade recortando imagens de atividades produtivas do setor primário, secundário e terciário.

Aulas 46 e 47: Setor Primário no Brasil

http://profwladimir.blogspot.com/2018/07/mapasproducao-agricola-municipal.html



Brasil_evolução do pessoal ocupado e do número de tratores- Censo Agropecuário_IBGE_2006

Estabelecimentos caracterizados como agricultura familiar - Censo Agropecuário IBGE 2006

GIRARDI - Mapa da questão agrária brasileira

Brasil - Ocupação do território pela agropecuária - 2006

Brasil - Pecuária de Bovinos - 2006
Produtividade Agrícola e da Pecuária Bovina
 Geografia_ocupações_terra_Brasil_1988-2004
 TABELA - Estrutura Fundiária Brasil
Gráficos de Produção Agropecuária e Pesqueira 

Aulas 48 e 49Setor Secundário no Brasil - a Industrialização no Brasil
 As 4 Fases da Industrialização Brasileira

FASE 1 (1888-1930, “Industrialização Incipiente”)
- Relacionado com o Complexo Cafeeiro com fábricas de chapéu-louças-fiação-tecelagem, metalúrgicas e montadoras de ferrovias-trens-máquinas secadora e torradora de café;
- Iniciativa de empreendedores (como Barão de Mauá, F. Matarazzo, etc) sem apoio do Estado Brasileiro (Dom Pedro II e presidentes da Primeira República);
- Concentração em SP, RJ e MG.
- Fábricas de: chapéus, louças, fiação e tecelagem.

FASE 2 (1930-1955, Revolução Industrial Brasileira e o início do capitalismo no Brasil”)
 - Getúlio Vargas X oligarquias rurais;
Concentração em SP, RJ, MG e RS;
- Fábricas de “bens de consumo”;
- Foram fatores que contribuíram para o desenvolvimento industrial a partir de 1930: o grande êxodo rural, devido a crise do café (interior de SP/RJ e Nordeste), a redução das importações e aumento das exportações em função da crise mundial e da 2ª Guerra Mundial (que favoreceu o desenvolvimento industrial);
- Criação da infra-estrutura industrial: indústria de base e energia. Destacando-se a criação de:
- Conselho Nacional do Petróleo (1938) - petróleo
- Companhia Siderúrgica Nacional (1941) – CSN, siderúrgicas, aço
- Companhia Vale do Rio Doce (1943) – minérios, matéria-prima
- Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945) – hidroelétricas, energia elétrica

FASE 3 (1955-1985, “Internacionalização da economia brasileira”)
- No início da década de 1950 alguns problemas dificultaram o desenvolvimento industrial: falta de energia elétrica; baixa produção de petróleo; rede de transporte e comunicação deficientes.
- Juscelino Kubitschek (1956 a 1961): criou um “Plano de Metas” que dedicou mais de 2/3 de seus recursos para estimular o setor de energia e transporte. Aumentou a produção de petróleo e a potência de energia elétrica instalada, visando a assegurar a instalação de indústrias. Desenvolveu-se o setor rodoviário. Houve um grande crescimento da indústria de bens de produção (siderúrgico e metalúrgico com os automóveis, o químico e farmacêutico; e a construção naval) que cresceu 370% contra 63% da de bens de consumo. No entanto, o desenvolvimento industrial foi calcado, em grande parte, com capital estrangeiro, atraído por incentivos cambiais, tarifários e fiscais oferecidos pelo governo. Nesse período teve início em maior escala a internacionalização da economia brasileira (através das multinacionais) e o aumento do endividamento externo brasileiro.
- Ditadura Militar (1964-1985): em uma conjuntura de declínio no crescimento econômico e industrial. Sérios problemas políticos com a renúncia de Jânio Quadros em 1961, a posse do vice-presidente João Goulart, discussões em torno de presidencialismo ou parlamentarismo e o golpe militar. Os governos militares retomaram e aceleraram o crescimento econômico e industrial brasileiro. O Estado começa a ser mais interventor, assumindo a função de órgão supervisor das relações econômicas. Ocorreu uma maior diversificação da produção industrial. Destaque para a produção: de energia elétrica, do aço, indústria petroquímica, abertura de rodovias e outros. Grande expansão da indústria de bens de consumo não-duráveis e duráveis com a produção inclusive de artigos sofisticados. Estímulo ao Financiamento de consumo e a exportação de produtos manufaturados (em 1979, pela 1ª vez, as exportações de produtos industrializados e semi-industrializados superaram as exportações de bens primários, que são os produtos da agricultura, minérios, matérias-primas).

FASE 4 (1986 até hoje, “Privatizações e desindustrialização”
- Governo Sarney: Plano Cruzado de 1986 (proteção alfandegária que restringia as importações e o desbastecimento de produtos de primeira necessidade promovido por setores oligopolizados da economia, a política de manter o câmbio congelado e a taxa real de juros baixa aumentaram o consumo);
- Governos Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma: Plano Real de 1994 (penosa austeridade fiscal e monetária, diminuição de gastos públicos e a entrada de capital estrangeiro com as privatizações de estatais, apoio à micro e pequena indústria). Grande crescimento econômico  entre 2004 a 2008 interrompido pela crise econômica mundial (pautado na garantia do superávit primário acima de 3% do PIB; o câmbio flutuante em torno dos R$2 por dólar; e a meta de controle da inflação abaixo de 6,5% ao ano). Redução do desemprego e aumento do emprego terceirizado/precário, isenções fiscais à empresas, ampliação das PPP’s (parcerias público-privadas), reformas trabalhistas e previdenciárias. O Brasil na DIT (divisão internacional do trabalho) está inserido como grande produtor de alimentos e matérias-primas. Desindustrialização e favorecimento aos investimentos estrangeiros (a entrada de capital estrangeiro quase que triplicou, tornando o Brasil dependente de capitais internacionais, sendo boa parte destes especulativos). As transnacionais dominam a economia no Brasil (100% das montadoras, 92% do setor eletroeletrônico, 75% das autopeças, 74% das telecomunicações, 68% do setor farmacêutico, 60% da indústria digital 57% do setor de Bens de Capital, 55% do setor de bens de Consumo, 50% da siderurgia e metalurgia, 47% da petroquímica, no agronegócio 30 empresas dominam o complexo agroindustrial e mais de 70% destas empresas são multinacionais). Aumento da dívida externa e interna (mais de 47,19% do orçamento nacional é para pagar os juros e amortizações da dívida, dando aos banqueiros quase metade de tudo o que se arrecada de impostos e taxas no país).
Atual Produção Industrial brasileira: concentrada na região geoeconômica Centro-Sul

Aulas 50 e 51: Localização das Indústrias no Brasil
Atividade com Mapa
http://profwladimir.blogspot.com/2018/07/atividadeindustria-no-brasil-no-seculo.html


Aulas 52 e 53: Setor Terciário: Capitalismo, Comércio e Sociedade
- Capitalismo é uma sociedade dividida em classes sociais, caracterizada por ter uma concentração de riquezas e de poder nas mãos da burguesia. As Classes Sociais no Capitalismo se dividem em:
- Quem produz as riquezas da sociedade capitalista é a classe trabalhadora e a riqueza da burguesia surge pela exploração do trabalho da classe trabalhadora.
Ø  Alunos realizarão atividade com o poema “Operário em Construção” de Vinícius de Moraes e irão responder à algumas questões.
https://profwladimir.blogspot.com/2013/11/atividade-o-operario-em-construcao.html
1) O operário trabalhava de quê? O que ele fazia?
2) O que ocorreu com o operário quando este vai "cortar o pão"?
3) Explique o significado de "consciência política"?
4) Por que o operário foi agredido e porque o patrão tentou chantageá-lo? O patrão achava o operário perigoso?
5) Explique a passagem: "Em cada coisa que via / Misteriosamente havia / A marca de sua mão".
6) Por que o operário disse não ao patrão? O que você achou disso? O que aconteceu com o operário?
7) Explique a passagem: "Que a casa que ele fazia / Sendo a sua liberdade / Era a sua escravidão"
8) Explique a passagem: ""Que a dureza do seu dia / Era a noite do patrão / Que sua imensa fadiga / Era amiga do patrão"

Aulas 54 e 55: Setor Terciário:“Comércio e Consumo”
- O Comércio é uma das importantes etapas do Processo Produtivo Capitalista, pois é o momento de circulação dos produtos.
- Se os produtos não forem consumidos, teremos super-estoque e o sistema capitalista entrará em crise de redução de preços e desemprego (como ocorreu na Crise de 1929).
- Os produtos são feito com uma baixa qualidade e a “lógica do consumismo/materialismo/ostentação” auxiliam para o aumento do consumo de produtos na sociedade capitalista.
- O Consumismo Desenfreado na Sociedade Capitalista é necessário para que as pessoas comprem cada vez mais produtos, fazendo com que a economia circule e que não se tenha o risco de haver “crises de super-estoque”.
> Passar a música “Mano na Porta do Bar” dos Racionais MC’s e fazer exercícios.
http://profwladimir.blogspot.com/2012/02/exercicios-musica-mano-na-porta-do-bar.html
1)    Como era o mano antes da mudança?
2)    Porque o “mano da porta do bar” mudou? O que ele fez?
3) O que aconteceu com o mano? qual saída você daria para a situação?
4) Quais são as 3 formas de se ganhar dinheiro na sociedade capitalista? O “mano na porta do bar” utilizou de qual dessas maneiras?
5) Qual a relação pode ser feita da mudança de atitude do Mano com o consumismo-materialismo da sociedade capitalista?

Aulas 56 e 57: Setor Terciário:Balança Comercial no Brasil

- Balança Comercial está ligada à compra e venda de produtos, ou seja, à importação e exportação.
- Um país terá “Superávit na Balança Comercial” quando exportar mais do que importar (tendo lucro) e terá “Déficit na Balança Comercial” quando importar mais do que exportar (tendo prejuízo).
- O Brasil tem mais superávit do que déficit na Balança Comercial.
Ø Alunos realizarão atividades sobre a Balança Comercial Brasileira (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/05/balanca-comercial-brasileira-exercios.html)

Aulas 58 e 59: Meios de Transporte
- Importante distinguir os transportes em:
·    Terrestre (rodoviário, ruas, avenidas, estradas) = a pé, bicicleta, carro, moto, caminhão, tração animal, skate,, patins, patinete.
·         Ferroviário = trem, metro, bonde elétrico.
·         Aquático (fluvial ou marítimo) através de submarino, canoa, barco, navio, balsa, jetski, lancha.
·         Aéreo = helicóptero, avião, balão, dirigível, jato, nave, foguete.

·         Tubular ou Dutuviário = gasoduto, oleoduto, alcoolduto, minerioduto.

Alunos farão atividade sobre o tema, recortando imagens sobre os 5 meios de transportes.

Aulas 60 e 61: Meios de Transporte no Brasil





 Meios de Transportes no Brasil (continuação)


http://profwladimir.blogspot.com/2018/05/mapa-de-rodovias-do-brasil.html
 RODOVIAS LONGITUDINAIS

 RODOVIAS DIAGONAIS

 RODOVIAS DE LIGAÇÃO

 RODOVIAS TRANSVERSAIS



RODOVIAS RADIAIS

Aulas 62 e 63: Atividades sobre Meios de Transporte no Brasil
Cor amarela é a desativada e de cor preta é a Ativa.

Malhas rodoviária e ferroviária nos anos de 1975 e 2005

Exercícios (__)

Aulas 64 e 65: Localização dos principais portos, ferrovias, rodovias e aeroportos no Brasil.






Aulas 66 e 67:Estrutura Geológica e Minérios no Brasil

 Minérios do Brasil e Estrutura Geológica com Exercícios
Realização de Mapa


Aulas 68 e 69: Conceito de Rochas, Minerais e Minérios

https://profwladimir.blogspot.com/2014/11/sequencia-de-aulas-rochas-minerais_20.html
Rochas, Minerais e Minérios

Aulas 70 e 71: Minérios e Sociedade
Com exercícios.

Minérios e Sociedade

Aulas 72 e 73: Fonte de Energia

 Fontes de Energia (conceito, renováveis e não-renováveis)

Fontes de Energia (conceito)

- As Fontes de Energia são divididos em 2 tipos: RENOVÁVEIS (não se esgotam) e  NÃO-RENOVÁVEIS (se esgotam).
- As RENOVÁVEIS são “limpas” não são viáveis economicamente para o capitalismo (caras e geram pouca energia)
·         Solar = receptor de energia solar, termoelétrica (energia térmica do sol fará as turbinas girarem a mecânica das turbinas e depois é criada a energia elétrica). Utilizado em alguns locais de deserto e no NE brasileiro (gera pouca energia).
·         Marés = ondas geram energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Pouco usada, pois gera pouca energia.
·         Geotérmica = energia térmica do magma vulcânico fará as turbinas girarem a mecânica das turbinas e depois é criada a energia elétrica.
·         Eólica = ventos geram energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Pouco usada, pois gera pouca energia.
·         Hidroelétrica = Surge na Europa em 1860 e se populariza depois da Segunda Guerra Mundial. Tem a necessidade de se fazer o represamento de um rio e uma barragem. Aos poucos se libera a água do rio, que gera energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Só pode ocorrer em países com relevo de planalto (“acidentado”) e com ampla hidrografia (com quedas de água). Problemas de desmatamento, morte de peixes, expulsão de povos ribeirinhos, poluição ar (decomposição vegetação), comprometimento de uma grande área para fazer represamento.

- Já as Fontes de Energia NÃO-RENOVÁVEIS são:
  • Petróleo É uma rocha Sedimentar. A formação se dá pela sedimentação de matéria orgânica em áreas de ação tectônica.
  • Carvão Mineral = É um mineral cuja formação se dá pela sedimentação de matéria orgânica em áreas de antigos rios. É um hidrocarboneto sólido, encontrado em cavidades ou depressões preenchidas por sedimentos.
  • Carvão Vegetal = vem de árvores, carvoarias (trabalho infantil, etc). Problemas com poluição do ar e desmatamento. É pouco calórico.
  • Gás Natural = parcela do petróleo em estado gasoso, mas que precisa ser refinado. Utilização (GLP, combustível de carro, metanol, amônia/uréia, siderurgia/ferro, refrigeração de ambientes, ar condicionado, geladeira, termoelétricas). Baixo custo de transporte e polui menos (sem enxofre e pouco CO²).
  • Nuclear = 1ª usina nos EUA em 1953. Em um reator nuclear, o núcleo do urânio enriquecido (minério de urânio super-enriquecido por descargas de nêutrons) é quebrado (fissão nuclear) com a intenção de gerar calor (controlado por água), que girará as turbinas que proporcionarão energia elétrica. É a forma mais abundante de se gerar energia elétrica, mas é muito arriscado. Riscos de vazamento: caso do Japão em 2011 (usina de Fukoshima), dos EUA (usina de Tree Island em 1979) e da ex-URSS (na usina de Chernobyl em 1986). Problema do plutônio (ou lixo nuclear) que sobram das usinas atômicas (devem ser enterrados ou jogados no fundo do mar por 10 mil anos), mas estas podem virar bombas atômicas. Por isso que os EUA não querem que países como Irã, Coréia do Norte e Venezuela tenham usinas.

Aulas 74 e 75: Fonte de Energia no Brasil

 Fontes de Energia (conceito e Brasil)



As Fontes de Energia Brasileiras”.
- Brasil – Consumo de Energia segundo Fonte: 39,5% (Hidroeletricidade), 22,8% (petróleo), 7,5% (lenha e carvão vegetal), 4,1% (carvão mineral), 3,1% (álcool), 2,4% (gás natural), 20,6% (outros).
- Brasil – Consumo de Energia por Setor: 37,4% (indústria), 20,6% (transporte), 15,9% (residencial), 9,6% (comércio e serviços), 6,7% (energético), 9,8% (outros).
- As fontes de energia são elementos necessários e essenciais na história da humanidade, principalmente para a sociedade capitalista (que é altamente tecnológica, rápida e globalizada).
- Por mais que estas possam esgotar ou que são poluentes, a sociedade capitalista jamais deixará de utilizá-las, pois o que importa é o lucro.
- Utiliza-se para uso doméstico, uso produtivo (sendo CUSTOS DE PRODUÇÃO para indústrias, agricultura, etc) e transporte.




Aulas 76 e 77: Energia e Hidroelétricas Brasileiras”.
- As Principais Hidroelétricas no Brasil são:
#
Nome
Rio
Estado
Capacidade
01
Usina Hidrelétrica de Itaipu
Rio Paraná
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/93/Bandeira_do_Paran%C3%A1.svg/20px-Bandeira_do_Paran%C3%A1.svg.png Paraná
14 000 MW
02
Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Rio Xingú
Pará Pará
11 233 MW (em construção)
03
Usina Hidrelétrica de Tucuruí
Rio Tocantins
Pará Pará
8 370 MW
04
Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós
Rio Tapajós
Pará Pará
6 133 MW (projetada)
05
Usina Hidrelétrica de Jirau
Rio Madeira
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg/20px-Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg.png Rondônia
3 750 MW (em construção)
06
Usina Hidrelétrica Santo Antônio
Rio Madeira
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg/20px-Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg.png Rondônia
3 568 MW (em construção)
07
Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira
Rio Paraná
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2b/Bandeira_do_estado_de_S%C3%A3o_Paulo.svg/22px-Bandeira_do_estado_de_S%C3%A3o_Paulo.svg.png São Paulo
3 444 MW
08
Usina Hidrelétrica de Xingó
Rio São Francisco
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/88/Bandeira_de_Alagoas.svg/20px-Bandeira_de_Alagoas.svg.png Alagoas e
 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/be/Bandeira_de_Sergipe.svg/20px-Bandeira_de_Sergipe.svg.png Sergipe
3 162 MW
09
Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso IV
Rio São Francisco
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/28/Bandeira_da_Bahia.svg/20px-Bandeira_da_Bahia.svg.png Bahia
2 462 MW
10
Usina Hidrelétrica Jatobá
Rio Tapajós
Pará Pará
2 338 MW (projetada)

Aulas 78 e 79: “Cidades e Desigualdade Territorial no Brasil”.


Formação da Cidade de São Paulo

História da Formação da Cidade de São Paulo.

POPULAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO
ANO
HABITANTES
1872
30 mil
1920
579.073
1960
3.709.111
1970
6 MILHÕES
2011
11 MILHÕES

- Explicações sociais e econômicas para este aumento quantitativo de pessoas na cidade de São Paulo, destacando-se as migrações e a industrialização.
- Aspectos geográficos da formação da cidade de São Paulo.

- As 3 fases da urbanização paulistana:
  • 1554-1920 = urbanização ocorria em pontos dispersos e localizados na cidade de São Paulo.
  • 1920-1950 = ricos morarão nos “bairros-jardins” (locais com abundancia de infra-estrutura e rede de serviços) e os pobres morarão nos “cortiços e vilas operárias”. As vilas operárias (casas alugadas ou vendidas aos operários) eram viáveis economicamente ao patrão porque: os terrenos próximos às empresas eram muito baratos (geralmente localizavam-se em terrenos de várzea e próximos das ferrovias); havia uma pequena quantidade de operários na época possibilitando este empreendimento; o rebaixamento do salário dos operários, pois por morarem próximo ao serviço, suas despesas seriam menores.
  • A partir de 1950 = Por advindo da intensificação da industrialização e da urbanização, teremos agora uma grande explosão demográfica (destaque pela migração). Os burgueses que até então se responsabilizavam pelas “vilas operárias”, não necessitarão mais destas e transferem os gastos de moradia e de transporte para o próprio trabalhador, além do serviço urbano básico para o Estado. Podemos afirmar que neste momento surge o “Mercado Imobiliário” e a “Periferia”. Ricos morarão nos condomínios ou nos bairros de ricos e os pobres morarão nas periferias ou nos cortiços do centro. Teremos uma evidente segregação espacial e social na cidade de São Paulo, nas periferias com as habitações populares, conjuntos habitacionais, favelas e os cortiços do centro (que são viáveis pela proximidade do emprego); e as habitações dos ricos que estão distribuídas em locais centrais, mas dispersos na cidade (sempre muito bem protegido pelo aparato repressor estatal). Como acumulação e especulação andam juntas, a localização da classe trabalhadora passou a seguir os fluxos dos interesses especulativos dos grupos imobiliários privados. O poder público sempre se ausentou da tarefa de dar um mínimo de ordem no uso do solo da cidade e colocará esta responsabilidade do desenho urbano para os grupos privados. O Estado-burguês é reformista e atende aos interesses particulares, colocando-se à serviço da dinâmica de valorização-especulação do sistema imobiliário-construtor. Com a especulação imobiliária teremos agora uma intensificação da expansão horizontal de urbanização paulistana, não tendo mais como característica fundamental a concentração de áreas distintas e desarticuladas na cidade, mas se articulando áreas periféricas na cidade de São Paulo e também nas cidades da Grande São Paulo.
- As pessoas vão morar nas cidades porque aqui estão os empregos, eles foram expulsos de sua terra num movimento chamado de Êxodo Rural.
- As pessoas nas cidades se distribuem de forma irregular em bairros ricos e bairros pobres. As desigualdades espaciais são a concretização dos contrastes e desigualdades sociais geradas pelos esquemas de sobrevivência em que as pessoas estão envolvidas. As pessoas moram de acordo com a sua função no processo produtivo ou de seus salários.
- O Proletariado vai morar nas periferias pelo alto custo de vida no centro e pelo baixo preço do terreno nas periferias. Importante destacar o papel da Especulação Imobiliária que valoriza ou desvaloriza terrenos na cidade, determinando quem irá morar nestes locais e quais funções serão exercidas nestes espaços.
Bairros ricos = terrenos caros, com infra-estrutura, com direitos de cidadania.
Bairros pobres = terrenos baratos, sem infra-estrutura, sem direitos de cidadania.
- Os direitos de cidadania na periferia foram conquistados através de muitas lutas e reivindicações populares.
- Cidadania = contrato social dizendo que todas as pessoas possuem direitos e deveres na sociedade.
- A sociedade capitalista tenta tirar o significado real de cidadania, ao dizer que são somente deveres. Os neoliberais definem um conjunto de estratégias dirigidas a transferir a educação da esfera dos direitos sociais à esfera do mercado, ou seja, o neoliberalismo reconceitualiza a noção de cidadania, através de uma revalorização da ação do indivíduo enquanto proprietário, enquanto indivíduo que luta para conquistar (comprar) propriedades-mercadorias diversa índole, sendo a educação uma delas. O modelo de homem neoliberal é o cidadão privatizado o empreendendor, o consumidor.

Aulas 80 e 81: Atividade com a música "Saudosa Maloca"

> Passagem da Música “Saudosa Maloca” (Adoniran Barbosa) e do vídeo "Dá licença de contar" (https://www.youtube.com/watch?v=P5DV2I3CbIg&t=1s).
Fazer atividade(http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/05/exercicios-com-musica-sobre-cidadania-e.html):
1- Quais são os 3 personagens da música?
2- Este fato acontece aonde?
3- O que está acontecendo?
4- Qual foi a reação dos moradores da Maloca com o Despejo?
5- O que pode ter acontecido com os personagens da música?
6- Qual foi o papel  do Estado nesta desocupação?
7- Reescreva a música que está na linguagem coloquial para a linguagem formal?

> Dá para trabalhar também com esta música “Fim de Semana no Parque” (Racionais MC’s)
https://profwladimir.blogspot.com/2013/10/um-fim-de-semana-no-parque-20-anos.html


Aulas 82 e 83Atividade com a música "Cidadão"

Debate sobre significado de cidadania e desigualdades sociais/territoriais.
Realizar atividade desta música: “Cidadão” (Lúcio Barbosa).
https://profwladimir.blogspot.com/2017/09/exercicios-da-musica-cidadao.html
1- Qual é a profissão do personagem da música?
2- Por que o personagem da música "Cidadão" não pode entrar nos lugares que ele ajudou a construir?
3- Por que o personagem da música "Cidadão" é um migrante? De onde ele saiu e para onde ele foi?
4- Por que ele saiu de sua terra?
5- Por que o personagem da música "Cidadão"só pode entrar na igreja?
6- O que é cidadania?
7- O que deve ser feito para que as pessoas sejam "cidadãs de fato"?
8- Quais direitos de Cidadania são negados para o personagem da música "Cidadão"?


Aulas 84, 85, 86 e 87: Filme "Uma História de Amor e Fúria" com Exercícios

https://profwladimir.blogspot.com/2017/06/atividade-do-filme-uma-historia-de-amor.html
1) Por que os tupinambás (que estavam com os franceses) estavam guerreando com os tupiniquins (que estavam com os portugueses)?
2) O que os tupinambás faziam com os guerreiros inimigos? Por que?
3) O que aconteceu com os tupinambás que não foram mortos pelos portugueses?
4) Os escravos africanos trabalhavam fazendo o que no Maranhão?
5) O que Manuel Balaio fez depois que sua filha foi estuprada por guardas imperiais?
6) Como a Balaiada acabou? O que aconteceu com a família de Manuel Balaio?
7) O que algumas pessoas sobreviventes que eram "combatentes e que não abaixaram a cabeça" fizeram após o final da Balaiada?
8) Por que as pessoas estavam assaltando o Banco? Com qual motivo?
9) O que aconteceu com o rapaz branco depois que ele foi solto da cadeia?
10) Quais eram os problemas pelos quais as pessoas passavam no Rio de Janeiro em 2096?
11) O que vocês acharam as 4 Histórias do filme? O que aconteceu com o casal no final do filme?
 Revoltas no Brasil e áreas de litígio (século XIX)

Aulas 88 e 89: Atividade com a música “Canto das Três Raças”

> Passar a música “Canto das Três Raças” (Clara Nunes) e realizar exercícios
https://profwladimir.blogspot.com/2017/09/atividade-com-musica-canto-das-tres.html
1) Quais são as 3 etnias (ou raças) que são a base do povo brasileiro e que estão descritas na música?
2) Qual foi a primeira etnia brasileira a sofrer as primeiras consequências da invasão territorial no Brasil? O que houve?
3) Qual foi a segunda etnia brasileira a sofrer as consequências da colonização no Brasil?
4) O que o negro fez para enfrentar a situação de opressão no Brasil?
5) Os inconfidentes eram na sua maioria de qual raça?
6) O que os inconfidentes fizeram? O que houve com eles?
7) Como é o canto do trabalhador brasileiro?
8) Qual seria a situação do trabalhador brasileiro atual?
9) Faça uma analogia do sofrimento do negro/indígena/inconfidentes com o trabalhador brasileiro no século XXI.

Aula 90Questão Racial Brasileira e Movimentos de Resistência à Escravidão

- A população brasileira é uma mistura de três etnias: negro africano, indígena e branco europeu.
- Os indígenas foram massacrados pelos portugueses durante o período de colonização.
- Os negros africanos foram absurdamente explorados durante o período de escravidão e atualmente estão muito miscigenados.
-- O Brasil foi construído utilizando-se do modelo europeu como correto, valorizando a cultura europeia e colocando o europeu como o padrão de beleza nacional.
- Os brasileiros não possuem uma compreensão de sua etnia, negando esta quando não é branca por medo de sofrer racismo e pela necessidade de serem aceitas socialmente.
- Revoltas populares à escravidão: Balaiada, Farroupilha, Cabanagem, Sabinada, Malês, Quilombos, etc.
- Quilombos (significado): eram aldeias que refugiavam os escravos que fugiam das fazendas e casas de família, e é um termo de origem angola. Havia uma forte divisão e organização interna Os escravos iam para os quilombos para não serem encontrados, pois onde eles viviam eram sempre explorados e sofriam maus tratos,  também se acoitavam índios e eventualmente brancos socialmente desprivilegiados.
https://profwladimir.blogspot.com/2019/12/video-e-mapaspovos-tradicionais-do.html
https://profwladimir.blogspot.com/2016/11/117-comunidades-quilombolas-no-estado.html
https://profwladimir.blogspot.com/2013/07/mapa-remanescentes-de-quilombos-no.html


Aulas 91 e 92: Atividade com música "Zumbi"

https://profwladimir.blogspot.com/2017/08/atividade-com-musica-zumbi.html
1) Quantas e quais são as etnias africanas descritas na músicas?
2) O que aconteceu com estes povos?
3) Como estes povos vieram ao Brasil?
4) Como eles trabalhavam?
5) Aonde eles trabalhavam?
6) O que acontecerá "quando zumbi chegar"? Qual o significado desta parte?

Aulas 93 e 94Filme "Quilombo" com exercícios

https://profwladimir.blogspot.com/2017/09/atividades-do-filme-quilombo.html
1) O que Ganga Zumba fará com os escravos que trabalhavam na lavoura de cana-de-açúcar? O que acontecerá depois?
2) O que Acotirene decidirá fazer?
3) Quem era a criança sequestrada por brancos no meio da floresta? O que acontecerá com ela?
4) Como as pessoas viviam no Quilombo dos Palmares?
5) Qual era a diferença de Zumbi com Ganga Zumba?
6) Qual era o acordo de Ganga Zumba com os brancos de Recife? O que aconteceu com eles?
7) O que acontecerá com Zumbi e aos quilombolas de Palmares?

Aulas 95 e 96Povos Africanos no Brasil com realização de mapa do Tráfico Negreiro


Os portugueses lideraram o tráfico de escravos por séculos. Herdaram da tradição islâmica sua cultura técnica, fundamentalmente para a navegação, produção de açúcar e incorporação de negros escravos para a força de trabalho. A mão-de-obra escrava de africanos na produção de açúcar já estava sendo utilizada nas ilhas atlânticas da Madeira e dos Açores à época do descobrimento do Brasil. Primeiramente, o português usou do trabalho forçado do indígena. Porém, com a deterioração dessa população aborígene, o tráfico de pessoas oriundas da África se intensificou gradativamente, passando a compor a massa de trabalhadores no Brasil.
- Os portugueses classificavam diversas etnias africanas de forma genérica, sem levar em conta as peculiaridades existentes entre esses diferentes grupos. De maneira geral, os escravos eram identificados de acordo com a região do porto onde embarcaram. Em consequência, um grupo classificado como único pelos portugueses poderia, de fato, abarcar diversas etnias dentro dele. Ficaram divididos em dois grandes grupos:

> Os oeste-africanos (ou sudaneses) = eram dois grupos, os Nagôs (os que falavam ou entendiam a língua dos Iorubás, o que incluía etnias como os Kètu, Egba, Malês, Hauçás, Fulas, Mandingas, Egbado, Sabé, Tapas, Gruncis, etc) e os Jejes (que incluía etnias como Fons, Ashanti, Ewés, Fanti, Mina e outros menores como Krumans, Agni, Nzema, Timini, etc). Muitos eram seguidores da religião muçulmana (influência islâmica em Salvador no vestuário das baianas, com seu turbante muçulmano, saias largas e compridas, xales e mantras listradas) e sabiam ler e escrever em árabe (fato inusitado no Brasil colonial, onde a maioria da população, inclusive a elite, era analfabeta). Os oeste-africanos eram principalmente nativos das regiões que atualmente são os países de Costa do Marfim, Benim, Togo, Gana e Nigéria.
> Os Bantos. Vieram das regiões que atualmente são os países de Angola, República do Congo, República Democrática do Congo, Moçambique e Tanzânia. Pertenciam a grupos étnicos que os traficantes dividiam em Cassangas, Benguelas, Cabindas, Dembos, Rebolo, Anjico, Macuas, Quiloas, etc.

- O Brasil foi, de longe, o país que mais recebeu escravos no mundo. O Brasil recebeu cerca de 38% de todos os escravos africanos que foram trazidos para a AméricaSegundo uma estimativa, de 1501 a 1866, foram embarcados na África com destino ao Brasil 5.532.118 africanos, dos quais 4.864.374 chegaram vivos (667.696 pessoas morreram nos navios negreiros durante o trajeto África-Brasil).
- Os escravos homens, jovens, mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados. Havia um grande desequilíbrio demográfico entre homens e mulheres na população de escravos. No período 1837-1840, por exemplo, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Os navios negreiros embarcavam mais homens do que mulheres. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém-trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças. O número de crianças era inferior, de 3% a 6% dos embarcados.

- Os africanos no Brasil conseguiram preservar uma pequena herança africana, principalmente aqueles que viviam nos quilombos.
- Havia uma variedade cultural muito grande entre  os negros, demonstrando que não havia uma unidade linguístico-cultural entre eles.


- A escravidão fincou raízes profundas na sociedade e cultura brasileira, sendo reproduzidos em algumas religões (tais como umbanda e candomblé), danças e músicas (samba, jongo, maracatu, etc), culinária (cuzcuz, feijoada, acarajé, caruru, vatapá, etc), no vocabulário (bagunça, curinga, moleque, dengo, gangorra, cachimbo, fubá, macaco, quitanda, bunda, merda, samba, caçula, cachaça, dendê, fuxico, berimbau, quitute, cuíca, cangaço, quiabo, senzala, corcunda, batucada, zabumba, bafafá, axé, capoeira, etc), etc.





Aulas 97 e 98Filme "Amistad", debate com exercícios
https://profwladimir.blogspot.com/2017/08/exercicios-do-filme-amistad.html
1) Para onde o navio Amistad estava indo? Ele era legal ou ilegal?
2) Qual reino/nação européia estava financiando a viagem do Amistad?
3) O que aconteceu com o navio Amistad?
4) Como foi a viagem no Amistad? O que você acha disso?
5) Para onde foram os escravos do Amistad? O que ocorreu com eles.

Aulas 99 e 100Localização de Negros no Brasil e em São Paulo, com realização de mapas e exercícios



Aulas 101 e 102Migrações no Brasil: Externas-Emigração.

As Migrações podem ser Externas ou Internas.

Externas divididas em 2 (Emigração e Imigração):


Emigraçãoé o ato de deixar o local de origem com intenção de se estabelecer em um país estranho. Um indivíduo que se encontra nesta situação é denominado na sua pátria por emigrante.

https://profwladimir.blogspot.com/2016/01/media-anual-de-imigracao-e-emigracao.html
https://profwladimir.blogspot.com/2018/08/mapa-da-imigracao-e-emigracao-europeia.html
Texto: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/emigracao-brasileira.htm
3 milhões de brasileiros ao redor do mundo
 Estados Unidos1.410.000
 Paraguai332.042
 Japão170.229
Portugal Portugal116.271
 Reino Unido120.000
Flag of Spain.svg Espanha86.691
 Alemanha85.272
 Suíça81.000
 Itália72.000
 França70.000
 Bélgica48.000
 Argentina46.870
 Canadá43.000
 Guiana Francesa40.550
 Austrália37.310
 Venezuela28.533
 Bolívia27.581
 Países Baixos21.948
 Suriname15.000
 Irlanda18.000
 Colômbia17.000
 China16.160
 Guiana15.500
 Líbano15.500
 Angola15.000
 México14.000
 Chile12.196
 Israel12.000
 Uruguai11.518


Aulas 103 e 104Migrações no Brasil: Externas-Imigração

Imigração é aquele que imigra, ou seja, aquele que entra em um país estrangeiro, com o objetivo de residir ou trabalhar. O imigrante é visto pela perspectiva do país que o acolhe, é o indivíduo que veio do exterior.

Podemos dividir em 4 grupos:
1) Europeus na colonização : principalmente colonizadores portugueses (cerca de 800 mil entre 1500-1822), sendo que Portugal enviava bastante marginalizados em seu país (ciganos, muçulmanos e judeus).
Estimativa da imigração portuguesa para o Brasil-Colônia
Período1500-17001701-17601808-1817
Quantidade100 000600 00024 000
2) Negros-africanos durante a escravidão no Tráfico Negreiro: foi forçada.

Entrada de escravos africanos no Brasil
Período1500-17001701-17601761-18291830-1855
Quantidade510 000958 0001 720 000618 000
3) Imigração no Século XIX e Início do Século XX: foi para povoamento do território e trabalho (nas plantações de café e nas atividades urbanas das cidades brasileiras), além de que, muitos vieram para o Brasil em uma política eugenista de "embranquecimento da raça".  O imperador Dom Pedro II e os presidentes da Primeira República pagavam a passagem destes, garantiam hospedagem inicial (na Hospedaria do Imigrante, atual "Museu da Imigração", localizado na cidade de São Paulo), davam transporte e facilitava a contratação trabalhista. Destaque para imigrantes da Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Japão, Rússia, Ucrânia, Polônia, Lituânia, Turquia, Síria, Líbano, Armênia, etc.

 Legenda de Mapa de Imigração no Brasil (séculos 19, 20 e 21)
https://profwladimir.blogspot.com/2018/07/mapa-imigracao-no-brasil-nos-seculos-19.html

4) Imigração no Século XXI

Imigrantes atuais no Brasil por país de origem

ColocaçãoPaísTotal
1BolíviaBolívia38.826 (censo de 2010); 50.240 350.000 - 550.000 (outras estimativas)
2PortugalPortugal137.973 a 277.727
3Estados UnidosEstados Unidos70.000
4HaitiHaiti50.000
5JapãoJapão49.038 a 91.042
6VenezuelaVenezuela30.000 a 60.000 (estimativas de 2018)
7ParaguaiParaguai39.222
8ItáliaItália37.146 a 73.126
9EspanhaEspanha30.723 a 59.985
10ArgentinaArgentina29.075 a 42.202
11ChileChile28.371
12UruguaiUruguai24.031
13PolóniaPolônia22.467
14PeruPeru20.000
15AlemanhaAlemanha16.227
16CubaCuba14.462
17UcrâniaUcrânia10.234
18ChinaChina9.227
19AngolaAngola5.000
20LíbanoLíbano4.974
21ColômbiaColômbia4.159

Estrangeiros pedintes de refúgio no Brasil em 2018


ColocaçãoPaísTotal
1VenezuelaVenezuela14.449
2HaitiHaiti1.428
3CubaCuba733
4ChinaChina461
5BangladeshBangladesh326

Aulas 103 e 104Migrações no Brasil: Internas
- O Brasil foi um país que passou por um rápido processo de saída de pessoas do campo para a cidade. Vejamos os dados a seguir:
BRASIL – população no campo e na cidade
Ano
Pessoas no campo
Pessoas na cidade
1940
70%
30%
1950
66%
34%
1960
55%
45%
1970
44%
56%
1980
32%
68%
1991
24%
76%
2000
18,8%
82,2%
2010
15,6%
84,4%

- As pessoas saíram do campo pela grande oferta de empregos da cidade, a falta de empregos no campo ocasionados muitas vezes com a urbanização e modernização do campo (como pela mecanização da força de trabalho), a diminuição do poder econômico dos lavradores (agricultura de subsistência) que tem de vender suas terras para os grandes agricultores e latifundiários.
- Entre as décadas de 1930-50 ocorrerá a decadência da economia cafeeira no Brasil (relacionado com a crise mundial do capitalismo na Quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e a Segunda Guerra Mundial) e a intensificação da industrialização nos grandes centros urbanos brasileiros.
- Na década de 1950 temos uma intensificação da modernização do campo, com um aumento do uso dos insumos modernos na agricultura brasileira, mas grande parte destes ainda era importada.
Migração interna – que ocorre dentro de um mesmo país, subdividindo-se em:
a)      Migração inter-regional: que ocorre de um Estado para outro.
b)      Migração intra-regional; que ocorre dentro do mesmo Estado.
Levando-se em consideração o tempo de permanência do migrante, tem-se:
  1. Migração definitiva – em que a pessoa passa a residir permanentemente no local para o qual migrou.
  2. Migração temporária – em que o migrante reside apenas por um período pré-determinado no lugar para o qual migrou, como é o caso dos boias-frias.
Tipos de migração

  • Migração pendularé um fenômeno que não se trata propriamente de uma migração, pois é uma transferência momentânea, diária. É caracterizada pelo deslocamento diário de pessoas para estudar ou trabalhar em outra cidade, estado ou país. Ocorre comumente nas regiões metropolitanas.
  • Transumâncianesse tipo de migração, um grupo de pessoas muda de cidade, estado ou país por um determinado período, geralmente alguns meses, e continua tendo como referência de moradia o local de origem. É o caso de trabalhadores rurais que vão todos os anos para outros estados trabalhar no corte de cana-de-açúcar, por exemplo, e, encerrado o período de colheita, retornam para seus estados de origem.
  • Êxodo rural: é o deslocamento de pessoas do campo para as cidades. Essa mudança é permanente e, geralmente, ocorre porque os habitantes do campo buscam na cidade melhores condições de vida. Entretanto, essa migração pode ser involuntária, quando acontece, por exemplo, em decorrência da mecanização do trabalho no campo.
  • Êxodo urbano: é mais raro de acontecer, mas é o oposto do êxodo rural. Acontece quando pessoas que vivem na zona urbana (cidades) mudam para a zona rural (campo).
  • Nomadismo: apesar de ser muito rara na atualidade, essa modalidade de migração é caracterizada pela ausência de fixação permanente. As pessoas nômades mudam de lugar periodicamente e não estabelecem moradia fixa em nenhum lugar.
  • Diáspora: é a rápida dispersão de um grupo populacional de um território. Em geral, essa migração é involuntária ou forçada. Temos como exemplos mais expressivos a diáspora africana (ocorrida por força da escravidão colonial) e a diáspora judaica (expulsão dos judeus da Palestina pelo Império Romano).
Aulas 105 e 106Atividades Migrações Internas Inter-Regional no Brasil


Análise dos Mapas e Dados





Aulas 107 e 108Atividades com a música “Saudades de Minha Terra” e Poema "Minha Terra"

Refletir sobre identidade territorial.


Ø  Atividades com a música “Saudades de Minha Terra”.
Ø  Realização do poema “Minha Terra” de Gonçalves Dias (para alunos imaginarem estar morando fora de seu atual bairro/cidade e realizar poema falando do lugar vivido).

Aulas 109 e 110Atividades com Poema de Cordel "Emigração e Consequências" de Patativa de Assaré

Observação: a palavra "Emigração" na década de 1970 (quando foi feito o poema de cordel) tinha outra conotação da atual, significando na época "Migração Interna".

Ø  Atividades com o poema de cordel “Imigração e Consequências” de Patativa do Assaré (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/emigracao-e-as-consequencias-cordel-de.html).

1)    assinale a estrofe no parêntese correto:
    estrofe 5                                   (  ) Pessoas migrando para o Sul e o Maranhão.
    estrofe 7                                   (  ) Quando há inverno, o sertão fica bom.
   estrofe 8                                   (  ) Pobreza, falta roupa, lar e pão.
   estrofe 10                                 (  ) Quando acaba o inverno o sertão tem seca.
   estrofe13                         (  ) A fome faz com que as pessoas assaltem um mercado.

2) Ler o poema todo, destacar 5 trechos do cordel (estrofes ou versos), transcrevê-los ou desenha-los e fazer um comentário.
3) De onde era o poeta que escreveu este poema de cordel?
4) O que os patrões farão com os agricultores pobres? Por que?
5) Como era viver COM inverno e SEM inverno no Sertão? Por que?
6) O que as pessoas desesperadas farão na cidade vizinha?
7) Por que as pessoas pobres sairão do sertão?
8) Como os sertanejos sairão do sertão?
9) Para onde estes sertanejos irão?
10) Como a família do nordestino viverá no Sul do país?
11) O que acontecerá com o filho e a filha do nordestino no Sul do país?
12)Qual solução você daria para tal situação?


Aulas 111 e 112: Filme "O Homem que Virou Suco" com Atividades

https://profwladimir.blogspot.com/2014/10/resenha-e-atividade-filme-o-homem-que.html
1)    Por que Deraldo foi confundido com outra pessoa? Vocês acham que ocorreu algum tipo de preconceito?
2)   Qual era a importância de se ter documentos? Só ter documentos é o suficiente para ser “cidadão de fato”?
3)    porque o empregado matou o patrão? O que José tinha feito na empresa?
4)    Por que Deraldo conseguia empregos de baixa qualificação? Ser poeta e escritor de cordel pode ser considerado uma profissão?
5)    O que significa as pessoas “virarem suco”? Por que isso ocorre?

Aulas 113 e 114Crescimento Populacional Brasileiro, População Absoluta e Relativa do Brasil





 Densidade demográfica - Brasil - 2010 - Fonte- Sinopse Preliminar do Censo Demográfico 2010, RJ, IBGE 2011

Brasil -  densidade demográfica nas regiões

Aulas 115 e 116: Transição Demográfica no Brasil


A população brasileira está envelhecendo. A baixa taxa de fecundidade tem decaído a taxa de natalidade. Em conjunto com a redução da taxa de mortalidade, fazem com que tenha uma desacelerada no crescimento vegetativo e se aumente a expectativa de vida (ou esperança de vida ao nascer).
O desenvolvimento das relações capitalistas de produção fará com que seja criado grandes centros urbanos com significativo desenvolvimento tecnológico e cientifico (meio técnico-científico-informacional). Isto significa que a sociedade, através do Estado, criará políticas de saúde pública para toda a população e melhorias médicas-sanitárias, que será decisiva para a diminuição das taxas de mortalidade e conseqüentemente aumentando a “esperança de vida ao nascer” e as “taxas de natalidade e fecundidade”.
Pode-se dizer que a população de boa parte do território brasileiro está passando pela “segunda fase da transição demográfica” (indo para a terceira fase daqui alguns anos).
Costuma-se dividir a “transição de demográfica no mundo” em 3 fases para 3 grupos de países: o primeiro grupo ocorre em “países subdesenvolvidos” (com fecundidade elevada, declínio de mortalidade e alta taxa de crescimento vegetativo); o segundo grupo ocorre em “países emergentes ou em desenvolvimento” (com estabilização da mortalidade, baixa fecundidade e diminuição do ritmo de crescimento vegetativo); e o terceiro grupo ocorre em “países desenvolvidos” (com estabilização das taxas de fecundidade e de mortalidade, cm crescimento populacional baixo ou negativo).
A “teoria de transição demográfica” tem de ser questionada, até porque a dinamica populacional não respeita estes 3 padrões (ou 3 fases). 
O Brasil é um país que está passando pela “segunda fase de transição demográfica”, com estabilização da taxa de mortalidade, redução da taxa de fecundidade e a diminuição do ritmo de crescimento vegetativo.
Este fenômeno populacional ocorre em áreas mais desenvolvidas socialmente e economicamente no Brasil, onde a presença do Estado em políticas públicas está mais presente. Estas áreas mais desenvolvidas são nas regiões Sudeste e Sul do país, já nas regiões menos desenvolvidas (como Nordeste, Centro-Oeste e Norte), as taxas de mortalidade e de fecundidade ainda estão bastante elevadas e o crescimento populacional está mais elevado do que na média das outras regiões.
Entretanto, é preciso analisar com mais critério o caso das regiões Centro-Oeste e Norte, pois este crescimento populacional está muito elevado (1,90 e 2,09 respectivamente) se comparada com as médias de outras regiões (ou mesma com a média nacional que é de 1,17).
Para compreender esta discrepância, temos de compreender que as regiões Centro-Oeste e Norte estão passando somente agora pela “primeira fase de transição demográfica”, ou seja, estão com um desenvolvimento capitalista tardio comparado com outras regiões do Brasil. A ocupação populacional em grande escala na região Centro-Oeste ocorreu a partir da década de 1950 com o presidente JK (na chamada “marcha para Oeste” com a construção de Brasília)  e esta ocupação populacional na região Norte ocorrerá somente na década de 1970 durante o governo militar (ocasionado pelo aumento da fronteira agrícola para aquela região, por atividades extrativas-mineradoras, pela instalação da Zona Franca de Manaus e outros centros industriais).
Este desenvolvimento econômico tem atraído um fluxo migratório para estas regiões e isto interfere na dinâmica populacional, diminuindo a taxa de mortalidade e aumentando a taxa de crescimento vegetativo. Podemos concluir também que o crescimento populacional do Centro-Oeste é menor do que na Norte, porque na primeira região (Centro-Oeste) tivemos um desenvolvimento econômico (e transição demográfica) mais antigo do que na segunda região (Norte).

Aulas 117 e 118Índices Populacionais do Brasil

- Taxas de Analfabetismo, Mortalidade Infantil.
- Taxas de Natalidade, Fecundidade, Mortalidade, Expectativa de Vida (ou Esperança de Vida ao Nascer) e Crescimento Natural (ou Vegetativo).


Pirâmides Etárias no Brasil em 3 momentos - 1980, 2010 e 2050.










Aulas 119 e 120: IDH do Brasil e Desigualdades Sociais



- IDH do Brasil.






(continua)

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