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terça-feira, 22 de abril de 2014

Sequência de Aulas de Geografia do Brasil

Sequência de AULAS sobre GEOGRAFIA do BRASIL (pode ser para SÉTIMO ANO do ENSINO FUNDAMENTAL ou SEGUNDO ANO do ENSINO MÉDIO)

Aulas 1, 2 e 3Localização, Orientação e Referência.

Exercícios de Lateralidade, Localização e Referência (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/02/exercicios-de-lateralidade-localizacao.html)


Aula 4Linguagem dos Mapas.

Aulas 5, 6 e 7Realização de Mapa das Regiões do Brasil com exercícios.

Atividade com Mapa do Brasil (http://profwladimir.blogspot.com/2014/04/atividade-com-mapa-do-brasil.html)


Aulas 8, 9 e 10Continentes e Oceanos (com mapa).

Aula 11Mapas e Feudalismo.
Aulas 12 e 13Origem dos Povos Americanos (com mapa).
- A América foi o último continente à ser povoado por seres humanos, há cerca de 50 mil anos e os povos nativos deste território são provenientes de 2 lugares:
Ásia = quando houve uma intensificação de uma glaciação (entre 50mil-40 mil anos atrás e entre 28mil-10mil anos atrás), os asiáticos (de origem mongolóide, esquimó e amurianos do Cáucaso) atravessaram o “Estreito de Bering” à pé para o continente americano e aos poucos foram se espalhando pelo continente.
Oceania = são de origem tasmanóide, australóide, melanesóide, proto-indonésio e indonésio. Vieram de navios e se instalaram principalmente na região da Patagônia na América do Sul.
- Estes primeiros povos nativos eram nômades, caçadores-coletores, não praticavam agricultura e nem domesticavam animais, possuíam ferramentas e armas de pedras e ossos.
- Realização do Mapa das Origens dos Povos Americanos (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/atividade-com-mapa-origem-dos-povos.html)

Aulas 14 e 15Povos Pré-Colombianos na América (com mapa).
- Podemos impactar passando estas frases e textos impactantes sobre a Colonização na América: 
http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/frases-impactantes-sobre-colonizacao-na.html

- Antes dos europeus chegarem ao continente americano em 1492, viviam cerca de 14 milhões de pessoas ou 70-80 milhões de pessoas (existem 2 teorias):
TEORIA 1: (ROSENBLAR, Angel. La Población indígena y El mestizage em América, v. I., La Población indígena, 1492-1950, Buenos Aires, Ed Nova, 1954).
América do Norte (ao Norte do Rio Grande)
1.000.000
México, América Central e Antilhas
5.600.000
México
4.500.000

Haiti e São Domingos
100.000

Cuba
80.000

Porto Rico
50.000

Jamaica
40.000

Pequenas Antilhas e Bahamas
30.000

América Central
800.000

América do Sul
6.785.000
Colômbia
850.000

Venezuela
350.000

Guianas
100.000

Equador
500.000

Peru
2.000.000

Bolívia
800.000

Paraguai
280.000

Argentina
300.000

Uruguai
5.000

Brasil
1.000.000

Chile
600.000

População total
13.385.000

TEORIA 2: (RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização, 3ª Ed., Petrópolis, Vozes, 1979, p.108).
Áreas
População (em milhões)
México Central
25 a 37
América Central
10 a 13
Área Andina
30 a 37

- Após 150 anos de colonização européia a população da América foi reduzida para 3,5 milhões de habitantes.
- Foi um extermínio brutal e violento, com assassinatos, guerras, epidemias e pestes (varíola, tifo, caxumba, lepra, febre amarela, malária, enfermidades pulmonares, afecções intestinais, etc) e escravidão.
- Após a escravidão indígena, os europeus escravizarão os negros africanos, atendendo aos interesses da metrópole, Igreja Católica, traficantes e comerciantes.
- Restam poucos indígenas no continente americano, sendo que já estão mestiçados e aculturados, onde os poucos estão isolados em reservas (sendo mortos por grileiros, mineradores, grandes pecuaristas e agricultores).
- É necessário que se distinga 3 tipos de sociedades viventes no continente americano antes dos europeus aportarem:
1) Sociedades de Caçadores e Coletores = das etnias (jês, botocudos, patagões, comanches, cheyenes, atabascos, esquimós, etc); viviam de caça de animais e coleta de frutas-legumes-verduras nas florestas; possuíam organização social simples; sem classes sociais.
2) Sociedades de Agricultura de Subsistência = das etnias (tupis-guaranis, aruaques, caribes, chibchas, araucanos, mapuches, iroquenses, algonquianos, huronianos, tainos, seminoles, cheroquis, pueblos, etc); praticavam agricultura de subsistência (mandioca, milho, feijão, amendoim, tabaco, batata-doce, cará, abóbora, pimenta, guaraná, mate, cabaças, etc) e ainda praticavam caça-pesca-coleta; pequena utilização de técicas agrícolas (irrigação, enxadas de pau, etc); possuíam organização social simples; sem classes sociais; coletivistas.
3) Sociedades Avançadas com Produção Agrícola Excedente = das etnias (astecas, maias e incas); complexidade na organização política-social-administrativa-cultural; teocráticos (autoridade emana dos deuses, onde deus é exercido por representantes na Terra); agricultura desenvolvida (com muitas técnicas como irrigação, plantio em terraços nas vertentes de montanhas, ferramentas e grande produção com excedente); excedente agrícola permitiu o surgimento de outras profissões (oleiros, tecelões, engenheiros, astrônomos, sacerdotes, administradores, artesãos, escultores, mineradores, mercadores, educadores, classe dirigente, etc).

Aulas 16 e 17Mapa dos Povos Indígenas no Brasil antes do século XVI.
Aulas 18 e 19Povos Indígenas no Brasil.

- A população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores europeus, caindo de uma população de cerca de 4 milhões na era pré-colombiana (em mais de 2 mil tribos ou nações) para cerca de 315.000 atualmente, agrupados em cerca de 206 tribos diferentes e em 562 terras indígenas.
- Este número pode ser muito maior se as populações urbanas indígenas forem consideradas em todas as cidades brasileiras atuais e se somar as 67 diferentes tribos isoladas no Brasil.
- No último censo do IBGE (2010), 817.000 brasileiros se classificaram como indígenas, embora milhões de brasileiros tenham ascendência ameríndia.
A FUNAI divulgou as tribos com o maior número de integrantes, são elas:
ETNIAS INDÍGENAS
NÚMERO DE INTEGRANTES
Ticuna
35.000
Guarani
30.000
Caingangue
25.000
Macuxi
20.000
Terrena
16.000
Guajajara
14.000
Xavante
12.000
Ianomâmi
12.000
Paxató
9.700
Potiguara
7.700
- Os indígenas estão concentrados, em sua maioria (70% do total) numa parcela da Amazônia Legal que engloba seis Estados: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Temos a seguinte distribuição da população indígena por estado:
ESTADOS
POVOS/NAÇÕES INDÍGENAS
Amazônia
48
Mato Grosso
32
Pará
27
Rondônia
22
Acre
11
Roraima
9
Bahia e Maranhão
8
Pernambuco
7
Alagoas, Ceará e Mato Grosso do Sul
6
Amapá
5
Minas Gerais e Tocantins
4
São Paulo
3
Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo
2
Sergipe e Paraíba
1

- As Contribuições Culturais dos Indígenas no Brasil são muitas: a domesticação de várias plantas nativas (como o milho, a mandioca, o palmito de pupunha, o tabaco, o guaraná, o açaí, a jabuticaba, a pitanga, a erva-mate, a batata-doce, a pimenta, o amendoim, o mamão, o algodão, o caju, a abóbora, o feijão, o abacaxi, o maracujá, a goiaba, o cacau, o cará, o pinhão, a mangaba, o cajá, o umbu, o urucum, o jenipapo, o pequi, o jambu, o jatobá, o buriti, a carnaúba, a juçara, a, o araçá, o jerivá, a copaíba, a andiroba, o tucum, o tucumã, o cambuci, o tucum e o guaratá bravo, a peipeçaba (piaçava ou piaçaba, abajeru, amaitim, apé, araticum, azamboa, bacaba, bacupari, bacuri, caiuia, camboim, cambucá, camichã, curuanha, curuiri, guti, gravatá, grumixama, guajirí, guapuronga, embaúba, jataí, mocurí, mucujé, mundururu, murici, pajurá, penão, ubaia, ubucaba e umari), forte herança na culinária brasileira (pratos à base de mandioca/milho/guaraná/palmito: tais como pamonha e biju, outros à base de tartarugas e seus ovos: o arabu, o abunã, o mujanguê, o paxicá e outros à base de peixes (como a paçoca, o moquém, o piracuí, a moqueca indígena, o pirão e a mixira), objetos (uso de redes e jangadas, canoa, armadilhas de caça e pesca, casas de “pau-a-pique ou de taipa”, cestas de vime, a prática da peteca), costumes (como o banho diário e frequente, uso do tabaco, etc) e no vocabulário (em topônimos como Curitiba, Piauí, Arariba, Anhangabaú, Morumbi, Pacaembu, Embu, caju, jacaré, abacaxi, tatu, Janaína, Tainá, etc).


Aula 18Formação do Brasil
A História, o indígena e o negro africano (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina, p. 126)
A marcha do povoamento ou a conquista do território brasileiro foi realizada através de surtos de povoamento e comandada, em alguns períodos, pelas necessidades do mercado externo. Entretanto, a ocupação do território e a exploração de seus recursos implicou o combate sistemático aos primitivos habitantes da terra – os indígenas – através da sua expulsão, massacre e destribalização.
Além dele, o escravo negro africano serviu de forma forçada aos interesses do colonizador, no processo de ocupação e de exploração da terra. Foi brutalmente arrancado de seu continente para servir, como um verdadeiro animal ou até pior, aos “nobres” propósitos do colonizador. Foi torturado, submetido à trabalhos forçados e desumanos, como, por exemplo, o da mineração, onde eram comuns os desabamentos que matavam ou feriam centenas deles. No entanto, quando se aborda a história do indígena e do negro na história do Brasil, busca-se muito mais apontar seu folclore, suas contribuições culturais e não a história da opressão a que foram submetidos. Procura-se mostrar a aparência e não o que ela esconde. Esse procedimento talvez seja fruto da falta de informações ou análises ou porque nossa história é mostrada sempre como a história do vencedor e nunca a história do vencido ou do oprimido.
- Antes dos europeus chegarem ao Brasil com os portugueses em 1500, este território não se chamava Brasil e era povoado por povos indígenas. Na realidade, os chineses foram os primeiros “não-americanos” a chegarem ao Brasil (http://profwladimir.blogspot.com.br/2013/04/mapa-chines-de-1418-que-mostra-america.html e tivemos expedições espanholas no Brasil entre 1499 e 1500. Vejamos os mapas a seguir:
O controverso mapa chinês de 1418, produzido pelo famoso almirante chinês Zheng He. O almirante cruzou os oceanos entre 1405 e 1418 e suas aventuras ficaram bem documentadas em um livro publicado na China por volta de 1418 sob o título de "As Maravilhosas Visões da Frota Estelar". O mapa ainda traz passagens sobre os habitantes do litoral ocidental da América: "A pele da raça nesta região é de uma cor vermelho escuro, e usam penas nas cabeças e quadris", enquanto que sobre os australianos escreve que "a pele de um aborígine é negra. Todos andam nus e carregam artigos de osso à cintura".
Mapa acima mostra as incursões espanholas no Brasil em 1499.


- O território Brasileiro foi delimitado inicialmente (e não intencionalmente) pela área do Tratado de Tordesilhas (1494), que dividia as terras descobertas entre Portugal e Espanha.
- Este território somente se chamará BRASIL com a colonização portuguesa, sendo uma referência ao primeiro produto explorado economicamente pelos portugueses.


- É necessário fazer uma distinção na história do Brasil em 3 períodos e alguns subperíodos:
1) Brasil Colônia (1500 à 1822): período Pré-Colonizador (1500-1530) e período de Colonização Efetiva (1530 à 1822, dividir em século XVI, XVII, XVIII e XIX)
2) Brasil Império (1822 à 1889).
3) Brasil República (1889 à hoje): República Velha (1889-1930) e República Nova (1930-hoje)

Aula 19Período Pré-Colonizador
- Entre 1500 à 1530, os portugueses não tinham iniciado a colonização do Brasil, dando preferência pela Índia e África. Até então faziam expedições de reconhecimento e guarda-costas (expulsar franceses que exploravam e que buscavam a posse das terras no princípio do “uti possidetis”), explorando somente o pau-brasil.

Aula 20Período de Colonização Efetiva
“Se vamos à essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde, ouro e diamantes; depois, algodão e, em seguida, café para o comércio europeu. Nada mais que isto. É com tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do país (...) que se organizarão a sociedade e a economia brasileiras”. (PRADO JR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo, p. 25).
- Bases iniciais da colonização portuguesa na América: grande empresa agrícola no latifúndio monocultor, trabalho escravo negro e indígena produção para o mercado externo.
- Brasil-Portugal: os dois caracterizaram-se como fornecedores de matéria-prima, dependência em relação à Inglaterra (depois EUA), facilitando a acumulação capitalista em vários outros países europeus.
- Colonização foi uma dominação política-econômica-cultural-religiosa e suas conseqüências foram: dilapidação de recursos naturais  das colônias, exploração  de mão-de-obra nativa, massacre de povos pré-colombianos, introdução do negro como mão-de-obra escrava, opressão política e religiosa, imposição do modo de vida europeu.
- Os países europeus que colonizaram a América foram: Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França.
- Relação METRÓPOLE e COLÔNIA = metrópole explorava e retirava todas as riquezas de suas colônias, dentro das regras do “pacto colonial”.
- PACTO COLONIAL = é o conjunto de regras que regem o relacionamento entre as Metrópoles e suas colônias, também chamado “exclusivo comercial metropolitano”, que foi um sistema pelo qual os países da Europa que possuíam colônias na América, mantinham o monopólio da importação das matérias-primas mais lucrativas dessas possessões, bem como da exportação de bens de consumo para as respectivas colônias. O pacto colonial inclui obediência política, ou seja, as leis a serem obedecidas deviam ser as mesmas leis (ou adaptadas) da metrópole correspondente à colônia. O objetivo das autoridades reais era garantir que as atividades econômicas da colônia gerassem lucros para a metrópole. O pacto colonial limitava as atividades econômicas da elite colonial. Por um lado, os colonos só podiam vender sua produção a comerciantes legalizados pelas metrópoles, o que não garantia bons preços a eles. Por outro lado, a proibição de instalação de manufaturas nas colônias na América impedia a elite colonial de investir em outro setor de produção que não fosse o agrário, impedindo o desenvolvimento das colônias.
- Podemos dividir as colônias na América em dois tipos:
1- Colônias de exploração = que seguiram as linhas gerais do pacto colonial. São exemplos as colônias de portugueses e espanhóis na América, além de muitas colônias holandesas/francesas/inglesas na América. Elas apresentavam as seguintes características:
  • Produção agrícola baseada na grande propriedade (latifúndios, enormes extensões de terra);
  • Ênfase na produção monocultora destinada ao mercado externo (produtos agrícolas e metais preciosos);
  • Economia dependente da metrópole, impedindo a formação de um mercado interno;
  • Grande utilização do trabalho escravo de indígenas e negros africanos.
2- Colônias de povoamento = as colonizações relativamente fora dos quadros do sistema colonial mercantilista. Foi o caso de algumas colônias inglesas (colonização desenvolvida no norte e no centro dos Estados Unidos pelos ingleses) e francesas (região do Canadá). Elas apresentavam as seguintes características:
  • Policultura com a produção agrícola baseada na pequena propriedade (minifúndios);
  • Desenvolvimento de produção manufatureira voltada para o mercado interno;
  • Grande autonomia política (self-government ou auto-governo) e econômica (com liberdade de comércio);
  • Utilização do trabalho livre.
> É importante ressaltar que mesmo em algumas “colônias de povoamento” havia características da “colônia de exploração” (tal como o trabalho escravo).

Aulas 21 e 22: Mapa das Colônias Européias na América
Aula 23 e 24: Povos Africanos no Brasil


- Os portugueses lideraram o tráfico de escravos por séculos. Herdaram da tradição islâmica sua cultura técnica, fundamentalmente para a navegação, produção de açúcar e incorporação de negros escravos para a força de trabalho. A mão-de-obra escrava de africanos na produção de açúcar já estava sendo utilizada nas ilhas atlânticas da Madeira e dos Açores à época do descobrimento do Brasil. Primeiramente, o português usou do trabalho forçado do indígena. Porém, com a deterioração dessa população aborígene, o tráfico de pessoas oriundas da África se intensificou gradativamente, passando a compor a massa de trabalhadores no Brasil.
- Os portugueses classificavam diversas etnias africanas de forma genérica, sem levar em conta as peculiaridades existentes entre esses diferentes grupos. De maneira geral, os escravos eram identificados de acordo com a região do porto onde embarcaram. Em consequência, um grupo classificado como único pelos portugueses poderia, de fato, abarcar diversas etnias dentro dele. Ficaram divididos em dois grandes grupos:

> Os oeste-africanos (ou sudaneses) = eram dois grupos, os Nagôs (os que falavam ou entendiam a língua dos Iorubás, o que incluía etnias como os Kètu, Egba, Malês, Hauçás, Fulas, Mandingas, Egbado, Sabé, Tapas, Gruncis, etc) e os Jejes (que incluía etnias como Fons, Ashanti, Ewés, Fanti, Mina e outros menores como Krumans, Agni, Nzema, Timini, etc). Muitos eram seguidores da religião muçulmana (influência islâmica em Salvador no vestuário das baianas, com seu turbante muçulmano, saias largas e compridas, xales e mantras listradas) e sabiam ler e escrever em árabe (fato inusitado no Brasil colonial, onde a maioria da população, inclusive a elite, era analfabeta). Os oeste-africanos eram principalmente nativos das regiões que atualmente são os países de Costa do Marfim, Benim, Togo, Gana e Nigéria.
> Os Bantos. Vieram das regiões que atualmente são os países de Angola, República do Congo, República Democrática do Congo, Moçambique e Tanzânia. Pertenciam a grupos étnicos que os traficantes dividiam em Cassangas, Benguelas, Cabindas, Dembos, Rebolo, Anjico, Macuas, Quiloas, etc.

- O Brasil foi, de longe, o país que mais recebeu escravos no mundo. O Brasil recebeu cerca de 38% de todos os escravos africanos que foram trazidos para a América. Segundo uma estimativa, de 1501 a 1866, foram embarcados na África com destino ao Brasil 5.532.118 africanos, dos quais 4.864.374 chegaram vivos (667.696 pessoas morreram nos navios negreiros durante o trajeto África-Brasil).
- Os escravos homens, jovens, mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados. Havia um grande desequilíbrio demográfico entre homens e mulheres na população de escravos. No período 1837-1840, por exemplo, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Os navios negreiros embarcavam mais homens do que mulheres. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém-trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças. O número de crianças era inferior, de 3% a 6% dos embarcados.

- Os africanos no Brasil conseguiram preservar uma pequena herança africana, principalmente aqueles que viviam nos quilombos.
- Havia uma variedade cultural muito grande entre  os negros, demonstrando que não havia uma unidade linguístico-cultural entre eles.


- A escravidão fincou raízes profundas na sociedade e cultura brasileira, sendo reproduzidos em algumas religões (tais como umbanda e candomblé), danças e músicas (samba, jongo, maracatu, etc), culinária (cuzcuz, feijoada, acarajé, caruru, vatapá, etc), no vocabulário (bagunça, curinga, moleque, dengo, gangorra, cachimbo, fubá, macaco, quitanda, bunda, merda, samba, caçula, cachaça, dendê, fuxico, berimbau, quitute, cuíca, cangaço, quiabo, senzala, corcunda, batucada, zabumba, bafafá, axé, capoeira, etc), etc.

Ø  Fazer Mapa do Tráfico Negreiro no Brasil (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/atividade-mapa-trafico-negreiro-no.html)


Aulas 26 e 27: População Brasileira
> Passar a música “Canto das Três Raças” (Clara Nunes)
- A população brasileira é uma mistura de três etnias: negro africano, indígena e branco europeu.
- Os indígenas foram massacrados pelos portugueses durante o período de colonização.
- Os negros africanos foram absurdamente explorados durante o período de escravidão e atualmente estão muito miscigenados.
-- O Brasil foi construído utilizando-se do modelo europeu como correto, valorizando a cultura europeia e colocando o europeu como o padrão de beleza nacional.
- Os brasileiros não possuem uma compreensão de sua etnia, negando esta quando não é branca por medo de sofrer racismo e pela necessidade de serem aceitas socialmente.

- Atualmente, população brasileira está dividida etnicamente da seguinte maneira:

1950
1960
1980
1991
2001
2006
2010
BRANCO
61,9
61,0
54,2
55,2
53,4
49,7
47,7
PARDO
26,6
29,5
38,8
39,2
40,4
42,6
43,1
PRETO
11,1
8,7
6,0
4,8
5,6
6,9
7,6
AMARELO
0,2
0,7
0,6
0,6
0,5
0,5
1,1
SEM DEFINIÇÃO
0,2
0,1
0,4
0,2
-
-
-
INDÍGENA
-
-
-
-
0,1
0,3
0,4

Ø  Fazer Mapa dos Negros no Brasil (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/08/duas-atividades-com-mapa-sobre-negros.html)



Aula 28: “Formação Territorial Brasileira”

- O Brasil não existia como nação até 1500 e durante 1500-1822 o Brasil foi um “território português na América”.
- Até meados do século XVII o território brasileiro se resumia àquele que foi definido no Tratado de Tordesilhas (1494).
- Para a Expansão do Território Brasileiro destacam-se:
a) a atuação dos bandeirantes;
b) o papel dos jesuítas;
c) exploração econômica do território;
d) tratados territoriais e disputas.
- A partir de 1532 a Coroa Portuguesa organizará o território em estados, nas chamadas Capitanias Hereditárias, que eram lotes de terras doadas pelo rei. Quem governava estes era o Governador Geral (pessoas ricas ligadas à Coroa Portuguesa e funcionários de confiança do rei), que distribuía as “sesmarias” (territórios, fazendas) para os donatários (pessoas ricas ligadas à Coroa Portuguesa). As Capitanias Hereditárias e as Sesmarias eram hereditárias porque o donatário só poderia passar a seus herdeiros o controle sobre suas terras.
- Podemos verificar também as mudanças na conformação dos estados brasileiros.
- Atualmente ainda existem projetos de criação de novos estados: (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/historia-da-formacao-dos-estados.html):

Aulas 29, 30, 31 e 32: Filme “A MISSÃO”, DEBATE e EXERCÍCIOS
> Passar o FILME: “A MISSÃO” (1986)

Aula 33: Expansão do território Brasileiro
- Para compreender a expansão do território brasileiro elencarei 4 motivos:


1) Bandeirantes: fundaram muitas vilas pelo interior do Brasil ajudando na expansão territorial. Eles formavam grupos que saíam de São Paulo em direção ao interior do território com o objetivo de capturar índios para o trabalho escravo nas lavouras de cana-de-açúcar do litoral. Entre 1628 e 1641 capturaram 300 mil indígenas. Eram mercenário e faziam o Sertanismo (extermínio de indígenas e de quilombos no Nordeste). A partir do final do século XVII, os bandeirantes começam a explorar ouro e pedras preciosas em áreas dos atuais Minas Gerais e Mato Grosso.
 Bandeiras no século XVI e XVII


 Brasil - bandeirismo e sertanismo

2) Jesuítas: Ajudaram na expansão territorial brasileira com a fundação de aldeamentos e Missões que se transformaram em povoados pelo interior do Brasil. Eles queriam “proteger” o indígena, mas isto significou destribalização e aculturação com a incorporação de valores católicos e uma preparação para servir como reserva de mão-de-obra (trabalho servil).

3) Tratados Territoriais e Acordos: aumentaram os limites do território brasileiro. Destacam-se: “Tratado de Madrid” (1750 entre Portugal e Espanha, que delimitou fronteiras e levou em conta o princípio da posse de terras, aumentando área de colonização portuguesa para o interior do Brasil), “Tratado de Utrecht” (1723, entre Portugal e França, definindo a cidade de Oiapoque no AP como fronteira), “Tratado de Ildefonso” (1777, entre Portugal e Espanha, definindo fronteira do sul do país, entregava Bacia Platina/Sacramento/Filipinas à Espanha), “Tratado de Badajós” (1801, com a Espanha, conquista o oeste do RS) e Acordos do Barão de Rio Branco (em negociação com Bolivianos, Franceses, Paraguaios e Argentinos, garantirá os territórios do AC, AP e aumento do território do estado do PR e SC).


- Importante destacar que entre 1580-1640, Portugal e Espanha formaram um Reino Unido (tendo Portugal incorporado à Espanha), facilitando ampliação territorial brasileira. 


 Expansão territorial brasileira no período colonial (1500 a 1822)

 Revoltas no Brasil e áreas de litígio (século XIX)

4) Expansão Territorial por Exploração econômica = atividades econômicas consolidaram a ocupação do território brasileiro. Destaco as principais atividades econômicas nos séculos:
Século XVI: pau-brasil (em uma vasta área do território) e cana-de-açúcar (principalmente no Nordeste). Ocupação se concentrava no litoral.
Século XVII: expansão acompanhou a produção de cana-de-açúcar em áreas do Sudeste. Pecuária interiorizou ocupação e a busca de “drogas do sertão” (guaraná, urucum, cravo, canela, salsa, etc) expandiu o território para a região da Amazônia.
Século XVIII: a pecuária e a exploração de ouro/diamantes possibilitaram a interiorização à Oeste.
Século XIX: a produção de café, borracha, cacau e algodão fortaleceram o povoamento de terras (na Amazônia, Nordeste e Sudeste)..


 Resumo da Economia da América Portuguesa (Brasil Colonial) (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/04/resumo-da-economia-da-america.html)

 Economia brasileira no final do século XIX e início do século XX


Aulas 34 e 35: Ciclos Econômicos Brasileiros 
Ciclos Econômicos Brasileiros
- Dividirei em 6 ciclos econômicos, mas os que mais se destacaram foram os da Cana/Mineração/Café.
1- CICLO DO PAU-BRASIL (séculos XVI e XVII) = começa em 1534, boa parte do território brasileiro, utilização econômica (madeira como móveis e seiva como tinta para tingir tecidos).
2- CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR (séculos XVI à XIX) = Portugueses já a exploravam nas ilhas da Madeira e de Cabo Verde. No Brasil inicia-se em São Vicente, mas prosperará em Pernambuco.
Auge do comércio do açúcar foi entre 1530-1650. Até 1650 o Brasil era o principal produtor de cana no mundo, mas a concorrência de França/Holanda/Inglaterra nas Antilhas abalará liderança.
Percebiam-se as “Bases iniciais da colonização portuguesa na América”: latifúndio monocultor, trabalho escravo (negro e indígena) e produção para o mercado externo.
Holandeses faziam a produção e a comercialização do açúcar do nordeste na Europa, além do transporte marítimo (Brasil para Portugal), refinação do produto e tráfico de escravos para o Brasil. Eles invadirão e ocuparão o Nordeste brasileiro por 24 anos (1630-1654).
Influiu na instalação da primeira capital brasileira ou do centro político-administrativo da colônia em Salvador, próximo das áreas açucareiras.
Início da dependência de Portugal-Brasil com a Inglaterra e o atraso econômico com os acordos de Portugal com a Inglaterra (1642/1654/1661). A Inglaterra (liberdade de comércio com colônias portuguesas, controle de taxas de mercadorias importadas, recebeu Bombaim na Índia permanentemente, além de poder manter comerciantes residentes nas colônias portuguesas). Portugal (proteção militar inglesa, sendo ao mesmo tempo “uma metrópole e uma colônia”). Brasil (fornecedor à Inglaterra de produtos tropicais e matérias-primas vegetais/minerais, além de consumidor de produtos manufaturados ingleses).
3- CICLO DA MINERAÇÃO: Portugal estava endividado e inicia uma “corrida por ouro no Brasil”, achando em Minas Gerais (final do século XVIII) e depois em Goiás e Mato Grosso.
Isto significou: para o Brasil (interiorização da colonização, aumento demográfico com a vinda de 300 mil imigrantes portugueses e cerca de 980 toneladas de ouro produzidos no Brasil no século XVIII, sendo maior do que em toda a América espanhola), para Portugal (pequena diminuição do endividamento, mas que foi freado pelo Tratado de Methuen), para Inglaterra (mais reserva de ouro para enfrentar guerras napoleônicas, estímulo à manufaturas e preparação à Revolução Industrial).
“Tratado de Methuen” (1703): Portugal vira mercado consumidor inglês e é impossibilitado de tentativa de produção manufatureira em Brasil-Portugal. Inglaterra comprava vinhos portugueses (até 1786, quando então comprará vinhos franceses).
O ano de 1780 foi marcado pela decadência do ouro no Brasil, onde 85% do ouro eram de “aluvião“ (depositado em vales fluviais acumulando nas vertentes e misturado a detritos).
Mesmo com a independência do Brasil, havia um grandíssima dependência brasileira com a Inglaterra. Entre 1825-1913, 50% dos investimentos no Brasil eram ingleses (ferrovias, energia elétrica, bondes, bancos, empresas de seguro, exploração mineral, financiamento e empréstimos).
4- CICLO DO ALGODÃO: no Nordeste a partir do século XVIII, utilizado nas manufaturas e indústrias têxteis inglesas.
5- CICLO DA BORRACHA: Na Amazônia, no século XIX, consolida ocupação do território da região, borracha utilizada nas indústrias inglesas.
- CICLO DO CAFÉ: começou na região do Vale do Paraíba no RJ e se espalhará pelo RJ/MG/SP/PR. Brasil foi o principal produtor do mundo.
Começa repetindo a produção da cana-de-açúcar (com latifúndio monocultor para o mercado externo e trabalho escravo).
Marcará a transição de um Brasil agrário colonial para um Brasil agrário modernizado e Capitalista. Trazendo:
-Trabalho assalariado começará a ser viável com a Lei Eusébio de Queiróz de 1850 (fim do tráfico negreiro) e a Lei Áurea de 1888 (fim do trabalho escravo).
-Propriedade Privada surge com a Lei de Terras de 1850 (posse da terra por compra, elevação do preço das terras e com o lucro da venda de terras servindo para a importação de colonos/imigrantes europeus).
O Complexo Cafeeiro gera:
-pequena industrialização nas cidades brasileiras entre 1888-1930 com fábricas de chapéu-louças-fiação-tecelagem.
-consolidação de centros urbanos nas cidades.
-pequena modernização da agricultura (como ensacadoras de café, secadora de café, torrador de café).


-ferrovias. 


Aulas 36 e 37: Industrialização no Brasil
Fases da Industrialização Brasileira:

FASE 1 (1888-1930, “Industrialização Incipiente”)
- Complexo Cafeeiro;
- Iniciativa de empreendedores (como Barão de Mauá e F. Matarazzo);
- SP, RJ e MG.
- Fábricas de: chapéus, louças, fiação e tecelagem.

FASE 2 (1930-1955, Revolução Industrial Brasileira e o início do capitalismo no Brasil”)
 - Getúlio Vargas X oligarquias rurais;
- SP, RJ, MG e RS;
- “bens de consumo”;
- Foram fatores que contribuíram para o desenvolvimento industrial a partir de 1930: o grande êxodo rural, devido a crise do café (interior de SP/RJ e Nordeste), a redução das importações e aumento das exportações em função da crise mundial e da 2ª Guerra Mundial (que favoreceu o desenvolvimento industrial);
- Criação da infra-estrutura industrial: indústria de base e energia. Destacando-se a criação de:
- Conselho Nacional do Petróleo (1938) - petróleo
- Companhia Siderúrgica Nacional (1941) – CSN, siderúrgicas, aço
- Companhia Vale do Rio Doce (1943) – minérios, matéria-prima
- Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945) – hidroelétricas, energia elétrica

FASE 3 (1955-1985, “Internacionalização da economia brasileira”)
- No início da década de 1950 alguns problemas dificultaram o desenvolvimento industrial: falta de energia elétrica; baixa produção de petróleo; rede de transporte e comunicação deficientes.
- Juscelino Kubitschek (1956 a 1961): criou um “Plano de Metas” que dedicou mais de 2/3 de seus recursos para estimular o setor de energia e transporte. Aumentou a produção de petróleo e a potência de energia elétrica instalada, visando a assegurar a instalação de indústrias. Desenvolveu-se o setor rodoviário. Houve um grande crescimento da indústria de bens de produção (siderúrgico e metalúrgico com os automóveis, o químico e farmacêutico; e a construção naval) que cresceu 370% contra 63% da de bens de consumo. No entanto, o desenvolvimento industrial foi calcado, em grande parte, com capital estrangeiro, atraído por incentivos cambiais, tarifários e fiscais oferecidos pelo governo. Nesse período teve início em maior escala a internacionalização da economia brasileira (através das multinacionais) e o aumento do endividamento externo brasileiro.
- Ditadura Militar (1964-1985): em uma conjuntura de declínio no crescimento econômico e industrial. Sérios problemas políticos com a renúncia de Jânio Quadros em 1961, a posse do vice-presidente João Goulart, discussões em torno de presidencialismo ou parlamentarismo e o golpe militar. Os governos militares retomaram e aceleraram o crescimento econômico e industrial brasileiro. O Estado começa a ser mais interventor, assumindo a função de órgão supervisor das relações econômicas. Ocorreu uma maior diversificação da produção industrial. Destaque para a produção: de energia elétrica, do aço, indústria petroquímica, abertura de rodovias e outros. Grande expansão da indústria de bens de consumo não-duráveis e duráveis com a produção inclusive de artigos sofisticados. Estímulo ao Financiamento de consumo e a exportação de produtos manufaturados (em 1979, pela 1ª vez, as exportações de produtos industrializados e semi-industrializados superaram as exportações de bens primários, que são os produtos da agricultura, minérios, matérias-primas).

FASE 4 (1986 até hoje, “Privatizações e desindustrialização”
- Governo Sarney: Plano Cruzado de 1986 (proteção alfandegária que restringia as importações e o desbastecimento de produtos de primeira necessidade promovido por setores oligopolizados da economia, a política de manter o câmbio congelado e a taxa real de juros baixa aumentaram o consumo);
- Governos Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma: Plano Real de 1994 (penosa austeridade fiscal e monetária, diminuição de gastos públicos e a entrada de capital estrangeiro com as privatizações de estatais, apoio à micro e pequena indústria). Grande crescimento econômico  entre 2004 a 2008 interrompido pela crise econômica mundial (pautado na garantia do superávit primário acima de 3% do PIB; o câmbio flutuante em torno dos R$2 por dólar; e a meta de controle da inflação abaixo de 6,5% ao ano). Redução do desemprego e aumento do emprego terceirizado/precário, isenções fiscais à empresas, ampliação das PPP’s (parcerias público-privadas), reformas trabalhistas e previdenciárias. O Brasil na DIT (divisão internacional do trabalho) está inserido como grande produtor de alimentos e matérias-primas. Desindustrialização e favorecimento aos investimentos estrangeiros (a entrada de capital estrangeiro quase que triplicou, tornando o Brasil dependente de capitais internacionais, sendo boa parte destes especulativos). As transnacionais dominam a economia no Brasil (100% das montadoras, 92% do setor eletroeletrônico, 75% das autopeças, 74% das telecomunicações, 68% do setor farmacêutico, 60% da indústria digital 57% do setor de Bens de Capital, 55% do setor de bens de Consumo, 50% da siderurgia e metalurgia, 47% da petroquímica, no agronegócio 30 empresas dominam o complexo agroindustrial e mais de 70% destas empresas são multinacionais). Aumento da dívida externa e interna (mais de 47,19% do orçamento nacional é para pagar os juros e amortizações da dívida, dando aos banqueiros quase metade de tudo o que se arrecada de impostos e taxas no país).

Ø  Atual Produção Industrial brasileira: concentrada na região geoeconômica Centro-Sul

Aulas 38 e 39: Capitalismo e Comércio.
- Capitalismo é uma sociedade dividida em classes sociais, caracterizada por ter uma concentração de riquezas e de poder nas mãos da burguesia. As Classes Sociais no Capitalismo se dividem em:

- Quem produz as riquezas da sociedade capitalista é a classe trabalhadora e a riqueza da burguesia surge pela exploração do trabalho da classe trabalhadora.
Ø  Alunos realizarão atividade com o poema “Operário em Construção” de Vinícius de Moraes e irão responder à algumas questões.

Aulas 40 e 41: “Globalização, Comércio e Capitalismo”.
- Globalização é a integração econômica e social dentre povos, existindo desde o início da humanidade, mas estando mais presente na sociedade capitalista, pois o Capitalismo é industrial, produz em grande quantidade e necessita ter matérias-primas de vários lugares e vender seus produtos no mundo inteiro.
- O Comércio é uma das importantes etapas do Processo Produtivo Capitalista, pois é o momento de circulação dos produtos.
Ø  “Mapa da Origem e Destino dos Produtos no Brasil”.

Aulas 42 e 43: “Comércio e Consumo”
- O Comércio é uma das importantes etapas do Processo Produtivo Capitalista, pois é o momento de circulação dos produtos.
- Se os produtos não forem consumidos, teremos super-estoque e o sistema capitalista entrará em crise de redução de preços e desemprego (como ocorreu na Crise de 1929).
- Os produtos são feito com uma baixa qualidade e a “lógica do consumismo/materialismo/ostentação” auxiliam para o aumento do consumo de produtos na sociedade capitalista.
- O Consumismo Desenfreado na Sociedade Capitalista é necessário para que as pessoas comprem cada vez mais produtos, fazendo com que a economia circule e que não se tenha o risco de haver “crises de super-estoque”.
> Passar a música “Mano na Porta do Bar” dos Racionais MC’s e fazer exercícios.

Aula 44: “Comércio no Brasil”
- Balança Comercial está ligada à compra e venda de produtos, ou seja, à importação e exportação.
- Um país terá “Superávit na Balança Comercial” quando exportar mais do que importar (tendo lucro) e terá “Déficit na Balança Comercial” quando importar mais do que exportar (tendo prejuízo).
- O Brasil tem mais superávit do que déficit na Balança Comercial.
Ø Alunos realizarão atividades sobre a Balança Comercial Brasileira (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/05/balanca-comercial-brasileira-exercios.html)

Aulas 45 e 46: “Região e regionalizações no Brasil”.
- Região significa um “território tematizado”, ou seja, um lugar que pode ser organizado de diferentes formas. Por exemplo: podemos regionalizar o Brasil de diversas formas (vegetação, bacias hidrográficas, climas, relevo, indústria, agricultura, etc).


- É errôneo achar que região está ligada somente à divisão do Brasil em 5 Regiões Político-Administrativas (Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste).


- Esta divisão em “Regiões Político-Administrativas” foi criada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que foi criada em 1938.
- O IBGE já tinha criado outras divisões de “Regiões Político-Administrativas”:


- Antes do IBGE existir, o Estado brasileiro planejava o território e criava “Regiões Político-Administrativas” via IHGB (Instituto Histórico Geográfico Brasileiro), que foi fundada no período imperial em 1838. As regionalizações realizadas pelo IHGB observavam mais os elementos naturais da geografia física do território brasileiro (ou seja, clima, solo, relevo, vegetação, hidrografia, etc). Queria-se descobrir os ecúmenos brasileiros para poder povoá-los, gerando economias de concentração, ou seja, queria-se conhecer o território brasileiro para melhor povoá-lo.
- As “Regiões Político-Administrativas” que existiam no final do século XIX e começo do século XX foram feitas por iniciativas individuais de alguns cientistas:


- As regionalizações do IBGE buscam articular o território econômico no Brasil, criando uma Integração Nacional para um pleno e planejado desenvolvimento econômico e social, ou seja, a realização de uma melhor gestão do território brasileiro para a otimização de suas potencialidades no processo produtivo capitalista, ou regionalizações estratégicas para atender a demanda de políticas sociais e produtivas.

Ø  Exercícios do Livro Didático. 

Aulas 47 e 48: “Macro-Regiões Geo-Econômicas”

- As Macro-Regiões Geo-Econômicas ou Complexos Regionais foram ciados por Pedro Pinchas Geiger em 2007, utilizando como critério a idéia de que o Brasil é um complexo que apresenta particularidades representados por diferentes processos de desenvolvimento sócio-econômico, ou seja, é uma regionalização que se utiliza de critérios sociais e econômicos.

COMPLEXO REGIONAL DA AMAZÔNIA
- Possui 60% do Território Nacional e 10% da População (20 milhões de habitantes).
- Ocupação próxima de rios.
- Séculos XVII e XVIII: drogas do sertão (guaraná, castanha, cacau, baunilha,, pimenta-do-reino, canela, cravo, ervas aromáticas, etc).
- Século XIX: borracha (auge entre 1860-1912)
- Séculos XX e XXI: pecuária, agricultura (soja), mineração (bauxita, hematita, manganês, ouro, estanho, petróleo e gás natural) e indústria (principalmente na Zona Franca de Manaus, que gerou uma periferização, urbanização e migração na cidade).
- Rodovias: Transamazônica, Belém-Brasília e Cuiabá-Santarém.
- Hidroelétricas: Xingu, Rio Madeira, etc.
- Projetos: Calha Norte (ocupação e proteção das fronteiras), SUDAM, BASA (Banco da Amazônia) e de mineração (Jari e Carajás).
- Cultura: alimentação próxima dos indígenas, festas religiosas (Círio de Nazaré, etc), ritmos (tambor de crioula, carimbo, calipso, lambada, reggae, etc), artesanato, festas populares (Parintins, etc), lendas, etc.

COMPLEXO REGIONAL DO NORDESTE
- 18% do Território Nacional e 25% da População (50 milhões de habitantes).
- Mesorregiões: Zona da Mata (litoral, explorada economicamente desde a colonização portuguesa, solos férteis, cana-de-açúcar e cacau para o mercado externo, turismo, pesca, indústria e portos), Agreste (com pólos de educação e saúde, policultura e comércio em feiras dos produtos produzidos na Zona da Mata e outros produtos, tais como calçados, tecidos, roupas, DVD’s, CD’s, alimentos, etc), Sertão (pecuária, algodão, soja, policultura com frutas e flores, Rio São Francisco, centro têxtil e turístico, polo de cinema, pobreza), Meio-Norte (Mata dos Cocais, pobreza, pecuária, pesca, agricultura com soja, portos) e Cariri Cearense (turismo, agricultura e pecuária).
- Cultura: alimentação, festas religiosas, ritmos e danças populares (forró, mangue beat, frevo, maracatu, samba-de-roda, maculelê, reggae, côco, etc), artesanato (xilogravura, etc), festas populares (bumba-meuboi, juninas, colheitas, etc), manifestações culturais (repentistas, penitentes, violeiros, rabequeiros, tocadores de pife, capoeiristas, etc), lendas, etc.

COMPLEXO REGIONAL DO CENTRO SUL
- 22% do Território Nacional e 65% da População (130 milhões de habitantes).
- Área mais desenvolvida economicamente e socialmente.
- Diversidade na produção: pecuária, agricultura (sobretudo a mais modernizada), indústria, serviços, comércio, mineração, etc.
- Muitos portos, Hidroelétricas, rodovias e aeroportos.
- Mesorregiões: Sul do País, Nordeste do Centro-Sul, Noroeste do Centro-Sul e Megalópole (ou Centro Econômico do Brasil).

- Cultura: alimentação, festas religiosas, ritmos e danças populares (samba, jongo, sertanejo, funk, caruru, catira, folia de reis, calango, vaneirão, candango, etc), artesanato, festas populares, manifestações culturais, lendas, cinema, teatro, televisão, literatura, artes plásticas, museus, salas de espetáculo, centros culturais, etc.


Aulas 49 e 50: “Natureza e Sociedade”
- O planeta Terra é um conjunto de partes autônomas e integradas, reunidas pela lei da gravidade, lei da unidade do planeta, extensiva à unidade do universo. 
- Definição de Natureza = são as 4 esferas (biosfera, atmosfera, litosfera, hidrosfera), que são autônomas, mas interdependentes/articuladas.
- Ser Humano é e não é natureza ao mesmo tempo, pela sua condição racional. Homem faz parte da Biosfera e da Natureza, pois é Fauna (animal racional). Fazem parte da Biosfera todas as construções que o Homem realiza, seja um computador, prédio, carro, etc. O Ser Humano é e não natureza ao mesmo tempo, pois é uma natureza racional (“o homem é a natureza que toma consciência de si mesma”). Dizer que o Homem é natureza não é um “acúmulo suficiente”.
- Sem natureza não há sociedade, sem sociedade não há natureza. Sem sociedade não há natureza porque foi o ser humano que deu nome aos objetos do mundo (seja um cachorro, árvore, montanha, rio). A natureza é um elemento concreto do mundo, sendo também o palco dos acontecimentos. Natureza também é um conceito, sendo uma construção humana e social. Portanto, natureza é um conceito social, sem sociedade não pode haver a idéia de natureza, até porque alguém disse que a natureza existe e certamente não foi o Planeta Terra ou um ser superior (deus). Sem natureza não há sociedade porque toda sociedade necessita da natureza para sobreviver, pois o homem bebe água, alimenta, respira, utiliza roupas, etc.
- É equivocada a visão que diz que o homem não pode interferir na natureza. Ele sempre vai interferir, só que com menor ou maior intensidade, de acordo com os interesses produtivos de cada sociedade.
- Regionalizaremos o Brasil de diferentes formas: clima, biomas, ecossistemas, relevo, bacias hidrográficas, etc.

ATIVIDADE
Ø Divisão dos alunos em 4 grupos:
-          BIOSFERA;
-          ATMOSFERA;
-          LITOSFERA;
-          HIDROSFERA.
- Grupos farão Cartolinas com colagens de imagens relativas às esferas.

Aulas 51 e 52: "CLIMA e TEMPO"
- Tempo = combinações passageiras dos elementos do clima ou as condições meteorológicas de um lugar em determinado momento (muda de um dia para o outro e de hora em hora). Está relacionado à temperatura, chuvas, nuvens, vento, umidade relativa do ar, etc. Um dos principais determinantes são as massas de ar (que são porções de ar que adquirem temperatura e umidade dos lugares onde se originam).

2 – Clima = condições meteorológicas de um lugar que não mudam a cada momento que nem o Tempo. É um elemento importante na definição das diferentes paisagens do planeta Terra. Influencia o ser humano: cultivos agrícolas, costumes, alimentação, modo de vestir, etc. É determinado pelo Sol, Oceanos, Vulcões e Formato do Planeta Terra. 
Ø Atividade sobre Tempo: descrever as condições de tempo (anotando horário, dia, vento, nuvens, temperatura, chuva, umidade relativa do ar) e interpretar uma imagem de satélite.


Aulas 53 e 54: “Zonas Climáticas”

- O planeta Terra tem 3 zonas climáticas/térmicas ou 3 grandes áreas com características climáticas semelhantes.



- Isto ocorre pelo: formato esférico do Planeta Terra, a inclinação do Planeta Terra na incidência de raios solares e influencias dos movimentos do Planeta Terra (de rotação e de translação).
- Portanto nas Zonas Climáticas:
·         Polar ou Glacial = menores temperaturas, menores incidência de raios solares, vegetação rasteira, pouca urbanização.
·         Temperada = equilíbrio e média de temperaturas, maior incidência de raios solares que na zona polar/glacial, estações do ano bem definidas, maiores concentrações urbanas.
·         Tropical = maiores temperaturas, maiores incidência de raios solares, grandes desertos, florestas com grande biodiversidade, significativa concentração urbana.
Ø  Realizar Mapa das Zonas Climáticas

Aulas 55 e 56: "Temperatura e Chuva"
- A Temperatura no planeta Terra é determinada principalmente pelos raios solares. É mais quente na Zona Tropical (principalmente na linha do Equador). Existem outros determinantes para a temperatura do planeta: hidrografia, vegetação, impermeabilidade do solo, etc.
- As áreas mais quentes no Brasil estão próximas à linha do Equador e em áreas aonde não chegam as frentes frias. As áreas mais frias no Brasil estão na Zona Temperada, principalmente na região Sul.
- A Chuva ocorre quando a água em estado gasoso começa a precipitar-se, quando há um choque entre a massa de ar quente e a massa de ar fria.
- Para compreender melhor as chuvas, é necessário que se tenha um conhecimento sobre o Ciclo Hidrológico (ou da Água). Este inicia-se com a evaporação (mudança de estado de líquido para gás ou vapor) das superfícies líquidas do planeta (ou dos solos úmidos e dos seres vivos) que formarão as nuvens. Numa segunda etapa, ocorrerá a condensação desta água (mudança do estado gasoso para líquido) e também a sublimação (do gasoso para o sólido). Na terceira etapa, esta água retornará às superfícies líquidas do planeta (oceanos, lagos, pântanos) ou mesmo para o solo úmido e seres vivos (fauna e flora) e continuará este ciclo importantíssimo.
- Com o Ciclo Hidrológico, a água do planeta Terra é a mesma à bilhões de anos, sempre se renovando.
- Em períodos de estiagem, a água fica no estado gasoso, mas depois ela cairá.
Ø  Atividade sobre as Temperaturas e Chuvas no Brasil.

Aulas 57 e 58: "Os Climas do Brasil"
- Os Climas no Brasil são:
-equatorial;
-subtropical;
-tropical (semi-árido, litorâneo, de altitude, tropical).
Ø  Exercícios do Livro Didático.

Aulas 59 e 60: "Biomas, Ecossistemas e Biodiversidade do Brasil"
- Biodiversidade está relacionada com a diversidade de vida (seja do Reino Animal/Vegetal/Monera/Fungi/Protista/Vírus)
- A Biodiversidade está presente em qualquer lugar do Planeta Terra, mas os locais com muita biodiversidade são chamados de Mananciais de Megadiversidade Biológica.
·         estão concentrados na área Inter-Trópicos (ou Zona Tropical do globo) e um pouco na zona Temperada.
- Biomas = uma região de biodiversidade com grupos similares.
- Ecossistemas = designa o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região e pelos fatores abióticos que atuam sobre essas comunidades, ou seja, leva em conta a biodiversidade e elementos como temperatura, pressão, salinidade, umidade, luz, chuva, vento, etc. Dentro de um bioma podemos ter ecossistemas diferentes, caso da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica (presentes no bioma das Florestas Tropicais).
-  Os Biomas já estão muito degradados pelo ser humano.
- Os Biomas do Brasil são:
·         ·   Amazônia
·         ·   Cerrado
·        ·   Mata Atlântica
·         ·   Pantanal
·         ·   Caatinga
·         ·   Zona Costeira
·        ·   Campos Sulinos

- Os Ecossistemas do Brasil são:
  • ·         Amazônia
  • ·         Cerrados
  • ·         Costas e Floresta Atlântica
  • ·         Pantanal
  • ·         Caatinga
  • ·         Meio-Norte
  • ·         Campos Sulinos
  • ·         Florestas Semicaducifólica
  • ·         Pinheiros
  • ·         Extremo Sul

Ø  Exercício com Mapa sobre Biomas e Ecossistemas do Brasil.

Aulas 61, 62 e 63: "Relevos do Brasil"
- RELEVOS são as formas com que as camadas rochosas assumem na paisagem, retratando a diversidade de formas da superfície terrestre. Caracteriza-se, basicamente, por formas salientes e formas deprimidas, tanto das formas do relevo emerso quanto submerso.
- Os movimentos de Placas Tectônicas podem formar dois dos 4 tipos de relevo: montanhas e depressões.
- Os tipos de relevo são:
  • PLANÍCIE (originado no processo de sedimentação, localizando-se nas áreas de baixas altitudes, áreas litorâneas e bacias fluviais);
  • PLANALTO (áreas de altitudes intermediárias de 300m à 2500m, originadas do processo de desgastamento erosivo, geralmente com superfícies de aplainamento);
  • MONTANHAS (áreas mais elevadas com acima de 2500 metros de altura, originadas dos desdobramentos tectônicos),
  • DEPRESSÕES (originadas dos desdobramentos tectônicos ou ação erosiva, podendo chegar até 11mil metros de profundidade).

- Estas 4 formas de relevo abrangem grandes áreas e demoram milhares de anos para se formar e para desaparecerem.
- Existem outras formas de relevo, só que mais transitórias: serra, morro, colina, etc.
- O Brasil possui três relevos: Depressões, Planaltos e Planícies.
- Existem algumas subdivisões do relevo brasileiro: Planaltos Norte-Amazônicos, Depressão Norte-Amazônica, Planície do Rio Amazonas, Depressão da Amazônia Ocidental, Depressão Marginal Sul-Amazônica, Planaltos e Chapadas dos Parecis, Planície do Pantaneira, Planaltos e Chapadas da Bacia do Rio Paraná, Planaltos e Serras do Atlântico, Planalto da Borborema, Planície Costeira e Planaltos da Bacia do Rio Parnaíba.
Ø  Atividade sobre Relevos Brasileiros


Ø  Sugestão de se fazer uma maquete das formas de relevo (http://profwladimir.blogspot.com.br/2014/11/maquete-das-formas-de-relevo.html)

Aulas 64 e 65: "Bacias Hidrográficas do Brasil"
São 12 as Bacias Hidrográficas Brasileiras:
·   Amazônica
·   Parnaíba      
·   Tocantins/Araguaia
·         ·   Atlântico Nordeste Ocidental
·         ·    Atlântico Nordeste Oriental
·     São Francisco
·     Atlântico Leste
·    Atlântico Sudeste
·     Atlântico Sul
·     Paraguai
·      Paraná
·     Uruguai

 Mapa das Bacias Hidrográficas do Brasil


Ø  Atividade Bacias Hidrográficas Brasileiras.
"Mapa das Bacias Hidrográficas do Brasil".

Ø Localização dos principais rios brasileiros.
 Principais rios da Bacia do São Francisco.


  Principais rios da Bacia do Leste.


  Principais rios da Bacia do Paraná.


 Principais rios da Bacia do Amazonas.

Aulas 66 e 67: Transporte no Brasil"
- Importante distinguir os transportes em:
·    Terrestre (rodoviário, ruas, avenidas, estradas) = a pé, bicicleta, carro, moto, caminhão, tração animal, skate,, patins, patinete.
·         Ferroviário = trem, metro, bonde elétrico.
·         Aquático (fluvial ou marítimo) através de submarino, canoa, barco, navio, balsa, jetski, lancha.
·         Aéreo = helicóptero, avião, balão, dirigível, jato, nave, foguete.
·         Tubular ou Dutuviário = gasoduto, oleoduto, alcoolduto, minerioduto.

- Localização dos principais portos, ferrovias, rodovias e aeroportos no Brasil.




- Localização dos principais portos, ferrovias, rodovias e aeroportos no Brasil.

Aulas 68 e 69: Energia e Hidroelétricas Brasileiras”.
- As Principais Hidroelétricas no Brasil são:
#
Nome
Rio
Estado
Capacidade
01
Usina Hidrelétrica de Itaipu
Rio Paraná
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/93/Bandeira_do_Paran%C3%A1.svg/20px-Bandeira_do_Paran%C3%A1.svg.png Paraná
14 000 MW
02
Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Rio Xingú
Pará Pará
11 233 MW (em construção)
03
Usina Hidrelétrica de Tucuruí
Rio Tocantins
Pará Pará
8 370 MW
04
Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós
Rio Tapajós
Pará Pará
6 133 MW (projetada)
05
Usina Hidrelétrica de Jirau
Rio Madeira
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg/20px-Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg.png Rondônia
3 750 MW (em construção)
06
Usina Hidrelétrica Santo Antônio
Rio Madeira
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg/20px-Bandeira_de_Rond%C3%B4nia.svg.png Rondônia
3 568 MW (em construção)
07
Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira
Rio Paraná
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2b/Bandeira_do_estado_de_S%C3%A3o_Paulo.svg/22px-Bandeira_do_estado_de_S%C3%A3o_Paulo.svg.png São Paulo
3 444 MW
08
Usina Hidrelétrica de Xingó
Rio São Francisco
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/88/Bandeira_de_Alagoas.svg/20px-Bandeira_de_Alagoas.svg.png Alagoas e
 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/be/Bandeira_de_Sergipe.svg/20px-Bandeira_de_Sergipe.svg.png Sergipe
3 162 MW
09
Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso IV
Rio São Francisco
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/28/Bandeira_da_Bahia.svg/20px-Bandeira_da_Bahia.svg.png Bahia
2 462 MW
10
Usina Hidrelétrica Jatobá
Rio Tapajós
Pará Pará
2 338 MW (projetada)

Aulas 70 e 71:As Fontes de Energia Brasileiras”.
- Brasil – Consumo de Energia segundo Fonte: 39,5% (Hidroeletricidade), 22,8% (petróleo), 7,5% (lenha e carvão vegetal), 4,1% (carvão mineral), 3,1% (álcool), 2,4% (gás natural), 20,6% (outros).
- Brasil – Consumo de Energia por Setor: 37,4% (indústria), 20,6% (transporte), 15,9% (residencial), 9,6% (comércio e serviços), 6,7% (energético), 9,8% (outros).
- As fontes de energia são elementos necessários e essenciais na história da humanidade, principalmente para a sociedade capitalista (que é altamente tecnológica, rápida e globalizada).
- Por mais que estas possam esgotar ou que são poluentes, a sociedade capitalista jamais deixará de utilizá-las, pois o que importa é o lucro.
- Utiliza-se para uso doméstico, uso produtivo (sendo CUSTOS DE PRODUÇÃO para indústrias, agricultura, etc) e transporte.

- As Fontes de Energia são divididos em 2 tipos: RENOVÁVEIS (não se esgotam) e  NÃO-RENOVÁVEIS (se esgotam).
- As RENOVÁVEIS são “limpas” não são viáveis economicamente para o capitalismo (caras e geram pouca energia)
·         Solar = receptor de energia solar, termoelétrica (energia térmica do sol fará as turbinas girarem a mecânica das turbinas e depois é criada a energia elétrica). Utilizado em alguns locais de deserto e no NE brasileiro (gera pouca energia).
·         Marés = ondas geram energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Pouco usada, pois gera pouca energia.
·         Geotérmica = energia térmica do magma vulcânico fará as turbinas girarem a mecânica das turbinas e depois é criada a energia elétrica.
·         Eólica = ventos geram energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Pouco usada, pois gera pouca energia.
·         Hidroelétrica = Surge na Europa em 1860 e se populariza depois da Segunda Guerra Mundial. Tem a necessidade de se fazer o represamento de um rio e uma barragem. Aos poucos se libera a água do rio, que gera energia mecânica que giram as turbinas e depois é criada a energia elétrica. Só pode ocorrer em países com relevo de planalto (“acidentado”) e com ampla hidrografia (com quedas de água). Problemas de desmatamento, morte de peixes, expulsão de povos ribeirinhos, poluição ar (decomposição vegetação), comprometimento de uma grande área para fazer represamento.

- Já as Fontes de Energia NÃO-RENOVÁVEIS são:
  • Petróleo = É uma rocha Sedimentar. A formação se dá pela sedimentação de matéria orgânica em áreas de ação tectônica.
  • Carvão Mineral = É um mineral cuja formação se dá pela sedimentação de matéria orgânica em áreas de antigos rios. É um hidrocarboneto sólido, encontrado em cavidades ou depressões preenchidas por sedimentos.
  • Carvão Vegetal = vem de árvores, carvoarias (trabalho infantil, etc). Problemas com poluição do ar e desmatamento. É pouco calórico.
  • Gás Natural = parcela do petróleo em estado gasoso, mas que precisa ser refinado. Utilização (GLP, combustível de carro, metanol, amônia/uréia, siderurgia/ferro, refrigeração de ambientes, ar condicionado, geladeira, termoelétricas). Baixo custo de transporte e polui menos (sem enxofre e pouco CO²).
  • Nuclear = 1ª usina nos EUA em 1953. Em um reator nuclear, o núcleo do urânio enriquecido (minério de urânio super-enriquecido por descargas de nêutrons) é quebrado (fissão nuclear) com a intenção de gerar calor (controlado por água), que girará as turbinas que proporcionarão energia elétrica. É a forma mais abundante de se gerar energia elétrica, mas é muito arriscado. Riscos de vazamento: caso do Japão em 2011 (usina de Fukoshima), dos EUA (usina de Tree Island em 1979) e da ex-URSS (na usina de Chernobyl em 1986). Problema do plutônio (ou lixo nuclear) que sobram das usinas atômicas (devem ser enterrados ou jogados no fundo do mar por 10 mil anos), mas estas podem virar bombas atômicas. Por isso que os EUA não querem que países como Irã, Coréia do Norte e Venezuela tenham usinas.


Aulas 70 e 71:Industrialização e Urbanização Brasileira, Migrações, Identidade, Cidade e Campo”.
- O Brasil foi um país que passou por um rápido processo de saída de pessoas do campo para a cidade. Vejamos os dados a seguir:
BRASIL – população no campo e na cidade
Ano
Pessoas no campo
Pessoas na cidade
1940
70%
30%
1950
66%
34%
1960
55%
45%
1970
44%
56%
1980
32%
68%
1991
24%
76%
2000
18,8%
82,2%
2010
15,6%
84,4%

- As pessoas saíram do campo pela grande oferta de empregos da cidade, a falta de empregos no campo ocasionados muitas vezes com a urbanização e modernização do campo (como pela mecanização da força de trabalho), a diminuição do poder econômico dos lavradores (agricultura de subsistência) que tem de vender suas terras para os grandes agricultores e latifundiários.
- Entre as décadas de 1930-50 ocorrerá a decadência da economia cafeeira no Brasil (relacionado com a crise mundial do capitalismo na Quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e a Segunda Guerra Mundial) e a intensificação da industrialização nos grandes centros urbanos brasileiros.
- Na década de 1950 temos uma intensificação da modernização do campo, com um aumento do uso dos insumos modernos na agricultura brasileira, mas grande parte destes ainda era importada.

Ø  Atividades com a música “Saudades de Minha Terra”.
Ø  Realização do poema “Minha Terra”.
Ø  Atividades com o poema de cordel “Imigração e Consequências” de Patativa do Assaré (http://profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/emigracao-e-as-consequencias-cordel-de.html).

Aula: “Campo no Brasil”.


Aula: “Cidades e Desigualdade no Brasil”.
- História da Formação da Cidade de São Paulo.

POPULAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO
ANO
HABITANTES
1872
30 mil
1920
579.073
1960
3.709.111
1970
6 MILHÕES
2011
11 MILHÕES

- Explicações sociais e econômicas para este aumento quantitativo de pessoas na cidade de São Paulo, destacando-se as migrações e a industrialização.
- Aspectos geográficos da formação da cidade de São Paulo.

- As 3 fases da urbanização paulistana:
  • 1554-1920 = urbanização ocorria em pontos dispersos e localizados na cidade de São Paulo.
  • 1920-1950 = ricos morarão nos “bairros-jardins” (locais com abundancia de infra-estrutura e rede de serviços) e os pobres morarão nos “cortiços e vilas operárias”. As vilas operárias (casas alugadas ou vendidas aos operários) eram viáveis economicamente ao patrão porque: os terrenos próximos às empresas eram muito baratos (geralmente localizavam-se em terrenos de várzea e próximos das ferrovias); havia uma pequena quantidade de operários na época possibilitando este empreendimento; o rebaixamento do salário dos operários, pois por morarem próximo ao serviço, suas despesas seriam menores.
  • A partir de 1950 = Por advindo da intensificação da industrialização e da urbanização, teremos agora uma grande explosão demográfica (destaque pela migração). Os burgueses que até então se responsabilizavam pelas “vilas operárias”, não necessitarão mais destas e transferem os gastos de moradia e de transporte para o próprio trabalhador, além do serviço urbano básico para o Estado. Podemos afirmar que neste momento surge o “Mercado Imobiliário” e a “Periferia”. Ricos morarão nos condomínios ou nos bairros de ricos e os pobres morarão nas periferias ou nos cortiços do centro. Teremos uma evidente segregação espacial e social na cidade de São Paulo, nas periferias com as habitações populares, conjuntos habitacionais, favelas e os cortiços do centro (que são viáveis pela proximidade do emprego); e as habitações dos ricos que estão distribuídas em locais centrais, mas dispersos na cidade (sempre muito bem protegido pelo aparato repressor estatal). Como acumulação e especulação andam juntas, a localização da classe trabalhadora passou a seguir os fluxos dos interesses especulativos dos grupos imobiliários privados. O poder público sempre se ausentou da tarefa de dar um mínimo de ordem no uso do solo da cidade e colocará esta responsabilidade do desenho urbano para os grupos privados. O Estado-burguês é reformista e atende aos interesses particulares, colocando-se à serviço da dinâmica de valorização-especulação do sistema imobiliário-construtor. Com a especulação imobiliária teremos agora uma intensificação da expansão horizontal de urbanização paulistana, não tendo mais como característica fundamental a concentração de áreas distintas e desarticuladas na cidade, mas se articulando áreas periféricas na cidade de São Paulo e também nas cidades da Grande São Paulo.



- As pessoas vão morar nas cidades porque aqui estão os empregos, eles foram expulsos de sua terra num movimento chamado de Êxodo Rural.
- As pessoas nas cidades se distribuem de forma irregular em bairros ricos e bairros pobres. As desigualdades espaciais são a concretização dos contrastes e desigualdades sociais geradas pelos esquemas de sobrevivência em que as pessoas estão envolvidas. As pessoas moram de acordo com a sua função no processo produtivo ou de seus salários.
- O Proletariado vai morar nas periferias pelo alto custo de vida no centro e pelo baixo preço do terreno nas periferias. Importante destacar o papel da Especulação Imobiliária que valoriza ou desvaloriza terrenos na cidade, determinando quem irá morar nestes locais e quais funções serão exercidas nestes espaços.
Bairros ricos = terrenos caros, com infra-estrutura, com direitos de cidadania.
Bairros pobres = terrenos baratos, sem infra-estrutura, sem direitos de cidadania.
- Os direitos de cidadania na periferia foram conquistados através de muitas lutas e reivindicações populares.
- Cidadania = contrato social dizendo que todas as pessoas possuem direitos e deveres na sociedade.
- A sociedade capitalista tenta tirar o significado real de cidadania, ao dizer que são somente deveres. Os neoliberais definem um conjunto de estratégias dirigidas a transferir a educação da esfera dos direitos sociais à esfera do mercado, ou seja, o neoliberalismo reconceitualiza a noção de cidadania, através de uma revalorização da ação do indivíduo enquanto proprietário, enquanto indivíduo que luta para conquistar (comprar) propriedades-mercadorias diversa índole, sendo a educação uma delas. O modelo de homem neoliberal é o cidadão privatizado o empreendendor, o consumidor.

> Passagem das Músicas “Saudosa Maloca” (Adoniran Barbosa), “Fim de Semana no Parque” (Racionais MC’s) e “Cidadão” (Zé Ramalho).



Aula: “População brasileira”.
- As divisões étnico-racial da população brasileira, tanto regionalmente, quanto nacionalmente, são:


- Taxas de Analfabetismo, Mortalidade Infantil.
- IDH do Brasil.
- Taxas de Natalidade, Fecundidade, Mortalidade, Expectativa de Vida (ou Esperança de Vida ao Nascer) e Crescimento Natural (ou Vegetativo).


(continua)



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